Natsu terá que enfrentar toda a ira de um dragão cruel, perverso e vingativo... que deseja acima de tudo humilha-la...

A pobre humana por infortúnuo foi escolhida como sacríficio, em busca da mudança no coração de Igneel...

Porém, pode ser um sacrifício em vão...

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Cap. 2 - Orgulho ferido.

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Rapidamente, Sirius e Sora lançam seus ataques mais fortes contra Igneel na forma semelhante a humana, que apenas ri e com um leve movimento de suas mãos corta o ataque facilmente. Porém, tal sorriso desaparece quando surge Natsu empunhada com a espada, próxima dele, usando o salto que deu de Sora para impulsionar seu ataque e brandindo a lâmina de cima para baixo, fazendo um novo corte em cima do tórax, da armadura já danificada pelo ataque anterior, fazendo-o ficar com uma cicatriz em forma de X no peito.

Ele grita de dor e ela aproveita para gira sobre seu eixo e acerta com a espada nas costas deste, cortando a pele, fazendo ele se desequilibrar no ar, sentindo mais um ferimento ardendo por estar sendo queimado.

Aproveitando a deixa, Sirius e Sora usam suas caudas, golpeando Igneel que irado, abre a boca e gospe uma rajada de chamas intensas contra os dois Senres e infelizmente, Sirius é atingido em cheio, mas, desaparece antes que o ataque o atinja ainda mais.

Sora lança mais um ataque, fazendo de suas asas surgirem lâminas de vento que acertam Igneel, que por causa da dor, não se concentrara completamente, pois tinha que manter seu vôo também, porém o golpe não causou qualquer dano nele por causa das escamas na pele falsa.

Natsu começa a cair em queda livre e o hipogrifo mergulha para pega-la, acabando por dar tempo de Igneel se recuperar e antes que alcançasse a Mahou Kenshi, tem seu corpo cortado por um ataque, mas, desaparece, afinal, Senrens não podem ser mortos, apenas retornam ao seu mundo.

A jovem vê a face do dragão que está irado. Seus olhos brilhavam de puro ódio e notara que o rosto parecia mais bestial do que nunca, além de ouvir um rosnado de ira que ressoava na garganta dele e este rugir em seguida.

Um rugido ensudercedor que parecia rasgar o ar só com a pressão do som e que com certeza, era ouvido há muitos quilomêtros dali, como várias trovoadas de uma única vez.

O rugido foi tanto que ela desmaiou, juntamente com a queda livre, por não conseguir respirar direito, acabando por diminuir a oxigenação em seu corpo, fazendo-a assim desmaiar. Porém, bem antes de tocar o chão, Igneel a segura em seus braços, pousando com majestosidade no solo.

Ainda estava lívido de fúria, mas, a achara interessante demais para deixa-la espatifar-se no chão, sem contar, que não era um castigo apropriado. Iria dar um muito pior á ela que com certeza desejaria que ele tivesse deixado-a morrer na queda.

Pensa em tomar a espada, mas, muda de ideia, pois queria se divertir, a humilhando, a castigando. Tinha um plano em sua mente regida pelo ódio de humanos por séculos e caso não desse certo, seria uma pena, assim pensava.

Vendo-a ameaçar despertar, sorrri, pois havia pensado em começar a humilhação ali mesmo e seria uma espécie de "preview" do que ele mesmo definia como "diversão".

Coloca a humana no chão e se afasta, esperando esta despertar, mas, não sem antes retirar o colar, pois notara que a mesma parecia apegada ao objeto, pois vira ela olhando carinhosamente para o mesmo, enquanto as espreitava, antes de dar sinal de sua existência. Sentia pelo nivél de magia dela, o quanto estava ficando fraca e não que seria problema lidar com a Mahou Kenshi.

Natsu abre os olhos. Está um pouco desorientada e confusa pela falta de oxigenação de momentos antes. Sentindo uma forte dor de cabeça, luta para sentar-se, porque sentia-se um tanto zonza e nisso olha para os lados, até que seu olhar fixa em Igneel, mas, não reconhece-o de imediato.

- Hã...

Então, arregala os olhos enquanto os fluxos das lembranças lhe vem a tona e rapidamente ergue-se, segurando sua espada e supreende-se consigo mesma por ser capaz de levantar-se ainda e fica atônita também, ao notar que a espada ainda encontrava-se com ela. Afinal, não sabia quanto tempo ficou desacordada.

Como se lesse pensamentos, o dragão meramente fala:

- Ficaste desacordada por alguns minutos... o rugido também foi a causa... afinal, és uma humana inferior e por isso, não suportaste a intensidade dele... embora a falta de oxigênio contribuiu e muito...

Ela nota que os olhos brilhavam misteriosamente e de seus lábios brotava um sorriso um tanto sombrio, que a fez ter calafrios, embora duvidasse que fosse só por medo, afinal, desde que o vira, sentia algumas coisas diferentes, que nunca sentira antes em sua vida.

Sente seu pescoço "nú", embora estivesse ainda de armadura. Instintivamente, coloca a mão dentro da armadura e apalpa não sentindo o colar. Com isso, começa a ficar desesperada, esquecendo-se momentaneamente do inimigo a sua frente, que vendo tal desespero, segura o objeto que pegou com apenas um dedo e sacode na frente desta.

Com a luz do sol adentrando pelas copas espassas, este é refletido pelo metal que parecia brilhar com isso, chamando a atenção da jovem, que ao ver a joía nas mãos dele, fica irada em um misto de desespero, afinal, se ele era de fato um dragão, o que não duvidava, esmagar a joía seria como amassar um inseto.

Seu olhar acompanhava o gesto dele de guardar o objeto dentro de sua armadura negra, reluzente.

- Devolva a joía que meu jii-chan fez para mim! - ela grita, cerrando os dentes e punhos.

Igneel ri levemente. Não um riso de diversão, mas, um riso um tanto vazio de sentimentos, fazendo novos arrepios percorrem a coluna da jovem, que vê este olhar para ela de cima para baixo e depois os orbes negros como a noite fitarem profundamente seus olhos. Era como se lesse sua alma. Seus pensamentos ficam difusos e seu coração parecia bater contra o esterno, embora achasse que não fosse completamente de medo. Mas, engole em seco e após alguns minutos se recupera.

Então o dragão fala, prepotente:

- Animal...

Ao ouvir tal coisa novamente, a jovem rosna e mostra seu olhar mais mortal a ele que parecia mais era se divertir com a face dela:

- Vamos fazer um jogo...

- J-Jogo? - pergunta, arqueando a sombrançelha.

Também estava levemente receosa. Afinal, vindo dele não seria nada bom, pois, pelo que vira ele era um monstro no sentido pleno da palavra e ao pensar nisso, sofria ainda mais, pensando que já tinha superado a descoberta que os Dragões não eram Deuses sábios e sim feras, monstros, como aquele meninos falavam-a e se sentia uma tola ao pensar nas vezes que defendera a ideia que tinha deles. Eles estavam certos e ela errada, não sendo só esta, como principalmente seu avô e genitora que encheram a mente dele de mentiras sobre tais criaturas.

Controlava a todo o custo as lágrimas que queriam brotar de seus orbes. Poucas vezes chorara em sua vida. A última foi com a morte dos pais deles. Depois disso, não derramou mais nenhuma lágrima, pois precisava ser forte por Nohara, mas, o golpe fora muito brutal, pois seu sonho, suas fantasias foram despedaçadas cruelmente e seu destino se encontrava nas mãos daquele que destruiu tudo em que ela acreditava. Afinal, senão o encontrasse, poderia continuar com seus "sonhos tolos" e "ideias idiotas" sobre essas criaturas.

- Isso mesmo... o jogo será o seguinte... este Igneel devolverá essa joia, caso consiga encostar um dedo em mim... senão conseguir, ficará comigo para sempre e a luta continuará até que um caia, consequentemente, o perdedor... claro, poderá usar essa espada que foi feita com a minha presa.

Ela olha para ele e a espada, não acreditando no que ouvira, recordando-se da história da arma e o que descobrira, fazendo o segredo da fama desta ser de fato verdadeira. Afinal, ela nunca se quebrou, riscou, perdeu o corte e podia cortar coisas duras com facilidade e sem qualquer esforço, queimando-as em seguida. Mesmo após séculos, continuava poderosa e afiada, confirmando o mito de que fora feita de uma espécie de presa achada fincada em uma rocha e que associaram pertencente a um dragão.

Como aquela arma conseguia ferir o dragão a sua frente, dava confiança e renovava suas forças para continuar lutando, acreditando que podia acerta-lo novamente. Mesmo que tudo aquilo que ela acreditava sobre dragões foi despedaçado, o colar continuava tendo um valor sentimental a mesma.

Convicta e confiante, fala, irritada, devolvendo na mesma moeda o que ele dissera bem antes:

- Aceito seu monstro!

Nisso, escuta um rosnado audivél dele, não tão grande quanto antes, mas, mesmo assim era ainda aterrador e depois, vê sua face irada:

- Ser inferior? Como ousas falar assim com o Grande Igneel? Imperador do fogo? Insolente! - nisso, olha dela para o medalhão e segura na palma da mão - creio que vou esmaga-lo... é... é o castigo perfeito para ti por tal afronta perante este Igneel!

O dragão ameaçou fazer isto, sabendo que Natsu faria de tudo para que ele não cumprisse com tal ameaça, pois este notou que de fato, por aquele objeto simples e frágil, ela demonstrava um certo afeto, como se aquilo fosse muito importante. Em séculos, nunca compreendeu o porque dos humanos terem empatia, muitas vezes até amando, um objeto sem valor, arriscando inclusive a vida por isso. Nem era uma joia preciosa, apenas um pedaço de metal contendo em relevo um dragão.

- Não! Por favor não!

Lágrimas escorrem da face dela de desespero, pois, ela não conseguia mais segurar-las. Afinal, por mais que se fizesse de forte e decidida, seu coração já estava consideravelmente debilitado.

- E o que pretendes fazer para que não cumpra minha ameaça, animal?

Ela cerra os punhos com força e fazendo um esforço descomunal, se ajoelha, curvando a cabeça para a frente e mantendo a face para baixo, falando em tom praticamente servil, controlando o ódio em sua fala, através de um esforço descomunal:

- Por favor, Grande Igneel-sama... por favor, imploro, perdoe-me... perdoe esse... - trinca os dentes, mais lágrimas caindo, por estar se humilhando, piorando ao que ia falar em seguida - animal, por tal afronta...

- Hum... - decide deixa-la no suspense, pois estava amando ver aquela guerreira altiva e orgulhosa curvada, implorando e se auto-denominando como o animal que de fato era - bem... considere que estou de bom humor e por isso não quebrarei esse lixo... agora levante-se para "brincarmos"...

Ela se levantou, sua face vermelha, seu olhar irado para este que via o brilho nos olhos dela de altivez e audácia. Confessava que era uma pena ela não ser uma dragoa de sua raça, pois, se fosse, com certeza a cortejaria para ser sua companheira.

Natsu se põe em guarda, irada, com o seu orgulho ferido por ter tido que humilhar-se na frente dele e também por chamar aquele objeto que era especial a ela de lixo. Afinal, era uma lembrança de seu falecido avô e ainda tinha consideração, mesmo sabendo que tudo que ele falou-lhe era mentira.

- Venha... - chama ela com o dedo, a deixando mais irritada ainda.

A Mahou Kenshi parte para o ataque, preparando-se para invocar um escudo no braço, enquanto avançava contra ele com a espada em punho. Decidira que seria a última vez que iria se reequipar, pois, sentia que sua magia estava um tanto debilitada.

- Kansou!

Um majestoso escudo surge em seu antebraço esquerdo e ela começa a tentar golpear Igneel, que apenas desvia sem maiores dificuldades, tanto por ter estudado os movimentos dela, podendo antecipar o ataque, quanto pelo fato dela estar cansada, pois sentia os batimentos cardíacos muito frenéticos e a respiração alterada, fazendo-a começar a ofegar. Sabia que em breve a mesma caíria.

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Após duas horas, ela cai de joelhos, ofegante, cansada, seus músculos tremendo, clamando por descanso. Sua visão já turva, mal conseguindo manter-se acordada, enquanto Igneel continuava a sua frente, sorrindo com cinismo para a mesma, com os braços cruzados e em seguida, simulando um bocejo.

Pensava que a humana enfim sucumbiria ao cansaço, quando ameaçou tombar para o lado, mas, surpreso, vê esta erguer-se com as pernas tremendo de cansaço e seus olhos ainda o fitarem com um brilho de ódio. Aquilo o supreendeu, afinal, qualquer outra cairia no chão, mas, ela se erguera.

Durante a luta, não a atacou, só se defendeu, esquivando-se dos golpes, pois queria apreciar o esforço inútil, vendo-a desfalecer aos poucos frente ao cansaço. De fato, era uma guerreira nata que lutava até a morte. Aquilo o fazia lamentar ainda mais que esta não fosse uma dragoa.

Quando o olhar dele se cruza com o dela, ele sente algo estranho, algo que julgava não ser capaz de sentir, ainda mais para um "verme". Era deploravél e queria afastar isso de seu coração. Não era um tolo, um fraco, para se deixar levar por "paixonites", por mais que esta fosse interessante ao seu ver.

Não, não o Grande Igneel, segundo ele, que jurou a si mesmo extirpar a semente de tal sentimento em seu coração, antes que germinasse. Mal sabia, que se arrependeria amargamente por tal ato, pois, tal sentimento que condenava, já não era mais uma simples semente. Já criara inclusive raízes, estas profundas.

A jovem se concentrava o máximo que conseguia, sua visão vendo tudo dobrado e as palpébras pesadas, além do corpo, sentindo os músculos tremerem, implorando por descanso. Ofegava e muito, além de sentir seu coração bater alucinado e a mesma se supreendia de ainda ser capaz de pensar racionalmente e dar mais um golpe, embora soubesse que seria o último, enquanto sentia suas roupas ensopadas de suor, pingando na terra abaixo dela, umedecendo levemente o solo.

Colocaria todo o seu espírito, toda a sua força no golpe derradeiro e depois, aguardaria a morte. Ao menos, deu tempo de sua irmã poder fugir dali, mas, temia por seu povo. Se sentia inútil de não poder fazer nada por eles e nem matar o ser a sua frente, mesmo que morresse no processo, embora soubesse desde o início que era uma luta desigual, que nunca conseguiria matar a criatura a sua frente, pois, por mais que fosse uma besta, uma fera, um monstro, era o ser mais poderoso que existia.

Para aliviar sua dor, lutaria até o fim. Pelo menos se morresse, poderia encarar seu avô e sua mãe no além, sabendo que fez tudo e o impossivél para salvar o han. Naqueles segundos antes de impulsionar seu corpo, veio-lhe na mente a imagem de seus irmãos. Orou em pensamento que eles tivessem fugido das terras e também fizesse feito mais gente fugirem, assim, seriam menos vitímas para o dragão a sua frente.

Avança e levanta a espada. Mas, como esperado, ele se desvia com facilidade, embora admirasse o ato, pois chegou perto de toca-lo. Mais alguns centímetros e teria conseguido acerta-lo. Com certeza, era a visão dela que devia estar turva e com isso, fora de foco.

Quando a espada passa do lado dela, ela enfim tomba no chão, apagando em seguida, não conseguindo encontrar quaisquer resistências contra a lassidão que a assolava. Só orava que fosse a sua morte. Queria morrer com honra, lutando até o fim, até seu último suspiro.

Ele observa-a por um tempo, notando que os batimentos voltavam ao normal e a respiração também. Então a pega no colo e alça vôo dali, sem mais olha-la, apenas para frente e murmurando, com um sorriso malicioso crescendo em seu rosto.

- Uma pena que nasceu humana... vou fazer você pagar amargamente por me humilhar e ferir este Igneel... desejará morrer e garantirei que isso só acontecerá quando eu quiser e como...

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Longe dali, duas figuras viam a cena, mais especificamente duas dragoas que assumiram formas semelhantes a de mulheres. Grandine e Metallicana.

Grandine ficou apavorada, pois conhecia seu onii-san e sabia o que podia esperar dele e não seria nada bom para a humana. Tinha um coração muito bom para deixar uma inocente nas mãos de um dragão como aquele.

Se preparava para voar dali e seguir seu irmão, invocando suas asas, quando Metallicana a detém, segurando seu braço e fazendo um sinal de negação com a cabeça.

- Mas, mas... aquela humana... - fala com a voz emotiva.

- Igneel-dono precisa mudar... Tu mesma disse isso, que não encontrara meios dele talvez mudar... agora, encontramos um meio... embora não é certeza que... - fala calmamente.

- Não concordo! - Grandine a corta bruscamente e fala - Não concordo em sacrificar aquela criança! Mesmo que seja uma tentativa de muda-lo...

- Sacríficios são necessários... sinto por aquele filhote de humano... mas, o sacrifício dela poderá salvar muitos outros de sua raça... sabes o quanto precisamos de um DragonSlayer do fogo... Igneel atualmente nunca compartilharia seu poder com um ser humano...

- Mas...

Ela não conseguia aceitar em jogar aquela menina no calvário, pois desconfiava o que podia acontecer com a mesma, embora achasse que Igneel faria coisas muito piores do que conseguia imaginar, afinal, a menina o feriu e pisou em seu orgulho, este sendo o pior erro para se cometer contra ele. Não só com ele, como com os dragões em sua maioria.

- Grandine-dono... compreendo sua angústia, não penses que tal ato me agrada, não, muito pelo contrário... se dependesse de meu coração, iria lá agora mesmo tira-la das garras de Igneel-dono... mas, precisamos pensar logicamente, por isso somos sábias... e quem sabe Igneel-dono não faça tanto mal...

Nota o muxoxo descrente dela e seu olhar que achava que seu onii-san seria cruel e perverso. Ainda mais quando teve uma de suas presas manipuladas por mãos humanas e utilizada para feri-lo consideravelmente, além de envergonha-lo, humilhando-o. Com certeza a faria pagar na carne por isso.

Metallicana pigarreia e fala:

- Sei que falei uma besteira... afinal, de Igneel-dono só podemos esperar o pior... mas, penses ao menos que ela poderá muda-lo... mesmo que no processo...

Fica cabisbaixa, também já fazia ideia do que este faria, embora, como Grandine, achasse que faria coisas que elas não conseguiam sequer imaginar.

- Mas, não é certeza que mude... a pobrezinha pode passar pelo inferno e nem por isso o mudará... estamos contando com um futuro incerto e joga-la assim aos leões, é... - sente um aperto em seu coração, não conseguindo terminar o que queria falar.

- Compreendo onde queres chegar... - ela suspira cansada - mas, pelo menos tentamos... melhor que não termos tentado... e outra coisa, se fossemos tira-la de lá, seu anii-uê nos enfrentaria e mesmo o derrotando, uma briga entre nós e ele, além de ir contra as leis, provocaria caos e muitos inocentes morreriam... salvaria uma vida em troca de centenas, quem sabe milhares... isso já é egoísmo... embora seja cruel, é a verdade... sabes disso...

Derrotada, Grandine torna a descer da rocha e fitar Igneel que desaparecera no céu. Pedia perdão interrupidamente para a humana, enquanto chorava, pois, por mais que houvesse uma lógica inabalavél nisso tudo, não mudava o fato de deixar uma jovem entregue ao pior dos martírios.

Metallicana põe as mãos no ombro dela, que ergue a face úmida, notando os olhos marejados da dragoa de Ferro, que abre as asas e parte rumo aos céus, parando no ar, esperando a amiga secar as lágrimas com o dorso da mão, alçando vôo, seguindo-a até a mansão da mesma.

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Natsu sentia-se deitada em um lugar frio e pensava se isso era morrer. De fato, um lugar gélido o que seria mais além da morte? Sem contar a dureza. Estranhamente, não sentia medo, apenas tristeza por não ter podido se despedir de seu anii-ue e não poder salvar o han. Nisso, lágrimas peroladas brotam de seus olhos e se supreendia na morte, ser capaz de verter lágrimas de tristeza.

Então, uma voz ecoa em sua mente, uma voz conhecida que a faz se arrepiar, sem saber o porque. Era medo, mas, tinha uma parte infíma ainda desconhecida à ela:

- Levante-se! Sei que está acordada! - fala imperativamente, em meio a um rugido ensurdecedor.

Este mesmo rugido, faz a humana arregalar os olhos e seu coração saltar pela boca no mesmo timbre do rugido.

Estranhamente, conseguia se mexer. Estranhara, pois no estado que estava, era esperado que nem conseguisse abrir os olhos. Então, vê um teto dourado com vários afrescos de dragões rubros e outros dragões, virando o olhar para os lados, vendo os moveís de shira kashi (carvalho branco), outros de mogno, tapeçarias, litografias e quadros, além de paredes em tons dourados e maçanetas nas portas, com formato de cabeça de dragão, com uma esmeralda na boca de cada um. Era um lugar que emanava muito luxo, além de imponência.

Logo, vagando o olhar pelo ambiente, mexendo levemente a cabeça, seu olhar encontra o de Igneel, naquele momento só de calça, com o tórax talhado de músculos descoberto, onde se via uma cicatriz em X com as bordas ainda queimadas. Natsu reconhece ser oriunda dos seus ataques e fica imensamente feliz, por ao menos tê-lo marcado.

Mas, agora, sentia-se apreensiva, pois o melhor era ter morrido do que estar nas mãos de seu inimigo, que estava posesso, porém estranha o olhar deste para ela. Afinal, esperava ódio, ira, mas, o que via era somente um sorriso malicioso que a fez corar violentamente, juntamente com a intensidade do olhar dourado.

Rapidamente se levanta e vai segurar sua espada, mas, sente-a presa em algo e vê que era uma corrente, mas, que tinha uma parte que podia ser aberta, logo atrás dela. De repente, sente uma leve tontura, mas consegue fixar-se em pé, olhando Igneel que fala roucamente, provocando mais arrepios nela:

- Achas por acaso que este Igneel a deixaria com uma espada destas, solta aqui, para destruir minha propriedade ou ousar tentar me ferir? Embora duvide que conseguisse me ferir, afinal, lá na floresta não conseguira... acabou caindo e ficando no chão, onde é o lugar de sua raça inferior.

Ela sustenta o olhar de ira e este não se abala. mas, admira que mesmo numa situação daquelas, era agia corajosamente. Ou era uma tola ou não tinha noção do perigo. Porém, podia ser também uma coragem e bravura sem precedentes, afinal, qualquer outro humano tremeria perante ele. Não só essa raça inferior, como até outros dragões.

- Por que me trouxe aqui? - pergunta cada palavra com raiva, embora no seu amâgo, já soubesse a resposta e temia ouvi-la.

- Ainda perguntas? - ele abana a cabeça para os lados, como se estivesse pesaroso, embora a jovem soubesse que esse estava longe de sentir tal coisa.

- Sou sua prisioneira? - pergunta mais em tom de confirmação do que interrogação, imaginando como seria sua prisão com ele, não conseguindo conter um leve tom de medo na pergunta.

Agora passara na sua mente que podia existir outros dragões ali, afinal, a mansão era imensa. Ao pensar nisso, não consegue conter a mesma tristeza de antes, embora menos por já estava resignada com a descoberta amarga que tudo que imaginou e ouvira sobre eles de seu avô e mãe, era mentira. Era apenas um conto e nada mais.

- Por que perguntaste ao grande Igneel se já sabias a resposta, considerando que ainda estais viva? - seu sorriso agora era divertido, enquanto a fitava intensamente, fazendo-a corar intensamente, de novo, sobre tal olhar intenso.

Se recuperando, sacode a cabeça para os lados e juntando as sombrançelhas, grita com ira:

- Como ousa considerar-se grande? Só passa de um monstro poderoso e nada mais!

Ele desaparece em um piscar de olhos para a mesma, que apenas vê um borrão, quando o vê a sua frente e sente um tapa em sua face aplicado com raiva, arremessando-a até que se choca com a parede a alguns metros dali.

Ela fica em estado de choque e demora para processar que foi arremessada contra uma parede há alguns metros e ainda está viva. Passa a mão na cabeça e não está sangrando, na verdade, tirando a imensa dor que sentia na face pelo tapa, não sentia mais nada de dor no corpo.

Ele vê a face de confusão e não fala nada. Não falaria a ela que havia fortalecido seu corpo, mas, não significando que ela manipulasse fogo, apenas ficou mais resistente que os outros humanos, apenas evitando que a força, velocidade e magia não fossem afetados. Era algo um pouquinho próximo da magia antiga para criar um Dragonslayer. Apenas um pouco, uma coisa quase insignificante. Mas, mesmo assim, não chegava nem aos pés de um Dragonslayer de verdade.

Fizera isso simplesmente para que Natsu aguentasse os castigos por mais tempo, mexendo um pouco em seu DNA. Afinal, não queria que seu "brinquedo" quebrasse tão cedo, pois, não teria graça se isso acontecesse. Afinal, havia imaginado muitas coisas divertidas para fazer com ela e também outras para experimentar, não negando a curiosidade acerca de alguns assuntos.

Nota que mesmo com o tapa e a marca de sua mãe na face pequena e delicada dela, esta ergue-se, sustentando o olhar com um brilho de ódio que irradiava sua fúria. Se supreendeu novamente. Natsu era uma "caixinha de surpresas". De fato, reconhecia e concordava que ela tinha fibra, tinha garra, tinha coragem para encarar o poderoso Igneel, mesmo sabendo da diferença de poderes e sua vingança contra seres da raça dela.

Não pode conter um sorriso, não de malícia ou perversidade, simplesmente de felicidade. Era a primeira vez que encarava uma fêmea tão altiva e feroz. Ela parecia mais uma dragoa do que uma humana. O seu brinquedo era mais interessante do que esperava.

- Acho que irei destruir a tua casa... afinal, somos "monstros", como tu mesma disse - agora seu sorriso virava um de triunfo, ao vê-la cair no chão e derramar lágrimas.

Ela podia ser valente, destemida, mas, era só tocar em um ponto fraco desta, que toda aquela máscara caía e revelava alguém muito sensivél emocionalmente. Ficara fascinado pela mudança súbita, assim como sentia um leve incomodo pelas lágrimas.

- Claro... podemos fazer uma troca... - fala, preparando-se para por seu plano em ação.

- Troca? - olha para ele com aprensão, pois nunca viria algo bom dele.

- Entregue-me esta espada que pouparei sua irmã e se tiver um família, eles também... senão fizer isso, os caçarei...

Natsu abaixa a cabeça, cerrando as mãos com raiva pelo que ia fazer. Mas, não havia escolha. Afinal, nunca poderia ir ao além, sabendo que não se esforçara ao máximo para salva-los da ira de um dragão. Teria que acreditar que este cumpriria a promessa. Infelizmente, caso não a cumprisse, pelo menos ficaria um pouco em paz com sua consciência, não completamente, mas, seria muito mais toleravél.

- Vai m-m-m-mesmo? - pergunta sem olha-lo.

- Nós dragões temos honra... quando prometemos, cumprimos... como disse, entregue a arma e não caçarei ou atacarei sua família...

Ele sorri enquanto continua a frase em pensamento:

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"Eu prometi que não irei fazer isso... mas, não quer dizer que eles saíram impunes... eu estarei de "mãos atadas", mas, tem quem não está."

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Nota o olhar dele, mas, suspira pesadamente, erguendo-se e caminhando até a espada, retirando-a das correntes e entregando a ele, sem olha-lo, pois senão iria fita-lo com raiva.

Depois ouve o baraulho da lâmina caindo com intrépido no chão e ao olhar, somente vê um vulto comprido acerta-la e esmigalha-la, fazendo-a desaparecer em meio a uma névoa argentina. Arregala os olhos ao ver que ele destruira a lâmina que nunca quebrou em séculos, notando que foi a cauda musculosa dele quando a brandiu com força e se supreendeu de não sentir um tremor, pois foi um golpe muito violento.

Como se lesse pensamentos, fala:

- Posso controlar a intensidade das ondas provenientes de um ataque, senão contivesse com magia, surgiria um terremoto imenso, pondo em risco esta construção que é mais resistente que a humana, mas, também nem tanto para aguentar o golpe de um dragão.

Vê-a cair no chão de quatro e chorar, enquanto esta via os últimos vestígios da espécie de névoa sumir por completo. Notando, questiona, sentindo pela emanação de magia, o quanto ela estava abalada:

- O que foi animal? Era só uma arma! Pare de chorar, irritante!

- Minha mãe me deu de presente antes de morrer, quando me tornei por completo uma Mahou Kenshi!- grita, deixando as lágrimas caírem, pois estava chegando ao seu limite.

As lágrimas o irritavam, pois o afetavam consideravelmente e odiava isso. Não aguentando mais, a levanta por um ombro, apertando-o e fazendo a gemer de dor, dando em seguida mais um tapa com força na face, no outro lado, fazendo-a chocar-se contra a parede na frente dele.

Mas, para a sua surpresa, era para de chorar e fita-o com os olhos lívidos de raiva, sua face expressando seu ódio. Mesmo naquela situação, ela sustentava o olhar e se supreende com a mesma avançando na direção dele:

- Kansou!

Duas espadas duplas aparecem nas mãos dela que avança com ímpeto para ele, que não desvia, afinal, eram armas comuns. Ela estranhara este não se mexer, mas, mesmo assim golpeia o braço dele e o tórax, pois encontrava-se sem armadura, mas, as lâminas não o cortam e só se escuta o tinir destas que ecoavam pelo ambiente.

Ela continua golpeando-o, enquanto este meramente a olha com um sorriso zombeteiro, vendo-a usar reequipar toda a hora, trocando as armas, mas, estas sendo infrutíferas contra ele, acabando por as mesmas trincarem ou quebrarem.

Olha satisfeito a face de raiva gradativamente virando de pavor e desespero. Após algumas horas, ele se cansa e a golpeia fortemente no estomâgo, fazendo-a cair em dor. Natsu está de joelho, largando as armas que desaparecem e põe as mãos na barriga, arfante pelo cansaço.

Igneel não precisou maneirar no golpe, pois a tornara resistente para que pudesse sentir com mais efetividade seus castigos e punições, não morrendo facilmente. Afinal, os humanos eram as criaturas mais fragéis e fracas que existiam.

Então faz questão de pisar nela, que afunda um pouco com o peso, que ele colocou proposital e se mantém em cima dela, evitando desta usar seus golpes, sentando nas costas delicadas, enquanto esta tentava sair de baixo dele, debatendo-se, sentindo seu orgulho ferido. Nunca sentira tanta humilhação desde que despertara naquele lugar e a deixava furiosa também, ao ver que ele parecia se divertir e também, por não ter permitido-a morrer naquele momento, quando caía em queda livre.

- Bem... agora que a imobilizei, podemos conversar... embora que tentar dialogar com um ser inferior como você é no minímo desgastante...

- Seu...!

- Por acaso desejas que destrua a vila ao pé dessa montanha? Sabes o quanto é fácil para este Igneel fazer isso! - exclama em um tom de voz mortal que a silência rapidamente, fazendo-a morder a língua com o que queria fala-lhe ou ofende-lo na verdade.

Ela temera por seu povo, por isso ficara em silêncio e após alguns minutos, inspirando profundamente, controlando-se ao máximo para não deixar transparecer na pergunta sua raiva, fala:

- Vai ataca-los?

- Como se diz? - pergunta, sorrindo um tanto sombriamente.

Natsu cerra os dentes e os olhos, além dos punhos e depois inspira longamente, falando com a voz mais humilde que conseguia e ausente de raiva, supreendendo até a si mesma:

- Vai ataca-los, grande Igneel-sama?- após falar cerra os olhos de raiva, pois havia pronunciado a frase o mais humildemente que conseguira.

- Você pode salva-los de minha ira... a decisão de mata-los ou não estará em suas mãos...

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Eis uma imagem que achei de Igneel:

Em meus outro profilers, onde o site aceita imagem no capítulo, está lá ^ ^

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No próximo capítulo, será a imagem de Natsu.

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OooOooOooOooOooOooOooOooOooO

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É... começa a o inferno de Natsu...

Não adianta, só consigo fazer fanfics com drama srsrsrsrrs

Embora esta será uma Darkfic e angust ^ ^