●Slash. Romance. Cherik. Erik's PoV. M. PWP. Sem beta.●
Presente de aniversário para AniGreen (Muitas Cheriks pra nós!). Somente pra você! \o/ Não deu pra sair no dia, mas é com carinho, você sabe! :)
Infecção
by Mello Evans
O movimento é ritmado, não há dúvida. Tenho plena consciência de que você está gostando de cada estocada minha e suas unhas ainda estão fincadas com força em cada ombro meu – prova do seu desejo enquanto injeta seu veneno por cada uma delas. Eu entro e saio, o suor pinga do meu rosto e macula o seu com o líquido salgado. Há gemidos em todo o quarto, eles estão intrínsecos nas paredes, eles de diluem aos grunhidos, mas eu só não sei dizer bem ao certo se eles são meus ou seus.
Você morde o lábio inferior e balbucia um ou mais verbos suplicantes. Sua boca está vermelha e você parece realmente não ligar para o provável gosto de sangue que se mistura a sua saliva, junto com o meu pré-gozo pelos movimentos impróprios que seus lábios empregaram em mim minutos atrás.
Eu estou dentro de você, em abalos frenéticos, sussurrando palavras torpes, mas você simplesmente não demonstra ser passivo a isso tudo. Parece que é você que me controla de forma inconsciente e adentra sem pudor algum em cada pedaço de epiderme desprotegida ou não. Você é uma infecção que adentra pelos meus poros, que me fere e eu tenho suma certeza de meu estado passivo quando sinto dor ao toque, a sua pele na minha. Meus pensamentos perversos, as ideias mundanas que tenho de você (e com você) luxam e eu posso ver que não sou mais dono de mim.
Você é meu hospedeiro, Charles.
E eu não tenho medo disso, só me deixa ainda mais duro.
Você morde o meu pescoço com força, ao passo em que eu me abaixo para sentir mais desse toque avermelhado, e doloroso, e necessitado. Emprego mais força – se é que isso é possível – e um grunhido de dor sai de seus lábios enquanto os meus sorriem torto por conseguirem o que eu queria.
Tortura. Desejo.
Eu estou doente, Charlie, contaminado por você, por esse seu jeito intenso e doce. Você me perverte nessa sua ingênua impetuosidade e eu sei que ainda estou usando de eufemismo.
Você se aperta de forma voluntária, só para me fazer mal, só para me seduzir desconcertantemente e eu, libidinosamente, gozo dentro de você sem querer saber se você chegou ao seu desfecho ou não, no entanto você – inexplicavelmente – está no controle e mal espera eu sair de cima de você, mal espera os espasmos de êxtase me deixarem em paz e me puxa, e se enterra dentro da minha boca, gozando deliberadamente, fazendo eu sentir o gosto de seu vírus.
Você adentra a minha cútis, todos e cada um dos meus sistemas ao mesmo passo em que sinto aquele gosto quente, a pele macia se enterrando entre os meus lábios. Faz minha língua arder e as minhas mãos se espalmarem vergonhosamente em cada lado dos seus quadris, buscando mais proximidade.
Você adentra as minhas entranhas com essa paixão, me corrói os ossos, derrete a minha epiderme com choramingos e me afoga na saliva do seu beijo.
Você é uma enfermidade, uma calamidade absurda, uma desgraça. Você é o meu inferno pessoal, o céu e toda essa febre que queima o meu corpo.
Eu não ficarei curado jamais, Charles.
Jamais.
Fim.
ERIK's pov! #Morri
Isso é o que dá em ficar lendo Hellblazer... Isso mesmo, agradeçam ao John Constantine por essa ficlet! ;)
Review, amoras.
