Capítulo 2
Bicudas e Acompanhantes
EPOV
"Vôo 1580 de Seattle para Newark, Nova Jersey vai começar o embarque dos passageiros da primeira classe."
Eu suspirei, pegando meu Rum e Coca e virando o resto do drinque. Eu odiava vôos domésticos, mesmo se você estiver na primeira classe, você precisa lidar com as cantadas das atendentes e os vizinhos de assento falantes. Esse era um dos motivos que que eu sempre ia para o hall dos passageiros de primeira classe esperar pelo vôo, menos pessoas para lidar. Eu peguei meu laptop, coloquei uma gorjeta sobre a mesa e fui em direção ao meu portão de embarque.
Meu pai precisava do jatinho no fim de semana para uma conferência que ele estava participando em Chicago, o que me colocava na minha situação atual. Carlisle era um homem maravilhoso e eu sempre me encontrava contemplando a boa sorte que eu tive ao ser adotado por ele e Esme quando eu era um bebê. Eles eram os melhores pais que qualquer criança poderia querer.
Eu embarquei no meu vôo e tentei ficar confortável para minha viagem de cinco horas. Ainda bem que eu tinha meu corredor só para mim. A aeromoça me trouxe outro drinque e eu descansei minha cabeça contra o assento tentando me focar em alguma outra coisa além da minha vida pessoa. Infelizmente, isso era impossível. Minha mente continuou divagando, chegando a bicuda que eu chamava de ex-mulher e o convite que tinha chegado por correio poucos dias antes. Por que ela me enviaria um convite? Minha mente continuava voltando para essa pergunta. Eu já sabia a resposta, mas eu ainda não queria acreditar no fato de que ela poderia ser uma vagabunda com coração tão gelado.
Tanya era linda e inteligente, e eu me apaixonei por ela enquanto estava trabalhando no meu MBA em Negócios em Dartmouth. Nós nos casamos enquanto eu ainda estava na escola, e aquilo era fenomenal. Existia tanta paixão que eu parecia nos quebrar, e o amor entre nós era tão intenso quanto, se não mais. Eu pensei que nós ficaríamos juntos para sempre. Isso foi antes da camaleoa mostrar suas verdadeiras cores.
Quando eu me formei, eu comecei a Companhia do Noroeste Pacífico de Confiança e os negócios cresceram. Eu tinha feito acordo com muitas empresas que estavam falindo, e as reergui no meu primeiro ano nos negócios. Com dois anos eu acumulei meu primeiro milhão e no quinto ano eu estava na lista da Forbes dos maiores empreendedores. Nos negócios, eu era bem sucedido.
Com o sucesso veio a responsabilidade, e eu fiz o que era natural. Eu comecei o Programa Cullen de Advocacia para Crianças (PCAC), em Seattle. Uma organização sem fins lucrativos que ajudava crianças em muitas áreas diferentes, de adoção para apoio psicológico na família até ajuda de estudo. Eu pensei que Tanya gostaria de estar mais envolvida, então eu pedi que ela fosse a Chefe de Operação do Escritório. Ela estava encantada para começar. Não foi até seis meses depois que eu vi a mudança nela.
Ela sempre amou festas, então nós íamos a cada evento social para o qual éramos convidados. Mesmo que eu a amasse, eu não poderia deixar de ver o lado vaidoso e presunçoso dela. Ela tinha a habilidade de puxar a tenção para ela, e para mim, com ela. Eu sempre encontraria nossas fotos nas colunas sociais dos jornais ou na Revista Metropolitana de Seattle. Isso me deixava pouco confortável, não me era conveniente. A invasão de privacidade era parte da minha vida, e eu odiava isso. Mas Tanya nunca tinha percebido isso, na verdade, ela ainda não percebeu.
Eu era mais do tipo que fazia as coisas quieto, mas Tanya queria ter certeza que todos os jornais sempre fotografassem e publicassem exatamente quanto nós tinhas doado para qualquer que fosse a organização. Eu tinha chegado ao ponto em que eu faltava a eventos sociais de caridade, dando desculpas de que o trabalho estava requisitando minha atenção. Tanya ficaria brava, mas continuaria indo mesmo sem mim. Quando ela se tornou gerente do PCAC, ela sentiu que precisava manter o nosso status social. Ela estava fora mais e mais tempo, conforme os meses passavam. Então, aconteceu aquela noite. A noite que ela não voltou para casa.
Eu estava louco de preocupação. Ela finalmente cambaleou para cara cedo da manhã para me dizer que ela não me amava mais, antes dela abruptamente desmaiar nos meus braços. Ela se recusou a falar sobre suas palavras depois, dizendo "Eram apenas palavras de uma bêbada, eu ainda amo você, você sabe disso." Essa mesma frase me assombra até hoje, me lembrando de quão idiota eu fui por acreditar nela.
Depois dessa noite, as coisas ficaram piores. Eu tentei tudo que eu podia para arrumar as coisas com minha esposa. Finalmente ficou claro que ela não queroa nem tentar fazer nosso casamento funcionar. Eu tinha minhas suspeitas de que ela tinha tido um caso, mas eu não tinha certeza até que recebi o convite de casamento por correio. Ela estava casando com meu parceiro nos negócios de longo tempo que tinha começado a chefiar o departamento de finanças do PCAP logo depois que Tanya se tornou gerente. Um casal vindo do purgatório, eu pensei, perveso. A boa coisa a respeito do futuro casamento é que a pensão alimentícia iria acabar tão logo ela dissesse "Eu aceito".
Eu tinha que ficar longe de tudo, então eu liguei para Emmett, que trabalhava na nossa sede em Nova York, e disse a ele que eu estava indo ver alguns novos investimentos que tínhamos adquirido. Eu não podia suportar estar no mesmo estado que aquela mulher. Ela tinha me arruinado em tantos níveis.
Nosso divórcio tinha saído pouco mais de um ano atrás. Não existia volta. Eu tentei namorar, mas eu não conseguia. No fundo da minha mente eu sempre pensava que meu encontro poderia ser uma escaladora social também. Estaria ela saindo comigo só pra ser vista? Eu tinha tantas suspeitas que nunca as levava para um segundo encontro.
Eu, eventualmente, ligaria para o serviço local de acompanhante precisando de uma pessoa para uma função ou outra. Me salvava tempo e dor de cabeça ter um belo corpo feminino no meu braços durante a noite e nada para me preocupar sobre machucar seus sentimentos quando eu não ligasse de volta para ela. Era solitário, mas conveniente. Entretanto, ocasionalmente, elas serviriam minhas outras necessidades.
Meu vôo tinha finalmente chegado em Newark e eu rapidamente peguei minha bagagem, aluguei um carro e me direcionei a Manhattan em exatamente vinte minutos. Logo eu estaria em minha suíte de hotel aconchegante com uma boa garrafa de licor.
Meus pensamentos se direcionaram ao meu último 'encontro'. Lauren. Eu sorri para a memória. Ela era definitivamente quente e me deu abertura. Depois de ir ao evento beneficente do PCAC, ela tinha deixado perfeitamente claro que não queria que nosso encontro acabasse. Ela passou boa parte da noite se esfregando contra mim, de modo que eu não estava pronto para acabar com a noite também. Então nós voltamos para o apartamento dela e fizemos sexo que e com raiva durante toda a noite. Eu acabei indo embora depois que ela pegou no sono, deixando uma gorda gorjeta na cabeceira dela.
Minhas calças estavam ficando apertadas com as imagens que a memória trouxe para minha cabeça. Eu precisaria encontrar um 'encontro' quando chegasse no hotel. Eu sabia que existia um grande número de acompanhantes que preferiam encontrar alguns ricos clientes dos hotéis de Manhattan à noite, então isso não deveria ser um problema.
Eu parei em um sinal vermelho em Nova Jersey quando vi com o canto do meu olho uma mulher com um extremamente curto vestido caída na calçada. Eu olhei para ela através da chuva forte e percebi que ela não se movia. Eu rapidamente saí do carro e corri até a mulher machucada. Quando eu cheguei nela, eu percebi que seus ombros estavam tremendo. Me ajoelhando perto dela, eu coloquei uma mão sobre suas costas para chamar sua atenção.
"Senhorita, você está machucada?" Eu perguntei ansioso, enquanto afastava a chuva dos meus olhos, tentando procurar por algum machucado maior nela.
Ela lentamente me olhou e meu coração pulou no meu peito. Ela tinha os mais lindos olhos castanhos que eu já tinha visto. Eu notei que eles estavam vermelhos, como se ela estivesse chorando. Seu cabelo estava pingando pelas rajadas de chuva que estavam caindo. Rimel estava correndo por seu rosto, e ela parecia como uma gata molhada.
"Sim, eu acho que torci meu tornozelo." Eu olhei para suas pernas extremamente sensual e notei as sandálias de nove centímetros que ela estava usando. Por que mulheres usam essas coisas? Então eu percebi o vestido azul curto que ela tinha, mal e mal cobrindo seu muito bem delineado traseiro. Ele estava tão baixo no colo, que eu podia ver a lingerie azul que ela usava. Compreensão me tomou por um momento. Ela era uma prostituta. Mesmo completamente acabada eu tinha que dizer que ela era uma prostituta muito bonita.
"Você vive perto? Eu posso te levar para casa se você quiser." Sua expressão rapidamente mudou para medo. Ela balançou a cabeça.
"Eu não tenho para onde ir." Eu podia ouvir o desespero na voz dela. Eu voltei a ficar de pé para analisar a situação. Eu não estava pensando em ligar para o serviço de acompanhantes quando chegasse no hotel? E aqui tinha um anjo caído diretamente no meu colo. As engrenagens na minha cabeça começaram a girar. E se ela for uma viciada? Eu realmente quero lidar com a possibilidade dela roubar algo do meu quarto? Eu estava definitivamente atraído por ela. Ela parecia tão perdida; eu não podia simplesmente deixá-la na rua. Eu me convenci, então.
"Você está vindo comigo." Eu concluí, simplesmente. Seus olhos ficaram maiores quando ela percebeu o que eu tinha dito. Ela começou a protestar, e então eu dei o meu olhar que dizia "sem discussão", e ela instantaneamente fechou a boca. "Vamos sair da chuva para que eu posso dar uma olhada em você."
Ela concordou e eu gentilmente coloquei um braço em suas costas e outras embaixo dos joelhos dela, levantando-a com pouco esforço. Eu rapidamente caminhei até o carro, abrindo a porta e a colocando no assento do passageiro. Eu corri ao redor do carro, entrando na porta do motorista.
"Me deixe ver suas mãos, por favor." Ela hesitantemente colocou suas mãos nas minhas, com palmas para cima. Ela estava tão gelada. Eu liguei o aquecedor para tentar esquentá-la. Eu olhei para as mãos dela e vi que os cortes não eram fundos onde ela tinha se segurado ao cair. Eu lentamente corri minha mão pelo braço dela, procurando por uma marca de agulha. Não havia nenhuma. Bom, não parece que ela é uma usuária de drogas pesadas. Ela tremeu enquanto minhas mãos corriam pelo seu braço. Eu peguei meu casaco do assento de trás. "Aqui, coloque isso." Eu comendei em uma voz calma. Ela pegou o casaco e o colocou.
"Obrigada." Ela disso, mal e mal sussurrando.
"Sem problemas."
Ela olhou pela janela e suspirou. Essa garota parecia tão quebrada. Como um indivíduo vai a um ponto tão baixo na vida? Que tipo de evento faz alguém vender o corpo por sexo, se tornando sem casa e se afundando nas drogas? Eu estava certamente atento a ameaça que eu mesmo tinha sofrido quando fui adotado. Um ato sem egoísmo da minha mãe adolescente era a diferença entre mim e essa pobre garota sentada ao meu lado. Eu poderia ter acabado assim se as circunstâncias fossem diferentes?
"Meu nome é Edward." Eu sorri de lado para ela, mantendo meus olhos na estrada molhada.
"Bella, Bella Swan." Ela murmurou, continuando a olhar pela janela do carro.
Bela. Isso se adapta perfeitamente a ela.
Nota da Tradutora: Desculpem não ter postado ontem, como deveria ser. Ando enrolada com a vida e não tive acesso a um computador, por incrível que pareça. Espero que gostem, agora que Edward encontrou Bella, as coisas só tendem a... Esquentar. Comentem! K.
