"Você não pode mandar isso para uma pessoa Ginny e esperar que ela fique bem."

"Mas é isso, eu não sei se me importo mais."

"É claro que você se importa. Eu sei, você sabe então não mande isso e fim." Luna jogou o bilhete na lareira.

"Mas eu quero um fim. Tomas não é para mim."

"Então diga isso você mesma," Luna olhou seriamente para Ginny "e de um jeito delicado, por favor."

"Mas é tão difícil. Se você é legal a pessoa não acredita que você quer terminar com ela, se você é estúpida a pessoa te odeia para sempre e os amigos dessa pessoa por tabela também passarão a te evitar."

"Sua escolha, você pode escolher um cara que te persegue para sempre porque se importa contigo ou um idiota"

Ginny escolheu o que persegue para sempre. E depois com Lucas o idiota. E assim por diante e agora ela tem diversas dores de cabeça.

"Tem lugares que eu tenho que evitar em determinados horários. Eu não agüento mais isso Herms."

"Você poderia simplesmente parar de ficar com todos os garotos que você acha que pode sentir alguma coisa."

"Mas eu quero sentir alguma coisa. É tão difícil assim? Olha para você, você gosta desde sempre do meu irmão. E ele é um idiota. Desculpa Herms, mas ele é. E é meio cego também. Todo mundo sabe que você gosta dele, menos ele. E ele gosta de você. Dava para ser mais clichê?"

"Todo mundo?" A voz de Hermione falha ao perguntar.

"Todo mundo." Elas estão chegando no corredor que da na biblioteca. "Ops, não posso ir por ai Herms. Flint está sempre na biblioteca nesse horário. Então não obrigada, já cansei de drama."

"Encare seus demônios... Uuuu." Hermione brinca com ela. Ginevra ri sarcástica.

"Uuu... Encare os seus Herms e então talvez eu me redima dos meus pecados."

"..."

"Foi o que eu pensei."

Ginny segue pelos caminhos que levam as masmorras e a cozinha.

"Tanta fome."

"Ginny?" Ginevra se vira e Harry Potter. "Está fazendo o que por aqui?"

"O que você está fazendo por aqui?" Harry encolhe os ombros.

"Ainda fugindo das pessoas?"

"Não, apenas dos meus –Exs. E que fique claro que alguns eu nem ao menos fiquei e ganhei de presente fanáticos e idiotas. Eu fui o que? Legal com eles?"

"Grande erro seu."

"Quando é com vocês é tudo glória, mas a garota vira uma vadia."

"Você não é uma vadia."

"Eu sei, agora vai lá e conta isso para eles." Ginevra gesticulou na direção do resto do catelo, Harry começou a rir.

"Então o que está fazendo por aqui, não me diga que agora tu fica com Sonserinos também."

"Sou uma garota livre de preconceitos, e você? Está mais aberto a essas coisas?"

"Na verdade estou participando de uma nova forma de tortura psicológica do Snape e indo entregar algumas coisas para os Sonserinos."

"Mas você sabe onde é o dormitório deles?" Harry hesitou, Ginevra não sabia da pequena aventura dele e do Rony pelas masmorras uns anos atrás e na verdade era para ele rodar o castelo até achar todos da Sonserina que precisava, mas ele resolveu que seria mais prático ir até a Sonserina e entregar o que precisava ser entregue.

"Você sabe!" Ginny notou que Harry deu uma hesitada.

"Snape me falou."

"Me mostra onde é?"

"Tu não estás indo para lá?"

"Na verdade cozinha."

"Você tem que se acertar com os garotos de Hogwarts isso está atrapalhando a sua vida."

"Eu sei." Falou dramaticamente, se segurando no ombros de Harry para não cair e fingindo chorar. "Mas é tão dificil quando se é tão popular." Harry gargalhou. Ginny ficou séria e olhou para os lados, e sussurrou, séria. "E as garotas agora me evitam." Harry continua gargalhando.

"Ah sim, claro."

"Não, sério algumas literalmente me evitam. O mínimo..." Estreita os olhos para Harry, frisando. "Mínimo que você poderia fazer é me dizer onde é a Sonserina." Cruza os braços quando termina.

"É aqui." Ele inocentemente fala.

"Aqui?" Olhou em volta e não viu nada, nenhum quadro, nenhuma armadura, nada. "Aqui onde?" Harry apontou para o chão, havia uma cobra enrolada de bronze cravada no chão. "Tipico. E se não bastasse eles morarem nas masmorras eles gostam de ficar ainda mais embaixo." Ginny se espreguiçou. "Não tenho nenhuma vontade de entrar ai, sabe? Weasley." E apontou para ela mesma, dando de ombros. "Ainda mais com o Potter." Falou Potter imitando o tom do Malfoy.

"Hey." Ginny deu de ombros e saiu andando. Só que ela não foi muito longe, virou o corredor e ficou ali esperando Harry falar a senha.

"Potter fede." Ginevra se segurou para não rir e saiu dali 'Típico'

"Eu só queria que aqui tivesse mais opções." Ginevra resmungou olhando as vitrines pelas ruas de Hogsmeade. Lila e Parvati ao lado dela.

"Porque Weasley? Você não tem dinheiro mesmo." Ela conhecia a voz, bem de mais, mais do que gostaria. Se virou preguiçosamente já rolando os olhos sem paciência para encontrar Malfoy rindo dela, ele estava sozinho, o que era no mínimo peculiar.

"Mas olha só o Malfoy com suas observações tão perspicazes. Desculpa te decepcionar, mas acontece que eu tenho dinheiro." Ela se vira para continuar seu passeio.

"Está com dinheiro pelos serviços prestados a comunidade masculina de Hogwarts?" Ela ri, continua caminhando.

"Isso você não tem como saber." E da de ombros, se vira para ele sorrindo. "Ótima conversa Malfoy, a gente nunca mais deveria fazer isso." Ela faz sinal de ok e da as costas novamente, segue caminhando para alcançar Lila e Parvati que olham uma vitrines algumas lojas a frente, totalmente desinteressadas na conversa.

"E se eu te oferecesse 500 galões." Ela gargalha, se vira, vai até Malfoy e pega no seu braço.

"Oh. Sério Malfoy? Ou posso te chamar Draco agora? Quem recusaria 500 galeões?" Ela levou a mão ao queixo pensativa. "Ah! Eu. Ótima conversa Malfoy." Ela balança a cabeça concordando com ela mesma. E apontou o dedo para ele e para ela mesma. "Foi uma honra Malfoy." Ginevra o abraçou e foi embora. Cada dia não se importar se torna mais divertido.

Virando a esquina tirou do bolso a sacola de dinheiro do Malfoy.

"Vocês sumiram e me deixaram com o Malfoy." Ginny enrugou o rosto.

"A gente sentiu que era melhor deixar você resolver as coisas sozinha."

"E você parece ser a única que não se abati pelos comentários do Malfoy." Ginevra deu de ombros, era verdade, quando se tem uns 8 garotos que se tem que evitar você começa a notar que Malfoys não são um grande problema.

"Cervejas amanteigadas? Por minha conta." Ginny pediu as cervejas. Harry se juntou a elas e logo mais Rony, Hermione, Luna, Simas e Tomas, para o infortúnio de Ginny. Porém ela pagou cervejas para todo mundo.

"De onde você tirou tanto dinheiro."

"Cortesia do Malfoy." Ela balança a bolsa de dinheiro.

"Isso é roubo Ginny."

"Não, isso se chama pagamento, salário, chame o que quiser, depois de conversar com ele e ser perfeitamente educada." Todos riem. Ginevra sente Tomas olhando para ela com aqueles olhos esperançosos e sonhadores. 'Hm, não. Hora de ir.'

Ginny está voltando a pé para Hogwarts quando é abordado por Malfoy.

"Malfoy, de novo, que prazer. Por acaso isso é seu? Eu achei agora pouco quando sai do Três Vassouras." Ela estendeu a bolsa dele.

"Estranho Weasley, porque eu não passei por lá." Ele pegou a bolsa e colocou no bolso sem conferir. 'Tipico'

"Moramos em um mundo estranho Malfoy." Ginevra bateu no ombro de Malfoy confortando-o. "Agora eu tenho que ir. Tchau." Ginevra se despediu dele sorridente, deu as costas e imediatamente fechou cara.

"Hm Weasley?" Ela se vira, meio irritada.

"Sério Malfoy? Tu não tem amigos, cadê os seus guarda costas?" Ginevra procurou-os atrás dos esguio Malfoy. Olhou para o próprio pulso sem relógio. "Olha só, que pena, estou atrasada." E começou a caminhar mais rápido.

"Weasley?"

Ela parou olhou para trás.

"Está bem Malfoy, o que você quer?" Ele se aproximou.

"O que você quer?" Ele aproximou o rosto do dela. Seus cabelos platinados caindo no seu rosto. Ela ofegou por um momento, a cor dos olhos dele eram prateados.

"A paz mundial." Ginevra respondeu cética.

"Algo mais palpável Weasley. Como o dinheiro que roubou de mim hoje mais cedo." Malfoy se aproximou mais.

"Que tal espaço?" Ginevra deu um passo para trás, ele também.

"Que tal algo que eu possa te dar em troca do que você pode me dar?" Ele levantou a sobrancelha. Ginny riu e saiu andando.

Ele a segurou pelo braço, ela se desvencilhou olhando para ele séria, pausadamente ela falou, como se estivesse explicando para alguma criança alguma coisa muito difícil de se entender.

"Que tal: Eu. Não. Estou. Interessada. Por favor. Me. Deixe em paz." Ginevra começou a andar se afastando dele.

"Não é o que dizem."

"Ah minha Morgana. O que andam dizendo sobre mim? Por favor me diga Draco? Posso te chamar assim não é? Estou muitíssimo interessa." Ginevra ela cruza os braços por um momento, olhando-o, esperando sua resposta então como se lembrasse de alguma coisa. "Não, perai, eu não estou." Da de ombros enquanto faz uma cara de triste para Malfoy. E continuou a andar, escutou ele rindo. "Está bem, Malfoys não riem, não assim, isso é estranho."

Estava no portão de Hogwarts quando alguém lhe puxou.

"Ahh." Meio assustada, mas entediada quando reconheceu a pessoa. "Ah. Tomas." O tom de tédio escorrendo pelas palavras.

"Eu vi você conversando com o Malfoy."

"É... Eu faço isso as vezes. Converso com pessoas."

"Vocês estavam bem próximos." Tomas a segurou mais perto.

"Nós temos sentimentos em comum. Agora pode me lagar?" Tomas chegou mais perto.

"Porque está tudo bem com o Malfoy e não comigo? Eu sou o cara certo para você."

"Tantas coisas erradas na sua frase... Eu não sei nem por onde..." Tomas se aproximou com violência, a pressionou contra a arvore, imobilizando-a, tentado beijá-la a força. Ginevra começou a se desesperar um pouco quando não conseguiu se desvencilhar dele.

"Me larga!" Ela estava tentando pegar sua varinha, mas Tomas jogou-a no chão e prendeu Ginny novamente entre ele e uma arvore.

"Você não pode tratar todo mundo com esse tom de desdenho. Não é certo." Ginny o chutou. Ele se afastou um pouco.

"Não é todo mundo Tomas, eu faço isso com as outras pessoas também, com o Malfoy por exemplo, mas é... É principalmente com você." Ela estava indo embora quando Tomas a agarrou mais forte e começou a puxar a saia dela para cima. Que garoto idiota.

"TOMAS! PARA."

"Você me deve isso." Ginevra gargalhava agora, de nervoso e porque nem em seus devaneios mais estranhos ela achou que Tomas um dia seria esse tipo de pessoa, ou que isso realmente acontece na vida real e não só em livros. É ridículo, mas lá estava ela.

Ginevra desistiu. 'Então é agora e assim que eu viro uma vadia.' Ela fechou os olhos. 'Eu nem me sinto atraída por ele, e se alguém visse eles ali? E se...Oh não, lá vamos nós.'

Ela abriu os olhos furiosa. Tomas sentiu algo diferente na atmosfera. Ele parou e olhou para Ginevra e deu alguns passos atrapalhados para trás. Tropeçou nos próprios pés e caiu, meio assustado e descrente, Ginevra, Ginny parecia diferente, algo em seus olhos, não sabia o que... as pupilas, elas estavam completamente dilatas e ela não parecia mais a mesma pessoa, estava ameaçadora. Ele podia sentir a pressão de seu poder.

"Ginny?" Ela sorriu para ele triste.

"Me desculpe." Então ele começou a sentir uma horrível dor, como se todos os seus órgãos, seu corpo estivessem sendo esticado e amassados e o pior, não conseguia gritar. Até que perdeu consciência. Algum barulho da mata, um bicho caminhando, um graveto se partindo, o piu de uma coruja a despertou de seu transe. Ela caiu no chão meio incosciente.

"Ah não..." Choramingou. "Desculpa..." Ela se arrastou até ele e passou a mão pelos seus cabelos, sentiu a sua pulsação e suspirou, aliviada. "Desculpa, não posso deixar que tu se lembre disso, mas antes Legilimens." Ginevra penetrou na mente dele, procurando se alguém havia feito o fazer aquilo. Não era o comportamento normal. Mas não, ele só estava meio doente psicologicamente. "Puxa, parece que você gosta de mim mesmo. Obliviate".

Ginevra sentiu suas mãos tremerem. Ela iria perder o controle logo novamente. Se transformou em um corvo e foi para dentro da Floresta Negra.