Toda personagem tem o seu autor, e eu, com grande respeito, pego alguns emprestados e coloco nessa coisa louca que eu escrevo.^^
Prefácio:
Dizem que quando sua morte chega tudo fica claro. Bom, eu ainda tinha muitas dúvidas. Então eu não poderia morrer ali, eu não iria.
Era nesse pensamento que me apegava miseravelmente.
Estávamos cercados, uma rápida olhada em volta confirmou o meu temor. Aquele momento finalmente havia chegado, mas diferente do que eu sempre imaginava, não estava sozinha, ao contrario, todos os que mais amava estavam ali, lutando por mim. Eu não sabia se isso era bom ou ruim.
Levantei meus olhos e observei bem o traidor que estava em minha frente, ele tinha um risinho de vitória no rosto. O pior era que ele estava certo, eles dessa vez iriam ganhar, mas o que custaria aquela vitória? Uma pontada no meu coração me indicou que muitos iriam morrer. Dos dois lados. Tudo por minha culpa.
Virei as minhas costas para aquele homem e olhei para os meus guerreiros, todos ali por mim, numa corajosa linha defensiva, porém seus olhos os denunciavam, eles também sabiam: nem todos iriam sair vivos dali. Sam, Dean, Alice, Esme, Jasper, Rosalie, Emmett, Carlisle e finalmente Edward, senti algo escorrer pelo meu rosto, mas não precisei tocar para saber o que era: lagrimas, algo que eu repudiava estava acontecendo a mim, na frente do inimigo. Isabella Swan não chora, pelo menos não chorava, mas o que isso importa agora?
– Não se esqueçam de mim – Olhei profundamente a todos, não esperei alguma resposta. A minha decisão já estava tomada.
– Como eu disse uma vez, sempre vou te amar. Cuide bem dela – Mudei o meu foco e encarei os profundos olhos dourados de Edward.
Lentamente, virei o meu corpo para frente, passei as costas da minha mão furiosamente nos meus olhos, secando as lagrimas que por ali se atreviam a escorrer, e então pronunciei aquelas palavras que surpreenderam qualquer um que estava presente:
– Eu me rendo! – Disse alto para que não houvesse dúvidas. Então tirei o meu arco e desembainhei a minha espada, depois os coloquei no chão. Ninguém iria morrer por mim culpa, e aquele jogo de gato e rato terminava agora.
Levantei os meus braços em sinal de rendimento. Olhei o traidor caminhar na minha direção como uma expressão de vitória. Entretanto, um barulho vez aquele sorriso dele sumir e o meu corpo paralisar. Parecia que somente nós dois tínhamos captado. Rapidamente, girei e olhei para a direção oposta. Não, não pode ser! – Pensei – Fechei os meus olhos com força para destruir aquela imagem, mas isso não mudou o fato deles estarem aqui.
