(¯·.(¯·.(¯·.Desejo Indesejado.·´¯).·´¯).·´¯)

Flashback

Fazia dois anos que ele tinha regressado do Canadá com a sua mãe. Eles tinham fugido para lá quando a guerra rebentara. O seu pai tinha morrido uns meses atrás e a sua mãe tinha ficado bastante doente por isso ele decidiu fugir dali e assim o fez. Agora, cinco anos depois de Harry Potter ter morto Voldemort, ele estava sentado na sua sala de estar na Mansão Malfoy. Severus Snape estava sentado na cadeira ao seu lado, com um copo de Firewhisky na sua mão direita, olhando para a lareira com uma expressão divertida.

-De que é que elas tanto falam?- embora Draco tivesse sido ensinado a ser um homem paciente, a sua curiosidade quase o queimava. A jovem mulher que estava falando com Narcissa Malfoy no quarto ao lado intrigava-o. Ela era a mais linda e misteriosa mulher que ele alguma vez vira. Era difícil imaginá-la como uma Weasley que em tempos corria os corredores de Hogwarts atrás de Harry Potter.

-Julguei que tivesses aprendido que não se deve intrometer nos assuntos privados dos outros!?- Snape olhou para o jovem homem que estava sentado ao seu lado, impressionado por ver um Malfoy, os mestres da descrição e controlo, tão curioso. Embora a face de Draco estivesse séria, Snape conseguia ver uma sombra de antecipação nos olhos dele.

-Eu não me estou intrometendo, elas só estão tirando o meu tempo! Eu tenho coisas para fazer!- ele disse aborrecido com o comentário de Snape.

-Ela atrai-te?

-Quem?

-Não finjas que não sabes quem.

-Ela está... diferente! Não é o que eu esperava que ela se tornasse.

-Eu conheço-te melhor do que querias. Mas eu não toco mais no assunto. Então, como está Miss Parkinson?

Draco suspirou. Ele não queria falar de Pansy agora. Desde o dia em que ele regressara do Canadá que ela não o largava. Ele tinha tentado fazê-la perceber que ele não queria nada com ela mas ela simplesmente não desistiu. Até um dia, que ele foi a casa dela tentar fazê-la perceber de uma vez que tinha acabado e encontrou demasiados Slytherins ali. Ele ficou desconfiado e agora ele queria descobrir a razão de tantos antigos seguidores de Voldemort reunidos, pois aquela não tinha sido a primeira vez que ele encontrara o pai de Pansy numa reunião suspeita com antigos Devoradores da Morte.

-Ela está óptima!- ele acabou por dizer.

Depois o silêncio caiu entre eles. Snape observou Draco. Draco parecia estar numa guerra com ele próprio e Snape percebia isso. Ele estava lutando contra os seus instintos mais primitivos.

-Porque não admites?- Snape disse, sorrindo deliciado com o efeito da pergunta. Draco moveu-se inquietamente na cadeira.

-Admitir o quê?- Draco perguntou por sua vez, num tom completamente natural. Mas ele sabia o que Snape estava perguntando, mas ele não admitira que estava sentindo uma atracção por uma Weasley, por mais bonita que ela fosse.

-Que estás interessado nela?

-Interessado?- Draco disse fingindo não perceber o que Snape queria saber.

-Sim! Interessado em Ginny Wealsey!

-Não, nao estou!- ele disse friamente. Ele jamais iria responder sinceramente áquela pergunta.

-Não me enganas, Draco.

-Estás a ver coisas onde só existe curiosidade.

-Claro. Com certeza. Se assim o dizes. Mas lembra-te que quanto mais tentamos reprimir mais o sentimento tentará se revelar. Conseguirás contê-lo?- Snape disse com um sorriso divertido. Ele conseguia fazer Draco duvidar das suas próprias capacidades.

-Eu controlo o meu corpo e a minha mente.

A porta abriu-se e duas mulheres saíram da biblioteca. Uma tinha cabelo louro tal como o de Draco mas com alguns fios prateados, pele pálida e madura e olhos azuis. A outra era também pálida, mas o seu cabelo era de um ruivo flamejante, os seus olhos eram suaves e doces como o chocolate e estava no auge da sua juventude e beleza. Ambas eram elegantes e saíram sorrindo.

Snape levantou-se, Draco fez o mesmo.

-Severus, julgo que temos um assunto para discutir?!" Narcissa indicou a Snape para entrar na biblioteca com um movimento da mão.- Draco, Ms. Wealsey vai dormir aqui esta noite. Leva-a ao quarto de hóspedes ao lado do teu, por favor.- e dito isto, a mulher loura entrou na biblioteca e fechou a porta, deixando os dois jovens sozinhos, num silêncio constrangedor.

Draco acabou dizendo para Ginny ir á sua frente. Ele seguiu-a lentamente, dando-lhe indicações para onde deveria ir. Ele conseguia sentir o cheiro que a pele dela emanava pela distância a que estavam. Ela cheirava a baunilha, a pele dela parecia suave como seda. Ela tinha crescido e se tornado numa bela e atraente mulher. Draco não podia se negar de que o seu corpo desejava-a embora a sua mente lhe ordenasse para se controlar.

-É muito longe?- a suave voz dela acordou-o dos seus pensamentos e ele estava-lhe grato. Mais um daqueles pensamentos e ele tinha a agarrado ali no corredor e ele não tinha a certeza do que era capaz de fazer.

-Não, é já depois daquela esquina.

-Ok! Estou cansada. Preciso mesmo de um longo banho e uma cama quente.- ela disse acariciando o seu pescoço e Draco não conseguiu evitar os seus olhos de se colarem no movimento das suas mãos no esbelto pescoço. Ele queria tocá-la, ele queria relaxar com ela no banho e aquecê-la na cama.

"Controla-te, Malfoy! Esquece este estúpido desejo, ela é uma Weasley, uma parva Weasley que tu humilhaste e escarneceste há alguns anos atrás! Ela é a mesma amante de Muggles que era e que tu sempre odiaste." Draco disse a si mesmo, ele estava começando a se descontrolar, ele tinha que esquecer esta súbita atracção, mas como poderia ele se ela estava mesmo á sua frente, caminhando como um felino, com toda a sua graciosidade e calma e falando de banhos e camas? Com estas palavras a mente dele encheu-se de imagens eróticas do corpo dela nu e molhado, os lábios dela nos dele, o corpo dele sobre o dela numa guerra de desejo e lençóis. "Pára com isso! Que se passa contigo? Nunca foste assim, geralmente são elas que sobem paredes para estarem contigo, não tu. Que se passa contigo Malfoy?" o cérebro dele gritou.

-Eu vou dizer a um elfo para te preparar um banho e por a cama pronta.- ele disse.

-Obrigada!- ela respondeu. Era a primeira vez que ela estava completamente sozinha com o Malfoy desde que ele voltara do Canadá. Ela não ansiava nada por este momento. Há já alguns meses que ela tinha parado de negar a si mesma que se sentia atraida pelo homem que um dia tinha sido o rapaz mais insopurtável de Horgwarts. Desde que Narcissa se tinha voluntariado para ajudar as vitimas da guerra que ela e Ginny tinham se tornado amigas. Narcissa era ainda olhada com desconfiança por todos, era considerada uma intrusa. Ginny tinha perdido a familia e muitos amigos, sentia-se só e afastada de todos os restantes, Viu em Narcissa uma amiga mais velha e julgou que se podiam ajudar mutuamente.

Esta proximidade entre as duas não ajudara nada quanto ao facto de Ginny estar a nutrir um súbito interesse pelo herdeiro das riquezas Malfoy. Ela tinha a certeza de que não passava de uma atracção física, era impossível negar que Draco Malfoy não era atraente, era dos homens mais atraentes da comunidade mágica. Além disso ela estava carente. Tinha estado muito tempo sozinha. Harry e ela tinham concordado em se afastar. Ele estava demasiado ocupado com a guerra e ela merecia melhor. Ela sofrera com a decisão mas acabou recuperando. E passára a guerra sem vida amorosa. No entanto, um ano antes, ela começara a ter sentimentos pela última pessoa que ela imaginaria que podia ter.

Naquela noite, Narcissa convencera-a a passar a noite lá em vez de ficar sozinha no seu apartamente. Ginny tentara dizer não mas Narcissa era teimosa e a rapariga acabou dizendo que sim.

Narcissa e ela não trabalhavam apenas comas vítimas. Narcissa era agora um Membro da Ordem da Fénix. Estavam trabalhando numa nova missão. Por todo o país, pequenas disputas e guerrilhas estavam causando inquietação na instável comunidade mágica. A guerra tinha acabado há apenas cinco anos e ainda haviam muitos dos seguidores de Voldemort ainda estavam por aí. A missão de Ginny era descobrir o que Marcus Flint tinha a ver com tudo aquilo. Ele já tinha sucumbido ao charme de Ginny, era agora só uma questão de tempo até ela ganhar a sua confiança.

Mas todo o seu corpo entrava em guerra com a sua razão quando estava perto de Draco. Ele tinha a capacidade de fazê-la sentir-se fraca e ela nunca se sentira fraca desde os seus onze anos. Mas ela tinha que se controlar e esconder aquele desejo. Ela tinha que se dedicar a Flint, descobrir quais os planos dele. Oh sim, ele estava planeando alguma coisa, ela sentia-o na maneira como ele falava e olhava para todos tentando perceber se alguém suspeitava de alguma coisa, na maneira como ele desconfiava de toda a gente. Ela só tinha que descobrir quais eram os planos dele. Ela não achava que fosse difícil, Flint era fácil de seduzir com apenas alguns truques que Narcissa lhe tinha ensinado. Era esse o papel de Narcissa, ajudar Ginny a conquistar um Slytherin como Flint, porque os Slytherins não são todos iguais, como ela uma vez julgara.

A primeira vez que ela se encontrara com Flint, ele simplesmente não lhe resistiu. Tão fácil, tão chato. Ela gostava de desafios, e Marcus Flint não o era. No entanto ela não podia deixar o seu espírito aventureiro tomar conta dela e arriscar perder a pequena confiança que já ganhara de Flint. E tudo correria maravilhosamente se não fosse a existência de um outro Slytherin, tão diferente de Flint. Bastava Draco olhar para ela que ela sentia como se estivesse queimando por dentro. Bastava uma troca de olhares entre os seus olhos cor de chocolate com os cinzentos dele para ela se sentir vulnerável á vontade dele, um sinal do que ele queria e ela lhe daria. Todo o corpo dele transmitia força, masculinidade, poder, a sua aura era misteriosa, o seu olhar escondia mil e um segredos que ela adoraria descobrir. Ele era um homem que conseguiria fazer um Deus Grego sentir-se envergonhado. Ele era o desafio perfeito mas ela não podia aceitar esse desafio, ela tinha que lutar contra os seus próprios instintos se queria cumprir a missão com sucesso. Além disso, ela estava falando de Draco Malfoy, o homem que repugnava os Weasleys, ela nunca seria suficientemente boa para ele, por isso era melhor tirá-lo da cabeça, ela tinha que esquecer aquele desejo indesejado.

-Aqui está! O teu quarto é este. A porta de vidro conduz-te até á varanda deste andar. O meu quarto é do lado direito, se precisares de alguma coisa, estou lá. Boa noite Ms. Weasley!- a voz dele trouxe-a de volta para a realidade.

-Obrigada Mr. Malfoy, é um perfeito anfitrião!- ela disse e entrou no quarto.

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Ela não conseguia dormir, a simples lembrança de que ele estava a alguns metros dela, separado por uma única pare fazia a pele dela arder. Ela queria-o perto dela, tocando-a, amando-a, fazendo-a a mulher dele. Ela rolou na cama vezes sem conta, mas não havia maneira de fazer a sua cabeça descansar, só conseguia pensar nele. Por isso ela desistiu e decidiu ir á rua durante uns minutos. Era uma noite quente de Verão. O vento era suave mas não frio e o luar iluminava a varanda envolvendo-a num ambiente tão confortável. Ela saiu vestindo apenas a sua camisa de noite. Ela sabia que devia vestir mais alguma coisa, o tecido era quase transparente e ela não usava muito mais do que aquilo. Seria muito desconfortável e embaraçante se alguém a encontrasse daquela maneira. Mas eram três horas da manhã, quem iria estar lá fora?

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Draco tinha demasiadas coisas na cabeça para conseguir adormecer por isso decidiu espairecer um pouco para se acalmar. Ele saiu pela porta de vidro que dava para a varanda, decido a sentar-se nos cadeirões que estavam na rua e ficar observando e escutando a floresta dos terrenos da mansão. Aquela floresta emanava confiança e poder.

Ele sentou-se e ficou olhando para a lua. Ele ouviu a porta do quarto ao lado abrir-se e alguém saiu. Ele desviou os olhos da lua para ver quem saía. Ele não estava preparado para o que viu. Parecia uma deusa mítica, uma daquelas que ele havia estudado e admirado quando ainda era adolescente. Era a visão mais encantada e perfeita que ele já tivera. Todo o corpo dela transmitia magia, sensualidade, desejo e ao mesmo tempo pureza, perfeição, juventude. Draco já tinha visto a mais belas criaturas do mundo mas não havia veela que conseguisse alcançar aquele nível de beleza e pureza. Era quase irreal. O luar penetrando pelo suave tecido da camisa da noite dela e revelando a forma do delicado corpo dela, envolvendo-o delicadamente. Draco sentiu vontade de arrancar o tecido e substitui-lo pelo seu corpo. Ela ainda não notara a presença dele, e ele não queria fazer-se notar e quebrar aquele momento mágico. Mas mesmo quando a sua mente lhe dizia para se manter quieto e apreciar aquela visão, o corpo dele pedia por mais. Ele queria ser capaz de tocá-la, ter a certeza que ela era real. Por isso ele levantou-se silenciosamente e aproximou-se.

-Não conseguias dormir?

Ela estremeceu ao ouvi-lo falar. Ela não estava á espera que alguém estivesse acordado, muito menos que ele estivesse acordado. Ela voltou-se para ele e conteve a respiração. Ele usava apenas umas calças de pijama de cetim verde escuro. Tinha o cabelo despenteado de uma maneira sensual. Todo o corpo dele parecia estar envolvido numa aura de poder. A postura dele era perfeita, moldada por muitos anos de regras de etiqueta e aristocracia. Ele tinha o corpo perfeito, bem torneado e musculado. Ele era a perfeição em pessoa, fisicamente, ele era tudo o que ela sempre sonhara. Mas era só fisicamente e ela conseguiu compor o seu pensamento.

-Não. Tinha apenas muitas coisas na cabeça. Tu?

-A mesma coisa.- Ele disse. "Mas quem estava no meu pensamento eras tu e como gostaria de te tocar... mas que diabo, controla-te Draco, és um Malfoy, tu controlas a tua vontade e os teus desejos, não são eles que te controlam a ti!" ele ordenou-se silenciosamente.

-Problemas?

-Não exactamente.

-Preocupações?- ela insistiu.

-Sim, de certa forma. Quando tudo parece estar a correr na perfeição, aparece alguém que consegue fazer os teus planos quase ruírem com um único olhar.

-Estou a ver. Pansy Parkinson não te está facilitando as coisas?

-A Parkinson está óptima, é só eu estalar os dedos e ela vem correndo para os meus braços. É por isso que eu não os estalo.- ele disse com um sorriso escarninho nos lábios.

-Não gostas dela? Ela não te atrai?- "Meu Deus, mulher, controla-te. Porque estás fazendo essa pergunta, não tens nada com isso. E estás andando em piso escorregadio, podes não gostar da resposta!" ela pensou.

-Ela é atraente mas não me atrai. Acho que não o vai conseguir fazer até eu tirar-te da minha cabeça.- ele disse sem se aperceber.

"Ouviste o que disseste? Acabas-te de dizer... bolas, lindo Draco! COMO PUDESTE SER TÃO DISTRAÍDO?" a sua cabeça gritou-lhe.

Ela não conseguia acreditar no que ouvira. Ela deveria estar tendo miragens auditivas. Todo o corpo dela foi percorrido por um arrepio ao deparar-se com os olhos escurecidos dele fixando os dela. Ela só conseguia pensar em beijá-lo.

Ele olhou para ela, sabia que o erro já estava feito e ele não podia negar que tudo o que queria agora era beijá-la, tocá-la, fazer amor com ela. No entanto tinha duas opções: pedir desculpa e retirar-se ou fazer o que o seu corpo pedia. Esta última opção era tão mais tentadora e pela primeira vez na sua vida, Draco Malfoy deu-se ao luxo de perder o controlo sobre si mesmo.

Ele aproximou-se dela. Aquela proximidade fez o coração dela bater mais depressa. A respiração dele roçava agora os lábios dela. Ela sentiu-se enfraquecer, o seu corpo estremeceu. Os olhos dele eram como só de um tigre. Ele era tão forte tão incrível, perigosamente hipnotizante. Ela já não tinha controlo sobre as suas acções, nem sobre a sua razão. Como podia ela resistir-lhe?

Ele sentiu o cheiro suave da pele dela envolvê-lo e o seu desejo aumentou. Ele colocou uma mão á volta da cintura dela e puxou-a para si, cobrindo os suaves lábios dela com os seus. Eram tão doces, tão quentes. A pele dela era exactamente como ele pensava, sedosa, macia, apetitosa. Lentamente ele começou a puxar a camisa dela para cima até onde as mãos dele descansavam. Muito calmamente ele tirou a camisa e contemplou a visão da perfeição. Ele apertou-a contra ele, sentindo a pele dela contra a dele ao mesmo tempo que sentia uma febre de paixão tomar conta dele.

Ela já não tinha vontade própria. A vontade era toda dele, ele que a fizesse dele, ele que a tocasse. Ela sentia que não se conseguia mexer. No entanto mexia-se. Arqueava o corpo tentando unir-se a ele, mesmo ainda tendo peças de roupa. Toda ela ansiava por ele, pelo corpo dele, pela força dele, pelo poder dele, pela magia dele. Ela nunca se tinha sentido assim, nunca tinha desejado tanto alguém ao ponto de se descontrolar daquela maneira. Era como se uma estranha força os atraísse um para outro, como íman poderoso que não deixaria que se afastassem.

-Está alguém no jardim!- ele afastou-se de repente.

-O... o quê?- ela disse confusa. Estava tão embriagada por toda aquela paixão que não conseguia pensar lucidamente.

-Está alguém entre os arbustos, espiando-nos. Consigo senti-lo!- e assim o momento se quebrou.

(¯·..·´¯)

Ele não conseguia pensar direito, estava cego pelo desejo mas um raio de maldade atravessou-lhe a mente e bloqueou os movimentos dele. Alguém os estava espiando. Alguém impuro, alguém com pensamentos cruéis, alguém com a intenção de magoar... magoá-la. Ele conseguia quase cheirar no ar.

-Está alguém no jardim!- "E está contente por ver o nosso beijo, uma alegria perigosa e diabólica!"

-O... o quê?- ele ouviu-a dizer, a confusão clara no olhar dela.

-Está alguém entre os arbustos, espiando-nos. Consigo senti-lo!- "E vou descobrir quem e fazê-lo pagar pelo simples pensamento de querer magoar Ginny!" ele completou silenciosamente o que havia dito.

Ele sentia o ódio crescendo rapidamente, a sua fúria tomando conta da sua mente e corpo. Ele foi até ás escadas no meio da varanda que davam para o jardim. O intruso respirou e essa foi a sua sentença de morte. Draco concentrou toda a sua magia, agora intensificada pela raiva, e fez o homem gritar de dor.

-Crucio!- ele disse, sentindo a magia sair das suas próprias mãos. Há muito que ele aprendera a controlar a magia sem varinha.

Os gritos do homem perturbaram o silêncio da noite. De um momento para o outro o céu escureceu, a lua desapareceu, uma assustadora sombra pareceu tomar conta da noite.

-O que está acontecendo?- Snape apareceu vindo de um dos quartos daquele andar e olhou para Draco.

-Quem está gritando?- Narcissa apareceu vinda do lado oposto a Snape. Parecia que todos os seres vivos que habitavam naquela casa tinham acordado com o barulho. Dentro da mansão, através das janelas, dezenas olhos esféricos, que pertenciam aos elfos domésticos, observavam a cena silenciosamente.

Os gritos tornaram-se mais fracos até que se calaram. Mas ainda assim a noite parecia assombrada.

-Ele estava sob a Maldição Imperius.- Draco olhou para o cadáver que estava deitado ao seu lado.- Era um dos meus homens e estava sendo controlado por outra pessoa, consegui ver isso nos olhos dele enquanto ele gritava. A Maldição Crucio acabou quebrando a Imperius mas já era muito tarde quando eu reparei. Alguém está usando os meus homens para me espiar.- ele olhou para cima, para Snape. Snape acenou com a cabeça e entrou na casa.

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Ela ouviu o pobre homem gritar de dor. Aquela era a conhecida, furiosa e poderosa magia sem varinha dos Malfoy. Não era uma fúria descontrolada mas uma raiva medida. Cada passo que ele dava era pensando previamente, cada movimento que Draco fazia era consciente. Aquele tipo de poder e raiva fê-la tremer com medo. Como podia alguém ter tanta força, tanto poder, tanta maldade em si e usá-la tão pacificamente? Ela ouviu barulho e surpreendeu-se por encontrá-la quase nua. Ginny apanhou a sua camisa de noite e entrou no quarto. Vestiu um roupão e voltou lá para fora onde ouviu Draco dizendo:

-Ele estava sob a Maldiçãi Imperius.- ele olhou friamente para o corpo sem vida.- Era um dos meus homens e estava sendo controlado por outra pessoa, consegui ver isso nos olhos dele enquanto ele gritava. A Maldição Crucio acabou quebrando a Imperius mas já era muito tarde quando eu reparei. Alguém está usando os meus homens para me espiar.- ele olhou para cima, para Snape. Um olhar rápido, quase imperceptível, mas cheio de mensagens ilegíveis que só os dois homens conseguiam decifrar. Snape entrou na casa.

-Quem julgas que é, querido?- Narcissa perguntou. Draco olhou para a sua mãe seriamente e depois olhou para Ginny. O coração dela quase paro. Aquele olhar significava qualquer coisa, ela conseguia senti-lo. Era como se ele estivesse tentando avisá-la ou acusá-la de alguma coisa. Ela só não percebia o quê.

-Eu suspeito de alguém, mas não vou apontar nomes. È muito cedo, preciso ter a certeza!- ele subiu as escadas e entrou no seu quarto sem dizer mais nada ou olhar para alguma coisa.

-O que achas disto Ginny?- Narcissa olhou para a jovem mulher .

-Eu não sei, só estou um pouco assustada com o que o homem viu!- ela pensou e pelos vistos também o disse em voz alta pois Narcissa perguntou:

-E o que foi que ele viu?- Narcissa suspeitava de qualquer coisa havia acontecido entre o seu filho e a bela jovem mulher que agora estava á sua frente um pouco atrapalhada.

-Oh, não foi nada! Boa noite Narcissa!

-Boa noite, Ginny!- Narcissa sorriu vendo a rapariga entrar no quarto. Ela era perfeita para Draco, eles eram tão parecidos e ao mesmo tempo tão diferentes.

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Draco deitou-se na sua cama, tentando organizar os seus pensamentos. Ele sabia quem estava atrás do que acontecera. Desde Hogwarts que aquele canalha tentava deitá-lo abaixo, fazendo tudo o que podia para superá-lo, mas perdia sempre. Por isso Draco nunca se preocupara muito, ganhava sempre. No entanto, os acontecimentos daquela noite faziam-no sentir-se inseguro. O seu amigo agora tinha uma maneira de afectá-lo, de deitá-lo abaixo. Se Flint descobrisse que Draco sentia algo por Ginny seria desastroso, mesmo que aquela atracção fosse só física. Mas seria só atracção física? Claro que era! Ele era um Malfoy, os Malfoys não sentem mais do que paixão, ou pelo menos era o que ele pensava, nunca precisara responder àquela pergunta, nunca sentira aquilo por ninguém. Mas também não podia pedir a ninguém que lhe desse a resposta, principalmente não Snape, isso seria admitir que Ginny afectava-o mais do que devia. Ele teria que por aquela estranha febre pela ruiva de lado e concentrar-se nos seus planos.

N/A: Eu ando tentando diversificar a minha escrita. Esta fic como podem ver é mais sexual que as outras, por isso não recomendo menores a lerem. Espero que gostem.