CAPITULO 1
Aqui vai uma breve história da minha vida:
Eu me chamo Isabella Swan, ou simplesmente Bella. Nasci em Jacksonville, Flórida, onde vivi até os cinco anos com minha mãe Reneé e meu padrasto Phill.
Lembro-me pouco deles. Mas me lembro com clareza do sorriso da minha mãe, uma gargalhada alta e espontânea, capaz de contagiar até as pessoas mais amargas. Lembro-me também de nossa casa. Era uma casa simples e pequena, com paredes amarelas e janelas brancas. No jardim havia hortênsias de todas as cores e uma caixa de correio verde limão. Não sei por que me lembro desses detalhes, mas a casa em si me transmitia uma imagem de alegria. Até hoje, sempre que me lembro da imagem da nossa casa em Jacksonville esboço um sorriso.
Nós tínhamos um cachorro, se me recordo bem seu nome era Cuddly*, era um vira-lata marrom claro bem peludo. Lembro de sair com Phill para passear com ele diversas vezes, e de como era frustrante quando eu jogava uma bolinha e ele a pegava, só que ao invés de trazê-la de volta, ele fugia com ela.
*Fofinho, em português.
Para uma criança, isso era tudo o que se precisava para ser feliz.
Mas numa primavera, quando eu tinha cinco anos, uma moça foi me buscar na escola. Ela disse que minha mãe e Phill haviam sofrido um grave acidente e foram morar no céu.
Eu estava triste e com raiva, não importava que todos dissessem que eles estavam bem ou qualquer outro tipo de consolo. Tudo o que eu sabia era que minha mãe e Phill tinham ido embora e me abandonado para sempre.
Vivi dois anos num abrigo para crianças em Tallahassee até encontrarem Charlie, o meu pai biológico. A dificuldade para encontrá-lo se devia principalmente pelo fato de que ele vivia num fim de mundo chamado Forks, no estado de Washington.
Devo dizer que na época o odiava, mas hoje o vejo como um verdadeiro herói.
Veja bem, minha mãe abandou Charlie para viver com Phill, quando ela saiu de casa não contou á ele que estava grávida de mim. Fora provavelmente um grande choque para Charlie descobrir que era pai. E o fato de eu não falar desde a morte da minha mãe não facilitou em nada.
Mas acredite, Charlie foi paciente.
Preparava meu café da manhã com carinhas felizes, trazia biscoitos todos os dias depois do trabalho, comprava livros de histórias e cadernos de desenhos, me levava ao parque todos os finais de semana. Ele até me comprou um gatinho, mas o bichano fugiu cinco dias depois. Enfim, ele fez tudo o que estava ao seu alcance para que eu me sentisse bem. E devo dizer que, aos poucos, funcionou.
Com o passar do tempo Charlie tornou-se meu grande amigo. Ele falava sobre baseball, basquete e futebol, e me deixava a par de todos os campeonatos anuais mais importantes. Eu contava sobre os livros que lia, recontando toda a história de forma resumida para ele.
Charlie me levava para pescar aos sábados, e no domingo fazíamos os mais diversos pratos com o que havíamos conseguido no dia anterior.
Quando tinha catorze anos, Charlie casou-se com Sue Clearwater. Sue tinha dois filhos, Leah, que já estava na faculdade e quase nunca aparecia (o que lhe rendeu o apelido dado por mim e Seth de "oniausente"), e Seth, que era dois anos mais novo do que eu, mas sua popularidade me colava no chinelo. Sue era legal, carismática e ajudava no que estivesse ao seu alcance. Seth era divertido, sempre bem humorado e disposto a ajudar em qualquer coisa, tê-lo como irmão era impagável.
Porém, essa nova vida me distanciou um pouco de Charlie. Não tanto para deixarmos de sermos amigos, mas o suficiente para que eu não soubesse mais nada sobre esportes, e Charlie não ouvir mais histórias. Também não pescávamos mais juntos, mas pelo menos ainda cozinhávamos nossas iguarias aos domingos.
Mal iniciei o ensino médio e já estava no time de vôlei do colégio. É claro que comecei como reserva, mas com certo tempo de treinamento consegui me tornar titular já no segundo ano e capitã no ano seguinte. Estar no time me tornou popular, as pessoas me reconheciam em todos os lugares (não que em Forks isso fosse algo difícil) e as outras garotas pararam de implicar comigo. Claro, isso não me fazia andar apenas com os populares, continuava andando apenas com Jasper, meu melhor amigo desde que chegara à cidade.
Estar no time de vôlei também me ajudou a conseguir uma bolsa na Universidade de Washington, em Seatle. Jasper teve a mesma sorte com o basquete. Então fomos para a mesma universidade, Jasper para cursar direito, e eu, medicina.
Posso dizer claramente que a faculdade foi a melhor época da minha vida. Quero dizer, ali estão milhares de jovens sonhadores, em seus primeiros anos de independência dos pais. É claro que muitos deles viam isso como um motivo para se aventurarem em festas, namoros e outras irresponsabilidades. Porém, Jasper e eu nos contentamos com programas mais casuais com nossos novos amigos. Além do mais, mesmo estando nos times, não éramos legais o bastante para sermos convidados para as house parties.*
*Grandes festas em casas ou fraternidades universitárias.
Nossos novos amigos eram tão deslocados quanto nós. No geral, todos os calouros tendem a ser deslocados. Jacob Black estava cursando direito junto com Jasper, ele viera de Forest Grove, onde vivia com o pais e duas irmãs; Alec Volturi estudava Administração, talvez fosse o mais deslocado de todos, morava a dois anos nos Estados Unidos, saíra com os pais e a irmã da Itália para viverem em Pittsburgh, Pensilvânia. Ele falava bem o inglês, mas ficava totalmente perdido nas gírias, o que fazia a todos rirem; os dois dividiam o quarto com Jasper.
Havia também Ângela Weber, esta dividia o quarto comigo. Tornamo-nos amigas logo de cara, ela era o tipo fácil de lidar. Nosso quarto foi premiado com uma cama vazia, o que nos deixava a sós. Mas, no ano seguinte a cama foi preenchida por Tanya Denali. Confesso que no começo a odiávamos, porém mais tarde viríamos a descobrir que ela era a melhor pessoa para se ter por perto. Ângela estudava odontologia e Tanya arquitetura.
Com a rotina agitada da faculdade mal via minha família, e estava feliz por Charlie ter se casado novamente, assim não ficava sozinho. Eu escrevia duas ou três vezes por semana, telefonava sempre que podia, e os visitava todos os anos no dia de ação de graças e natal. Como passava as férias de verão fazendo cursos extracurriculares, Charlie, Sue e Seth iam para Seattle e passavam uma semana comigo (apenas durante a noite).
Em meio à faculdade e nossas novas amizades aconteceu Alec.
N/A: Oi pessoal, só agora vi que não escrevi nenhuma nota no prólogo rsrs Mas estou escrevendo agora.
Primeiramente, gostaria de pedir um pouco de paciência, essa é a primeira fic que publico e sei que não esta muito perfeita, mas estou tentando. Também gostaria de pedir que enviem reviews dizendo o que estão achando da fic, se estão gostando ou não, criticas são muito bem aceitas por mim. Podem enviar algumas dicas do que precisa melhorar na fic, ou o que poderia ser acrescentado. Apesar de achar pouco provável que eu vá mudar alguma coisa, porque a fic tem uma linha a ser seguida, mudarei qualquer coisa que eu ache digna.
Pretendo postar dois capítulos por semana (Segundas e Quintas), mas peço que não se irritem caso eu me atrasar. Quero que saibam que estou dividindo o tempo da fic com o tempo da faculdade, e a faculdade vem em primeiro lugar pra mim.
Obrigada desde já,
Thazz Ransom.
PS: Para quem quiser ver a capa da fic em tamanho maior, o link é: h1 vibeflog com/2014/05/24/12/26684560 jpg (Coloque ponto nos espaços).
