Espero que tenham gostado do primeiro capítulo! Peço desculpa pela demora em publicar, prometo ser mais breve nos próximos!
Mais uma vez digo que agradeço reviews, são elas que fazem com que continue a escrever, por isso, deixem as vossas opiniões (boas ou más, não interessa :) )
Boas leituras!
NOTA: A saga da Stephenie Meyer não me pertence, escrevo apenas por diversão e não pretendo lucrar nada com isto.
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SUNSET - PÔR-DO-SOL
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Capítulo II: Flashback
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Nesse dia, eu era suposto ir buscar Nessie a casa para passar o dia comigo. Na altura, ela aparentava ter os dez anos de idade. Mas Bella telefonara-me de manhã dizendo que seria ela mesma a levá-la a La Push. Queira conversar comigo.
Depois do seu telefonema, pedi a Rachel para tomar conta do nosso pai por umas horas. Ela acedeu, contrafeita, pois nesse dia Paul tinha ido pescar com os rapazes e ela ficara sozinha em casa com a pequena Sarah. Chegou, já muito grávida, com a bebé nos braços, e com cara de poucos amigos. Agradeci-lhe a pés juntos e, ao ouvir o som de um carro chegar, saí de casa a correr.
Ela chegou no Volvo prateado de Edward. A minha amiga vampira saiu do seu automóvel reluzente.
Via-se que tinha finalmente sucumbido à moda. A sua cunhada e melhor amiga Alice finalmente havia convencido a minha amiga desleixada a vestir-se bem. E com a aparência que ela adquirira três anos antes, aquilo ficava-lhe estupidamente bem.
Trazia umas calças de ganga justas, que se moldavam perfeitamente ao seu corpo curvilíneo. Vestia uma camisola branca simples com uma grande corrente de metal a ornamentá-la. Reparava agora como calçava uns saltos altos assombrosos, que a minha antiga amiga desastrada nunca conseguiria sequer experimentar. O que mais me espantou foi utilizar uns grandes óculos de sol de marca numa terra sempre enublada. Tinha-se rendido, definitivamente. Era algo que não me agradava, mas ter uma amiga tão próxima que era mais bela que todas as estrelas de cinema juntas, aumentava, definitivamente, o meu ego. Apesar de parecer uma deusa na terra, foi na filha que eu reparei.
Assim que Nessie saiu do carro, esqueci-me de Bella por uns instantes. Ela sorriu para mim, mostrando os seus dentes brancos e perfeitamente alinhados, iluminando a sua face de anjo. Vestia um vestido simples cor-de-rosa, daqueles que eu mais gostava. Bella vestia Renesmee de forma confortável e simples para que pudesse correr à vontade e utilizar a sua força sobrenatural. Mas quando me visitava, sabia que eu gostava quando ela parecia realmente uma menina. Ela era linda de qualquer maneira, com os seus longos caracóis dourados e olhos castanhos, mas assim parecia a filha preferida de um deus.
Agradava-me sentir o seu coraçãozinho bater mais depressa cada vez que me via.
- Jake! – saudou-me Bella. Nessie correu para mim e abraçou-me. Tocou-me no rosto e mostrou-me as saudades minhas que sentira desde o dia anterior. Sorri.
- Também tive saudades tuas. – murmurei, só para ela, embora tivesse a certeza que Bella também ouvia. – Então, o que te traz aqui, Bells? Já não me vinhas visitar há muito tempo…
- Oh, Jake, eu sei, desculpa! – ela abraçou-me também, o que me fez sentir mais intensamente o seu odor medonho a sanguessuga. Era uma pena que a minha melhor amiga tivesse de cheirar tão mal. – Vim aqui especialmente para isso, para pormos a conversa em dia.
Sorriu para mim, mas eu percebi que escondia algo. Ela nunca fora boa actriz, mentindo apenas, razoavelmente, quando queria poupar quem amava a um grande sofrimento. Por isso, sobressaltei-me. Caminhámos os três, lentamente, até à praia, sem falar. Nessie dava-me a mão, contando-me as coisas que fizera desde o dia anterior, muito pormenorizadamente.
- Nessie, não queres ir apanhar conchas? – perguntou Bella à sua filha. Tanto ela como eu sabíamos que Nessie era demasiado evoluída para se divertir a apanhar conchas na areia. Mas a menina percebeu a intenção, por isso, apertou a minha mão com força, comprimiu os lábios, como se quisesse segurar as lágrimas, e foi até à beira-mar, sentando-se a fazer exactamente o que a mãe dissera. Sentámo-nos no sítio onde me encontro agora.
- O que é que se passa Bella? – perguntei, sem rodeios. Começava a ficar verdadeiramente nervoso, e eu sabia que ela podia senti-lo.
- Oh, Jake, isto é muito difícil… - baixou a cabeça, colocando-a entre as mãos. Comecei a respirar com dificuldade.
- Bella…
- Jake, tu sabes que vivemos aqui há muito tempo, não sabes? – as minhas mãos começaram a tremer perante o sentido que escondiam aquelas palavras.
- Oh, não… - murmurei, aterrorizado. – Não, Bella, não me podes estar a fazer isto…
O sofrimento estava patente nos seus olhos cor de topázio.
- Não podemos continuar aqui. O Carlisle eventualmente regressará e não pode fingir que tem quase quarenta anos! Eu tenho dezoito anos e tenho uma filha com dez! Começa a ser bizarro, não achas?
Não consegui responder, limitando-me a fitar o chão, incrédulo com o ramo que as coisas estavam a tomar. Naquele momento, acima de tudo, culpei o meu pai por aquela situação. Ele não tinha culpa de ter ficado doente, mas se não fosse por ele, eu não ficaria aqui de braços cruzados a vê-los partir. Poderia acompanhá-los sempre que quisesse e bem entendesse. Afastei aquele pensamento egoísta da minha mente e concentrei-me no que ela me dizia.
- Jake, aconteceram coisas, que… eu nunca te contei. Aliás, nunca te contei a ti nem à Nessie, porque não achei necessário e também porque é uma realidade que me custa a aceitar.
Arqueei as sobrancelhas, incentivando-a a continuar. Bella respirou fundo.
- Lembras-te daquele rapaz que nos salvou dos Volturi? O outro meio humano, meio vampiro?
- Claro que sim…
- O Edward contou-me recentemente que sentiu que Nahuel mentia a Aro. Leu nos pensamentos de Alice que a história não era verdadeira, simplesmente ela tinha previsto que Aro nunca iria tocar nele para saber realmente se dizia a verdade, portanto criou a história que os levaria a acreditar.
Eu estava atónito. Mentir a Aro? Correr esse risco que poderia resultar na morte da minha Nessie? Como é que eles tinham sido capazes? As minhas mãos tremiam cada vez mais, e eu esforcei-me para me controlar.
- Bella, conta-me essa história melhor.
Ela voltou a respirar fundo.
- Bem… Alice previu que ou mentíamos, ou eles nos destruiriam a todos. O meu escudo apenas resiste ao controlo mental, funcionado da mesma forma que funcionava em mim quando eu era humana. Bloqueando, percebes? – assenti com a cabeça, cada vez mais abismado. – Ela viu que quando eles contactassem fisicamente me destruiriam a mim em primeiro lugar, antes de até Zafrina os poder cegar. Imediatamente Alec colocar-nos-ia inconscientes e, depois de pequenas perdas da parte deles, seríamos todos destruídos. Eles são melhores do que parecem. Muito melhores. – realçou aquela palavra com um desdém enorme. – Portanto, Alice viu-se obrigada a fazer Nahuel mentir para podermos sobreviver. Apesar de Aro se interessar muito por esta nova espécie, o tempo para ele corre muito devagar, e quando ele decidir estudá-los, já eles terão desaparecido…
- Como assim?
- Nahuel não tem 150 anos como disse. Atingiu os dezassete há apenas dois anos. Também não tinha aquelas irmãs que disse ter e nunca conheceu o pai. Ele foi realmente criado pela verdadeira tia e tem realmente veneno no corpo. Mas não é imortal. – Bella sorriu com tristeza. Para ela, aquela informação assustava-a de morte. Via-se-lhe o sofrimento nos olhos por saber que a sua única filha iria morrer. Para mim, não significava a sua morte. Apenas que podíamos ter uma vida juntos. Uma pequena luz iluminou-me o espírito. Enquanto Bella continuava a fixar o chão, eu ofegava de esperança. Depois olhei para aquela deusa, desfasada do ambiente que a rodeava, parecendo-me miserável e profundamente desgostosa. Se ainda fosse humana, estaria a chorar.
- Sinto muito. – arrisquei-me a dizer. Ela abanou a cabeça vigorosamente.
- Não, não sintas. Não posso pensar que ela vai morrer agora, está bem? Eu sei que para ti é o que sempre sonhaste. Lembro-me de ver a tua expressão de desespero quando disseram que Nahuel era imortal. Eu sei que de qualquer maneira a vais amar mais que tudo neste mundo… e ela a ti. – sorriu-me, e eu retribuí.
- Mas vão ter de mudar de casa…
- Sim… - suspirou. – Mas primeiro vamos até à América do Sul fazer uma visita às amazonas, a Nahuel e a Huilen. Depois partimos para Hanover… Edward e eu vamo-nos matricular outra vez em Dartmouth. A minha mãe anda a ameaçar ir lá visitar-me… - Bella soltou um riso abafado, perante e ideia da mãe a visitar. Sabia que a ideia de Renee ver Bella não lhe agradava muito. Teria de pensar numa maneira de lhe explicar.
- Quanto tempo vão ficar com as amazonas? – perguntei.
- Ainda não sei… temos de investigar mais sobre a espécie da Renesmee. Queremos uma história mais detalhada do Nahuel…
Fiquei confuso. Aquela história estava uma desordem.
- Mas espera. – interrompi- Como é que não sabiam a história verdadeira?
- É simples. Alice previu que Nahuel iria mentir a Aro. Quando o conheceu, explicou-lhe a situação e nem quis saber a verdade. Pediu-lhe para inventar algo consistente que influenciasse Aro. Sabes, ele também tem um dom. Ele tem um poder de persuasão enorme. Por isso é que todos nós acreditámos nele apesar de mais tarde Edward aperceber-se que era mentira. Não te esqueças que ele também estava sob o meu escudo, podia tanto influenciar-nos a nós como aos outros. Foi o que nos salvou…
- E agora desejavas que a primeira história fosse verdade…
O lábio inferior dela tremia, com uma expressão de angústia que me partiu o coração. Envolvi o seu corpo gelado nos meus braços, embalando-a de vez em quando.
- Vai ficar tudo bem, Bells. Não te preocupes…
Passado um longo momento, Bella recompôs-se e libertou-se do meu abraço apertado.
- Bem, vamos deixar-nos de coisas tristes. Tenho mais coisas para te contar…
- Sim…?
- A Rose e o Emmett vão adoptar um bebé…
Fiquei boquiaberto. A louraça convencida e o grandalhão iam adoptar uma criança humana?
- E não têm medo de comer o filho ao pequeno-almoço?
- Jake! Não sejas parvo! – Bella riu-se e deu-me um soco no ombro. Doeu bastante, mas não me queixei. – O Emmett no outro dia estava a ler o jornal e encontrou uma agência de adopção. Foi lá, sem a Rose saber, e conheceu uma mulher grávida que vai dar a filha para adopção. Tratou dos papéis e fez-lhe uma surpresa, quando fizeram 50 anos de casados. Ela ficou completamente maravilhada. A Rose tem o filho que sempre quis e a Nessie ganha uma prima. Vai ser muito bom. – ela reparou na minha expressão insegura. – Mais tarde vão dar-lhe a escolher entre a imortalidade e a vida humana. A Rosalie espera que ela escolha a vida humana. Já tivemos todos a pensar muito sobre isto. – apressou-se a dizer. A mim esta história não me soava bem, mas se Carlisle apoiava, tudo o que eu tinha de fazer era apoiar também, já que nunca me considerei mais sensato que ele. Bella suspirou novamente e acariciou-me a mão, pousada sobre o meu joelho. – O teu cabelo está enorme outra vez…
- Ah, pois está…
Desde que me apercebera que já não podia voltar à minha forma de lobo, ou se voltava era muito esporadicamente, deixara crescer o cabelo como tinha antigamente. Sabia que era assim que as pessoas de quem mais amava gostavam. Bella chamou Nessie que se levantou a correr e atirou-se contra os meus braços. Estava cheia de areia, mas eu não me importei.
- Quando é que partem? – perguntei a Bella.
- Daqui a dois dias. – respondeu-me ela tristemente. Eu sabia que ela continuava a conseguir sentir quando sofria. Apertei Nessie mais contra mim. – Só te peço que a leves amanhã depois do almoço. Partimos para a América do Sul de madrugada e ela ainda não acabou de fazer as malas…
Os meus olhos iluminaram-se. Podia ficar mais umas horas com a minha menina. Ela também se apercebeu disso e levantou a cabeça do meu ombro, com um sorriso deslumbrante no rosto. Tocou-me na cara e interrogar-se se a mãe falava a sério.
- Sim… - respondi baixinho, extasiado.
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Continua...
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Espero que tenham gostado.
Continuem a ler!
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