POV - Freya

Novamente eu estava parada em frente ao Complexo com medo de entrar e ter que aturar a reação do meu irmão por eu não ter dormido em casa. Nós últimos seis meses, isso acontecia frequentemente. Eu não gostava de discutir com Niklaus. Ele é meu irmão e eu o amo, mas tem coisas que eu não sei se ele entenderia, como por exemplo, o fato de eu estar namorando uma mulher. Eu sei que Keelin ajudou a nossa família em um momento em que precisávamos muito, só que Klaus é terrivelmente ciumento e eu tenho muito medo do que ele pode fazer a ela se descobrir que estamos juntas. Por isso, eu não contei a ninguém da nossa família que estou com Keelin. Isso acaba deixando o meu irmão ainda mais paranoico e falando nele...

- FINALMENTE A MINHA QUERIDA IRMÃ LEMBROU QUE TEM CASA! - Klaus gritou, se aproximando de mim - Dá para você me explicar o que ta acontecendo com você? - Ele me olhou com raiva e eu revirei os olhos.

- Se você parar de gritar no meio de rua... - Observei com um sorriso irônico e ele bufou.

- Ainda se acha no direito de exigir alguma coisa. - Klaus resmungou, mas ainda assim entrou de volta no Complexo. Eu rí com a reação dele e o segui. - E então? - Ele cruzou os braços, enquanto eu me sentava calmamente no sofá.

- E então que eu passei mais uma noite fora. - Respondi, prontamente - Satisfeito? - O olhei, soltando uma risada.

- PARE DE BRINCAR COMIGO, IRMÃ! - Klaus gritou com raiva - COM QUEM VOCÊ ESTAVA? - Ele me olhou com um olhar ameaçador e eu suspirei.

- Eu só estava curtindo mais uma noite nessa incrível cidade, irmão. - Contei, o olhando - Qual o problema nisso? - Perguntei, levantando as sobrancelhas.

- O PROBLEMA É QUE VOCÊ ESTÁ MENTINDO! - Ele gritou, dando um soco na mesa.

- Já chega, Niklaus. - Levantei e o encarei - Eu que sou a irmã mais velha aqui, entendeu? - Afirmei, séria.

- Jura? - Ele me olhou com ironia - Porque não parece! - Meu irmão bufou, me olhando. Já eu revirei os olhos novamente e me virei pra sair dalí, cansada dessa discussão, mas ao perceber que eu ia deixá-lo falando sozinho, Klaus puxou o meu braço e me fez encará-lo - ONDE VOCÊ PENSA QUE VOCÊ VAI? A NOSSA CONVERSA AINDA NÃO TERMINOU, IRMÃ! - Ele gritou e eu puxei o meu braço, me soltando dele.

- Pra mim, ela já acabou. - Encarei ele, o enfrentando.

- MAS PRA MIM NÃO! - Klaus gritou e eu bufei.

- Niklaus, você é meu irmão. - Afirmei, o olhando - Mas não é porque você é meu irmão que você tem direito de me cobrar alguma coisa. - Continuei, começando a ficar irritada.

- É CLARO QUE EU TENHO ESSE DIREITO! - Ele gritou na minha cara novamente. Pois é, Niklaus tinha essa mania de gritar a plenos pulmões em uma discussão.

- Se você continuar a gritar desse jeito, eu vou ficar surda. - Hayley apareceu, entrando na sala e reclamando da gritaria de Niklaus.

- Eu concordo. - Rí, olhando para Hayley.

- E Klaus, pare de ser tão exagerado! - Ela bufou, olhando para o meu irmão.

- Perfeito! - Klaus falou com ironia - Agora a mãe da minha filha também vai ficar contra mim! - Ele revirou os olhos, a olhando. Pelo menos, ele tinha parado de gritar. Era um progresso.

- Para de se fazer de vítima, Klaus. - Hayley o olhou, bufando.

- Vítima? A minha irmã some sem me dar nenhuma explicação e eu que... - Meu irmão ia falar alguma coisa, quando o celular dele tocou - Me espere aqui, a nossa conversa ainda não acabou, irmã. - Niklaus avisou e se virou para sair dalí, para atender o seu telefone.

- Que seja... - Hayley afirmou, observando Klaus sair da sala e deu de ombros - A noite pelo menos foi boa? - Ela perguntou, dando uma risada, ao ver que Klaus já não estava mais na sala.

- Foi ótima. - Sorri, para logo depois soltar um bocejo. Eu realmente estava precisando dormir. Virar a noite assim não era tão fácil para mim.

- Freya, imagino que você queria dormir. - Hayley se virou para me olhar e sorriu.

- Com o meu irmão logo ali vai ser difícil. - Comentei, colocando a mão na boca para cobrir o meu bocejo e Hayley ríu.

- Não se preocupe, eu cuido dele. - Hayley me olhou e eu acenti com um sorriso, me virando para sair dalí e subir as escadas. Quando eu estava quase entrando no meu quarto, ouvi o grito de Niklaus.

- NÃO É POSSÍVEL QUE NINGUÉM ME OBEDEÇA NESSA CASA! - Meu irmão gritou e eu soltei uma risada baixa, entrando no meu quarto. Bom, não importa. Hayley certamente cuidaria dele. Ela sempre o fazia ficar quieto, quando ele gritava desse jeito.

POV - Hayley

Sinceramente, eu não quero nem pensar em como Klaus vai agir quando Hope for adolescente. Se ele é ciumento assim com Rebekah e Freya, imagina com Hope... Enfim, é melhor não pensar nisso agora. Ainda mais, porque nesse exato momento eu preciso fazer o pai da minha filha parar de gritar. Desse jeito, ele vai acabar acordando Freya e ela também merece descansar.

- CALA A BOCA, KLAUS! - Mandei e ele se virou para me olhar, parando de gritar no mesmo instante.

- Essa é boa... - Klaus me olhou com um sorriso irônico - Agora a mãe da minha filha quer me mandar calar a boca na minha casa. - Ele comentou, me olhando - E AINDA MAIS NA MINHA CIDADE! - Ele aumentou o tom de voz, gritando.

- Claro, até porque você é sempre o centro das atenções de tudo. - Sorri com ironia, revirando os olhos.

- Ainda bem que você sabe. - Ele me olhou, dando um sorriso torto.

- É, sério, Klaus... - Comecei, o olhando - Freya está cansada, deixe ela descansar. - Pedi e ele bufou.

- Se ela não tivesse passado a noite fora, ela certamente não estaria cansada. - Ele rolou os olhos, ainda irritado.

- Ela te ama, Klaus. - Falei, séria - Então dê um tempo a ela. - Sugeri e ele suspirou.

- Eu só estou preocupado com ela, Hayley. - Klaus me olhou, finalmente abaixando a guarda.

- Eu sei que está. - Sorri, colocando a mão no ombro dele - Mas eu tenho certeza que Freya sabe se cuidar. - Afirmei e ele acentiu.

Eu sabia que Freya não estava correndo nenhum perigo. A um mês atrás eu vi ela junto com Keelin. É claro que Freya não sabia que eu tinha visto ela com Keelin e eu entendia o motivo dela não contar isso a Klaus, mas acho que ela estava se preocupando a toa. A única coisa que Klaus quer é ter o controle da situação. Se Freya assumir o namoro e estiver aos olhos dele, acredito que Klaus não vai se opor ao relacionamento dela. De qualquer forma, se Freya ainda não está pronta para contar isso a Klaus, eu é que não vou contar. É ela e mais ninguém que precisa contar isso ao irmão.

- Talvez você tenha razão. - Klaus falou, interrompendo os meus pensamentos - Obrigado, little wolf. - Ele me olhou e eu sorri. Fazia muito tempo que Klaus não me chamava assim.

Mais tarde, Klaus me avisou que precisava resolver uns assuntos no Quartel Francês, mas logo estaria de volta. Afinal, eu e ele íamos buscar Hope na escola hoje para ela tomar a vacina. A gente nem tinha avisado a Hope que ela ia tomar a vacina hoje. Preferimos poupar o sofrimento da pequena antes da hora. Nossa filha realmente morria de medo de agulhas. Quando morávamos só eu e ela, era sempre um sofrimento levar ela para tomar vacina. Isso era uma das poucas coisas que a fazia chorar. Mas não tem jeito. Tem coisas que é preciso fazer, mesmo que Hope não queira.

Acabei tirando um cochilo no sofá da sala. Ultimamente eu andava cuidando dos lobos, de Hope, de Freya e até de Klaus. Portanto, quando eu tinha um tempo para tirar um cochilo, eu o fazia, sem hesitar. Logo, Klaus voltou ao Complexo e eu percebi que já estava na hora de buscar Hope. Então, Klaus assumiu o volante e fomos buscar a nossa pequena na escolinha. Ao chegarmos lá, Hope logo se jogou nos braços de Klaus. Ela realmente era um grude com ele.

- Como foi a escolinha, meu amor? - A olhei, sorrindo ao ver a minha filha no colo do pai.

- Foi legal como sempre, mamãe. - Hope respondeu, mostrando os dentinhos brancos dela.

- E você se comportou? - Klaus perguntou, querendo parecer severo, mas eu sei que ele não se importava muito com isso.

- Eu sempre me comporto, papai. - Hope sorriu e Klaus soltou uma risada.

- Essa é a minha princesa. - Klaus acariciou o rosto de Hope e depositou um beijo na bochecha dela - Agora temos que ir. - Ele a olhou, ainda a segurando no colo e indo em direção ao carro.

- Aonde que nós vamos, papai? - Ela perguntou e Klaus suspirou - Mamãe? - Hope insistiu, me olhando.

- Você já vai descobrir, querida. - Respondi e ela pensou por um momento, antes de acentir. Eu não quis responder a pergunta de Hope agora, porque provavelmente se eu fizesse, ela ia fazer um escândalo e se recusar a entrar no carro. E como ela provavelmente já vai fazer um escândalo quando chegar ao hospital, eu opto por preferir um escândalo a menos.

Assim, Klaus colocou Hope no banco de trás e eu me sentei no banco da frente. Em seguida, Klaus assumiu o volante novamente e se dirigiu ao hospital. Quando Hope percebeu o lugar em que estávamos estacionando o carro, o escândalo começou.

- EU NÃO QUERO ENTRAR NESSE LUGAR! - Hope gritou, choramingando e se debatendo no banco de trás.

- Vai ser rapidinho, princesa, eu prometo. - Klaus prometeu, observando o escândalo de Hope.

- Eu não quero entrar aí, papai. - Hope falou com lágrimas no olhos.

- Mas você precisa, amor. - Klaus suspirou, a olhando.

- MAS ELES VÃO ME PICAR E VAI DOER! - Hope o olhou, voltando a gritar e a se debater.

Ao ver a cena, Klaus ficou inquieto. Para ele, era muito difícil quando Hope fazia essas coisas. Ele se sentia um monstro quando tinha que obrigar Hope a fazer uma coisa que ela não queria. Já, eu estava começando a perder a minha paciência. Quando, éramos só nós duas, Hope nunca tinha feito um escândalo desse tipo, mesmo ela tendo todo esse medo de agulhas. Não havia sido essa educação que eu tinha dado para ela!

- Não vai adiantar nada você ficar fazendo isso, Hope. - Avisei, olhando para a minha filha - Até porque você vai tomar essa vacina, querendo ou não. - Completei, para logo depois sair de dentro do carro.

Klaus me olhou por um momento, mas acabou decidindo fazer o mesmo que eu. Ao sair, ele abriu a porta do banco de trás e sem muito esforço pegou Hope no colo. Só que a nossa pequena travessa não estava pensando em facilitar as coisas para o pai não e no momento em que ele a colocou no chão para caminhar com a gente até o hospital, Hope se agarrou no carro novamente e o escândalo recomeçou. Eu, já sem paciência, me abaixei na altura de Hope e com uma voz ameaçadora avisei:

- Você está envergonhando a mim e ao seu pai, Hope. - A olhei, irritada - Portanto, eu exijo que você pare com esse escândalo agora! - Mandei, séria - Se você continuar com isso, aí sim eu vou ser obrigada a te dar um bom motivo para você chorar. - Ameacei e no mesmo instante o choro falso da minha pequena parou. Ela sabia que eu não estava brincando.

Já Klaus me encarou raivoso. Ele detestava quando eu falava desse modo com Hope e não concordava com o método de disciplina que eu usava, mas as vezes, o melhor era assim. Tanto é que depois da minha ameaça, Hope finalmente parou com o escândalo. Klaus ao notar que Hope ficou calada, me olhou novamente por um momento para logo depois pegar a nossa filha no colo. Ao perceber que não tinha jeito, Hope escondeu o seu rosto no ombro do pai e voltou a chorar baixinho. Eu, ao ver a cena, respirei fundo e olhei para Klaus. Dóia ver a nossa filha assim, mas eu sabia que era necessário. Assim, adentramos ao hospital e fomos direto para a sala de vacina. Para a minha surpresa quem estava lá era Keelin. Tinha até me esquecido que ela trabalhava no hospital.

- Oi Keelin. - Cumprimentei, a olhando.

- Boa tarde, Hayley. - Ela sorriu, me olhando - E Klaus... - Keelin o olhou e ele acentiu com a cabeça, com Hope ainda grudada nele - O que houve? - Ela perguntou, passando a mão nas costas de Hope e se virando para olhar para nós.

- Hope tem medo de agulhas. - Klaus esclareceu, balançando a nossa filha com a intenção de acalmá-la.

- Isso é surpreendente. - Keelin falou, dando um sorriso - Hope é uma menina tão corajosa. - Ela afirmou, se lembrando da determinação de Hope para salvar o pai - Logo agulhas? - Keelin suspirou, olhando para a nossa filha que ainda estava com a cabeça enterrada no ombro do pai.

- Pois é. - Concordei, balançando a cabeça - Keelin... - Suspirei, a olhando - Será que poderíamos acabar com isso logo? - Pedi, querendo acabar logo com o sofrimento de Hope.

- Claro, Hayley. - Keelin me olhou, sorrindo - Quem vai segurá-la? - Ela perguntou, olhando para Klaus e para mim.

- Eu a seguro. - Klaus afirmou, convicto.

Keelin acentiu e foi preparar a seringa, já Hope ao perceber que dessa vez ninguém ia impedir ela de tomar vacina, começou a chorar desesperadamente no colo de Klaus.

- Mamãe, por favor... - Hope implorou com os olhos cheios de lágrimas - Não deixa a Tia Keelin me picar, não deixa! - Ela me olhou, chorando.

- Você sabe que é para o seu bem, meu amor. - Afirmei, acariciando os cabelos dela.

- Papai, por favor... - Hope se virou para olhar o pai - Me ajuda. - Ela pediu, fazendo Klaus desviar o olhar. Realmente estava sendo muito difícil para ele. Eu ao perceber que Klaus estava angustiado com toda essa situação, me virei para fitá-lo e falei em um sussurro:

- Você tem que se manter firme, Klaus. Eu confio em você. - Falei e no mesmo instante, a postura dele mudou e ele segurou Hope firmemente, antes de se sentar na cadeira e colocar a nossa filha de bruços no colo dele.

- INJEÇÃO NÃO! - Hope gritou com o rosto coberto de lágrimas.

- Já vai acabar, princesa. - Klaus prometeu com a voz segura de sí.

- POR FAVOR, NÃO! POR FAVOR, NÃO! - Hope gritava, se debatendo, mas Klaus a imobilizou e com facilidade, abaixou a sua calça e a sua calcinha juntas - EU NÃO QUERO, PAPAI! - Ela afirmava, ainda se debatendo e chorando.

- Pare de fazer escândalo, Hope! - Mandei, irritada. Ela já tinha 7 anos, por mais medo que ela tivesse, esse escândalo não era justificável.

Keelin ao observar a cena, hesitou por um momento e então aplicou a injeção. Hope gritou com toda a força ao sentir a picada, mas Klaus continuou a imobilizando firmemente. Logo, Keelin retirou a agulha e fez um pequeno curativo.

- Pronto, Hope. - Keelin falou, gentilmente - Viu como foi rapidinho? - Ela sorriu e Hope fungou.

Klaus soltou um suspiro de alívio ao ver que tinha acabado e ergueu Hope, fazendo ela se aconchegar no colo dele. Já eu me aproximei e arrumei as vestes da minha pequena, que ainda soluçava alto. Em seguida, nós despedimos de Keelin e fomos caminhando em direção ao nosso carro. Chegando lá, Hope ainda chorava.

- Já acabou, querida. - A olhei, fazendo carinho nas costas dela.

- Ta doendo! - Hope reclamou e Klaus sorriu, depositando um beijo na testa dela.

- O pior já passou, princesa. - Klaus afirmou e Hope olhou para o pai, fazendo um biquinho.

- Mas ainda ta doendo, papai. - Hope choramingou, fazendo manha. Ela gostava de ser mimada por Klaus e Klaus adorava mimar ela também.

- Se eu convidar você para tomar sorvete, será que a dor vai passar? - Ele perguntou e Hope acentiu, já eu revirei os olhos. Como eu disse, Klaus adorava mimar o nosso bebê. Por isso, eu sempre acabava sendo a chata da história.

- Não inventa, Klaus. - Bufei, o olhando.

- Por favor, mamãe, deixa. - Hope pediu, descendo do colo de Klaus e secando as lágrimas que ainda estavam no seu rosto.

- É, Hayley, deixa. - Klaus ríu, olhando para mim. Ele adorava fazer parte de um complô com Hope contra mim, principalmente se fosse para fazer os gostos da sua princesinha.

- Você sabe que não merece, não é? - Suspirei, séria, ignorando Klaus.

- Eu sei que eu não devia ter feito esse escândalo hoje, mas eu juro que da próxima vez eu vou me comportar, mamãe. - Ela sorriu, fazendo aquela carinha que até eu, as vezes, não conseguia resistir.

- Vou fingir que acredito. - Dei de ombros, rindo - Mas tudo bem, dessa vez você pode ir tomar sorvete com seu pai. - Continuei, dando um sorriso.

- Obrigada, mamãe! - Hope falou, me abraçando pela a cintura - Mas porque você não vem com a gente? - Minha filha perguntou e eu olhei para Klaus que sorriu.

- A Hope tem razão, Hayley. - Klaus afirmou, me olhando - Venha com a gente. - Ele convidou e eu pensei por um momento.

- Por favor, mamãe, vem com a gente. - Hope pediu e eu sorri. Talvez não fosse uma má ideia, afinal.

- Tudo bem, querida. - Acariciei o rosto da minha pequena, olhando para ela - Eu vou com vocês! - Abri um sorriso e Hope pulou de alegria. Por um momento, achei que Klaus tinha dado um sorriso em minha direção também. Mas certamente, isso só deve ser coisa da minha cabeça.

POV - Klaus

Ver o sorriso da minha filha, era uma das melhores sensações do mundo. Eu sei que as vezes, Hayley diz que eu a mimo muito, mas acho que é porque eu só tento dar a ela, o que eu nunca tive. Hope era muito especial. Ela merecia ser protegida e amada. Minha princesinha era definitivamente o tesouro mais precioso de todo o reino!

- Eu nunca pensei que um dia eu ia ver Klaus Mikaelson babar assim por alguém. - Hayley ríu, ao perceber em como eu estava sorrindo vendo Hope correndo pra cá e pra lá no parque, depois que ela tomou o seu sorvete.

- Eu não tenho culpa se a nossa filha é tão perfeita. - Soltei um suspiro, ainda olhando para Hope.

- Nossa filha... - Hayley repetiu - Eu gosto quando você fala assim. - Ela me olhou, dando um sorriso de canto.

- Você cuidou muito bem dela, Hayley. - Afirmei, a olhando - Quer dizer, você sabe. - Desviei o olhar, dando de ombros.

- Ela se parece muito com você. - Hayley comentou depois de um tempo em silêncio - Ela tem um olhar idêntico ao seu. - Ela continuou, observando Hope que ainda estava correndo.

- Um olhar do demônio, você quer dizer? - Sorri de lado e ela acentiu, rindo - Bom, ela também é inteligente como você. - A olhei e Hayley sorriu.

- Uma mistura de nós dois, na verdade. - Hayley completou, soltando uma risada.

- Do que você está rindo, mamãe? - Hope apareceu do nada, olhando curiosa para a mãe.

- Que garotinha curiosa que é a nossa filha, não é Klaus? - Hayley me olhou e eu sorri.

- Igual a mãe. - Acusei de brincadeira e Hayley bufou.

- Você é curiosa, mamãe? - Hope perguntou e eu soltei uma gargalhada alta.

- É sim, princesa. - Respondi, antes que Hayley falasse algo - Bastante até. - Complementei, ainda rindo e Hayley revirou os olhos.

- E você que estava se queixando de dor por causa da injeção e agora está correndo para lá e para cá? - Hayley tentou desconversar, olhando para Hope.

- Eu sou forte, mamãe, já superei a injeção. - Hope respondeu, mostrando os dentinhos.

- É forte, é? - Hayley ríu, puxando Hope para o seu colo e a enchendo de cócegas.

Eu ao observar a cena, sorri. Hayley podia ser muito dura com Hope, as vezes, mas eu não tinha dúvidas de que Hope era tudo pra ela. E apesar de tudo, Hope também era totalmente apaixonada pela a mãe, mesmo Hayley dando bronca e se estressando com ela, quando ela fazia algo errado.

- Para, mamãe! - Hope pediu, gargalhando alto.

- Tudo bem, querida, eu paro. - Hayley ríu, parando de fazer cócegas em Hope.

- Sabe... - Hope começou, olhando para nós - Eu to muito feliz. - Nossa filha falou, abrindo um sorriso.

- Porque, amor? - Perguntei, olhando para Hope.

- Porque uma vez, eu disse para a mamãe que meu sonho era que um dia, nós três iríamos tomar sorvete no parque juntos. - Hope contou e eu sorri - E hoje o meu sonho está se realizando. - Ela completou e eu olhei para Hayley que já estava emocionada.

- Eu prometo que o seu sonho vai se realizar ainda mais vezes, minha princesa. - Prometi e Hope sorriu - Mas eu preciso de alguém para me ajudar a cumprir essa promessa. - Falei e me virei para olhar para Hayley - Você me ajuda a cumprir a minha promessa? - Perguntei para a mãe da minha filha, dando a minha mão para ela.

- Eu ajudo. - Hayley segurou a minha mão e sorriu, ainda emocionada pelo o que Hope tinha falado.

- Eu vou cobrar essa promessa! - Hope exclamou, fazendo eu e Hayley soltarmos uma gargalhada.

- Pode cobrar, querida. - Hayley afirmou e eu sorri de canto, ainda segurando a mão dela.

A/N: O que acharam da Hayley e do Klaus levando a Hope para tomar vacina e depois indo no parque com a filha? Foi bem fofo, não é? E como, eu havia prometido, Klaus e Hayley tiveram uma aproximação maior nesse capítulo. Ao decorrer da história, prometo que eles vão se aproximar ainda mais. E quanto a Freya? Alguém imaginou que ela estava saindo com Keelin? Me digam nas reviews o que vocês acharam!

Já adianto que o próximo capítulo vai ter o Kol ensinando o feitiço curativo para a Hope e ela ao aprender o feitiço vai pregar uma peça na sua Tia Freya. Além disso, também vai ter a Hayley aconselhando o Klaus mais uma vez em relação a Freya.

Beijos e até logo! xxxxxxxxxxxxxxxxx