Capítulo 2 – A História

Tradutora: Ninnah

Minha mãe e um homem desconhecido com olhos topázio dourados estavam sentados em um estranho, mas bonito campo, olhando um para o outro com amor. Isso não me incomodou, eu queria algo melhor para minha mãe que meu pai, estava feliz por ela. De repente o homem inclinou a cabeça para seu pescoço - ela suspirou, agarrou seus cabelos e gritou de dor.

Eu queria gritar, queria correr para lá e puxá-lo de cima dela, ele estava a machucando! Mas eu não conseguia me mexer, nem um centímetro. O corpo da mamãe estava destruído e se contorcia de dor, ele levantou a cabeça para olhar para mim, e com uma única gota de sangue escorrendo do canto do lábio, revelou um par de presas afiadas de vampiro.

Me joguei na minha cama, ofegante, o que foi a coisa errada a fazer.

Eu me contorci em dores enquanto as feridas da noite passada ainda estavam frescas. Fechei os olhos firmemente, enquanto eu tentava abafar meu choro, caminhei até o espelho. Ugh, eu estava horrível!

Meu rosto estava vermelho e inchado das lágrimas, e eu tinha um hematoma gigante em meu rosto que ia da linha da mandíbula até minha sobrancelha.

Minha língua tinha feridas abertas que combinavam os meus dentes, provavelmente porque eu os mordi ontem à noite para não gritar.

Eu considerei olhar para os meus braços, estava sentindo dor, por isso era óbvio que eles estavam feridos.

Olhei para baixo, e engasguei ao lembrar como foi a noite passada.

Meus braços estavam cobertos de minúsculos, mas profundos, cortes.

Marcas de mordidas e arranhões . Excelente. Eu me encolhi de dor enquanto eu apertei uma das minhas contusões e assisti ir de branco de volta ao roxo.

Isso está ruim, eu tenho que ir a escola! Como vou esconder isso?

Olhei para fora minha janela para ver que o carro do meu pai havia desaparecido; ótimo.

Eu acho que se eu não posso esconder os hematomas, eu não vou. Eu não tenho medo do meu "Pai Querido". Eu já sou crescida.

Me vesti excepcionalmente uma blusa e saia, para exibir minhas contusões ainda mais.

Eu queria que meu pai entrasse em tantos problemas quanto possível. Eu só usava sombra e brilho labial, hoje, sem base, sem maquiagem.

Fui para a cozinha e vi minha mãe fazendo o almoço feliz, com novas contusões no pescoço e face.

Ela usava maquiagem; muita.

Ela tentou esconder as contusões de mim, tanto quanto possível, até porque ela não tinha permissão para sair de casa sem meu pai lá para acompanhá-la.

Ela virou para mim com um sorriso enquanto ela segurava alguns ovos; mas seu sorriso sumiu quando ela viu minha roupa.

"Lizzy... por que você está vestindo isso?" Ela me olhou desconfiada.

"Porque eu sou uma adolescente, eu não posso vestir uma saia e uma blusa? Além disso, eu pensei que as mães supostamente queriam que suas filhas usassem menos maquiagem."

Concluí maliciosamente, eu sabia que não iria enganá-la, então eu não me incomodei tentando.

Seu rosto ficou solene, morto. "Lizzy, senta"

"Eu tenho que ir à escola".

A raiva cintilou em seu rosto. "Lizzy!" Ela gritou quando me virei para ir embora, eu parei e me virei para ela.

Fiquei espantada. Ela nunca levantou a voz, ela sempre era um raio de sol.

Sentei-me imediatamente, e eu não queria piorar a situação.

Ela se recompôs e sentou-se diante de mim. "Lizzy... porquê? Por que você quer fazer isso? Por que agora?" Ela implorou desesperadamente.

"Mãe, eu estou fazendo isso porque eu" Eu parei ai, eu virei a cabeça pra longe de seu olhar penetrante, pensando no que eu estava prestes a dizer. Me levantei.

"Porque eu estou cansada da maneira como o pai trata você, me trata, nos trata! Eu acho que e-ele deveria nos amar! E-ele deveria ser o meu pai, e-ele deveria me tratar como sua princesa como outros pais fazem!

Ele devia tratá-la como você fosse o amor da vida dele! Mãe, você não vê? Não devia ser assim! Eu sei que não é! "Eu parei ali, esperando ela responder; ela ficou quieta com meu discurso. Sua cabeça estava abaixada quando ela respondeu.

"Eu sei que ele não é." Ela respondeu calmamente.

"Mãe! Então, podemos ir! Nós podemos fugir! Nós podemos lutar contra isso! Podemos sair daqui e começar uma nova vida, podemos... podemos ..." Eu me perdi quando eu vi a expressão em seu rosto. Ela se levantou da cadeira e veio até mim, me puxando para um abraço.

"Querida, é sobre isso que eu queria conversar com você ." Ela me puxou para fora do abraço e fez sinal para eu sentar novamente, me sentei obedientemente. "Quando eu era jovem, eu pensava igual a você. Eu estaria pronta para ir embora com ela e nunca mais voltar" seus olhos estavam vagos. "Mas, isso foi quando eu era mais jovem. Eu tinha um futuro, quando eu era mais jovem, eu sou casada agora, quando eu disse "eu aceito" eu fiquei presa. Eu não tenho outro lugar para ir." Meus olhos se encheram de lágrimas.

"Por favor, não diga que sua mãe..." Eu implorei, minha visão estava turva com as lágrimas derramadas.

Ela continuou sem encontrar os meus olhos.

"Querida, você não entende. Eu não posso ir embora. Não tenho outro futuro. Nenhuma outra vida." Ela parou e murmurou algo como "Bem, eu uma vez..." Isso significava que era pra mim não ouvir.

"Que outra vida mãe? O que você está falando?"

Ela suspirou e me olhou com descrença, os olhos dela indicavam que ela estava tentando decidir algo. Em seguida, seus olhos estavam cheios de determinação.

"Eu suponho que você tem idade suficiente para a história agora. Ok bem vamos lá.

Eu tinha dezessete anos e vivia em Phoenix, Arizona, com a minha mãe. Minha mãe, vovó Renée, conseguiu casar com um homem chamado Phil. Agora, Phil era muito bom e tudo o que era bom, pra minha mãe era instável e sem juízo." Ela riu secamente das memórias. "Bem, Phil era um jogador de beisebol-" Eu interrompi.

"Como é que eu nunca soube disso?"

"Seu pai queria - Não queria que você soubesse nada sobre isso, e os fatos que eu estou contando vão conduzir você até isso. Agora, por favor, ouça." Eu calei a boca e esperei pela história de papai que não quis que eu soubesse.

"De qualquer maneira como eu estava dizendo, Phil era um jogador de beisebol, o que o levou a ter que viajar muito. Minha mãe ficava em casa comigo enquanto Phil viajava, mas eu poderia dizer que ela não estava feliz, seus olhos estavam mortos. Então me lembrei que o meu pai, vô Charlie, vivia em Forks. Então eu fui pra lá, para fazer Renée feliz. Enfim, quando eu cheguei lá, eu ganhei uma caminhonete e me matriculei na Forks High School." Ela parou e soltou uma risada que mais parecia um latido. "No almoço foi onde vi pela primeira vez eles."

"Eles eram bonitos, eles eram chamados Os Cullens." Ela olhou para mim, em seguida, continuou. "O nome do de cabelo bronze era..." Ela parou por um segundo, dei-lhe tempo para se recompor. Ela continuou. "Seu nome era Edward" Ela tossiu, parecia que doía dizer seu nome. "Enfim, após uma série de acontecimentos estranhos hum..., nós começamos a... sair" O jeito como ela estava contando a historia me fez acreditar que ela estava escondendo alguma coisa... algo importante. Mas eu não insisti no assunto, eu tinha sorte que ela estava me dizendo algo.

"Eu estava apaixonada por ele depois de algum tempo, e parecia que ele me amava muito, e depois de algo que aconteceu no meu aniversário de dezoito anos, ele me disse:" eu olhei para seu rosto, que tinha agora lágrima listradas, sua respiração ficou presa e se quebrou. Ela continuou, sem vontade que eu poderia dizer.

"Mãe, você não tem que continuar se não quiser."

"Não, não você merece ouvir isso. Como eu estava dizendo, ele me disse que não me amava mais e me deixou. Ele foi embora e nunca mais voltou" Seus olhos estavam realmente vidrados e olhando para o espaço. "Bem, como eu disse, eu estava muito apaixonada por ele e eu fiquei de luto por meses. Eu estava profundamente deprimida, acho que ainda estaria... bem depois de algum tempo, comecei a ir até La Push para ver Jacob." Eu estava grata por ela não se dirigir a ele como meu pai. "E, pouco a pouco, a felicidade voltou para minha vida. Mas há algo que você tem que entender Lizzy, seu pai era diferente quando éramos mais jovens. Naquela época, ele não era capaz de machucar uma mosca, ele era meu melhor amigo. Então eu comecei a desenvolver sentimentos por ele, e sei que, mesmo agora, que os meus sentimentos por ele são apenas um eco distante dos sentimentos que, infelizmente, ainda tenho por Edward."

"Mas eu não me arrependo de ter me casado com Jacob, porque então nós não teríamos você. Você é a minha maior bênção, entenda isso." Ela me olhou nos olhos. "Bem, além de que não tenho futuro, nem para onde ir. Vovô Charlie está morto, e Jacob é a coisa mais próxima da felicidade que nunca vai entrar em minha vida."

"Mamãe, não diga isso, por favor"

"Lizzy, querida, você tem que me prometer uma coisa. Eu não serei capaz de continuar se você se recusar. "

"Qualquer coisa".

"Eu preciso que você seja uma boa menina, tire boas notas e entre em grupos e coisas assim que você possa ir para a faculdade. Eu preciso de você para escapar dessa, quando você for para a faculdade, você terá a sua própria vida."

Falei em um tom monótono. "Mas e você?"

"Meu lugar é aqui."

"Não é" eu sussurrei.

"Sim, é!" Estávamos ambas de pé inclinadas sobre a mesa.

Ela soltou um suspiro frustrado e beliscou a ponta do seu nariz.

"Olha, nós não temos de continuar a falar sobre isso agora, se troque e vem comigo ao banheiro, eu vou consertar essa maquiagem. Eu também vou escrever uma declaração do porque esta atrasada para a escola. Ela saiu da sala. Eu tropecei em meus pés até o meu quarto e peguei uma camisa de mangas compridas e calças jeans.

Eu senti enquanto o tecido morto se aproximava de mim e enquanto eu empurrava minhas pernas para o jeans.

Entrei no banheiro da minha mãe e sentei na frente do espelho, ela trabalhou em mim, escovando e passando a maquiagem tão suavemente quanto possível por causa da dor dos hematomas. Quando eu estava pronta ela beijou minha testa e me mandou para a escola.

Eu só estava na escola em corpo, mas minha mente estava a cerca de quinze milhas de distância, em Forks. A história, e Edward Cullen, nunca saíram da minha cabeça, nem por um segundo. Eu também contemplei a hesitação da mamãe quando ela mencionou como ela e Edward se conheceram. Minha mente não estava funcionando direito hoje, então eu deixei esse mistério para ser resolvido mais tarde.

Cheguei em casa às 6:00 (eu tinha tomado o longo caminho para ter tempo para pensar) ouvi mamãe e papai "conversando" de novo, e calmamente fui para o meu quarto e rezei para isso acabar logo. Lembrei-me de meu sonho estranho que eu tive sobre vampiros. Ou um vampiro eu deveria dizer, e que o cara era. Espere. Eu senti hesitação da mãe e a estranha sensação que Edward Cullen estava relacionado com o meu sonho. Eu estava a caminho de uma epifania quando ouvi a voz do meu pai bêbado para minha mãe dizendo algo como "Você disse a ela?" Ouvi o som de algo caindo e quebrando na sala, juntamente com um grito abafado.

Eu levantei querendo correr para fora para ver se estava tudo bem, mas voltei quando eu ouvi ela falando em voz baixa, indicando que ela estava bem. Ficou mais difícil de ouvir a conversa, eu pressionei meu ouvido contra a porta.

"Olha, eu não disse a ela sobre o que os Cullen realmente são ou o Tratado com os lobisomens! O segredo está seguro! Ok?"

Lobisomens? Minha mãe está bem? Por que ela esta gaguejando.

"Espere." Ouvi meu pai dizer, ele veio para o quarto e explodiu a porta, me fazendo voar pelo quarto. Minha cabeça bateu na parede, cheguei por trás de minha cabeça e esfreguei minha ferida.

"O que você ouviu?" Ele me perguntou com uma voz fria e morta. Pela primeira vez eu estava puramente com... medo.

"N-nada pai."

"Hum, eu te conheço muito bem para acreditar que você vai me dizer a verdade."

Ele andou até mim e me pegou pelo pescoço e apertou. Eu podia sentir o aumento da pressão na minha cabeça, a dor aumentando lentamente enquanto seu punho apertava.

Eu ouvi vagamente um vidro quebrar, então eu fui solta. Eu segurei meu pescoço e ofeguei respirando com dificuldade.

"Você não deveria ter feito isso Bella." Ouvi meu pai avisar a minha mãe, ele se voltou para mim. Minha mãe o empurrou com a cabeça.

"Corre Liz!"

"Não mãe eu não vou deixar você!"

Meu pai bateu nela, a jogando através do quarto parando na minha cômoda. Eu ouvi um suspiro algo como: "Confie em mim, por favor..." desta vez, eu obedeci. Algo me disse que não iria ajudar se eu ficasse com minha mãe, iria me arrepender por isso.

Eu corri do meu lugar, meu pai não esperava por isso, esperava que eu ficasse como uma boa menina. Eu corri para a janela que estava aberta (estava aberta porque nós não tínhamos ar condicionado) me contorci para fora da janela e corri. Eu podia ouvir meu pai e os xingamantos desaparecerem no fundo enquanto eu corria em alta velocidade.

Eu não tinha nenhuma dúvida em minha mente que ele iria me seguir, tropeçando um pouco, quase voando sobre a grama por meio da vegetação.

Eu não sei quanto tempo ou quão longe eu corri. 15 minutos... uma hora... três horas... o tempo não significa muito para uma pessoa quando estamos correndo para a vida. Eu estava ficando cansada e com fome... mas a fome teria que esperar. Eu vi um feixo da luz da lua, lá na frente. Só vou chegar à claridade e então vou descansar alguns minutos. Pensei comigo mesma.

Eu estava confusa com a claridade, eu mal tinha energia suficiente para sair de onde eu estava, mas eu saí. Eu estava em uma campina, um lindo campo com uma grama alta balançando. Algo parecia estranhamente familiar sobre este lugar, mas não tive tempo para pensar sobre isso por muito tempo antes de cair no chão e afundar em um sono entre as flores silvestres...


Nota da Irene: Gente.... me falem o que estão achando... q se vcs forem legais eu continuo postando um por dia.... mas quero reviews!