Capítulo com um pouquinho de lemon.
Capítulo II – Memórias apagadas
Remus agora tinha virado totalmente o corpo em direção a Severus. Este, por sua vez, continuava com os olhos fechados e puxando grandes quantidades de ar.
O lobisomem se aproximou devagar e em silêncio de Snape. Subitamente, Severus abriu os olhos e olhou para ele. Lupin parou de imediato e fingiu não se abalar. Então apontou para as roupas que havia jogado no chão.
"Não se importa que eu me vista, se importa?"
"Não", respondeu Severus e voltou a fechar os olhos. Sua respiração estava controlada, mas ele continuava sentado no chão. Agora tinha jogado a cabeça para trás, estava com uma expressão serena, nada característica dele.
Remus não podia ficar admirando Snape naquele momento, apesar de adorar ver a expressão relaxada em seu rosto. Ele deu mais uns passos em direção ao moreno e sua varinha. Se agachou e com um movimento rápido pegou a varinha de Severus. Por causa desse feito, ele se permitiu rir alto.
O som do riso de Lupin tirou Snape do seu estado de torpor. Ele olhou para Remus e sentiu o rosto ficar gelado. O lobisomem estava com sua varinha e sorria para ele. Foi a vez de Severus se sentir apavorado.
Remus reconheceu o pavor no rosto do outro.
"Fique calmo. Eu não vou usar um Imperdoável em você, Severus."
Snape se levantou rápido e já não tinha pavor em sua feição. Ele estava furioso.
"Então o que vai fazer comigo, Lupin?"
O lobisomem sabia que não podia deixar um Slytherin habilidoso e inteligente "solto", pois certamente ele iria atacá-lo.
"Desculpe por isso, mas é necessário para nossa segurança", disse. Em seguida, lançou um feitiço mudo em Severus. Da ponta da varinha saiu fitas douradas que amarraram e envolveram todo o corpo de Snape, fazendo o parecer uma múmia dourada.
"Maldito lobisomem."
Remus ignorou isso. Levitou Severus amarrado e o fez sentar em uma cadeira. Então olhou emburrado para a luz verde, aumentou sua intensidade e a trocou por vermelho.
"O que vai fazer, lobisomem?", perguntou Snape irritado olhando Lupin, que havia se sentado em uma cadeira em frente a ele.
"Eu pretendia fazer algumas coisas com você, entretanto não acho certo forçá-lo", disse pensativo.
Severus não disse nada, apenas tentava se livrar das horríveis fitas douradas em volta de todo o seu corpo.
"Mas..." Agora Remus olhava intensamente para o outro. "Você me forçou, não foi Severus?"
Snape lhe deu um sorriso arrogante e irônico.
"Forcei, mas você gostou muito, Lupin. Ou sempre geme assim para o Black?"
Remus riu.
"Sirius? Eu não tenho nada com Sirius. Ele é apenas um amigo querido. Acho que prefiro gemer para alunos de Slytherin."
Severus desviou o olhar emburrado.
"Eu quero um beijo", pediu Lupin.
"Problema seu! Peça ao Black!"
"Acho que isso não ficou muito claro. Lembra da sua regra? Quem tem a varinha escolhe o que acontece."
Snape lançou um sorriso de escárnio para Remus.
"E o que vai fazer quando eu recusar? Vai me torturar?"
"De fato, não vou. Essa é a diferença entre nós, Severus. Jamais torturaria alguém para obter sexo ou um beijo."
"É... Eu sou realmente muito mal, não é mesmo? Sou sempre eu que ataco alguém com mais três de guarda-costas", comentou com deboche.
"Nunca lancei um único feitiço contra você. James e Sirius sim, mas eu..."
"Você nunca me atacou, mas também nunca fez nada para impedir. O que o torna também culpado, um cúmplice", falou maldoso.
Remus olhou para ele incrédulo.
"Então você pretende transar com todos os Marotos?"
Foi a vez de Severus ficar incrédulo.
"Que nojo! Claro que não! Prefiro morrer a tocar naqueles outros três."
"Então por que eu? Não tem nojo de mim?"
Snape olhava para o chão.
Lupin observou Severus por um longo minuto. O Slytherin não disse nada.
"Não vai dizer que tem nojo de mim também?"
Snape olhou para ele totalmente furioso.
"É óbvio que não tenho nojo de você, idiota!"
Remus sorriu.
"Vou considerar isso um elogio."
"Eu quero sair daqui", disse. Era visível que ele estava incomodado com a situação.
"Sem me beijar?"
Severus olhou para o Griffyndor com deboche e raiva.
"Eu falei que não tinha nojo de você, mas não disse nada sobre querer ser seu namorado."
"Vamos fazer um acordo. Eu não conto para ninguém, inclusive os professores, sobre o que houve aqui e eu ganho um beijo."
"Não."
Lupin olhou para ele tristemente.
"Você gozou dentro de mim e me nega um beijo?"
"Uma coisa não tem nada a ver com a outra."
"Ah, não?", indagou se levantando. "Não quer me beijar?", voltou a perguntar enquanto caminhava em direção a Severus.
"Não, eu não quero."
"Pois eu não acredito nisso", falou, e sentou no colo de Snape.
Severus sentiu a ereção de Remus encostar nele.
"Você está excitado!", exclamou com surpresa.
"Sim, estou", afirmou. Em seguida, começou a beijar o pescoço de Snape.
"Não faça isso...", implorou.
Remus subiu e beijou a orelha direita de Severus, então foi para o lado e distribuiu beijos pela mandíbula do outro. Parou para olhar Snape. Ele tinha fechado os olhos e mordia o lábio inferior.
"Tem certeza que não quer?"
Severus não respondeu. Estava ótimo ser beijado por Lupin, mas ele jamais admitiria.
"Caso não responda nada vou tomar seu silêncio como sim."
Snape abriu os olhos, mas não disse nada.
"Então?", estimulou Remus.
"Eu não quero."
"Não quer me beijar?", perguntou e havia tristeza em sua voz.
"Não. Eu não quero que você pare."
Lupin sorriu e beijou o queixo de Severus, depois o nariz. Subiu mais e distribuiu beijos por toda a testa do outro. Então desfez o feitiço e as fitas douradas desapareceram.
Ao se sentir livre Snape passou os braços pelas costas do outro, o trazendo para mais perto dele. Remus, por sua vez, jogou a varinha de Severus no chão e colocou os braços em volta do pescoço dele.
Foi Snape quem avançou para a boca de Lupin. Enquanto penetrava a língua na boca de Remus, suas mãos subiam até a nuca do outro.
O lobisomem sentia que ia derreter de prazer. Foi Severus que tomou a iniciativa. E era a língua macia e quente do próprio que explorava sua boca com avidez.
Snape então sentiu a língua de Remus em sua boca, imitando os movimentos que ele mesmo fazia na boca do outro.
Após algum tempo se beijando, Severus terminou o beijo, mordendo o lábio inferior do lobisomem. Ele abriu os olhos e viu que Lupin sorria que nem um bobo. Depois, ele se levantou da cadeira segurando firmemente o outro, para em seguida depositar Remus na cadeira.
Lupin olhava com curiosidade o amante de pé.
"Terminamos por hoje?", brincou, mas não queria que fosse verdade.
"Ainda não", respondeu se ajoelhando em frente a Remus.
"O que vai fazer?", perguntou e sua voz não tinha medo, apenas curiosidade.
"Retribuir", falou e separou as pernas de Lupin com as mãos. "Retribuir o prazer que me deu essa noite", explicou e, olhando para o outro, lambeu os testículos dele.
Remus gemeu e riu. Por essa ele não esperava.
Ainda olhando para o rosto de Lupin, subiu a língua até o membro do outro. Durante a subida fez maior pressão com a língua nas artérias mais ressaltadas. Quando chegou a glande a circundo várias fezes com a língua antes de colocar a maior extensão do membro do outro na boca.
Lupin emitiu gemidos fracos o tempo todo em que Severus brincava com sua ereção, mas não conseguiu conter ao grito ao ser engolido pelo outro.
Snape adorou ouvir o lobisomem gritar. Era gostoso saber que podia dar prazer a outra pessoa. Então, começou a movimentar a boca por toda a extensão do membro de Remus. Ele já não olhava mais para as feições de Lupin, já que ele tinha fechado os olhos. Sua atenção estava dividida entre os movimentos ritmados que fazia com a boca, e para localizar sua varinha no chão. Enquanto acrescentava mais velocidade ao mover-se no pênis de Remus, ele esticava o braço e capturava sua varinha, que estava a direita da cadeira onde o lobisomem sentava. Guardou a varinha no bolso de trás da calça e voltou a olhar para Lupin, que permanecia com os olhos fechados.
"Severus..."
Snape compreendeu que o outro ia explodir em breve, então acelerou ainda mais os movimentos.
"Seveurs! Eu vou gozar!", falou com urgência.
E daí?, pensou Snape. Queria que o outro derramasse seu líquido em sua boca.
E foi o que aconteceu. Remus se despejou na boca de Severus com um grande gemido.
Snape não se moveu e engoliu o que deu, o resto vazava pelos cantos de sua boca. Só quando o outro parou de gozar, Severus tirou seu membro da boca.
"Obrigado...", disse Remus, que escorregou da cadeira até se deixar cair no chão. Então pegou o braço esquerdo de Snape e o puxou até fazê-lo se deitar ao seu lado.
Severus se deitou, de lado, em frente a Lupin. Ele o olhava com fascínio. Remus era tão perfeitinho, pensou. Era incrível como a cor âmbar do cabelo dele era idêntica a cor dos olhos, que era a mesma cor de seus pelos.
Lupin também olhava fascinado para ele e tinha um pensamento semelhante ao outro. O cabelo de Severus era tão preto! Tão preto quanto seus olhos. Mas a curiosidade estava matando ele. Seria Snape tão estúpido a ponto de se tornar Comensal da Morte?, imaginou com angústia. Então pegou o braço esquerdo do amante e apertou o antebraço dele. Não percebeu nenhum sinal de dor no outro. Isso definitivamente era um bom indício, então ele não estava falando de Voldemort quando fez seu discurso idiota sobre glória, poder e conhecimento.
Severus franziu quando sentiu a pressão em seu braço esquerdo, mas permitiu que o outro o fizesse. Depois que viu o rosto de Remus relaxar, ele puxou o braço e falou:
"Eu ainda não me alistei no exército do Lord das Trevas, mas pretendo... Assim que terminar a escola." Um segundo depois se arrependeu de ter dito aquilo a Lupin. Os olhos do lobisomem estavam arregalados e ele parecia desesperado. Severus rapidamente puxou a varinha da calça. "Estupeçafa!"
Como Lupin já estava deitado, ele não caiu no chão, apenas fechou os olhos.
Snape se levantou e pegou as vestes de Remus jogadas, depois vestiu as roupas no lobisomem desmaiado. Então carregou o corpo imóvel de Lupin do chão e o sentou em uma cadeira.
"Ennervate!"
Remus acordou assustado. Não queria acreditar na insanidade que tinha ouvido Severus falar. Queria colocar juízo em sua cabeça. Falaria com Dumbledore, se fosse preciso.
"Acalme-se, Lupin. Não vai se lembrar de nada que aconteceu nessa sala. E, principalmente, de nada que eu disse."
"Não faça isso...", implorou Remus. Mas Snape já tinha a varinha apontada para ele. E, com auxílio do feitiço, Severus apagou da memória do outro tudo o que aconteceu desde que ele tropeçou na esquina do corredor.
Ao terminar o encanto, Remus tinha o olhar vago, como se estivesse perdido.
"Volte a patrulhar as masmorras. Você é monitor chefe, esse é o seu dever hoje", falou firme.
"Sim", disse Lupin, meio atônito. "Onde ficam as masmorras?"
Severus tirou o lacre que havia posto na porta com um feitiço não verbal, depois respondeu a Remus:
"Atrás daquela porta. Vá."
"Obrigado." Lupin se levantou e saiu da sala, deixando Snape sozinho.
Severus ficou em silêncio por longos minutos, até não ser capaz de ouvir os passos de Remus no corredor. Ele não estava inseguro, sabia que a memória de Lupin jamais ia voltar, mas mesmo assim estava inquieto. Passou a mão pelo braço esquerdo, onde futuramente estaria a Marca Negra.
"Eu serei Comensal da Morte na minha nova vida. E essa nova vida não admite lobisomens ou relações com lobisomens...", falou para si mesmo, tentando se convencer de que havia feito o certo. "Apaguei sua memória porque sou egoísta, Lupin. É suficiente que apenas uma pessoa se lembre dessa noite: eu."
Fim?
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