Harry Potter e Cia não me pertencem!
Nome do autor: Innis Winter
Título: A Sorta Fairytale
Sinopse: "e eu sabia que poderia ser uma coisa para a vida inteira, mas eu não sabia que nós poderíamos quebrar um revestimento de prata"...
Capa: -
Ship: Draco/Hermione
Gênero: Geral/Romance-água-com-açúcar
Classificação: K
Formato: long!
Observações: projeto Playing With The Reality. Foi usada a situação "E se, por alguma razão, Draco e Hermione fossem vizinhos?".
N/A: o título da fic e os títulos dos capítulos são todos tirados de uma música da maravilhosa Tori Amos, A Sorta Fairytale. Alerta de relacionamentos infantis cheios de insinuaçõezinhas, vergonhas alheias, magia sem controle e possíveis amigos imaginários!
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but we're just imposters in this country, you know
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Fazia muito calor naquela tarde de sexta-feira, o que só podia significar uma coisa: poder brincar com água no quintal. Saltitante, era isto o que a pequena Hermione estava fazendo, usando um maiozinho cor de rosa cuja existência já era o bastante para fazê-la morrer de vergonha na adolescência, esguichando água para todos os lados em sua piscina de plástico. Mas então, um barulho de carro se aproximando a fez parar.
A casa ao lado da sua estava vazia há muito tempo. Era uma casa muito grande e bonita, mas estava cheia de problemas: as paredes estavam descascadas, algumas janelas estavam quebradas, e o mato estava mais alto que a própria Hermione. Mas aparentemente isso não era importante, pois a placa de "vende-se" desapareceu, e um carro de família e um caminhão estavam parando bem diante da casa.
Hermione saiu de sua piscina e correu até a cerca para espiar por um buraco. De dentro do carro saiu um homem mais alto que seu pai e uma mulher mais magra que sua mãe, os dois com roupas elegantes e caras decepcionadas. A porta de trás do carro se abriu e fechou, mas Hermione não pôde ver quem saíra. Devia ser uma criança também, uma criança pequena que ficou escondida pelo mato alto, e Hermione desejou que fosse uma criança divertida com quem pudesse brincar.
Por mais que tentasse espiar através do mato alto, ou tentasse escalar a cerca e se pôr na ponta de seus pezinhos gorduchos para olhar por cima do capim, Hermione só pôde ver a ponta dos cabelos loiros da criancinha que teimava em esconder-se dela. Quando finalmente a família desapareceu dentro da casa, a mãe de Hermione a chamou para tomar banho e jantar.
Enquanto Hermione devorava seu cachorro-quente (pois toda sexta-feira era dia de cachorro-quente), ela ouvia com atenção o que seus pais diziam sobre a família loira e triste que acabara de chegar. Não pareciam saber muito mais do que a própria Hermione, o que logo tornou a conversa chata e deixou a garotinha sonolenta.
Hermione foi levada para a cama, coberta e beijada pelos pais, que lhe desejaram boa noite e apagaram as luzes. Mas isso não significava que a menina conseguiria dormir, pois uma claridade irritante vinha pela janela, e nada no mundo a faria descansar enquanto não fechasse as cortinas. E foi o que ela fez, ajoelhando no colchão e puxando as cortinas brancas e chatas que sua mãe colocara em seu quarto, apesar de todo o esforço de Hermione em convencê-la a comprar cortinas cor-de-rosa para combinar com a roupa de cama e o tapete.
Mas a janela do quarto de Hermione dava para uma das janelas da casa da família loira. E, olhando por esta janela, estava um garotinho.
Hermione e o garotinho ficaram se encarando por alguns segundos, os dois com as mãozinhas gorduchas nas cortinas de seus quartos, prontos para fechá-las. Animada, Hermione sorriu e acenou, e ficou desapontada quando o garotinho fez uma careta zangada e fechou suas cortinas azuis com força.
Aquela era uma família muito esquisita, era o que Hermione pensava enquanto fechava a cortina de seu quarto e voltava para o aconchego de sua caminha cor-de-rosa. E ela não poderia estar mais certa.
N/A: vejamos...
Reviews? xD
