Com o amanhecer todos despertaram sem muita dificuldade, e, se encaminharam ao salão para tomarem o café da manhã. A maioria dos estudantes estavam ansiosos pelo primeiro dia de aula.

Eu me encaminhava sozinha para o grande salão, pois quando acordei Victória não estava em sua cama, provavelmente teria levantado mais cedo para encontrar Draco.
Droga! Odiava quando ela fazia isso sem avisar. E falando no diabo, lá estava ele, mas não estava com Victória...
Draco estava sentado na companhia de seus amigos esnobes da Sonserina.
Larguei minha mochila no banco e sentei-me. Me servi um pouco de suco de abóbora e ataquei uma torrada com geleia, já havia se passado algum tempo e até agora nem sinal de Victória. Ela me devia explicações! Essa garota ia se ver comigo quando decidisse aparecer!
Abri a mochila para conferir e tudo estava lá. Todos os livros, tinteiro, algumas penas e pergaminhos.
- Angel! – a voz de minha mãe puxou minha atenção para onde ela estava.
- Bom dia! – falei sorrindo.
- Bom dia querida! – disse ela acariciando meus cabelos. – Aqui está seu horário. – falou entregando-me um pequeno pedaço de pergaminho. – Você está aceita nas turmas avançadas de Transfigurações, Feitiços, Defesa Contra as Artes das Trevas, Poções, Herbologia, Astronomia e Runas Antigas. – disse ela contente.
- Obrigada! – falei colocando minha mochila nos ombros.
A primeira aula seria Defesa Contra as Artes das Trevas.
- Espere ai mocinha! – falou ela me segurando. – Onde está Victória?
- Não sei mãe, não a vi desde que acordei.
- Bem dê isso a ela se a encontrar nos corredores. Foi aceita nas mesmas matérias que você, com exceção de Runas Antigas. – disse Minerva entregando-me outro pergaminho. – Agora vá, ou irá se atrasar. – Falou ela disfarçando um sorriso enquanto partia em direção oposta.
Tomei um ultimo gole de suco e tratei de começar a correr.
Snape era extremamente rígido nesse ponto e não costumava tolerar atrasos.
Urght, se Victória não aparecesse eu teria de aguentar a aula daquele patife sozinha...
- Ai! – alguém havia batido de frente comigo e agora deitada de costas no chão, minha cabeça doía. Eu estava pronta para começar a xingar, mas acabei ficando muda quando vi aquele belo par de olhos azuis.
- Desculpe, você está bem? - David Smith estava na minha frente, o garoto mais lindo que eu já tinha visto em toda minha vida.
- Sim. – murmurei de forma quase inaudível.
– Pensei que você tivesse me visto, mas acho que me enganei. – disse ele ajudando-me a levantar.
- Eu estava um pouco distraída... – Minhas bochechas pareciam estar em chamas, o que era um sinal de que eu começava a ficar corada.
- Bem eu estava me perguntando se você não gostaria de dar uma volta pelos jardins...
- ANGEL! – um grito extremamente familiar chamou minha atenção e fez David parar de falar... Era Victória. – Sua mãe me disse que nossa primeira aula é DFCAT, o que você faz parada no meio do corredor? – Disse ela rapidamente, quase atropelando as palavras. – Ah, olá David! – Vic o cumprimentou com uma animação quase exagerada. - Lamento, mas tenho que leva-la agora. – Ela o cortou antes que ele se quer pudesse retribuir com um simples "oi" e agora me arrastava pelo corredor em direção a sala de aula.
- Pronto! Agora já pode me agradecer. – disse ela assim que chegamos à nova sala de Snape. -Nossa! O que foi que fizeram neste lugar? – A sala estava consideravelmente mais sombria e os novos quadros na parede eram de dar arrepios.
- Onde você estava? – Perguntei atirando minha mochila sobre a mesa.
- Arre! Isso por acaso é jeito de se agradecer alguém? – Disse ela sentando-se ao meu lado. – Da próxima vez não vou livra-la de ter que responder ao convite do David. Você precisava ver sua cara! – ela começou a rir. – Espera, você passou blush?
- É. Bom. Você. Ficar. QUIETA! – Comecei a dar uma serie de livradas nela.
- Mas o que isso Senhorita McGonagall? – Eu parei automaticamente, Severo Snape parecia ter se materializado bem ao meu lado. – Quero todos em silêncio! – Disse ele fechando a porta.
Larguei meu livro em cima da mesa e coloquei a mochila nos meus pés.
– Guardem os livros, não me recordo de ter pedido aos senhores que os apanhassem. – Ele passou bem ao meu lado e sentou-se atrás de sua escrivaninha. E sem nenhum animo fiz com que meu exemplar de Frente ao Irreconhecível escorregasse para dentro da mochila.
– Tenho um assunto serio para tratar com os senhores, e, isso exige a total atenção de vocês. – ele começou encarando um por um dos alunos. – Ao que me lembro os senhores já tiveram cinco professores diferentes nesta matéria e naturalmente cada um deles teve prioridades e métodos completamente diferentes. É admirável e uma grande surpresa que tantos de vocês tenham obtido a nota necessária para passar. E surpresa ainda maior do que esta será se todos conseguirem superar minhas expectativas quanto aos deveres que de N.I.E.M, que com a máxima certeza serão imensamente mais complexos. – Snape ficou falando por quase meia hora, fez referencia aos quadros horrendos na parede, e, também falou de artes das trevas deixando explicito o quanto admirava tudo aquilo. De fato era algo admirável que necessitava total esforço e como ele mesmo dissera era necessário entender melhor a arte para saber se defender.
- Agora respondam que vantagem há em um feitiço mudo? – a minha volta ninguém parecia saber responder, Snape parecia estar se sentindo vitorioso, mas eu, obviamente, tratei de estragar sua alegria, ergui minha mão no ar o mais alto que pude.
- Diga McGonagall. – disse ele com a voz carregada de arrogância.
- A vantagem é o eterno elemento surpresa, nunca se pode prever que feitiço vai ser lançado pelo adversário. – Victória abafou o riso ao meu lado ao ver a tremenda cara de surpresa do Snape, de certo ele havia esquecido com quem estava lidando.
Eu não só sabia a resposta como também sabia realizar tal coisa com sucesso, em geral era isso o que eu fazia durante o verão quando não estava com Victória. Eu treinava.
- Exato. – Disse ele meio contrariado. – Aqueles que conseguem se aperfeiçoar a lançar um encantamento com perfeição sem dizer uma palavra passam a contar com o elemento surpresa. Mas obviamente nem todos os bruxos conseguem faze-lo, isso exige uma grandiosa concentração e um certo poder mental que algumas pessoas não possuem. Quero que se dividam em pares. Um de vocês vai tentar enfeitiçar o outro sem falar. E o outro vai tentar repelir o ataque em igual silencio. Agora comecem.
- Vai me perdoar se eu te abandonar? Draco esta me chamando para fazer par com ele é uma chance única entende? – disse Victória parecendo meio desesperada.
- Vai logo! – falei me escorando na mesa. Aparentemente eu era a única sem par graças a Merlin, Snape que estava ocupado demais para perceber isso. Ele começou a circular pela sala, eu estava me divertindo com as tentativas desastrosas dos meus colegas. A maioria murmurava o feitiço, o que estava completamente errado. Após alguns minutos Vic rebateu com sucesso o encantamento de Draco, e, foi nesse infeliz momento que Snape percebeu que eu estava sozinha.
- Senhorita McGonagall, pode me dizer o que esta fazendo parada? – disse ele avançando na minha direção.
- Oh, isso? – falei saindo de perto da mesa. – Bem, até onde eu sei fica meio difícil treinar feitiços não verbais com a parede. É um adversário um pouco inútil entende? – Falei calmamente. Eu o tratei com se ele fosse uma criança de cinco anos. Snape Bufou e apontou a varinha pra mim sinalizando para que eu me posicionasse.
- Prepare-se... – Antes do termino da frase ele atacou e eu revidei com igual perfeição fazendo-o se desequilibrar.
Alguns alunos que na minha opinião eram demasiadamente loucos, começaram a rir da quase queda do professor. Snape lançou-me um olhar de fúria que eu só havia visto propelir a Harry Potter. Mas eu não o encarei de volta. Logo os risos silenciaram e Snape anunciou o fim da aula.
- Você perdeu completamente a noção do perigo né? – Disse Victória quando já nos encontrávamos longe da sala de Snape. – Ele podia ter te azarado ou feito coisa pior na primeira oportunidade que teve.
- Ele pode ser um tremendo idiota, mas não é louco de azarar uma McGonagall. Em primeiro lugar a culpa foi inteiramente dele. Ele se disponibilizou a realizar o exercício comigo, eu estava muito bem sozinha, ou seja, ele não teria desculpa para me azarar. E em segundo lugar minha mãe seria capaz mata-lo se algo me acontecesse. – Comentei alegremente enquanto descíamos as escadas. – Eu tenho o período livre agora, e, parece que você também! – Falei entregando a Vic o pergaminho com seu horário.
- Vamos para o jardim então. Passaremos o recreio por lá. – Disse Vic satisfeita.
Enfrentamos um pequeno tumulto no final da escadaria, mas logo estávamos praticamente atiradas em baixo da minha arvore favorita a beira do lago.
- Você não vai me contar mesmo o que andou fazendo? – Falei afrouxando o nó da gravata.
- Eu ainda não disse? – Perguntou Vic intrigada.
- Se estou perguntando é obvio que não! – Respondi rindo.
- Bem eu achei que você soubesse. Sou a capitã do time agora, tive uma pequena reunião com os velhos jogadores, e, marcamos a data dos testes. Estava no quadro de avisos senhorita monitora! – disse ela abrindo o livro de DFCAT.- Ah, eu já ia esquecendo... Eu tenho um importante pedido a fazer. – Disse ela fazendo cara de cachorro sem dono.
- Lá vem você com suas encrencas! – Falei abrindo meu livro também. Ela me encarou fingindo estar chocada. – Vamos pode dizer! Quem eu preciso matar?
- Ninguém. Apenas preciso que vigie o corredor... – disse ela com voz suave.
- Encontros com o Draco? Outra vez? - Falei em tom de desaprovação. – Você já não teve detenções o suficiente?
- Hey! Psiu! – Vic ficou meio zangada com a simples menção do nome "Draco" – Quer que todo mundo fique sabendo é?
- Sorte a sua minha mãe gostar de você! Já pensou no que poderia acontecer se decidissem chamar sua mãe aqui? Ela colocaria a escola de cabeça pra baixo atrás do seu namorado secreto!
- Por Merlin! Não quero nem pensar. – Ela voltou a fechar o livro. – Você fez sua mãe me livrar de uma grande encrenca! Mas ai esta um motivo para que você me ajude vigiando o corredor. – Ela se virou pra mim e começou a falar mais baixo. - Você é uma monitora e tem permissão para estar fora da cama depois do horário. Assim fico livre das detenções!
- Não sei não! - Falei indecisa.
- Vamos Angel... Por mim? – Ela me encarou com aqueles enormes globos azuis brilhando.
- Ah, ok! Eu cuido dos corredores, mas fique ciente que é só desta vez! - Falei o mais firme que pude. – Agora vamos fazer essa coisa que o Snape chama de dever.
- Obrigada, obrigada, muito obrigada! – Victória estava toda agitada e muito ansiosa. No fundo eu a invejava por ser assim tão espontânea. Vic era o oposto de mim em algumas coisas... Eu costumava ser muito tímida e calada, já ela era toda falante e animada. Vovó Grace, ou Grace como ela nos incentivava a chamar, sempre dizia que eram essas mínimas diferenças que nos tornava tão unidas. Tentei sem sucesso começar a fazer os deveres, mas Victória estava tão eufórica, que não parava de falar um segundo sequer. Ali permanecemos durante todo o período vago, e, recreio.
Logo o sinal tocou e corremos para as masmorras, seria nossa primeira aula de poções.


Quando chegamos à conhecida sala de poções, nas masmorras, a mesma ainda estava fechada.
A turma estava notavelmente reduzida, apenas duas de nossas colegas corvinais, um lufano e quatro sonserinos, dentre eles Draco Malfoy, aguardavam no corredor a hora de entrar.
Victória que antes falava sem cessar, havia ficado em silencio e agora direcionava um discreto sorriso a Malfoy.
- Você quer parar, por favor? Preste atenção em mim, fale comigo! Está mostrando muita amabilidade assim! – Eu a repreendi, mas ela pareceu não ouvir uma única palavra. – Vic? Victória? – Tentei chamar atenção dela estalando os dedos.
- Hã? O que foi? – Perguntou ela meio perdida, eu apenas revirei os olhos e bufei.
Na ponta do corredor surgiram Potter, Weasley e Granger.
- Hey! Vá falar com Weasley, sim? Ele não é seu amigo? – Falei empurrando Victória na direção dos garotos.
- Ai! – Ela tentou se livrar de mim.
- Então fique onde esta, com essa enorme cara de boba. Mas depois não venha choramingar no meu ouvindo, porque, vou gritar aos quatro ventos que eu avisei! – Eu a larguei e me encostei, na parede, rezando para que o novo professor fosse um pouco melhor que Snape, e, ensinasse algo que prestasse.
- Oi Victória! – Weasley a cumprimentou, mas Vic não respondeu e não dava o mínimo indicio de ouvido qualquer coisa. – Qual o problema dela? – Ele se virou assustado, para me encarar.
Pensei um pouco antes de responder. O que eu diria a ele?
- Calmantes! – Menti. E depois de perceber o que eu havia dito, me veio uma grande vontade de rir, mas mantive a seriedade.
- Calmantes? – Perguntou Granger um pouco alarmada.
- Sim, calmantes. Ela estava um pouco agitada com o primeiro dia de aula, sabem como ela é... - Respondi sem, encara-la.
- Talvez possa conseguir alguns para Hermione. Ela esta uma pilha de nervos! – Ronald sussurrou a ultima frase, Hermione Granger o encarou com um olhar que poderia soltar faíscas, e novamente eu tive desejo de rir.
- Muito engraçado Ron! – Exclamou ela irritada.
-Olá, ah vamos entrando... Muito bem, muito bem. – O novo professor escancarou a porta para que pudéssemos passar. Com ajuda de uma outra corvinal carreguei Victória para dentro da sala, e, sentamos em uma única mesa e o mesmo fizeram os sonserinos, seguidos por Potter, Granger, Weasley e Zabini.
Na sala havia grandes caldeirões cujos conteúdos borbulhavam e exalavam diferentes vapores, em suas diversas cores e odores distintos.
- Vejamos...- começou Slughorn. – Quero que apanhem seus kits de poções, seus livros e uma balança.
-Professor! – Potter chamou a atenção dele.
-Diga Harry! – Disse o mestre com uma simpatia exagerada.
- Ron e eu não sabíamos que poderíamos fazer N.I.E.M. em poções, não temos livros, nem nada...
- Ah, sim McGonagall comentou algo a respeito. Não precisam se preocupar, usem o material do armário, temos um estoque de livros dos antigos alunos! - Respondeu o professor sorrindo. – Isso ira auxilia-los até que possam enviar uma coruja a Floreios e Borrões. – Weasley e Potter pegaram os materiais necessários com isto a, aula teve inicio. – Preparei algumas poções para que possam tentar identifica-las, muitas destas vocês ainda não devem saber preparar, e, apenas conhecem de nome. Mas alguém consegue me dizer qual é essa? – A poção indicada estava em um caldeirão próximo à mesa da Sonserina, era um liquido transparente e tinha a aparência de água sendo fervida. Como já era de se esperar Granger e eu levantamos a mão ao mesmo tempo, e, eu apenas fui ignorada, Slughorn a mandou responder.
- Esta poção é chamada de Veritaserum, não possui odor nem cor e ela faz com que a pessoa que a bebe diga apenas a verdade. – Respondeu a intragável sabe-tudo.
- Hurgt! Respostas decoradas de livros! – Sussurrei para Victória que riu discretamente.
- Ótimo! Resposta perfeita! – Disse o professor andando até nossa mesa. – E essa aqui? Bem, esta é muito conhecida, e, acredito que tenha aparecido em alguns folhetos do ministério recentemente... Alguém sabe? – Ele apontou para o conteúdo dentro do caldeirão, que parecia lama. Era a popular Poção Polissuco. Novamente Granger e eu erguemos as mãos.
- Vamos dar uma oportunidade para a senhorita? – Slughorn me encarou.
- McGonagall, senhor. Angel McGonagall. – Falei respeitosamente.
- Ah sim, finalmente conheço a adorável filha de Minerva McGonagall! – Disse ele animado.
- Adorável? – Sussurrou Victória, eu acabei pisando em seu pé e ela abafou o grito com as mãos.
- Algum problema senhorita? – Perguntou Slughorn a Victória.
- Não, problema nenhum professor. – Ela respondeu sem me olhar.
-Bem, então pode nos dizer que poção é esta senhorita McGonagall? – Ele se voltou para mim.
- Ah sim, é Poção Polissuco! – Respondi ligeiramente. – E antes que pergunte, aquela é Amortentia. – Acrescentei indicando um caldeirão próximo à mesa da Grifinória. - E a outra mais conhecida como sorte liquida, ou Felix Felicis. - Apontei o caldeirão menor em cima da banca do professor.
- Fantástico! – Exclamou Slughorn admirado. – Realmente magnífico! Sua mãe deve estar muito orgulhosa. Cinqüenta pontos merecidos a Corvinal! – Ele sorriu e eu retribui. – Alguém poderia citar algumas características da poção? – Hermione Granger me encarou por algum tempo.
- Dizem que essa poção possui um cheiro que difere de pessoa para pessoa. Geralmente é o cheiro de algo que nos deixa atraído. – Hermione Granger foi mais rápida. – Por exemplo, eu sinto cheiro de pergaminho, grama recém cortada e... – Ela não terminou a frase e ficou corada.
- Ótimo! – Falei entediada.
- Perfeito. Posso saber seu nome minha cara? – Perguntou Slughorn andando até ela.
- Granger, Hermione Granger.
- Muito bem, a senhorita por acaso é parente de Hector Dagworth-Granger, fundador da Mui Extraordinária Sociedade dos Preparadores de Poções. – Perguntou ele ainda sorrindo.
- Ah, não. Creio que não, sou uma nascida trouxa. – Malfoy riu e comentou algo com seu colega do lado.
- Ah, sim. Claro, claro! Como não percebi antes! "Tenho uma melhor amiga é nascida trouxa é umas das mais inteligentes da classe!" – Comentou o professor quase que pra si mesmo. – Estava falando de Hermione Granger, certo Harry? – Na mesa da Grifinória, Granger sussurrou algo para Potter e o mesmo sorriu. – Vinte pontos merecidos a Grifinória! – Disse o professor cordialmente. – Agora um pequeno fato importante sobre Amortentia. Essa poção não gera amor, alias é impossível produzir ou imitar um sentimento como o amor. Amortentia apenas cria uma forte paixonite ou obsessão. Provavelmente é a poção mais perigosa e poderosa desta sala. Riam a vontade! – Ele encarou Malfoy e seu colega que riam debilmente. – Quando tiverem o tanto de experiência que tenho, não subestimarão o poder de um amor obsessivo. – Concluiu ele solenemente. – Agora vamos ao trabalho!
- Professor! O senhor não explicou muito sobre aquela poção! - Ernesto Macmillan apontou para o caldeirão contendo Felix Felicis.
- Bem, Felix Felicis é uma poção dificílima de fazer, e, os resultados tendem a ser catastróficos se errarmos no preparo. Mas se for feita corretamente. Neste caso vocês logo irão perceber que seus esforços serão recompensados, pelo menos até que o efeito passe. – Comentou o professor com um risinho.
- Se ela trás sorte, porque as pessoas não a bebem a todo o momento? – Perguntou uma das minhas colegas corvinais. Revirei os olhos e me perguntei o que ela fazia sentada em minha mesa. – O que foi? Quero, dizer, não se ouve falar desta poção com muita freqüência. – comentou, ela me encarando.
- Bem, não se bebe isto frequentemente porque tem, pelo menos, uma serie de efeitos colaterais. – Respondi em alto e bom tom. – Idiota! – completei em um tom que apenas Vic pode me ouvir.
- Correto senhorita McGonagall. Dez pontos à Corvinal. – Disse o professor em tom cordial e eu sorri em resposta. – Quando é ingerida em excesso, a Felix Felicis pode causar tonturas, um perigoso excesso de confiança e, claro, uma grande irresponsabilidade. Deixe-me ver... Como posso simplificar a resposta para a senhorita...
- É como estar bêbado. – Comentou Vic rabiscando um pergaminho. Eu a encarei, mas ela não pareceu notar.
- Uma explicação inusitada, mas acho que esta certa. Senhorita? – Slughorn parou a nossa frente.
- Tuaska. – respondeu Vic parecendo um pouco alheia.
- Oh, me lembro de seu pai! – Comentou o professor rindo. – Como anda sua família? Espero que bem, diga que mandei um "oi" a sua mãe e seu pai. Anastácia escreve ótimas matérias! – Nesse momento Hermione Granger tossiu, ou fingiu tossir de um jeito estranho que me recordava muito Dolores Umbridge. – Vamos ver, onde eu estava? – Perguntou o professor parecendo voltar um pouco a si. – Ah sim, Felix. Se tomada ocasionalmente e em pequenas doses não causa problema algum.
- O senhor já experimentou? – Perguntou Ernesto curioso.
- Sim, devo dizer que por duas vezes, meu caro. Uma vez aos vinte e quatro e outra aos cinqüenta e sete. Duas colheres no café da manhã devem bastar para que tenha dois dias perfeitos. – O professor Slughorn encarou o vazio de forma sonhadora. – Um pouco de sorte é o que tenho para oferecer como premio a vocês nesta aula. – Um grande silêncio se instalou quase que automaticamente na sala. Todos pareciam pensar nas recentes palavras do professor, ele estava oferecendo a nós um pouco de Felix Felicis. – Isto lhes trará exatas doze horas de sorte. Do amanhecer ao anoitecer, terão sucesso em qualquer coisa que tentarem fazer. Mas devo, lembra-los de que Felix Felicis é extremamente proibida em eleições ou competições. Sendo assim, o vencedor poderá usá-la apenas em um dia comum. – O professor retirou das vestes um pequeno frasco de vidro com rolha e mostrou, a todos. Muitos começaram a sussurrar até que Slughorn pediu silêncio. – Se pretendem ganhar este fabuloso prêmio, abram seus livros na página dez, temos pouco mais de uma hora. Tempo suficiente para uma tentativa válida de preparar a poção do Morto-vivo. Sim, estou ciente de que é mais complexa, do que qualquer outra que tenham, tentado fazer, por isso não exijo a perfeição, mas aquele que fizer melhor ganhará o frasco com Felix Felicis. Comecem! – Ninguém mais falou, mas o barulho de caldeirões sendo arrastados era extremamente irritante! Rapidamente comecei a preparar a poção. Menos de dez minutos e eu já estava na metade do processo e agora a sala estava cheia de fumaça azulada. Minha poção apresentava-se lisa e na cor de groselha, assim como indicado no livro. Terminei de picar as raízes e acabei amassando a vagem que instantaneamente soltou o máximo de seiva possível. Logo a poção já estava Lilás-clara. O problema dos livros era esse... Nem sempre estavam certos, o que nos levava a cometer alguns erros.
- Mas... Isso é possível? – Elenise, a mesma Corvinal que havia feito à pergunta idiota de "porque não tomam essa poção com freqüência" espiava por cima de Rose e Victória, e parecia surpresa ao ver a cor da minha poção.
- E agora uma no sentindo horário! – Falei mais para mim mesma após dar a sétima mexida no sentido anti-horário. E repeti o processo após uma pequena pausa. Mais alguns minutos... E a poção ficaria decididamente pronta.
- O tempo acabou! Agora parem o que estão fazendo. – Slughorn andou entre as mesas analisando as poções. Quando chegou ao meu caldeirão ele sorriu, mas ainda sim seguiu até parar novamente na mesa da Grifinória, em frente ao caldeirão de ninguém mais, e, ninguém menos que Harry Potter. O pior aluno de Poções que já conheci. – Vejo que temos um empate aqui! – O olhar do professor correu de Harry para mim. – Ambas as poções estão simplesmente perfeitas! Seria o suficiente para matar a todos nós! – Comentou, ele rindo. – Como irei decidir isso...
- Dê a Harry Potter. – Falei quase sem pensar.
- O que disse? – Perguntou o professor me encarando.
- Dê a Harry o frasco. – Continuei firme em minha decisão. Era a primeira vez que via Harry Potter realizar com sucesso uma tarefa em poções. Era definitivamente digno.
- De forma alguma. Você terminou primeiro Angel. – Potter tomou a palavra. – Fique você com o prêmio!
- Não, não terminei! Acabamos ao mesmo tempo eu acho... – Rebati rapidamente. Eu já começava a ficar impaciente.
-Façamos o seguinte, ambos receberão um pouco de sorte! O que acham? – Perguntou Slughorn nos encarando.
- Na verdade, senhor, eu gostaria de lhe pedir um pouco de outra poção. – Me aproximei um pouco de Slughorn. – Sabe... Tenho realizado algumas pesquisas, praticado algumas poções... Um pouco de Veritaserum ajudaria em meu progresso. – Falei o mais suave possível e quando terminei sorri para o professor.
- Ah! Claro! – Ele retirou das vestes um pequeno frasco de vidro vazio. - A senhorita possui um talento notável! Está certa em explorá-lo. – Ele entregou o frasco com Felix Felicis a Harry e a mim o frasco vazio. – Vamos, pode pegar seu premio! – Ele deu umas palmadas de leve em meus ombros. Caminhei até o caldeirão próximo a mesa da Sonserina, e, com uma pequena concha enchi o pequeno frasco com Veritaserum.
- Obrigada, senhor. – Agradeci enquanto o guardava em minhas vestes.
- Parabéns, aos dois, e usem seus prêmios com sapiência. A aula está encerrada! – Tratei de guardar minhas coisas e rapidamente sai da sala acompanhada pela Vic.
- Sei que não esta fazendo pesquisas nem nada do gênero! O que pretende fazer com isso ai? – Perguntou Vic quando já estávamos longe da sala de Slughorn.
- De momento nada, mas ela pode ser útil futuramente. – Coloquei a mochila nos ombros e segui.
- Não Angel! – Ela me encarou incrédula. - De novo essa história de Elizabeth? – Vic bloqueou o caminho.
- Por acaso você já parou para pensar que Elizabeth pode ser o nome da minha mãe de verdade? - Nesse assunto Victória não era muito diferente de todos os outros. Ela sempre tentava me desencorajar.
- Minerva McGonagall. Esse é nome da sua verdadeira mãe! – Esbravejou Victória.
- Você me entendeu! – Falei irritada. – E se Minerva souber quem ela é, e onde esta... Já perguntei tantas vezes a ela quem é Elizabeth...
- Você está tão obcecada com essa história que nem se quer parou pra pensar que Minerva pode estar te protegendo! Já imaginou que motivos sua mãe deve ter para te esconder algo assim? Não, é claro que não imaginou. Está tão concentrada nessa teoria maluca que está prestes a dar veritaserum para a pessoa que cuidou de você durante toda a sua vida. – Victória me cortou antes que eu pudesse terminar a frase.
- Você jamais vai entender! – Respirei fundo e corri na direção das escadas.
- Então explique! O que não compreendo Angel? – Dei as costas a Victória e apenas parei de correr quando já estava no dormitório. Atirei a mochila nos pés da cama e me deixei cair sobre as cobertas. Eu tinha vontade chorar, de gritar e de sumir do castelo.
Minha melhor amiga não compreendia, ela não sabia o que era ser renegada.
Ninguém sabia.


N/A's

Oi!
Estamos muito felizes com as reviews recebidas! Muito obrigada meninas!
Vocês são uns amores.

Daniela:
Ficamos muito contentes em saber que você gostou.
Respondendo a sua pergunta... Ainda não sabemos ao certo quantos capítulos vão ser, mas não serão poucos!
^^

Amanda:
Obrigada flor! Muito obrigada. Que bom que gostou!

Viola:
Vic diz "Olá!"
É muito bom vê-la por aqui também! (:
Esperamos que goste da fic e continue conosco!

Na verdade é muito bom ver todas vocês por aqui.
Esperamos, sinceramente, que gostem deste capitulo.
Vamos começar a trabalhar no próximo o mais rápido possível, logo voltaremos a postar! ^^
E eu, Angel, particularmente espero que todas vocês continuem por aqui.
Beijos, Beijos. E Boa noite.

Angel e Victória.