Qualquer semelhança com um certo cachorro amarelo da realidade é mera coincidência.
E insisto que nenhum deles me pertence, são todos de tia Steph.
Povo safado mais abaixo.
Larguei o livro na cabeceira e me arrumei na cama para dormir. Conforme eu me arrumava, alguém se mexia perto de mim. E eu sorria. Dois meses desde que eu passei a perder minhas roupas, e descobrir que elas não estavam na minha casa. Dois meses que eu acordava mais cedo e fazia café para dois. Dois meses desde que ela chegou.
- Para de me olhar e vai dormir. – Uma voz sonolenta e abafada pelo travesseiro pediu.
- Vai você dormir.
- Era o que eu estava fazendo. – Bella falou agarrada ao cachorro de pelúcia amarelo que ganhou de um paciente. - Até você bater com seu joelho no meu.
- Vou tirar o meu joelho da próxima vez que vier deitar. – Falei tentando puxar o bicho dela, e me colocar no lugar.
- Fique a vontade. Não o uso... Sai! – Bateu na minha mão para afastá-la. - ...para nada que faço nessa.. Edward! – Bateu de novo. – cama.
- Você não precisa dele. – Puxei o bicho mais uma vez.
- Preciso. Você vai se aconchegar, aconchegar, e daqui a pouco estamos os dois dormindo tarde. De novo.
- Tenho culpa que dou um beijo de boa noite no seu pescoço e sua calcinha automaticamente sai?
- Vai dormir, Edward. – Bella abriu um sorriso envergonhado e aproximou-se, descansando a testa no meu peito.
Eu fiquei não sei mais quanto tempo olhando para ela, sentindo sua respiração e o cachorro fazerem cócegas na minha barriga. Bella combinou com a minha vida de tantas formas que é até difícil de acreditar que seja real. Às vezes eu ainda acho que Alice vai me sacudir no sofá, mandando eu parar de falar de uma pessoa que eu vi apenas uma vez na vida.
Eu posso tê-la visto apenas uma vez, por nem um dia completo, mas foi o bastante para que eu desejasse tê-la ao meu lado para sempre. Clichê, bobo, romântico, retardado, idiota, louco... Já fui chamado de tudo. Mas nada muda o que eu senti depois de ter colocado os olhos na médica que ficou fazendo piadas com o meu pênis em um quarto de hospital.
- Edward, é sério. Se você não dormir, eu vou te expulsar para o seu apartamento. Se a porta já não estiver emperrada por falta de uso.
- Você não vai ceder mesmo hoje?
Bella gargalhou contra o meu peito, e se esticou para beijar debaixo do meu queixo. Ela sabia que aquilo me excitava, e não foi diferente. Quase, quase me deitei por cima dela para fazer mais uma calcinha voar. Mas ela me cortou.
- Não. Não vou ceder. – Tentou se fazer de séria abafando o sorriso no cachorro. – Boa noite.
- Mulher teimosa. – Beijei sua cabeça me rendendo ao bocejo que dei. – Te amo.
Para.
Analisando o que aconteceu por um segundo.
Momento de fazer força para o cérebro funcionar e ter certeza de que eu disse o que eu acho que eu disse. E não o que era para ter dito.
- Interessante, - Bella falou com a voz abafada pelo cachorro. - até ontem você dizia boa noite.
Eu sei. Eu disse.
- Edward, você pode respirar, por favor?
Acho que não.
- Edward? – Bella inclinou para trás para ter uma visão melhor do meu rosto. – Ei, as pessoas confundem 'boa noite' com 'eu te amo' o tempo todo. Está tudo bem. – Ela acariciou meu rosto e voltou a se esconder no meu peito.
O que ela falou não era verdade. Eu sabia. Bella estava apenas tentando melhorar as coisas. Do jeito dela, mas estava. Mas não tinha nada para ser melhorado.
- Bella. – Chamei chegando o corpo para trás. – Olha para mim.
- Você não vai me deixar dormir hoje, não é? – Perguntou com um sorriso preguiçoso outro bocejo.
- Vou. Mas... – Respirei fundo, e ela ficou esperando que eu falasse novamente. – Eu quis dizer aquilo.
- Não, você não quis. Era para ter sido 'boa noite'. – Falou voltando a acariciar o meu rosto. - Edward, está tudo bem. Escapou. Quando voc-...
- Você está certa, eu não quis. Mas... Foda-se, Bella. – Fiz uma pausa para colocar os pensamentos em ordem, e Bella arqueou uma sobrancelha, indicando que se eu não continuasse a falar ela ia fazer alguma piada. Para que ordem? - Eu realmente amo você. – Falei finalmente. - Saiu. Escapou. Mas já pensei amar alguém uma vez, e não senti por ela nem um terço do que sinto por você. Eu quis me comunicar com você depois daquele dia em Nova Orleans. Quis ligar, ouvir suas risadas quando eu estava mal, sentir suas mãos em mim. E agora que eu tenho isso tudo... Eu já nem lembro mais como era. O que eu fazia quando voltava para casa. O que se passava pela minha cabeça. E já tem tempo. Isso. Que eu estou assim.
- Você sabe falar a sério. – Arregalou os olhos. - Sem piadas. Sem querer me agarrar.
- Bella. – Bufei um pouco irritado por ela não estar falando sério.
- Não, não fica emburrado. – Pediu manhosa segurando meu rosto com as duas mãos. - Ou não ganha sexo na noite da sua grande revelação. – Sorriu e me fez sorrir junto. – Eu amo você também, Edward Cullen. - Roçou os lábios, ainda com um sorriso, nos meus. - A mais de dois, três, quatro meses.
- E você estava esperando eu falar primeiro. – Afirmei.
- Seu ego já é enoooooorme. – Falou alongando o 'o' e fazendo bico como as crianças geralmente faziam para a gente. – Você ia ficar insuportável se eu falasse primeiro.
- Provavelmente.
- E então eu esperei. E esperei. E esperei. E... – Parou de falar e fingiu roncar.
- Já entendi, mulher. Já entendi.
- E hoje eu estou feliz por finalmente ouvir. Eu te amo desde que saí aquele hospital, e seu rosto ficou me assombrando dia e noite.
- Eu achei que você tivesse dito que me achou lindo.
- Não não, - Balançou a cabeça para os lados. - eu falei deslumbrante.
- Isso. Que eu te deslumbrei com meus belos olhos verdes.
- Seus belos olhos verdes fizeram com que eu me apaixonasse. – Suspirou apaixonada. - Se soubesse que isso ia acontecer, tinha deixado você dormir mesmo cheio de galos na cabeça. – Trocou o suspiro por um olhar de desdém.
- Deixava não. – Comecei a me inclinar sobre ela. - Você estava grudada em mim, - Beijei seu pescoço, tentando distraí-la para tirar o maldito cachorro amarelo. - se comendo por dentro para não dormir comigo. Aposto que estava doida para me dar banho.
- Se eu tivesse ficado com você naquele dia, teria sido pedofilia. – Arqueou uma sobrancelha tirando minha mão da pata do bicho. - Você se parecia demais com os meus pacientes.
- Tanta coisa para você falar.
- Te broxei?
- Um pouquinho. – Fiz manha. Bella rolou os olhos e se esticou para me beijar, o cachorro atrapalhando. – Larga esse cachorro, Bella. Você não sabe nem se a criança já babou nele.
- Eu já lavei, seu idiota. Sério, sua especialidade só podia ser pediatria mesmo.
- Porque minha mentalidade é igual a das crianças. – Rolei os olhos depois de ouvir aquela mesma coisa pela milésima vez. - A gente pode transar agora? Está ficando cada vez mais tarde.
- Claro, senhor delicadeza. – Bella brincou ficando de joelhos e finalmente jogando o cachorro para o pé da cama. Acho que ele vai sumir amanhã. – Você não vai tocar no meu bicho, ouviu? – Ameaçou apontando o pequenino dedo na minha cara.
Obviamente eu me estiquei e o mordi.
Com o dedo dela ainda na minha boca levantei e fiquei de joelhos também.
- Edward, larga o meu dedo! Você quer que eu faça alguma coisa para você comer?
- Você sabe exatamente o que eu quero comer. – Respondi soltando seu dedo e abrindo um sorriso torto que eu descobri que ela gostava.
- Por que você ainda não me jogou na cama e arrancou minhas roupas? – Desafiou-me cruzando os braços. - Alice conseguiu cortar suas bolas? Que merda, sua voz vai afinar? Não é possível! Espere um pouco.
E dizendo isso ela esticou a mão e pegou em cheio no meu saco. Não satisfeita em já tê-lo em sua mão, ela ficou apertando, massageando, fazendo uma caricia com as mãos que...
- Elas estão aí. – Falei engasgado enquanto ela agora massageava o meu pau. - E vão ficar azuis se não forem usadas.
- Tira a roupa, Edward Cullen. Foda-se acordar cedo amanhã! – Ela arrancou a própria camisola pela cabeça em um flash. - Foda-se!
- Agora sim, mulher!
- Alguém tem que ter as bolas por aqui. – Deu de ombros.
- Tudo bem, então. – Foi minha vez de arrancar a camisa e me contorcer para tirar a calça do pijama. – Está na hora de mostrar quem é que manda por aqui. – Segurei entre minhas pernas como ela havia feito. – Pronta para se fodida de quatro, Isabella Swan?
- Uow! Foi a imagem mais sexy que eu já vi na minha vida! – Falou de olhos arregalados.
Movi-me na cama, e parei atrás dela. Os dois ainda de joelhos.
- Eu acho que eu falei que era para você estar de quatro. Por que eu ainda não vi essa bunda empinada para mim?
Bella realmente empinou a bunda, e a roçou no meu pau. Eu mordi seu ombro e puxei seu cabelo com uma das mãos, a outra segurando sua cintura para que ela não parasse de se mover.
Lentamente ela foi se inclinando para frente, parando de se mover, mas ficando na posição perfeita que eu queria.
Assim que Bella estava sobre suas mãos e joelhos, acariciei sua bunda. Um pequeno carinho antes de me enfiar com tudo nela.
- Quem é o menininho agora? – Bati forte contra ela.
- Definitivamente não é você!
- Quem tem as bolas aqui, Isabella? – Perguntei levanto minha mão para baixo pela barriga dela, tocando exatamente onde minhas bolas batiam, em seu clitóris.
- Merda... Oh merda! Isso é tão bom!
- Responde, Isabella!
- Porra... Você! VOCÊ! Você, Edward Cullen!
Agarrei o quadril dela e gozei urrando como um homem das cavernas. Bella puxou minha mão de volta para seu clitóris, para onde ela foi de muita boa vontade.
- Goza comigo, mulher! Vamos!
- Eu-... UWN! EDWARD!
Dois meses fazendo essa mulher gozar para mim, e cada vez era melhor que a anterior. Esperei que ela se acalmasse do orgasmo para tirá-la dos braços bambos e deitar-nos na cama.
- Eu preciso fazer um comentário muito importante. – Falei aconchegando-a contra o meu peito. - Você já estava sem calcinha?
- Sim.
- E me fez acreditar que você não ia ceder?
- Oops.
- Eu já disse que eu te amo? – Sussurrei fazendo-a estremecer nos meus braços.
- Já! – Entrelaçou nossos dedos em sua barriga. - E se toda vez que você disser nós fizermos o que acabamos de fazer...
- Vou pensar no seu caso.
- Pense com carinho. – Bella trouxe a mão para trás e acariciou minha nuca. - Não se esqueça que eu também te amo.
- Nunca. – Beijei seu ombro. – Só você consegue me dar abrigo e me proteger de Alice.
- Mas é claro.
- Você já deu nome para ele?
- Quem?
- O esquisito cachorro amarelo. – Soltei-a e fui buscá-lo.
- Ele já tem nome. – Esfregou o focinho do cachorro no meu. Nariz. No meu nariz. - É Odie.
- Tudo bem minha garotinha, agora vamos dormir.
- Boa noite.
- Eu te amo.
Ainda tem mais um ou dois outtakes. Ou três. Quatro... Se vier história, eu escrevo.
Mas vocês têm que deixar review lindo para a ~não~ dona do cachorro amarelo aqui.
