Nya, obrigado pelas reviews, capítulo dois ficou pronto n.nv

Sabe, eu tava com preguiça de revisar, meu "revisor" anda sumido (ele vai levar bronca ò.Ó), então pode ser que você encontre um erro de digitação, ou até ortografia, aí -.- Ignore-o, juro que não morde :x

Agora a fic o/ :


Capítulo IIRival

Estava cansado, o vento batia em seu rosto fazendo os olhos lacrimejarem, como se já não bastasse a forte chuva que não lhe permitia ver muito bem, uma folha voou em seus olhos. O que estava à frente gritou seu nome, o apressando, respondeu no mesmo tom de voz, frio e irritado. Como lhe deixou convencer a sair quando a previsão do tempo tinha dito que ia cair uma forte chuva? Já avistava a escola, quer dizer, um borrão que acreditava ser a escola, a água da chuva manchava sua visão, estava ensopado, com frio, cansado... E como se já não bastasse seu corpo pesava e pedia por repouso, sempre se sentia assim depois de uma refeição. Iria vomitar, aquele vento lhe balançado, o som das folhas das árvores... Tudo isso lhe causava enjôo.

Pensando por outro lado, a tarde fora maravilhosa, pensou que seria uma tortura, mas ir ao parque com ele foi a melhor forma de passar o dia, tomaram sorvete, andaram em todos os brinquedos, sem nenhum conhecido para atrapalhar ou fazer suas piadas sem graça, certo que ele mentiu quando disse que tinha um passe livre, os dois tiveram que pagar, mas valeu a pena, não tinha importância. Só o que lhe irritava era o fim trágico do dia, o ônibus não chegava, e como odiava esperar teve a brilhante idéia de ir a pé, e o resultado foi chuva, estavam ensopados e sujos de lama, o loiro reclamava que aquele tempo estava acabando com seu cabelo, mas nem sequer o ouvia direito, o barulho do vendo não deixava.

Entraram na escola e se jogaram no sofá, tirando as capas molhadas, tiraram os pertences dos bolsos e verificaram se não tinham sido danificados, os documentos estavam em ordem, mas Pein não ia gostar de saber que os anéis estavam enferrujando e a pintura saindo. Deidara tirou a camisa e jogou ali, passou as mãos nos cabelos molhados.

- Deidara, nós não estamos no quarto. – disse Sasori, ainda verificando a carteira.

- Tô nem aí, olha só pro meu cabelo, está horrível. – resmungou, passou a mão na franja – Ah... Estou com preguiça de ir buscar uma toalha.

- Nem olhe pra mim, você sabe que depois de almoçar eu me sento e só levanto depois um longo tempo. – suspirou, espremendo a camisa.

- Senpai.

Os dois olharam para a entrada da sala, de onde um moreno alto e belo saia, parecia um tanto irritado e trazia uma toalha.

- Neji-kun? – perguntou Deidara, quando ele lhe estendeu a toalha que trazia – Pensei que estavam todos em seus quartos.

- Te vi chegando da janela, desculpe Sasori-senpai, eu não te vi então só trousse uma toalha. – disse ele, olhando o ruivo – O que faziam lá fora com essa chuva?

- É que o brilhante Deidara teve a idéia de ir ao parque de diversões. – disse Sasori, tomou a toalha das mãos do outro.

- Foi você quem não quis esperar o ônibus, Sasori-danna.

- Não teríamos perdido o primeiro se você não tivesse insistido que queria sorvete. – disse o ruivo, entregando a toalha ao loiro – Agora estou molhado e com muito frio.

- Tipo quando estávamos no trem-fantasma e você puxou meu braço quando apareceu uma bruxa, dizendo que estava com frio? – perguntou Deidara, sorrindo.

- Estava frio. – respondeu Sasori, cruzou os braços, emburrado.

- O danna tem medo de trens-fantasmas de parque, o danna tem medo de trens-fantasmas de parque... – repetia Deidara, em voz alta.

- Cale a boca! – exclamou Sasori, irritado – E você tem medo de montanhas-ruças, como era mesmo? Ah lembrei. "Danna, manda parar o brinquedo, eu vou morrer! Ahhhhh, mamãe!" – disse Sasori, imitando a voz de Deidara, só que bem mais fina.

- Eu não falo assim.

- Não, só quando está gritando pela sua mãe, o cara que estava atrás ficou rindo o tempo todo, você parecia uma daquelas menininhas assustadas. – disse Sasori, rindo.

- Arg, seu chato que tem medo de trens-fantasma! – disse Deidara.

- U-hum.

Olharam para o lado e só então notaram que Neji os olhava franzindo a testa, os dois se entreolharam corados.

- Desculpe, Neji-kun. – disse Deidara, com um sorriso tímido.

- Vocês dois...

- Não. – responderam em coro, sem esperar o fim da pergunta.

- Ah, então tá. – disse Neji – Sasori-senpai, eu e o Sai marcamos de nos encontrar na sala de pintura hoje as sete da noite para começar o trabalho, você vem?

- Não tenho outra escolha. – suspirou Sasori, entediado – Quer ir também, Deidara?

O loiro sorriu, Sasori sabia que quando Neji saísse, Deidara pularia em seu pescoço dizendo que tinha o melhor amigo do mundo, mas não fez isso para que Deidara ficasse babando pelo moreno, apenas queria irritá-lo, pois sabia que Neji não simpatizava muito com o loiro, pelo menos era o que achava.

- Posso, Neji-kun? – perguntou Deidara, sorrindo.

- Por mim tudo bem. – respondeu o Hyuuga, pôs as mãos nos bolsos – Contanto que não atrapalhe...

- Ora ora, a donzela vai nos ver pintando. – disse Sai, chegando com um sorriso no rosto, de tão falso que era aquele sorriso mais parecia uma ofensa do que um cumprimento.

- Não enche. – resmungou Deidara.

- Então você não é mesmo uma garota. – disse Sai, olhando o peito nu de Deidara.

- Claro que não sou! – exclamou Deidara, se levantou e apanhou a camisa molhada – Você é tão... Chato.

Sai não respondeu, continuava sorrindo, o garoto era muito estranho, usava o uniforme aberto de baixo pra cima, mostrando a barriga, tinha a pele em tom acinzentado, cabelos e olhos castanhos, era o melhor pintor da escola, mas não tinha amigos, chateava a todos, mesmo que sempre sorrisse.

- Você é bem bonito. – disse Sai, Deidara corou – Para um viadinho você até que é bonito.

Deidara socou o garoto, ele cambaleou e caiu em cima de Neji, que o segurou antes que caísse no chão, Sai limpou o sangue que escorria do nariz e sorriu para o loiro, ficando de pé novamente. Sasori se segurou para não rir, afinal, sempre quis socar aquele garoto, não só ele como metade da escola. Sai se aproximou de Deidara, pôs uma mão em seu pescoço e lhe roubou um selinho, o loiro se afastou e empurrou o outro, surpreso com o gesto, limpou os lábios com a camisa.

- Enlouqueceu? – perguntou o loiro.

Sai sorriu, mas não respondeu. Sasori o olhou enfurecido, ele tinha passado dos limites, fechou as mãos, tentando controlar-se, sabia que se fizesse algo seria suspeito, mas ele tinha beijado o loiro, seu loiro, não pode deixar pra lá, lhe deu um soco bem aplicado na face, e quando ele ergueu a cabeça, socou-lhe o outro lado do rosto, o fazendo cair. Deidara olhou estupefato para o ruivo, enquanto Neji ajudava o outro a se levantar.

- Sasori-danna? – murmurou Deidara.

- Fique longe do Deidara, Sai-kun. – disse Sasori – Não percebe que está nos irritando?

Dizendo isso ele puxou Deidara pelo braço e saiu dali, deixando Neji sem entender metade do que tinha acontecido e Sai aparentemente com o nariz quebrado. Sasori abriu a porta do quarto com um empurrão e soltou o braço de Deidara, indo em direção ao seu lado do quarto.

- Ei! – exclamou Kisame, que quase levou a porta na cara, pois malhava ali atrás, em uma academia improvisada que tinha feito.

Sasori nem respondeu, apenas abriu a gaveta e passou a tirar roupas secas, Deidara sentou-se em uma das camas e ficou o observando.

- Que bicho te mordeu, Sasori? – perguntou Itachi, desviou a atenção da tv por alguns segundos.

- Ele ficou todo estressado porque o Sai tentou me beijar. – explicou Deidara, quando notou que o ruivo não ia responder.

- O Sai? Pensei que ele não tivesse emoções. – disse Pein, em tom irônico – E onde vocês estavam? Já ia ligar pra vocês, a chuva estava ficando cada vez mais forte e nada de vocês chegarem.

- Também estranhei essa atitude, pra quem vive chamando os outros de baitola... Vai saber, aquela coisa é muito estranha. – disse Deidara, enquanto tirava a roupa molhada – É que nós perdemos o ônibus e tivemos que esperar o outro, mas o danna se estressou e quis vim a pé. Danna, você anda muito estressado ultimamente.

Sasori pegou suas roupas e se dirigiu ao banheiro, com uma expressão furiosa, entrou e bateu a porta com tal força que fez o jarro em cima da mesa ao lado balançar, Kakuzu o segurou antes que caísse. Deidara piscou com o susto, olharam a porta por alguns segundos.

- Educação mandou lembranças. – gritou Hidan, a porta do banheiro abriu um pouco e o ruivo pôs a mão pra fora, mostrando o dedo do meio, a porta voltou a fechar violentamente.

- Qual o problema com ele? Normalmente ele pediria desculpas por quase ter me acertado e diria que se eu continuar a malhar vou virar um Hulk azul. – disse Kisame, voltando a se exercitar.

- Não sei... – respondeu Deidara, em um murmúrio, estava realmente preocupado.

Quando Sasori saiu do banheiro Deidara entrou, mesmo que quisesse conversar com ele precisava de um banho, quando o loiro saiu do banheiro o outro não estava mais no quarto, disseram que ele tinha saído sem dizer para onde ia, quando terminou de arrumar o cabelo foi atrás dele, o dia começava a escurecer e, certinho do jeito que era, Sasori não poderia estar fora da escola. Deidara tinha razão, ele não estava fora da escola, estava no fundo da biblioteca, sentado no chão, encolhido no canto da parede, com um fone no ouvido e uma garrafa de saquê do lado.

O ruivo fechou os olhos quando aquela música se repetiu, já a ouvira milhares de vezes, mas era a primeira que sentia um vazio a ouvi-la, pôs pra repetir e ficou ouvindo repetitivas vezes.

"...E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu..."

Deixou que uma lágrima solitária rolasse em seu rosto, enquanto levava a garrafa à boca novamente, sentiu suavemente o gosto do álcool e então tomou um gole, a bebida desceu queimando em sua garganta, não estava acostumado a beber. Passou a mão pelos cabelos ruivos, permitindo que mais uma lágrima molhasse seu belo rosto, encostou a testa nos joelhos, segurou o mp3 com as mãos enquanto abraçava as pernas, não sabia o que devia fazer, esperar pelo tempo não estava funcionando, era doloroso... Qual seria a segunda alternativa? Esquecer, mas essa estava descartada, era impossível quando o via praticamente vinte e quatro horas por dia, já que fazia questão de invadir até mesmo seus sonhos. Seria bem melhor se não tivesse descoberto seus sentimentos, se demorou anos para descobri-los podia pelo menos ter demorado mais alguns, não estava preparado para aquilo, apaixonado por um amigo? Se fosse por uma amiga já seria complicado, mas por seu melhor amigo era muito mais.

Mas o que poderia fazer? Não se escolhe por quem se apaixona, mas... Não estava apaixonado, o amava, não podia confundir as coisas, paixão era o que sentiu há alguns anos por uma garota, mas que não durou nem três meses, amor era o que sentia por aquele garoto, eram duas coisas diferentes. Estava ficando insuportável aquela situação, não conseguia mais esconder, já até parara de mentir para si mesmo, não tentava mais afastar seus pensamentos... Queria poder abraçá-lo, beijá-lo, dizer que o amava, queria ver seu sorriso mais uma vez, só que dirigido a ele, para ele, não para aquele moreno frio que não notava os sentimentos do loiro, aquele idiota... Não sabia a sorte que tinha.

- Sasori-danna?

O ruivo ergueu a cabeça pra ver quem o chamava, mesmo já sabendo quem era, só ele referia-se Sasori como "danna", e aquela doce voz era inconfundível. Deidara o olhava surpreso, correu até ele, já que estava bem distante, a biblioteca era muito grande, o loiro ajoelhou-se, ficando na altura do outro, e pôs as suas mãos sobre as dele, enxugou suas lágrimas e o fitou por alguns segundos, olhou a garrafa ao lado, a pegou e ficou aliviado ao ver que ainda estava praticamente cheia. O ruivo o olhava tristemente, sentia-se como um lixo, não queria que ele o encontrasse, mas não sairia correndo, não era tão fraco, podia fingir indiferença, já estava acostumado com isso.

- Danna... – disse Deidara, em voz baixa, tinha um tom piedoso que fez o outro estremecer de tristeza e até mesmo raiva – O que está acontecendo com você? Por que não me conta?

Sasori não respondeu, Deidara encostou-se a parede e o abraçou, encostou a cabeça do outro em seu peito, surpreendendo o ruivo, que não esperava algo assim, ficou boquiaberto e sentiu o rosto corar, mas acalmava-se lentamente ao sentir as mãos de Deidara lhe acariciando a face e os cabelos ruivos.

- Danna, pode falar pra mim, sabe que em mim você pode confiar... Qual o seu problema? – perguntou, aproximando o rosto dos cabelos ruivos do amigo, quase lhe sussurrava ao ouvido, esse pensamento vez o ruivo corar ainda mais.

- Deidara... Eu... O que você acha de mim? – perguntou Sasori, foi à única pergunta que conseguiu formular, era quase impossível pensar direito quando aquele que amava lhe acariciava docemente.

- Você é demais, danna. – respondeu Deidara, sorriu – Você sabe disso, eu nunca escondi o que penso de você... É o meu melhor amigo.

Amigo... Aquela era a última coisa que queria ouvir, já tinha visto em filmes e lido em livros que para alguém apaixonado essa palavra soava como um "eu te odeio", mas era bem pior do que imaginava. Com muito sacrifício conseguiu conter as lágrimas, mas alguns ainda assim rolaram em seu rosto. Deidara o abraçou quando notou isso, fazendo o ruivo perder o controle e passar a soluçar em seus braços.

- Eu não vou poder ajudar se você não me contar o problema. – disse Deidara, mas não obteve resposta – Tá legal, então eu espero você se acalmar pra me contar.

- Desculpe... – começou Sasori, afastou as mãos do loiro e se sentou, enxugando as lágrimas – Isso não é problema seu, estou tomando seu tempo, pode ir.

- Acha mesmo que não é problema meu? Danna, você é uma das pessoas mais importantes pra mim, se não a mais importante, se você não está bem, eu também não estou bem. – disse Deidara, passou a mão pela franja do ruivo – Me entristece saber que não confia em mim nem para ouvir seus problemas.

- Eu confio em você, Deidara, só que... Você não pode ajudar. – disse Sasori, encarando uma prateleira de livros.

O ruivo continuou fitando a prateleira, até sentir os braços do outro o envolvendo, em um abraço confortante, olhou para trás e o viu sorrindo, tinha um belo sorriso.

- Vamos, levante. – disse Deidara, levantou e o puxou, Sasori ainda tentou ficar sentado, mas o loiro continuou puxando sua mão, até que finalmente ele cedeu e levantou – Ótimo, agora me mostra um sorriso. – disse, esperou, mas como o sorriso não veio ele puxou os lados da boca do ruivo, como se quisesse forçar um sorriso – Não me obrigue a apelar pra uma piada, você sabe que eu sou horrível com piadas, mas pensando bem se eu tentar te contar uma piada é bem capaz de você ficar mais deprimido do que já está.

Sasori sorriu, não sabia como, mas a simples presença dele era capaz de fazê-lo sorrir. Deidara sorriu de volta e passou a mão pelos cabelos ruivos do amigo.

- Então, vamos? – perguntou Deidara

- Pra onde?

- Esqueceu que marcou com o Neji-kun e o esquisito? Vamos, eu tenho que me arrumar. – disse Deidara, entusiasmado – Esqueci de te agradecer, danna, por isso que eu digo que tenho o melhor amigo do mundo! – dizendo isso o abraçou, o sorriso de Sasori se apagou instantaneamente.

Saíram dali, ouvindo o loiro lançar elogios a cada simples gesto do Hyuuga, queria muito perguntar o que ele via no moreno, mas sabia que se o fizesse ia ser obrigado a ouvi-lo elogiar o outro por horas, então se limitava a fazer muxoxos entediados. O loiro de olhos azuis passou quase uma hora pra ficar pronto, Itachi já estava ficando nervoso, mesmo que não tivesse nada a ver com aquilo, ficou comparando a demora do outro com o de uma noiva, seus resmungos pararam quando Kisame o chamou pra ir à cidade.

Caminharam em silêncio até a sala, que ficava do outro lado da escola, o ruivo olhava se rabo-de-olho o loiro sorridente ao seu lado, tinha as mãos nos bolsos, enquanto admirava a beleza do rapaz, parecia uma garota, não tinha como negar, mesmo sabendo que o loiro odiava ser comparado com uma menina, ele realmente parecia uma. Os cabelos dourados soltos, caindo delicadamente em seus ombros, um tufo de cabelos presos no alto da cabeça, a longa franja ia até a ponta de seu queixo, realçando seu belo sorriso, o olho azul que via era muito claro, lembrava um rio de águas cristalinas, o olhar do loiro vagava por um lugar distante, sabia disso, ele encarava o teto, sorrindo. Vestia uma curta camisa preta, mostraria sua barriga se não fosse pela segunda camisa, branca, as mangas compridas apareciam sob a camisa sem mangas preta, cobrindo suas mãos, exceto pela ponta dos dedos, com as unhas pintadas de preto, uma bermuda jeans meio folgada, caindo em sua cintura e tênis.

Entraram na sala e os dois já estavam lá, Neji pediu pra Deidara sentar em uma cadeira pouco mais afastado de onde estavam e então os três começaram. Estavam os três olhando para a tela branca há quase duas horas, rabiscavam em um caderno que tinham em mãos, mas logo arrancavam a página, o loiro já estava impaciente, abriu a boca para dizer algo, mas o ruivo foi mais rápido com as palavras.

- Chega. – disse Sasori, levantou-se e se dirigiu a uma prateleira, tirou dali um catálogo e passou a folheá-lo – Vamos logo com isso, não agüento passar mais nem mais meia-hora olhando pra essa tela.

- O que você sugere, então? – perguntou Neji, rabiscava algo no caderno, nem sequer desviar o olhar.

- Podemos pintar uma paisagem. – sugeriu Sasori, mostrou um quadro no catálogo.

- Prefiro um retrato. – disse Sai, desenhou um último traço e o mostrou ao loiro, era Deidara, vestindo um manto branco, com imensas asas, os cabelos loiros soltos e segurando algo brilhante entre as mãos, como se fosse um anjo – O que acha, Deidei-chan?

Deidara corou e desviou o olhar para seus pés, Sasori arrancou o desenho e o amassou, o garoto de curtos cabelos castanhos fez uma expressão de imenso desgosto ao ver seu desenho sendo amassado, se abaixou e o pegou.

- Se não gostou não precisava ser tão grosso, Sasori. – disse Sai, desamassando a folha – Tem uma idéia melhor?

- Eu tenho. – disse Neji, levantou e olhou a tela mais de perto – Poderíamos pintar a escola, com uma bonita paisagem, e os alunos na frente, mas para isso precisamos de uma foto de quem vamos pintar. – sugeriu o Hyuuga, passando os dedos sobre a superfície branca.

O ruivo apertou os olhos, furioso, era uma ótima idéia, mas não queria concordar com uma idéia dele, por que Sai não tinha sugerido isso? Afinal, ele era o melhor pintor da sala e Kimimaro havia deixado ele encarregado disso. Sai sorriu, levantou-se e olhou a tela mais de perto.

- Ótima idéia, Neji. – disse Sai, mantendo o falso sorriso – Amanhã falarei com o Kimimaro-sensei pra dizer a ele que temos o quadro, então podemos separar quem vai e quem não vai estar na pintura, porque não dá pra desenhar todos, não é mesmo? Não gostou da idéia, Sasori? – perguntou o garoto, notando a expressão de raiva do outro.

- Não, é uma boa idéia, vamos pintar isso. – disse Sasori, de braços cruzados, encostado a parede – Posso ir embora?

- Sasori-senpai, por que não gosta de mim? – perguntou Neji, franziu a testa – Sinceramente, eu não ligo, mas se vai fazer cara feia pra tudo o que eu disser, não vai dá pra trabalharmos juntos, então diga o que eu te fiz.

O ruivo desviou o olhar de um dos quadros e encarou o Hyuuga, um tanto surpreso, fitou-o em silêncio, então olhou para o loiro, que o encarava com uma expressão que ele não conseguiu identificar se era raiva, surpresa, ou curiosidade. Sasori desencostou-se a parede e se dirigiu à porta, a abriu e, ainda de costas, respondeu:

- Roubou a única coisa que um dia em desejei.

Saiu da sala, deixando os três com uma enorme interrogação.


E aê, o que acharam? o/ Estranho? Hai, eu também achei XD

Reviews são bem vindas \o\ Até n.n