Ei gente, tá aí o segundo capítulo (nem demorei muito né srsr )
Queria agradecer pelos reviews, fiquei muito feliz! Continuem mandando!!
Capítulo # 2
Eles partem pelo portão sul da vila da Folha. A vila do Sol é relativamente perto de Konoha, demoraria cerca de um dia e meio para chegar até lá. Shikamaru sugere que eles parem durante a noite, mas Temari rejeita a idéia, deixando Shikamaru um tanto contrariado.
A maior parte da viagem foi feita em silêncio, e Shikamaru monta um cenário sobre a vida do "casal", boa o suficiente para convencer a todos, sem nenhuma suspeita.
- Ei, Temari, já estamos chegando perto da vila. Eu pensei numa história para o "casal".
- Diga-a. – ela responde, enquanto pula pelas árvores.
- Nós somos da vila da Névoa. Ambos tiramos férias, e decidimos visitar a vila do Sol, já que nos disseram que no verão ela fica muito bonita. E também ouvimos falar de um festival famoso que ocorria na vila, viemos ver como era esse festival.
- Hum... É, dá pro gasto. Vamos andar a partir daqui. – ela para e desce ao chão.
Shikamaru também desce, e não se preocupa com suas palavras, já estava acostumado com o jeito dela.
Eles andam mais uns vinte minutos, até que chegam ao portão da vila, que estava toda decorada por conta do festival. Eles não sabiam o porquê das festividades, mas não se preocuparam com isso, e entraram. Shikamaru segurou a mão de Temari; ela pára e o olha e, por um momento, esquece-se da missão.
- O que foi? – ele pergunta e olha para as mãos de ambos – somos um casal, esqueceu?
- Eu sei muito bem disso! – ela responde em tom ríspido e começa a andar.
Ele observa a atitude dela, sem entender muito, e começa a andar, e ambos ficam lado a lado novamente.
- Seria melhor se déssemos uma volta por aí, e começássemos a fazer contato com as pessoas daqui.
- Quer dizer que você é o líder, "querido"?! – ela pergunta, reforçando o "querido" em tom irônico.
- Você tem idéia melhor? – ele rebate, olhando pra ela com olhar sério.
- Hunf! Que seja.
Ambos andam pela cidade, observando qualquer atitude ou pessoa suspeita, e não acham nada.
- Até agora nada... – ela fala – vamos parar naquela casa de chá, estou com fome.
- Sim, de repente tenhamos sorte por lá.
Eles entram na casa de chá, que estava lotada, mas acabam encontrando uma mesa no fim da loja. Eles sentam, observando as pessoas, e alguns minutos depois, são atendidos por um velhinho extremamente simpático e extrovertido, que já chega falando e gesticulando muito.
- Ora veja que casal mais bonito! – diz o senhor, que põe um dos braços nos ombros de Shikamaru – nossa que jovem mais bonita! Você é um rapaz de sorte!
Shikamaru tenta falar algo, mas não consegue, por ser interrompido pelo velho várias vezes, enquanto Temari fica corada, esboçando um sorriso.
- Err... Eu sei... Foi muita sorte mesmo. – diz Shikamaru quando o velho finalmente dá chance, olhando para Temari, um olhar que a deixa meio desconfortável – nós gostaríamos de pedir chá, e alguns dangos...
-Mas é claro! – retruca o senhor, que pára um dos funcionários e pede que ele traga o pedido dos shinobis – mas então, de onde vocês vieram?!
- Vila da Névoa – diz Temari – nós tiramos férias, e resolvemos vir até aqui, esse festival é bastante famoso... Além do mais, é nossa primeira viagem, queríamos que fosse romântica... – agora é dona de um tom doce, e nessa hora segura uma das mãos de Shikamaru.
O shinobi da folha fica extremamente desconcertado com a atuação dela, realmente não imaginava Temari com aquela voz e aqueles gestos. Saber que ela tinha esse lado "terno" o deixou intrigado, e com vontade de vê-lo mais vezes.
O senhor que estava falando com eles empolga-se e fica com os olhos cheios de lágrimas.
- Por isso que eu gosto tanto do Festival Natsu no Tayoo (sol de verão) ! A quantidade de casais que vêm nessa época é espantosa... Sabe... – senta do lado de Temari – existe meio que um "mito" por aqui: todos os casais que vêm ao festival mesmo que sejam só amigos, ficam juntos por toda a vida... – a cada segundo, o velho se afunda cada vez mais em seus devaneios, gesticulando ainda mais – Mas vocês... Não precisam disso, está na cara que ficarão juntos!
Nesse momento, os olhares de Temari e Shikamaru se encontram, mas dessa vez é um olhar diferente. Um olhar breve, mas que não há desvio de atenção para outro ponto. Era quase como se estivesse se estudando, e pensando sobre todo o tempo que se conhecem, e por tudo que já passaram juntos.
O velho interrompe esse momento colocando os pratos e os copos em cima da mesa.
- Vamos crianças, comam! Ainda há muita coisa pra se ver por aqui.
Shikamaru ri, e bebe um pouco do chá acha uma boa brecha de saber mais sobre o boato.
- Aqui é um lugar bem tranqüilo... – Shikamaru pergunta ao velho – ele só fica animado assim nessa época do festival, né?
- Sim... Essa é a vila mais calma de todas! São todos muito pacíficos, e normalmente estrangeiros só passam por aqui nessa época.
- Entendo...
- À propósito, vocês têm lugar para passar a noite? – o velho em tom de preocupação ao ver que a noite está caindo – as pousadas daqui lotam... Deviam procurar enquanto é cedo.
- Hum... É verdade – fala Shikamaru, olhando para Temari – vamos procurar um lugar pra ficar.
Temari concorda e ambos se levantam.
- Obrigado pela hospitalidade – diz Temari – vocês são muito simpáticos – com um largo sorriso.
Ela recebe um inesperado abraço do velho deixando-a sem-ação, e Shikamaru se conteu o máximo que pôde para não rir da cena. O senhor dá as coordenadas do hotel mais próximo, Shikamaru paga a conta e os dois ninjas saem da loja e andam pela cidade.
- Hum, não acho que tenha nada de anormal por aqui – diz Temari.
- É... Também acho que tenham sido apenas boatos. Na loja também não percebi nada estranho... Acho que viemos à toa – dá uma risada.
- Não acredito nisso, estou fingindo estar com você por nada! – em tom provocativo.
Ele finge não dar atenção às palavras dela, seguindo as instruções do velho da loja, até que vê uma placa de "hotel".
- É ali.
Shikamaru abre a porta do estabelecimento, deixando Temari entrar e seguindo logo atrás. Havia muitas pessoas no local que, apesar de ser pequeno, aparentava ser confortável.
- Por favor, eu gostaria de dois quartos – diz Temari quando chega ao balcão e é atendida pela recepcionista.
A empregada do hotel olha um livro de entradas de hóspedes, e verifica que há apenas um quarto disponível. Nessa hora, o ninja da Folha chega ao lado de Temari.
- E então, ainda há quartos?
- Apenas um. – ela responde.
- Que sorte. Vamos ficar com ele – Shikamaru diz à recepcionista, que entra numa porta atrás do balcão.
- Eu NÃO vou dividir meu quarto com você! – implica Temari.
- Você quer que desconfiem de nós?! – falando baixo.
Muito contragosto, ela vê que ele tem razão; iriam desconfiar de ambos, e resolve não brigar por conta disso. Ela espera a recepcionista chegar com a chave.
-Aqui está... – diz a empregada do hotel, sendo logo interrompida por Temari, que tira a chave de suas mãos, deixando-a espantada.
- Querido, tome conta do resto, estou louca por um banho. – diz a garota da Suna e sobe as escadarias do estabelecimento.
Shikamaru balança a cabeça pros lados e assina o papel de estadia no hotel. Depois olha para a empregada.
- Er... Ela odeia esperar – ele diz em tom de desculpas, e sobe as escadas; lá, encontra a porta fechada apenas pela maçaneta. Ele a abre vagarosamente e ouve o barulho do chuveiro. Estava cansado, dá uma olhada no aposento, e vai até a janela; observa o céu, decorado por inúmeras estrelas e uma alva Lua.
Havia apenas uma cama de casal no quarto (claro, a maioria do publico do festival era composta por casais). Shikamaru deita no lado esquerdo da cama, olhando para o teto e com a luz do satélite banhando seu braço esquerdo. Estava esperando Temari sair, pra poder tomar seu banho, mas a garota demora tempo o suficiente para ele acabar adormecendo.
Já se encontrava em sono profundo, quando a kunoichi da Areia abre a porta do banheiro e se depara com a cena. De início fica irritada, pensa em como ele teve a ousadia de deitar em SUA cama; no entanto, ele dormia com tamanha tranqüilidade, o que deixou Temari meio relutante em acordá-lo e expulsá-lo do leito.
Ela se deita, também olhando para o teto; o observa dormindo por algum tempo e, como se quisesse ser durona consigo, resmunga:
- Se encostar em mim, eu o mato.
Ele se mexe, ficando de bruços, com o rosto virado para o lado de Temari; ela o olha e pensa, esboçando um sorriso: "parece realmente um bebê chorão". Ela se vira para o outro lado e adormece, já não se importando tanto com o fato de ter que dividir o quarto com o "problemático" de Konoha.
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Tá aí! Mais uma vez: mandem reviews, críticas e sugestões continuam sendo bem vindas!!
