Lynne Graham

Adaptação.

Personagens pertencentes a Lynne Grahame Stephenie Meyer

Historia pertence a Lynne Graham.

Capítulo 2

Quatro dias depois, Edward se levantou da cama às três da madrugada e entrou em seu luxuoso banheiro para dar-se outra ducha de água fria.

Sentia-se como se o tivessem enfeitiçado e, enquanto a água escorregava por seu forte e musculoso corpo, gritou enfurecido.

Nenhuma mulher o tinha perturbado o sono antes.

Havia algo em Isabella Swan que tinha desatado sua imaginação até cotas de criatividade erótica insuperáveis.

A idéia de que se convertesse em sua amante o tinha obcecado e o fazia ter fantasias sexuais das que não se podia liberar.

Inclusive dormindo, seu cérebro revisava uma e outra vez o breve encontro que eles tiveram e o transformava até convertê-lo em um encontro apaixonado e selvagem mais do gosto sexual masculino.

Não poder controlar sua mente o enfurecia.

Edward apoiou a testa nos ladrilhos de mármore e pensou em Tanya, algo que não se permitia muito freqüentemente porque não era homem de pensar no que não podia ser.

Lembrou de Tanya, mulher de belos olhos claro e grande coração, aquela mulher com a que jamais poderia se casar porque, apesar de que não serem parentes de sangue, a mãe de Tanya o tinha amamentado durante um período de tempo e sua religião proibia o casamento entre irmãos de leite.

Edward não tinha sabido o que era o amor até o dia em que durante um casamento interminável tinha visto uma linda garota de cabelos loiro que brincava com os meninos e os fazia truques de magia.

Tanya tinha se convertido em uma mulher enquanto ele estava trabalhando no estrangeiro e se formou como professora.

No princípio, nem sequer a tinha reconhecido, pois a última vez que se viram era somente uma menina.

Então, deu-se conta de que queria casar-se com ela e nesse mesmo instante tinham começado suas tribulações e seus sofrimentos.

Agora, acontecia-lhe o mesmo.

Embora não se atrevesse a comparar o desejo luxurioso que sentia por Isabella Swan com o sincero amor que o atraía para Tanya, a verdade era que voltava a ver-se apanhado por uma mulher a quem não podia ter.

Edward repensou e se disse que, talvez, aquele mal que o afligia vinha dado por muito tempo de abstenção sexual e decidiu que aquilo somente o podia curar uma mulher aberta e decidida.

E sabia exatamente a quem recorrer.

Lady Victoria Biers, a proprietária da propriedade vizinha, uma viúva de gostos muito caros, mas que não tinha ficado muito bem economicamente e que nunca tinha escondido que estava interessada nele.

No descanso da manhã, Angela olhou Bella e franziu o cenho.

― Aconteceu algo? Tem olheiras, como se não tivesse dormido bem.

― Estou bem... ― murmurou Bella.

A verdade era que levava várias noites sem poder conciliar o sono, incapaz de deixar de pensar no misterioso motorista da motocicleta e, quando se colocava na cama e fechava os olhos, ele voltava a protagonizar seus sonhos, cujo conteúdo Bella jamais atreveria a compartilhar com ninguém.

― Algum problema em casa? ― insistiu Angela.

― Não ― respondeu Bella. ― Um outro dia tropecei com um motociclista, na sexta-feira pela tarde... Acredito que está hospedado no castelo... ― acrescentou mordendo o lábio inferior.

― Por aqui sempre há um montão de caras novas e por acaso veio um escritor para documentar sobre a história do castelo e um passarinho me disse que chegou de moto ― respondeu Angela. ― Entretanto, não acredito que seja seu príncipe azul porque é bem mais velho.

― Não, o homem do que eu te falo não é velho ― disse Angela. ― Era jovem e parecia de outro país...

― Ah... Esse! ― exclamou Angela. ― É o pedreiro polonês que está encarregando do novo estábulo. É alto, moreno, de pele bronzeada e muito bonito?

Bella assentiu quatro vezes como uma marionete.

― O vi na cidade no sábado à noite. Certamente, jovenzinha, tem bom gosto.

Bella avermelhou dos pés a cabeça.

― Sabe se é casado? ― conseguiu perguntar.

― Não, não é casado ― riu Angela. ― Agora entendo por que está nas nuvens. Falou com ele? Foi uma flechada?

― Angela! Eu simplesmente estava dando um passeio, nos encontramos e nos falamos durante um minuto. Era só curiosidade.

― Já sei, só curiosidade, claro... ― sorriu Angela, ― Bonita como é, não vai ter nenhum problema em conseguir um encontro com ele. Outra coisa será que a seu pai pareça bem.

― Não vou ter nenhum problema com meu pai porque não quero sair com ele ― assegurou-lhe Bella. ― Por favor, não vá por aí falando disto. Se meu pai se inteira, me mata.

― Bella, não se preocupe, ninguém por aqui te faria a tarefa de ir com uma fofoca assim a seu pai. Depois da briga que teve na igreja, todo mundo tem medo dele.

Bella baixou a cabeça envergonhada.

Naquele momento, a chefe de pessoal veio procurá-la para lhe perguntar se podia cobrir o turno de uma companheira que se havia ficado doente e Bella aceitou encantada, pois isso significava mais dinheiro e menos horas em casa.

Agradecida, ficou a lustrar os chãos daquela parte do castelo que não conhecia e da que normalmente se encarregava sua companheira.

Então era polonês? Um pedreiro da Polônia. Então, o acento britânico de classe alta deviam ter sido imaginação dela.

Naquele instante, deu-lhe vontade de saber absolutamente tudo sobre a Polônia, mas, por que se preocupava tanto com um homem que não ia voltar a ver? Ele trabalhava fora e ela, dentro. O castelo era imenso e havia muitas pessoas trabalhando nele, assim era virtualmente impossível encontrarem-se por acaso.

A não ser, claro, que ele a procurasse. E por que ele iria fazer isso quando tinha gritado com ele? Se fosse como Angela, seria ela quem iria procurá-lo. Menos mal que não se parecesse com sua amiga. Claro que a idéia de não voltar a vê-lo a fazia sentir-se vazia e triste.

De repente, a máquina deixou de funcionar e, ao virar-se, Bella se encontrou com um jovem vestido de terno e gravata.

― Senhorita, por favor, estamos em uma reunião muito importante e essa máquina faz um ruído espantoso... Importaria-se de ir limpar em outro lugar? ― disse-lhe em tom furioso.

― Agora mesmo senhor ― murmurou Bella.

― Que seja a última vez que fala assim com um de meus empregados ― murmurou outro homem em tom glacial.

― Sinto muito, alteza ― desculpou-se o primeiro ruborizando dos pés a cabeça.

Ao ver o segundo homem, Bella ficou sem ar nos pulmões, pois era o homem da moto.

O homem que tinha conhecido na colina era o príncipe Edward? Não, não podia ser. Era verdade que lhe havia dito que aquelas terras eram deles, mas Bella tinha acreditado que ele estava lhe tirando o sarro.

Rapidamente, recolheu o cabo da máquina e tentou sair dali a toda velocidade, mas estava nervosa e suas palmas das mãos suavam, o que entorpecia seus movimentos.

― Deixe que a ajude com isso...

― Não! ― exclamou Bella horrorizada ao virar a cabeça e encontrar-se com o Edward muito perto dela. ― Perdão... ― acrescentou afastando-se pelo corredor por volta da primeira porta aberta que viu.

Edward duvidou um segundo, franziu o cenho aborrecido e surpreso ante o comportamento da jovem e foi até ela.

― Isabella...

― Supõe-se que não deve falar comigo! ― exclamou Bella com a respiração entrecortada.

― Não diga tolices.

― Não são tolices! O que quer de mim? Quer que lhe peça perdão? Muito bem, pois o peço. Perdão por ter gritado por dirigir sua motocicleta como um louco. Perdão por interromper sua importante reunião... Já está... Não é... majestade ― disse Bella abrindo a porta e perdendo-se dentro do novo cômodo.

Edward se apressou a segui-la.

― Não se mova! ― murmurou. ― Deve me dar atenção enquanto falo com você.

― Isso vai contra as normas! ― defendeu-se Bella.

― Que normas? ― riu Edward.

― As normas do castelo. Supõe-se que o pessoal do serviço deve desaparecer quando você aparece...

― Não quando eu quero falar com um deles ― interrompeu-a Edward.

― Você vai me colocar em uma boa confusão... Ninguém sabe que nos conhecemos no outro dia e eu não quero que se inteirem.

― Não há problema ― respondeu Edward abrindo uma porta que havia a sua direita. ― Falaremos aqui.

Bella respirou fundo e entrou em uma sala de reuniões elegantemente mobiliada.

― Por que quer falar comigo?

Edward pensou que jamais tinha ouvido uma pergunta tão estranha. Era óbvio que qualquer homem gostaria de falar com aquela beleza de pele cremosa cor marfim e perfil de uma elegância e perfeição maravilhosas.

A falta de vaidade e a ingenuidade daquela mulher o surpreenderam sobremaneira. Estava acostumado que todas as mulheres se interessassem por ele, algumas, de forma direta, outras, de uma maneira mais sutil. Se ele mostrava o mínimo interesse por alguma garota, desfaziam-se em elogios e ficavam a seus pés.

― Por que não contou a ninguém que nos conhecemos?

Bella fixou o olhar nos preciosos sapatos de Edward.

― Porque se supunha que não teria que ter estado aquela tarde na colina.

― Mas como?

Bella não sabia o que responder. Não queria admitir que seu pai a tinha completamente controlada, mas a alternativa de mentir se fazia insuportável porque não estava acostumada a fazê-lo.

― Lhe fiz uma pergunta ― insistiu Edward.

Bella levantou a cabeça.

― Não teria que ter estado aquela tarde na colina porque meu pai não gosta que saia sem sua permissão. Além disso, estava lendo uma revista e ele me proibiu de ler isso.

― Perdão, não deveria ter insistido ― desculpou-se Edward ao compreender que a tinha envergonhado. ― Sentia curiosidade.

Bella tragou engoliu em seco.

― Eu também sentia curiosidade...

Edward ficou estático ante a sincera admissão, pois não estava acostumado a que o tratassem assim e logo compreendeu que tinha sido sua culpa por ter começado a tratar de assuntos pessoais.

Apressou-se a recordar que aquela garota trabalhava para ele e que estavam a sós em um cômodo porque era sua empregada e confiava nele, assim não devia aproveitar-se da situação.

Dava na mesma se a atração entre eles fosse mútua.

Bella não podia deixar de olhá-lo nos olhos.

― O outro dia, disse-me que alguém tinha entrado de moto nas terras de seu pai e as tinha estragado. Fiz que investigassem o caso e, efetivamente, um empregado do castelo foi o culpado. Ele já foi alertado e a situação não voltará a se repetir. Nos poremos em contato com seu pai para informá-lo do ocorrido e para deixar-lhe bem claro que eu corro com os gastos do estrago.

― Ah... ― contestou Bella com o pensamento em outro mundo.

― O que acabo de lhe dizer? ― perguntou Edward, dando-se conta de que Bella não o tinha escutado.

― Algo dos campos de meu pai... ― respondeu Bella.

― Não estava escutando ― murmurou Edward, satisfeito.

Adorava que Isabella não pudesse concentrar-se estando tão perto dele. Adorava que tivesse a respiração entrecortada e os mamilos endurecidos.

Edwrad se sentiu como um pirata que poderia tê-la tomado entre seus braços, tê-la deitado na mesa e tê-la possuído de maneira tão deliciosa e prazerosa, que Isabella teria se convertido voluntariamente em sua escrava.

O sorriso de Edward cativou Bella e se perguntou o que sentiria se a beijasse.

Então, de repente, deu-se conta do que estava pensando e baixou a cabeça envergonhada, sentindo-se como uma prostituta.

― Tenho que voltar para o trabalho ― murmurou ela.

― Não é isso o que gostaria de fazer.

― Não... ― admitiu Kirsten.

― No que estava pensando? ― quis saber ele.

Bella se estremeceu.

― Venha, diga-me e não minta para mim.

― Estava-me perguntando o que eu sentiria se me beijasse...

Edward murmurou algo em árabe e se aproximou dela, segurou-a pelos antebraços. Sentia o sangue pulsando-lhe nas têmporas e não podia parar para escutar a vozinha dentro de sua cabeça que lhe advertia que não devia fazê-lo.

― Deixa que lhe demonstre isso...

Ato seguido, Bella sentiu aqueles maravilhosos lábios na boca. O beijo de Edward foi firme e apaixonado, mas não o suficiente para satisfazer o incrível desejo que Bella sentia no mais profundo de seu ser.

Bella ficou na ponta dos pés e lhe passou os braços pelo pescoço, lhe acariciando o cabelo. Sentia como se estivessem dentro de uma tormenta, como se o mundo girasse a toda velocidade ao redor deles.

A excitação tomou por completo seu corpo e agora a única coisa que importava era a potente sensação de ter Edward tão perto, colado a sua pele, sentir seus braços, suas mãos e sua língua.

Bella estava tão entregue no que estava fazendo, que quando alguém falou em árabe pelo interfone não pôde evitar dar um pulo assustada.

― Quem é esse? O que disse? ― perguntou.

― É meu secretário pessoal e me informa que uma pessoa veio me ver ― respondeu Edward.

Fez-se o silêncio entre eles.

Bella não se atrevia a olhá-lo e, de repente, abriu a porta que tinha perto e saiu correndo como a alma que é levada ao diabo.

Edward teria gostado de correr atrás dela e desculpar-se, mas o estavam esperando e era óbvio que Bella estava desgostada, assim seria uma loucura arriscar-se a que se produzisse uma cena que unicamente faria atrair a atenção sobre ela e aumentar sua vergonha.

Que demônios, tinha se passado com ele? Não entendia como tinha podido perder o controle daquela maneira e estava furioso por isso. Tinha sido como se sua libido se tivesse extravasado e ele não tivesse podido fazer absolutamente nada para submetê-la.

Bella se olhou no espelho e comprovou que havia um brilho de culpa e de surpresa em seus olhos, que tinha os lábios avermelhados e que sentia o corpo mais escuro e volumoso que nunca.

A culpa e a vergonha se apoderaram dela. Como tinha se atrevido a dizer ao príncipe Edward que estava se perguntando o que sentiria se a beijasse? Comportou-se como uma vadia!

Tentou concentrar-se no trabalho, mas não podia esquecer como tinha respondido ao beijo do Edward. Jamais a tinha ocorrido que um homem pudesse fazê-la reagir daquela maneira, pudesse fazê-la estremecer de paixão, uma paixão que nem sequer era consciente de possuir até aquela tarde.

Não conhecia o príncipe absolutamente de nada e, entretanto, não tinha duvidado em entregar-se a ele.

Parecia-lhe tão irresistível que teria permitido que lhe fizesse algo e o que a fazia sentir-se pior, era que tinha sido ele quem tinha deixado de beijá-la ao ouvir seu secretário pelo interfone!

Aquela tarde, ao sair do trabalho, Bella estava montando na bicicleta quando percebeu que um homem a olhava fixamente de um conversível.

― Olá, sou James Hunter, fotógrafo de moda ― disse-lhe a distância. ― Você é consciente do incrivelmente linda que é? Se fosse também fotogênica, poderia ser uma das melhores modelos do mundo, sabe? ― acrescentou aproximando-se. ― Parece-lhe bem que fiquemos para lhe fazer uma sessão de fotografias?

― Não, obrigada ― respondeu Bella.

― Mas não ouviu o que eu disse?

― Me deixe em paz ― disse Bella afastando-se pedalando a toda velocidade.

Espero que gostem...