Capítulo 2: Evidências

Matsuda: Aizawa é...Kira... – nunca sentira seu corpo tão pesado, acabou desabando no chão.

Aizawa: Raito, o que está planejando??? – o policial fica furioso e parte pra cima do jovem, mas é contido pelos seus companheiros Ide e Mogi.

Near: Isso não passa de mais um dos planos de Kira! Raito, você sabia que o caderno era falso.

- O que está dizendo?

O garoto suspirou e tentou se acalmar para explicar a todos:

- Ao investigarmos Mikami, confirmamos que ele era X-Kira, aquele que efetuava os julgamentos às ordens de Kira. Todos os dias ele escrevia exatamente uma página em seu Death Note, nem mais nem menos. Logo, bastava trocar a página que ele escreveria no dia de hoje por uma falsa. E assim foi feito. Entretanto, foi graças à Gevanni que cogitamos a existência de um Death Note falso. Vejam. – Near pegou o Death Note verdadeiro que escondia por baixo de sua camisa e abriu na página onde estava o nome de Takada.

Raito: "Mikami, seu tolo, agiu sem minhas ordens, mas tudo bem, está tudo correndo conforme o planejado."

Gevanni: Teru Mikami costuma ir ao banco todo dia 25 de cada mês; um homem tão metódico como ele não iria novamente se não fosse algo realmente importante. Ele entrou no cofre e escreveu o nome dela.

Near: Gevanni conseguiu acesso ao cofre e efetuou a troca com sucesso. Este é o legítimo Death Note, tanto é que posso ver o shinigami aqui presente...muito prazer, sr. Shinigami.

Ryuuku: O prazer é meu.

Near: Então diga-me, Yagami Raito, você sabia dessa troca, não?

Raito: Ai, ai...Esse encontro foi apenas uma tentativa sua de provar que sou Kira, não é mesmo? Pois parece que suas evidências apontam para outra pessoa. – Raito tentou pronunciar cada palavra o mais calmamente possível, mas com um certo tom de ironia.

Aizawa: Seu desgraçado! – gritava, ainda segurado pelos seus colegas.

Near: Não comemore sua vitória ainda, Yagami Raito. A regra de 13 dias que foi seu álibi é falsa. E foi bastante conveniente na época mandar um shinigami escrevê-la.

Raito: Sim, como você disse, foi conveniente para mim naquela época. Não lhe parece que Kira escreveu esta regra para que as suspeitas se voltassem ainda mais para mim?

Mogi: O que Raito está dizendo faz sentido...Se por um lado a regra favoreceu e o inocentou no passado, por outro fez com que ele se tornasse um forte suspeito. Se Aizawa for mesmo Kira, é óbvio que ele iria querer que as atenções se voltassem para Raito. Além disso, ultimamente ele têm se posicionado de forma muito contrária a ele, mesmo depois de tanto tempo trabalhando juntos no caso Kira...

Aizawa: Mogi! Como pode dizer uma coisa dessas? Você também se sentiu inseguro quanto a ele!

Mogi não respondeu. Arrependera-se um pouco de acusar o colega e amigo, porém os fatos pareciam estar mais claros para ele naquele momento.

Near: Sua explicação não é muito convincente, sr. Mogi...sendo Takada a intermediária de Kira e X-Kira, ou melhor, Mikami, como Aizawa se comunicava com ela se era com Yagami Raito que ela se encontrava?

Raito: Aizawa era encarregado de me ajudar a checar as escutas instaladas no quarto, ele pode muito bem ter deixado bilhetes para Takada.

Near: E como Aizawa receberia as respostas de X-Kira?

Raito: Ele e Takada poderiam se comunicar por celular livremente, já que não era ele que estava sendo vigiado o tempo todo.

Aizawa: É tudo mentira! Eu nunca falei com essa mulher!

Near: Você realmente é ardiloso, Yagami Raito...sr. Shinigami, se forem retirados fragmentos do Death Note, eles terão o mesmo efeito?

- Sim, sem dúvida.

Near: Gevanni, vasculhe o sr. Aizawa. Se ele for mesmo Kira, terá uma folha do caderno consigo para tentar nos matar.

- Pode vasculhar...não encontrará nada... – Aizawa se acalmou um pouco, sabia que Near estava fazendo isso para inocentá-lo.

Todos ficaram apreensivos. Os segundos passavam lentamente e os olhos estavam voltados para Shuuichi Aizawa, enquanto Gevanni vasculhava o seu paletó.

– Esperem! Tem algo aqui...