Oi gente. Pra avisar, vão ter alguns POV diferentes durantes a história, mas a narradora principal vai ser a mesma.

É isso, boa historia, divirtam-se.

Disclaimer: Harry Potter pertence a J.K, porque se fosse meu o Snape estava muito vivo!


POV Thiago

Nas ultimas duas carteiras da sala eu e Sirius conversávamos sobre as garotas que estavam com o seboso. O professor estava explicando alguma coisa para a turma, entretanto eu e Sirius fazíamos questão de ignorar.

- Sirius você viu aquela ruivinha, cara gostei dela. – eu disse a Sirius, me virando para ele enquanto um sorriso aparecia em meu rosto. Eu realmente gostei daquela ruivinha.

- É mesmo é bonitinha mais a dos olhos verdes também, e é brava. – Sirius da um sorrisinho sacana, como se tivesse aprovado o que tivesse visto.

Acho que vou me encontrar mais com ela, só vai ser meio difícil por ela ser Sonserina, mas ainda bem que temos as aulas de poções. – Sirius me diz com um sorrisinho no rosto, mas eu tenho uma questão mais importante a discutir neste momento, então o respondo.

- O único problema é aquele seboso, eu não gosto dele. Ele é tão estranho e meio nojento, mas mesmo assim as duas estavam conversando com ele. Como elas têm coragem de andar com ele? A garota Sonserina até se entende, apesar de mesmo eles sendo a mesma casa ainda é estranho QUALQUER pessoa em seu juízo normal querer andar com ele, mas até a garota da Grifínória esta andando com ele. Por quê? – Eu pergunto para ele querendo realmente entender isso, é totalmente incompreensível para mim.

- Não sei Tiago, mas não devem conhecer mais ninguém. É a única resposta decente para alguém se obrigar a ficar na companhia daquele ranhoso esquisito. Ou ele pode ter enfeitiçado elas. - diz Sirius rindo alto, o que acabo por me fazer rir também. Logo nós dois estávamos gargalhando.

Claro que acabamos chamando a atenção do Professor Slughorn. Ele anda até a nossa mesa com uma cara muito irritada. Paro de rir na hora e dou uma cotovelada em Sirius para que ele pare também. Sirius me olha sem entender então eu indico com a cabeça o professor, que a essa altura já estava praticamente na nossa frente.

- Os senhores já leram e entenderam a pagina 20 do livro? Conseguiram compreender como é o preparo correto da poção? Já sabem quais as ervas necessárias para prepara-la? – O professor pergunta, olhando diretamente para nós. Eu e Sirius nos olhamos sem saber o que fazer e depois olhamos para o professor sem falar nada. Não era preciso, afinal aposto que ele podia ver em nossas caras que a gente não sabia nada disso. O professor faz uma careta de irritação e pergunta novamente.

- Vocês, ao menos, sabem qual a poção que nós estamos trabalhando hoje? -

Eu e Sirius nos olhamos novamente e olhamos para o professor, que neste momento olhava para os nossos livros fechados em cima de nossas mesas.

- Foi o que pensei. – Ele disse enquanto se dirigia de volta ao quadro. A gente se olha uma ultima vez e corre para abrir os malditos livros de poções antes que a gente pegue uma detenção no primeiro dia de aula.

POV Daphne

Quando a aula termina me levanto e saio da sala sem falar com ninguém, nem mesmo com Severo afinal é dele que estou com raiva. Fiquei a aula toda sem falar com o Severo. Se ele quiser que eu fale com ele de novo vai ter que pedir desculpas, se bem que eu acho que ele nem se lembra mais que eu existo, afinal ficou a aula toda conversando com aquela ruiva da Grifinória. Eu tentei falar com ele e ele foi super grosso, mas quando ela foi falar com ele, ele foi só sorrisos.

Então conclusão da aula, Severo me ignorou a aula inteira me deixando assim, extremamente irritada, mal humorada e principalmente magoada. Pensei que ele fosse meu amigo. Nem a cena de ver aqueles dois Grifinórios levando uma bronca do professor conseguiu animar meu humor.

Vou para as minhas próximas aulas tomando o cuidado de me sentar o mais distante possível de Severo e de não dar nenhuma chance para que ele venha ficar perto de mim. Sinceramente, ainda bem que a única aula que temos com a Grifinória é de poções.

Durante a manhã inteira eu evito o Severo. Já estava na hora do almoço, mas eu estou completamente sem fome. Eu me dirijo às masmorras e alguns minutos depois já estou em meu quarto. Guardo os materiais das aulas da manhã e já pego tudo que vou precisar para as aulas da tarde. Confiro o relógio e vejo que ainda tenho um bom tempo até as aulas da tarde, já que eu não fui almoçar. Decido seguir rumo ao lago nas propriedades da escola, meu pai sempre me falou sobre aquele lago e eu só estava esperando a primeira oportunidade para que eu pudesse ir vê-lo.

Logo eu já estava na beira do Lago Negro. Nossa ele é tão lindo. Eu sempre gostei de ficar olhando assim para lagos e rios, ficar simplesmente vendo a água seguir tranquila o seu ritmo, sem se importar com o que acontece ao redor. Isso transmite uma paz e uma calma que não se pode conseguir em outro lugar.

Caminho ao redor do lago tentando achar um lugar para sentar longe de olhos curiosos, e logo encontro. Um lugar na beira do lago, um pouco afastado da entrada do castelo, que tinha apenas poucas árvores, escondendo quem ali estivesse de pessoas curiosas, e uma grama macia para que eu pudesse sentar. Sorrio e me sento, agradecendo mentalmente por ainda não ter nenhum aluno ali. Olho para a entrada do castelo observando os outros estudantes, que agora saiam do almoço, e logo entendo porque não havia ninguém ali. A maioria dos alunos preferia ficar ou bem perto do castelo ou bem afastado, como o 'meu lugar' estava entre esses dois aparentemente ninguém se interessava, e também parece que eu estou sentada perto de mais do Lago Negro para que alguém queira sentar aqui, tomando como base que TODOS os alunos estão sentados a uma distância 'segura' do lago, parece que os alunos tem medo desse lago, só eu vejo a sua magnífica beleza. Melhor para mim, já tenho um lugar para mim estudar ou pensar quando quiser.

Recosto minha cabeça na arvore atrás de mim e me permito apenas ficar observando o lago enquanto penso no estranho comportamento de Severo, realmente tentando entender o porquê de ele estar agindo dessa forma comigo. Suspiro quando simplesmente não consigo achar uma resposta para sua 'grosseria grátis' para comigo.

Perco-me no tempo, quando vejo os alunos já estão entrando no castelo para as aulas da tarde. Levanto-me devagar pensando qual seria o castigo por não ir, afinal não quero encontrar Severo e temos todas as aulas juntos. Só de pensar nisso a raiva daquele garoto volta, ate agora não entendi porque foi grosso e me ignorou. Caminho pelo pátio indo em direção à aula de historia da magia e sei que terei que prestar atenção, pois nunca fui muito boa com historia. Então digo a mim mesma que tenho que esquecer das atitudes do Severo por um tempo.

Entro na sala e me sento na primeira carteira longe de qualquer outro aluno que já esteja na sala. O professor entra e se apresenta a turma, mas não dou muita bola para seu nome ou sua aparência já estou lendo o livro tentando focar minha atenção em outra coisa.

As outras aulas transcorreram de forma tranquila eu nem lembrava mais de Severo, afinal o estava ignorando e trocando de lugar sempre que ele sentava do meu lado, e de que na ultima aula teria que olhar para ele afinal nesta aula todos tem suas duplas é a minha era ele. Quando a penúltima aula acaba lembro-me desse fato e tento demorar o máximo possível para chegar à aula. Sigo em direção à aula de feitiços, uma aula que provavelmente vou gostar, mas o fato de Severo estar lá me tira toda vontade de ir ate a sala.

Paro na porta da sala olhando quem já esta lá dentro. Vejo poucos alunos, então entro e me sento na segunda carteira esperando pelo professor. Distraio-me folheando o livro vendo os feitiços que vamos aprender, de repente alguém senta ao meu lado, não sei quem é e nem sei se quero descobrir, mas logicamente deve ser Severo já que ele é a minha dupla, então continuo o que estava fazendo.

Mais alguns minutos se passam e a pessoa ao meu lado não para de se mexer e de fazer sons irritantes, já estou ficando incomodada e estou prestes a mandar Severo, ou quem quer se seja, embora dali quando alguém para na frente da carteira e bufa, ergo os olhos para ver que a pessoa parada a minha frente é o Severo. Ele olha para mim e para a pessoa ao meu lado que nem vi quem é e diz.

- Com licença, mas esse lugar é meu. – diz ele já irritado. Mas pera ai, se Severo está na minha frente, quem é a pessoa irritante que sentou ao meu lado? Eu olho para o lado e entendo porque de Severo estar irritado, eu estou sentada ao lado de Sirius Black, o garoto da primeira aula. Fico estática não sei o que dizer e nem porque ele esta sentando a meu lado, afinal essa nem era sua aula, mas ele olha para Severo e responde.

- Não creio que seja seu lugar porque afinal essa cadeira não tinha nome quando entrei. – disse Black brincando com Severo, e completa dizendo. – e acho que você devia sentar em outro lugar eu cheguei primeiro aqui e vou ficar aqui. – diz fazendo gracinhas para Severo que responde.

- E eu acho que você não devia nem estar aqui porque afinal essa aula é de alunos da Sonserina e da Lufa-Lufa.E também porque essa aula é em duplas e a Daphne é a MINHA dupla – diz Severo já irritado com o garoto, dando uma estranha ênfase a palavra 'minha'.

Aquela situação estava me deixando com mais raiva do que achei possível, sim agora Severo resolveu de que quer sentar comigo e conversar e aquele tal de Sirius acha que pode sentar ao meu lado como se fosse meu amigo. Bom eu acho que não é bem assim eu decido com quem sento ou não, mesmo ele sendo a minha dupla. Levanto-me da cadeira e os dois olham para mim.

- Bom se vocês dois acham que vão sentar comigo, ou mesmo conversar, não vão não. Eu não quero sentar com você Black e muito menos conversar com você Severo, então eu vou sair daqui e não quero nenhum dos dois me seguindo. Façam o seguinte sentem juntos e bem longe de MIM. – digo já irritada demais para medir o tom da minha voz.

Viro as costas para aqueles dois e me sento ao lado de uma garota que pelas vestes vejo que é da lufa-lufa, ela ia puxar conversar mais bastou olhar para mim e viu que não iria responder. Enquanto o professor entrava na sala percebi Black saindo em silencio, porem eu não vi nada da aula estava cega de raiva. Ora quem eles pensavam que eram pra simplesmente brigarem por mim como se eu fosse nada alem de um objeto, ainda mais o Severo.

A aula termina sem que eu perceba me levanto e guardo as minhas coisas, tudo o que eu quero e ir ate aquele lugar no lago, me sentar e ficar observando o por do sol, mas antes tenho que levar os materiais ate o quarto e pegar algo para comer só agora percebi que estou com fome.

Chego ao quarto largo tudo em cima da cama e vou saindo em direção a cozinha. Na porta da sala comunal de minha casa dou de cara com Severo, ele tentar dizer algo mais eu saio sem dar oportunidade a ele de falar qualquer coisa. Passo na cozinha e pego uma bolacha qualquer, pois dali mais ou menos uma hora será a janta.

Sabendo que tenho pouco tempo corro ate o meu lugar secreto. Quando chego lá estou sem fôlego, então me sento respirando devagar. Como a bolacha devagar pensando que agora tenho duas coisas para tentar entender. Primeiro o fato de Severo ser tão grosso na aula de poções e segundo o fato de ele parecer estar com raiva por Sirius estar sentado ao meu lado na aula de feitiços.

Distraio-me em meio aos pensamentos e nem percebo a aproximação de alguém, quando vejo a alguma coisa fazendo sombra em minha frente, bloqueando a visão do por do sol. Levanto os olhos e vejo a pessoa com que menos gostaria de falar nesse momento. Decidida a ignora-lo fecho os olhos e continuo comendo pensando em tudo menos no ser que estava em pé na minha frente.

- Você não pode me ignorar para sempre sabia. – ele me disse depois de uns minutos.

- Você quer apostar? – respondo para Severo num tom extremamente mal educado.

- Pelo menos você pode olhar para mim. – ele diz numa voz triste. Eu continuo a ignora-lo como se não passasse de um inseto chato. Ouço-o suspirar pesadamente e sentar ao meu lado. Pouco tempo depois ele começa a falar.

- Olha Daphne eu.. não quis ser grosso. Desculpe-me, mais esse é o meu jeito fui criado assim. – ele me disse, olhei para ele e respondi.

- É realmente, pode ate ser que você seja assim, mas não estou aqui para aceitar grosseira de ninguém. E em segundo lugar eu notei que você só foi grosso comigo depois que aquela ruivinha – digo com nojo da palavra – parou de falar e conversou com aquele garoto. – digo para ele me levantando de onde estava. Ele se levanta também com uma cara de raiva e olha para mim.

- Olha aqui garota nunca fale mal da Lilian na minha frente. – diz ele já todo irritadinho para mim.

- Garota, então é assim? Vem aqui se desculpar e me trata assim. E tem mais uma coisa falo de quem quiser e quando quiser, ouviu Snape. – digo já super exaltada dando um passo para mais perto dele. Minha vontade é de esgana-lo ali mesmo.

- Snape? Ata agora é Snape. Você fica me evitando o dia todo e só porque fui um pouco grosso. Daqui a pouco vai sair chorando pro colo da mamãe. – diz ele utilizando um tom extremamente irônico chegando mais perto de mim.

- Ahh um pouco grosso?... um trasgo é mais gentil que você. Não se trate pessoas que são suas amigas, ou melhor eram porque eu não quero mais ser sua amiga seu.. seu trasgo. – digo irrita olhando dentro dos olhos dele pra ver se ele captava a mensagem e saia dali.

- Argg você sua...- de repente Snape para de falar, sua expressão irritada desaparece e no lugar surge uma cara de surpresa. Ele fica me olhando fixamente e fala.

- Seus olhos. – ele me diz normalmente como se tivesse sujeira neles.

- O que é? O que tem meus olhos? – digo estranhando aquele comentário.

- Esses seus olhos são irritantemente verdes! Nunca vi olhos tão verdes. – ele me diz ainda com aquela cara de surpresa. E o que mais posso fazer, olho para ele com uma cara de espanto e ele continua me encarando. Depois de alguns segundos assim caímos na risadas juntos.

Estávamos de frente um para o outro rindo feito dois malucos. Nunca havia visto Severo rir, sua fisionomia ficava mais leve quando sorria. Depois que paramos de rir nos olhamos e sabíamos que a briga tinha terminado. Saímos juntos e entramos no castelo para jantar, tudo estava bem entre nós por enquanto.

Abro novamente meus olhos e fico surpresa por ainda lembrar tudo isso. Olho ao redor e vejo que minha casa esta do jeito que havia deixado antes de minhas lembranças começarem. Percebo que tem um barulho constante vindo da janela, vou ate lá e percebo que minha coruja chegou.

Abro a janela para ele que vai ate seu poleiro. Parecia estar bravo comigo por demorar em abrir a janela, então vou lá me desculpar.

- Ei, desculpe, eu estava distraída. – Passo a mão por sua cabeça e ele bica meus dedos com carinho, então sei que não esta mais chateado comigo. Ele estende a pata onde a carta estava amarrada para que eu tire. Desamarro a carta ansiando pelas noticias.

Pego a carta e vou em direção a minha poltrona, me sento e abro o selo para ler a carta. A minha surpresa foi grande com o inicio da carta, dizia "Sinto muito em lhe contar tudo.", quase não acreditei o que poderia ter acontecido para que a carta começasse assim.

Mais depois de divagar sobre isso resolvi ler o resto e descobrir de uma vez por todas o que dizia ali. Não consegui ler o final da carta pois estava em prantos, não podia acreditar. Na verdade eu não queria e não podia acreditar, então resolvi ler novamente as partes que doeram em meu coração e que ficaram gravadas em minha mente.

"Sinto muito em lhe contar tudo... morto... não saia... guerra... quando tudo terminar podemos nos ver..." só o que pensei é que nada disso me importa, eu estou saindo daqui e estou fazendo isso agora. Afinal quando tudo terminar é que eu não pretendo estar aqui. Se pensaram que eu vou ficar aqui enquanto pessoas estão em perigo, estão muito enganados. Ainda mais depois do que aconteceu. Eu pensava em tudo com raiva enquanto várias lágrimas escorriam por minha face, a imagem da carta vinha em minha cabeça, mas tudo que eu via era a palavra "morto" se repetindo várias vezes. Claro que eu havia lido algumas coisas no Profeta, mas eu imaginei que era mentira daquele jornal corrupto.

Em meio a minha angustia lembro-me que eu não tinha conseguido terminar de ler a carta, e a pego novamente. Vejo que só faltou uma pequena linha para ler. Uma pequena linha que fez toda a diferença. Leio-a várias vezes sem acreditar. Passado algum tempo, me sento já resignada de meu destino.

Talvez eles tenham razão e seja perigoso demais para sair agora, ou melhor, tenham me impedido de ir, porem vou ficar pronta. Vou fazer alguns preparativos para a viajem, pois, assim que eu puder sair eu irei sem perder nem um segundo. Mas primeiramente eu preciso saber exatamente tudo o que esta acontecendo para ter certeza de quando posso ir.

Caminho ate a minha mesa pego papel e pena e escrevo a resposta aquela carta. Quando termino mando uma coruja levava ate o destino sabendo que em breve irei para lá. Paro em frente à janela olhando novamente para Godric's Hollow, espero que não demore para que eu esteja novamente dentro dos muros de Hogwarts.

Acabo me lembrando da ultima frase da carta, aquela que realmente me impediu de fazer o que eu queria, minha mente acabe se apegando a apenas uma palavra dela "Lembre-se..."


Adoraríamos que vocês comentassem, assim vamos saber o que estão achando da história. É de graça!