AmorRimaDor

Capítulo 2: Poderosa Dama

Monstro? Não podia crer que era algo assim. Como ela, a mais bela e mais poderosa mulher do planeta, poderia ser chamada de monstro? Nunca admitiria isso. Jamais! Não de um reles filhote de humano. Destruía o corpo do insolente como quem pisa em um verme, quando lembrou que a coisa que mais lhe trazia prazer era uma humana. Sim, aquela insaciável dona-de-casa.

- Hey, 17... Podemos fazer um desvio de rota? – Perguntava a bela letal.
- Ah, por quê? Estamos nos divertindo tanto, não? – 17 respondia, esmagando o crânio de um infeliz.
- Bom, pensei em uma maneira de eu me divertir mais.
- Humpf... Você e seu ridículo egoísmo. Bom, primeiro as damas. Depois eu te acho.
- Ok, então se não quiser participar...

17 então se manteve impassível, e deixou que 18 partisse sem ele. No mundo dos mortos, Goku ria-se da desgraça que iria assolá-los.

Chi-chi olhava para os céus em busca de algum sinal que possivelmente lhe faria ver a bela e loira dama. Sentia falta de sua pele macia, sentia falta de seus cabelos sedosos, sentia falta da dor que lhe causava. Sentia falta de seu marido, mais do que tudo. Então, o momento esperado se fez presente. Como um raio descendo dos céus, a Poderosa Dama veio, descendo ao seu encontro.

- Como ousa vir aqui depois de tudo? – A sedutora morena já estava sozinha, parecia esperar o momento.

- Como ousa dizer essas coisas pra mim? Não era o nome de seu marido que chamava, quando delirava de prazer nos meus braços. – Irritava a impassível andróide.

As duas se encararam por um momento e por fim se beijaram e deitaram-se. Em meio às carícias, Chi-chi concluíra, timidamente, a primeira e principal parte do plano. Agora era só esperar. Esperar o sinal de seu filho e de seu amigo.

A Poderosa Dama se sentia mais uma vez saciada e mais poderosa. Deliciava-se com todas as fraquezas de sua parceira forçada, se deliciava com seus desejos e com seu orgulho hedonista. Mas nada nem nenhum de seus poderes eram capazes de fazê-la enxergar a grande armação feita especialmente para a ocasião e para sua única fraqueza: Chi-Chi, a láctea matrona.

O mecanismo, desenvolvido por Bulma, funcionava da seguinte maneira: Após ser devidamente instalado nas costas nuas da andróide, após acionado, faria com que uma descarga elétrica paralisasse a coluna vertebral da loira, deixando-a indefesa por tempo indeterminado. Somente Chi-Chi poderia ter feito isso. E agora era tarde demais para desfazê-lo.

Gohan e Trunks, nesse momento, acenavam para a sagaz morena, avisando-a que iriam acionar o mecanismo pelo controle remoto.

- Bom, Chi-Chi... Ainda considera uma audácia minha presença aqui? – Questionou esnobe, ignorante de seu destino, a loira andróide.

- Não, na verdade, achei-a de incrível oportunidade. – Respondeu, sarcástica, a Sádica Dona de Casa.

- Sabia que iria acabar gostando, afinal, o limiar entre a dor e o prazer é ínfimo.

- Então, sentirá muito prazer, ó Poderosa Dama.

Então a máquina humana sentiu uma coisa que jamais achou que sentiria. A fraqueza causada pela paralisia a matava por dentro, deixando-a se sentindo... Impotente e... Frágil. Jamais poderia acabar assim! Ela jamais poderia terminar desse jeito! Ela, a mais poderosa das mulheres do mundo, a mais ousada, a mais audaz, a mais... Impotente.

Gohan e Trunks saíram de onde se escondiam para dar à maior heroína da história do planeta as boas novas. Haviam conseguido juntos, dar cabo do andróide 17 que estava sozinho e com a guarda baixa.

Chi-chi se mantinha impassível durante a situação. O corpo inerte da andróide jogado ao chão a atraía mais que qualquer coisa nesse mundo. Carregando o corpo da andróide para o porão que trancava, sem falar nada ao filho, se permitia à tarefa mais esperada. Jogava-a em cima da mesa de trabalhos mecânicos que Gohan havia montado no porão. Iria ter sua vingança, o que a daria mais prazer. Iria fazê-la sentir a mesma dor que ela sentia pela perda do marido. A mesma dor que ela sentia pelos abusos. A mesma dor que ela sentia pela espera. Mais dor que qualquer humano pode ter e continuar com a mente sã. A dor que a faria sentir prazer. Afinal, o limiar entre a dor e o prazer é ínfimo.