She'll make you take your clothes off, and go dancing in the rain. She'll make you live the crazy life, or she'll take away your pain: Like a bullet to your brain!

[...]She never drinks the water, makes you order French Champagne. And once you've had a taste of her, you'll never be the same: She'll make you go insane! – Livin La Vida Loca, Ricky Martin.

Capítulo 2: Livin La Vida Loca

Lily entrou na cabine e se largou no estofado. Ficava cada vez mais difícil se fingir de superior perto de algum dos marotos... Era como competir com versões masculinas dela própria e das amigas, mas sem qualquer tipo de princípios envolvido. Ou limites.

Sirius, principalmente, parecia absorver cada palavra que saia de seus lábios, guardando na memória, para depois usar tudo contra Lily. Ela sabia bem que algum dia morreria pela boca, pois era orgulhosa demais, mas simplesmente não conseguia segurar a língua quando se tratava da oportunidade de irritar algum deles, não importava a consequência.

-Lílian.

Ela fuzilou Vittoria pelo uso do nome, logo depois de ser puxada de suas reflexões.

-O coloquei de detenção. – Informou ela.

Vittoria levantou uma sobrancelha, surpresa. Letticia sorriu e olhou quieta para Giovanna. A loira girou os olhos azuis.

-Nem pense que eu vou ajudar. Da última vez que mexemos com os marotos, eu quase fui comida viva.

Louise riu.

-Bom, segundo os boatos daquela época, você foi comida viva.

-Vocês sabem o que é e o que não é verdade nessa historia... E outra coisa: Eu não me atreveria a mexer com o Black. – Disse Giovanna.

-É medinho de pulgas que estou sentindo? – Riu Louise.

-Non! – Ela respirou. – Eu só acho que, comparando os resultados das nossas brigas com os marotos o ano passado, eu não seria a primeira a me candidatar a baixar a bandeira branca logo no começo das aulas. Quanto ao Black, eu queria dizer que eu sei bem que é ele a principal cabeça por trás dos planos contra todos e contra nós... E eu não gosto da ideia de me ver trancada com ele em uma sala.

-Fingiremos que acreditamos. – Vittoria piscou para ela. – Mas concordo com você sobre a bandeira branca... Devíamos continuar em paz pelo tempo que conseguirmos.

-Esqueçam isso, podemos mandar outra pessoa ir, no lugar de alguma de nós. – Letticia sugeriu, virando, entediada, a página de sua revista. – Que tal a monitora do quinto ano, Elena Caldwell? Ela pode fazer o serviço sujo e, se o Black tentar se meter com ela, Elena ainda pode acusá-lo de pedofilia.

-E perder toda a diversão? Acho que não. – Lily piscou. Além disso, Elena lhe devia um favor que ela não gostaria de gastar tão cedo. – E tenho a leve impressão de que ele já ficou com ela ano passado e, se ele conseguisse provar, sujaria para o lado dela. E a ultima coisa que precisamos é uma grifinória com raiva de nós.

-Basta aquela maldita ovelha negra repetente de merda... – Sibilou Vittoria

Houve uma batida leve na porta, e as cinco se calaram imediatamente. O tranco se soltou e um rapaz de cabelos loiro-platinados entrou, deixando dois outros garotos (três vezes maiores), de guarda na porta.

-Lucius! – Vittoria exclamou quando ele se jogou a seu lado, já beijando seu pescoço.

-Bom dia, minha grifinória preferida... Sem ofensas, meninas. – Lucius Malfoy fez sinal de descarte com a mão para o resto das meninas, que devolveram sorrisos maldosos.

-Bom dia, caro Lorde... – Ronronou Vittoria em resposta, enquanto o namorado beijava seu pescoço.

Lucius era esguio e alto como toda a família Malfoy, conhecida como seguidora das trevas. Os olhos do sonserino eram azuis, mas extremamente claros – o que os tornava prateados. Na tentativa de parecer mais sério e profissional para o estagio no Ministério que seu pai tinha dado a ele nas férias, ele tinha deixado crescer uma rala barba que arranhava a pele de Vittoria enquanto ele a beijava avidamente e sem algum pudor, na frente de todos.

Mas as meninas estavam tão acostumadas com esse tipo de coisa vinda dos dois, que não se importariam se eles tirassem as roupas ali mesmo.

-Meu pai me contou que encontrou você ontem à noite no Ministério. Aliás, madrugada. – Comentou ele, puxando-a para seu colo com as sobrancelhas contraídas.

Vittoria odiava quando ele fazia isso; já que esse era o sinal de "o que você andou fazendo que eu não sei e POR QUE eu não sei" de Lucius. Ela odiava o fato de ele ser tão ciumento, e já tinha tentado colocar na cabeça de Malfoy de que ele não tinha que se preocupar com estar sendo traído ou nada do tipo.

Bom, ele estava sendo traído, mas ela não queria que ele soubesse que suas paranoias eram verdadeiras.

-Ah, sim. – Ela trocou olhares com as amigas. – Fui entregar alguns documentos para o meu pai. Ele ficou até mais tarde ontem, resolvendo alguns detalhes para a Copa em fevereiro.

-Verdade, meu pai já reservou 15 ingressos para mim e meus amigos. Claro que as Senhoritas estão convidadas. – Ele fez uma leve reverência com a cabeça na direção de cada uma e sorriu para a namorada.

-Isso me lembra que fui convidada a me apresentar na cabine de monitores antes do trem sair. – Lily se levantou e abriu caminho no meio dos dois grandalhões que escoltavam a porta de sua cabine.

-Você também é monitor chefe, amor? – Perguntou Vittoria acariciando o queixo do loiro.

Ele suspirou desapontado.

-Não, Regulus pegou o cargo. Mas mesmo assim, me lembrei que tenho um negocio para resolver. Mais tarde você passa na minha cabine, ok? – Ele se levantou com a namorada ainda em seu colo, e a depositou no assento com cuidado, para depois lhe dar um demorado beijo.

-Até depois. – Disse ela, assim que ele saiu seguido de seus "amigos". Quando sumiu de vista, ela soltou um grunhido. – Ele deve estar indo ver a ridícula da Cissa... Merlin, como eu odeio aquela garota.

-Fiquei sabendo que Narcissa e Bellatrix passaram uma parte das férias na mansão Malfoy. – Comentou Louise. – Segundo os boatos, a família Black está louca atrás de um noivo para a Narcissa, já que a Bellatrix está noiva do Lestrange há alguns meses e vocês sabem como a Andrômeda é...

Letticia sorriu, lembrando-se da amiga.

-Eu vou sentir falta da Andy... Manda-la para Beauxbatons só para mantê-la longe do Tonks foi o golpe de misericórdia. Ele está trabalhando no loja dos pais no beco diagonal e eu fui visitá-lo. Ted está morrendo de saudades dela e quer mais que os Black caiam mortos.

-Andy era uma das únicas sonserinas suportáveis nesse planeta, e agora que ela se formou, as irmãs vão fazer a festa. – Giovanna rolou os olhos. – Meu irmão tentou transferi-la da França, mas nem minha mãe conseguiu ajuda-la. Os pais das três estão mantendo rédea curta com a Andy, fingindo que controlam Bellatrix e correndo atrás de alguém rico e influente que vá aguentar Narcissa pelo resto da vida. Odeio casamentos arranjados...

-Deve essere terribile! – Letticia se abanou com sua revista. Ela olhou para Vittoria mordendo o lábio e apreciando a desaprovação no olhar da amiga, que já previa o comentário que se seguiria. – Mas eu não me importaria em ficar "presa" ao Malfoy... *(1)

-Você tem que parar de tentar me provocar. – Disse Vittoria com um sorriso tranquilo. As duas tinham uma espécie de jogo particular em que Letticia tentava tira-la do sério e Vittoria ria das tentativas falhas. Tinha um imenso orgulho de sua frieza com esse tipo de provocação barata, que era extremamente útil quando se tratava dos marotos. Toda vez que Letticia conseguisse, Vittoria lhe pagaria uma cerveja amanteigada. Em três anos, ela só havia perdido uma vez.

-Você só diz isso porque tem fetiche por sonserinos. – Riu Giovanna, rolando os olhos.

-Não tenho, não! – Retrucou Letticia indignada. – Eu só... Tenho fetiche por caras maus. E a culpa não é minha se a melhor parte deles são sonserinos.

-Eu ficaria mais que satisfeito em te provar errada, Sinel.

As quatro emudeceram e olharam para a porta.

Quatro rapazes, todos altos e aparentemente fortes se encostavam ao batente da porta, entre eles, Sirius Black.

-Hum... Uma, duas, três, quatro... Tem uma vagabunda faltando... – Comentou James Potter com os famosos e brilhantes olhos castanho-esverdeados desafiando alguma delas por baixo dos óculos retangulares de armação fina.

-Suas habilidades com matemática me assombram, Potter. – Retrucou Louise, passando para o banco da esquerda junto com Giovanna e esvaziando o da direita para que os marotos se sentassem. – E posso dizer o mesmo... Onde está Lupin?

-Provavelmente amassando a Lily em algum canto durante a reunião dos monitores... – Giovanna sorriu venenosa ao ver James perder o sorriso e fechar a cara. Ele a odiava, ela o odiava mais ainda, mas James gostava de pensar que se ele não podia ter Lílian Evans, ninguém poderia, e que se ele a odiava, ele tinha que fazer o resto do mundo odiar também. Claro, não era difícil já que os marotos influenciavam muita gente, mas Lily era a rival perfeita para ele, o que aparentemente só tornava o jogo mais divertido: Metade da escola amava Lily, e a outra idolatrava James.

-Vejo que sua língua continua afiada como sempre, Morsen. – Disse ele se largando em frente a ela.

-Mercí, foi a coisa mais gentil que já me disse. – Giovanna o fuzilou.*(2)

-Bom, você já deve estar bem acostumada com esse tipo de "elogio" com toda a merda que você anda fazendo. – Sorriu outro rapaz, com os braços firmemente cruzados no peito. Seus cabelos castanhos claros eram quase completamente raspados e seus olhos de um incomum azul escuro. – Tipo ficar com o babaca do Brendan Sand no final do ano passado.

Letticia se inclinou para Peter Pettigrew.

-Se eu fosse você calava a boca, ratazana.

-Olha quem fala, bola de pelos. Fiquei sabendo de muita coisa sobre você e seus passatempos ontem. Resolvi acompanhar meu padrasto e minha mãe em uma festa e tive um longo papo com o Signor Dimitri... – Riu ele.

-Seu-

-Nós nunca deveríamos ter saído da Toscana. – Comentou Louise baixo.

-Ainda não encontrou uma pessoa idiota e inferior o suficiente para fazer sofrer e te deixar feliz? – Perguntou um rapaz de profundos olhos verdes. Seus cabelos eram um pouco mais compridos que os de Sirius, mas ondulados e dourados, com um mexa ou outra mais escura.

-Você está se voluntariando, Dent? (N/A: Eu criei um quinto maroto =D desculpe JK!)

-Vocês ficam mais educados a cada ano, não? – Comentou o quinto integrante dos marotos, Remus Lupin, observando a cena da porta, na companhia de Lily. – John, comporte-se. Temos damas no recinto.

O sarcasmo de Remus foi quase palpável, mas nenhuma delas realmente se ofendeu. Não que ele fosse completamente confiável, porque, apesar de tudo, era um dos marotos, mas Remus também não era completamente babaca. Ele era o ponto seguro entre os 10 grifinórios, aquele que podia parar as baixarias quando as coisas começavam a passar dos limites e aquele que sabia que uma briga entre Louise e John Victor Dent antes mesmo do trem começar a andar, não era uma boa ideia.

Remus era pálido e cheio de cicatrizes pelos braços e pescoço. De sua testa, rente a raiz do cabelo cor de areia, passando pelos olhos mesclados de azul e castanho claro, e terminando na bochecha esquerda, estava uma longa cicatriz. Antiga, mas bem visível. Ele dizia ter sido atropelado quando estava a caminho do beco diagonal, em Londres. Uma moto, ele dizia. E tinha que passar a próxima meia hora explicando o que exatamente era uma moto.

O trem balançou e lentamente começou a avançar sob os trilhos. Os gritos de despedida dos pais ecoavam lá de fora e depois de um tempo já estava a toda velocidade, rumo a Hogwarts.

Remus e Lily se sentaram em seus respectivos lugares e os dois grupos de grifinórios se ignoraram durante quase duas horas, até que uma monitora corvinal e outra da Lufa-Lufa vieram avisar que estavam para desembarcar.

A menina vestida de preto e amarelo fungou algumas vezes e saiu, depois de perceber que Sirius estava lá dentro. A corvinal pareceu confusa, mas depois que percebeu porque a menina tinha saído correndo, ela sorriu, cumprimentando Sirius de um jeito que gritava "Você-continua-sem-saber-meu-nome-mas-ainda-pago-o-maior-pau-pra-você".

Sirius rapidamente se aproximou, deixando a quintanista a ponto de derreter. Letticia observou a cena e resolveu concordar com Vittoria sobre Sirius já ter tido um caso com Elena. Não podia existir uma monitora ligeiramente bonita que não tivesse tido.

Então ela se lembrou de Lily.

A menina corvinal irritou logo de cara, pois seu jeito já declarava que era vadia, e que usaria aquilo com orgulho. Seu rosto, por outro lado, era angelical. Japonesa de cabelos castanhos escuros, artificialmente ondulados e saia curta na tentativa de imitar o uniforme que as cinco grifinórias usavam.

-Bom, suas carruagens estarão esperando nos lugares habituais, depois das dos alunos. A Professora Mcgonagall requisita a presença... – Ela olhou rapidamente no pergaminho que segurava. - ...Do Sr. Lupin e da Srta. Evans para entregar os horários dos turnos e para ajudar com os primeiranistas.

Lílian e Remus seguiram a garota – que se demorou trocando olhares com Sirius antes de sair –, avisando que os encontrariam no castelo.

Os oito pularam do trem para a plataforma de Hogsmead e ali se separaram. Giovanna, Louise, Vittoria e Letticia seguiram até o fim das filas de carruagens e subiram em uma das designadas para a Grifinória.

Louise se largou no banco e deixou Giovanna descansar a cabeça em seu colo.

-Devíamos conseguir um mandato de segurança contra aqueles... Marotos. – Sibilou Vittoria.

-Isso adiantaria tanto quanto colocar um aviso de PROIBIDO naquela monitora ridícula. – Giovanna rolou os olhos.

-Hum... Isso me parece ciúmes? – Riu Letticia, e Giovanna mostrou o dedo do meio, fazendo-a gargalhar.

A loira quase caiu do colo de Louise quando a carruagem deu um tranco, indicando que passavam pela ponte de madeira que ligava o vilarejo a Hogwarts.

-Ciúmes? Sério, eu com ciúmes de Sirius Black? O cachorro vira-lata que anda comendo a prima cadela? – Disse ela sarcástica.

-Prima cadela que daria tudo para ter a sua cabeça em uma bandeja de prata, cara Condessa... – Disse Louise, usando o titulo de Giovanna para chamar a atenção da amiga para a gravidade das ameaças de Bellatrix.

Giovanna fechou a cara. Aquilo tinha martelado em sua cabeça durante as férias inteiras. Bellatrix Black já era uma filha-da-puta com tudo e todos, até com a própria família. Imagine com uma inimiga que "sem quer" tinha roubado seu ultimo favorito da Lufa-Lufa, Brendan Sand. E o fato de Peter Pettigrew já saber dessa historia só piorava as coisas, porque se ele sabia, todo mundo sabia.

-Sabe, o que você fez foi burrice pura. Brendan praticamente andava com uma placa no pescoço dizendo "Bella`s Boy Toy". (N/A: Basicamente, o brinquedinho sexual da Bella hihihi) – Disse Letticia.

-Acho que isso só fez nossa querida Anna querer o garoto ainda mais... – Sibilou Vittoria.

-CALEM A BOCA! – Gritou Giovanna brava.

xXx

Os marotos esperavam por Remus na entrada do Salão principal, observando Pirraça e dois garotos do quinto ano, gêmeos, jogando balões enfeitiçados com poções de diversos efeitos em cima dos alunos desavisados. Ambos de cabelos curtos e castanhos, ambos de olhos muito azuis, ambos de braços e rostos finos.

-E eles são? – Perguntou Sirius encantado com a maldade infantil.

-Drake e Pyro Foncan. – Respondeu John, com um suspiro.

-Foncan? Eles são irmãos da-

-É, James, da Vittoria.

-Então a Baronesa tem irmãos? – Riu Peter. – Achei que aquela garota era a única filhinha mimada daquela família, mas agora eu sei por que ela é tão vingativa! É como se ela vivesse com um... Mini-Potter e um Mini-Black!

-Agradecemos os elogios. – James empurrou Peter de leve.

-Ei. – Remus veio apressado na direção dos amigos. – Mcgonagall disse que um figurão do Ministério vem aí amanhã no jantar para divulgar um evento, aqui em Hogwarts.

-Isso não me soa bem... – John cruzou os braços e franziu as sobrancelhas, desconfiado.

-Vamos, Filch está gritando para toda "a peste" entrar, Dumbledore vai começar a falar. – Remus puxou os amigos para dentro e os cinco se acomodaram no banco com o resto dos alunos.

-Olhem só quem acaba de entrar se achando a rainha do pedaço... – Peter indicou com o queixo a entrada, por onde passava Bellatrix Black, brincando com seu costumeiro acessório enrolado ao pulso: Uma cruz do tamanho de um tinteiro, feita de prata pura e cravejada de pedras pretas, com uma corrente suficientemente grande para se enrolar em sua mão quase cinco vezes, que fazia a brancura da pele de Bellatrix saltar aos olhos.

Sirius se levantou rapidamente e andou apressado na direção da prima. Bella o esperava encostada na parede. Seus olhos eram de um verde musgo sujo e doente, e pareciam pesados com a maquiagem escura borrada e descuidada que os contornava. O cabelo caía infinitamente por suas costas em ondas largas e tão negras quanto ébano. Bella era um vicio ambulante; errada, proibida, tentadora, maligna e perigosa. E Sirius já era dependente há tempos, sem muita vontade para reabilitação.

Peter conseguiu enxergar as unhas inacreditavelmente compridas e pretas de Bellatrix arranhando o pescoço do amigo. Ela usou a cruz para acariciar a bochecha do primo e depois o segurou pela gravata e sussurrou prováveis obscenidades que fizeram Sirius entreabrir os lábios em um gemido e depois em um sorriso de consentimento que revirou o estômago dos marotos.

-Cara, eu acho que não vou conseguir engolir o jantar... – Disse John, mostrando a língua.

-Somos dois... – Concordou Remus. – Uma hora ou outra, a Bella vai laçar o Almofadinhas de tal jeito que ele vai acabar fazendo tudo o que ela pedir. E quando eu digo tudo, é tudo mesmo.

-Credo. – Disse James.

-Falando em "credo", lá vêm cinco coisas que me fariam casar com Bellatrix Black. – Rosnou John.

Giovanna, Lily, Vittoria, Louise e Letticia entraram em fila no salão. Vittoria se desviou mecanicamente de seu curso, com Lucius a tiracolo, em direção a mesa da Sonserina. Foi quase possível ver o desgosto dos alunos, mas ninguém deu um pio.

Após a seleção, Dumbledore subiu ao palanque para o discurso com os avisos anuais, Mcgonagall silenciou os alunos e o Diretor chamou o jantar. Por um tempo, tudo o que se ouvia era a conversa alta dos alunos e os talheres dourados batendo contra os pratos, mas logo a sobremesa subiu às mesas e os monitores se levantaram para guiar os alunos do primeiro ano até as salas comunais.

-É melhor eu ir. – Disse Remus cansado.

-Lupin. – Lily surgiu atrás dos marotos – Pode ser mais rápido?

-Se você pedir por favor, Lily. – Suspirou ele.

-Não, obrigada. – Sorriu ela.

-Se me permite dizer, eu adorei seu decote, Lily. – Comentou James apontando para os botões estrategicamente abertos na blusa branca de Lílian, que deixavam um pedaço do sutiã preto a mostra.

-Vai se ferrar, Potter. E é Evans, pra você. – Ela puxou Remus e continuou andando firme até o grupo do primeiro ano da Grifinória. – Primeiranistas, por aqui! – Bradou ela sem paciência.

-Você devia ter mais paciência Lils. – Comentou Remus sorrindo, guiando um garoto para o grupo que ele e Lily chefiavam.

-E você devia aprender a não me chamar pelo apelido ou nome na frente daqueles quatro. – Repreendeu ela, franzindo a testa para ele, enquanto enfileirava os alunos pequenos.

-Por que? É seu nome, não é?

-Sim, mas o problema é que uma hora ou outra algum deles vai suspeitar...

-Suspeitar? Lily, eu sou o certinho e sou monitor. Para eles eu sou tão imune a vocês cinco quanto sou a problemas. – Riu ele liderando o grupo pelo primeiro lance de escadarias.

-Sei. – Bufou ela.

-Srta. Evans, Srta. Evans! – Uma garotinha guinchou.

Lily a fuzilou com os olhos verde-esmeralda.

-Sim?

-O que é aquilo? – Ela apontou o dedo insistente para Pirraça, o Poltergeist, que sobrevoava o grupo como uma espécie de urubu.

-Ora, ora, ora... Se não é o Lobinho e... Hum? Cabeça de fósforo, quem é você? – Pirraça fez piruetas sobre o grupo, fazendo meninas gritarem de medo ao chegar perto demais.

Lily sorriu para os alunos, coisa que Remus achou bizarro para dizer o mínimo.

-Olhem só, crianças. Esse é o Pirraça, nosso Poltergeist aqui no castelo. – Ela levantou os olhos para Pirraça, que soltou um guincho estridente que provocou risadas agudas dos primeiranistas.

-Desculpe, Imperatriz! Pirraça não sabia que se tratava de Vossa Alteza! – Remus rolou os olhos com o exagero de Pirraça ao aplicar vocativos, mas não podia fazer nada. Ele temia as cinco, pois mantinham uma espécie de trato com o Barão- Sangrento, o fantasma da Sonserina, e se Pirraça fizesse algo que elas não apreciassem, o maior medo dele o puniria a mando delas.

-Vá embora, Pirraça, ou vou chamar o Barão para lhe fazer uma visita.

-Sim, sim, sim, sim, Imperatriz! – Ele atravessou o quadro mais próximo, provocando mais risadas.

Lily piscou para Remus, que riu.

-Muito bem, Vossa Alteza. – Zombou ele, e ela continuou a andar, passando por ele e repetindo o mesmo discurso de sempre sobre as escadas e os corredores proibidos para os alunos que realmente estivessem ouvindo.

-Sr. Lupin? – Perguntou um garoto. – Você é namorado da Srta. Evans?

Remus sorriu torto, com o canto da boca.

-Não, não sou.

-Eu disse que não eram, me deve dois galeões! Aposto que ela está com o James Potter! Sabia que ele é capitão do time de Quadribol? – Comentou o moleque com outro primeiranista, se apressando em seguir Lily e rapidamente sendo seguido de perto pelos outros garotos e depois pelas garotas que cochichavam entre si.

Remus ficou para trás, encarando o espaço onde o garoto estava anteriormente, e refletindo sobre sua inabilidade aparente de conseguir alguém como Lílian. E Remus não conseguia definir se ria ou não por ser mais do que as aparências mostravam dele. Pois o fato de que ele tinha ganhado Lily quando James Potter não tinha conseguido estava lá, por baixo dos panos.

Bom, ele definitivamente não estava namorando Lily Evans, mas talvez ele pudesse usufruir dos mesmos benefícios de um namorado, pelo menos por aquela noite...

xXx

N/A: Oi gente sim eu compreendo que a demora foi grande e que eu disse que eu postaria o capítulo 2 "logo" mas as provas de física ficaram no meu caminho e notas ruins nunca são boas para inspiração certo? Bom, estou tentando dar uma de Lily Evans com meu boletim, mas estou me saindo mais como Sirius do que eu pretendia!

O capítulo não tá muito grande, e, se alguém não entendeu algum detalhe, "tudo" será esclarecido no próximo cap muahahaha e gracie mile para minha linda pequeno demônio que betou o cap ;]

E agora reviews!

Nane123: fico feliz de vc voltar a acompanhar cherí! :3 prometo tentar atualizar mais rápido ! beijos

: Oi lindinha, que bom ter você por aqui! Tá diferente sim hahaha mas eu espero que não esteja ruim, me diga você! Beijos beijos sabor cerveja amanteigada hahaha

Traduções:

1- Deve essere terribile! – Deve ser terrível!

2-Mercí – Obrigada.