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Este texto apresenta cenas de sexo desapropriadas para menores.
Segunda Parte - Ao Despertar.
Ele se sentia morno... Kurama suspirou pacificamente e inconscientemente puxou Botan mais próxima de si. Na realidade, estava extremamente confortável, não pôde se lembrar da última vez em que acordou se sentindo, assim, descansado e à vontade. Ultimamente vinha sendo atormentado por sonhos calorosos protagonizados por ele e uma certa deidade de cabelos azulados, em todos os tipos de situações picantes, concordando com o ponto, o qual, ao acordar, veria frustrado e embaraçado, o modo que seu corpo tinha reagido... Mas esta manhã… bocejou, recusando-se a abrir os olhos, a sensação de bem-estar era muito agradável. Ele sabia que tivera outro sonho com a jovem guia espiritual, noite passada, podia se lembrar de pedaços que parecia envolver Youko em sua antiga caverna. Ainda, em vez de acordar com um sentimento de desejo insatisfeito, como acontecera todas as manhãs durante os últimos quatro meses, ele se encontrou saciado. E era maravilhoso.
O sonho fora impressionantemente real, também. Ele poderia se lembrar da sensação do corpo macio da garota apertado claramente, deliciosamente, contra o seu próprio; estar dentro dela, ao seu redor, devorando seu ser, possuindo-a... O cheiro de seu cabelo, de sua excitação... o jeito de se entregar sem reservas, finalmente, finalmente...
Oh, Kami, melhor parar de lembrar... Seu corpo estava começando a responder às imagens eróticas em sua cabeça, e devia acordar para a escola. Embora, realmente, não quisesse. Sentia-se tão bem deitado relaxadamente, sua memória tão sólida que ainda podia sentir Botan em seus braços.
Na realidade…
Era quase, muito, real. Porque, enquanto tentava banir os pensamentos, pôde ainda sentir o cheiro doce e feminino e podia senti-la moldada contra si, pernas entrelaçadas com as suas.
Kurama abriu os olhos, lentamente, curiosamente.
Seus braços cercavam protetoramente a linda moça que descansava, acomodada contra seu tórax, a face enterrada na curva de seu pescoço, uma mão ligeiramente fechada e delicadamente apoiada sobre seu peito nu, e realmente, as pernas dela se enroscavam com as suas.
Seus olhos se alargaram em choque.
Pensamentos confusos vieram, inundando sua mente.
Ele tinha... tinha... Oh, o que tinha feito!
Botan sentia os músculos do corpo duros, doloridos. Também se sentia ferida e dolorida por dentro, mas, de um modo agradável. Como isso era possível? Ela se moveu ligeiramente, enrolando-se mais próxima à forma masculina ao seu lado, exalando um pequeno suspiro que titilou o pescoço do kitsune. Desejou saber o que veria quando abrisse os olhos. Kurama ainda seria Youko? Selvagem, enraivecido, e movido por luxúria? Ou talvez Youko em sua verdadeira personalidade; frio, reservado, e insensível. De qualquer modo, como ela iria reagir? Se ainda estivesse feral, ele tentaria fazer sexo novamente? Não, meditou, que fosse oposta à idéia, mas o pensamento de estar novamente com o homem raposa selvagem fez com que carranqueasse um pouco. Pensando bem, fora um pouco inadequado fazer amor com alguém que não estava completamente em si, não importando como bom tivesse sido.
Então, se ele houvesse recuperado a sanidade novamente, se estivesse agindo como ele mesmo, o que aconteceria? Observara, freqüentemente, esta outra forma de Kurama o bastante para saber que, apesar da excepcional beleza, definitivamente era seu lado mais mortal. Indiferente a dor, mutilação e morte. Youko, o lendário ladrão do Makai, era impiedoso. O pensamento a fez vacilar. O que aconteceria se acordasse assim? Como ele reagiria? Olharia para ela silenciosamente, se desenroscaria e partiria? Iria humilha-la? Dizer que tudo fora um engano, que estava no cio e não pôde se conter? Ele zombaria, ou carranquearia? Ele poderia… ele sorriria? Estaria de acordo com o que tinha acontecido entre eles? Era possível que estivesse, até mesmo, feliz?
Ela não sabia.
Não sabia de nada.
O que realmente queria era acordar e encontrá-lo como Shuuichi novamente. Calmo, gentil, e sorrindo. Esta forma de Kurama poderia controlar no momento. Ele conversaria com ela, seria sensato. Saberia manter tudo sobre controle. Ele era capaz, não o temia.
Ela não queria temê-lo.
O hanyou se moveu ao seu lado, um puxão pequeno, súbito, como que surpreso. Os braços que antes circundavam-na tão firmemente, momentos antes, soltaram-se.
Ele devia estar acordado.
Hesitante, abriu os olhos e ergueu a cabeça para ver a face do homem que a possuiu.
Ele a observava com uma expressão assustada. Seus cabelos vermelhos, vibrantes, estavam desordenados, e seus olhos verdes, como esmeraldas, dilatados em puro choque. Sua boca ligeiramente aberta.
Botan gemeu intimamente. Bem, pensou, o que esperara? Pelo menos ele não a olhava com revolta. Ela baixou os olhos e mordeu o lábio inferior, ligeiramente. Bem, agora, o que viria? Deveria partir? A voz do rapaz rompeu o silêncio pesado.
- Eu...
Ela o olhou devolta. Kurama tinha uma expressão aflita em sua face. Sentiu seu estômago afundar e deixou os olhos caírem mais uma vez.
- Eu... eu pensei que fosse um sonho... - Disse desamparado.
Botan riu internamente, amargamente.
- Não. - Ela negou, olhando-o mais uma vez. Sorriu tristemente. - Não foi.
Ele a analisou por um longo momento. Inexpressivo. Ela se deixou fitar, não se aborrecendo em cobrir sua nudez ou em se sentir envergonhada. Já haviam passado dessa fase.
Sua face estóica se mostrou culpada, ele carranqueou, alcançando-a suavemente. Surpresa, Botan se permitiu puxar até ele.
- Eu a feri? - Perguntou quietamente.
O tom temeroso dele trouxe lágrimas aos olhos da moça. Não sentia desprezo por ela, estava receoso de tê-la ferido. Ele se preocupava. Ergueu uma mão e tocou-lhe a bochecha. Ele a assistiu, imóvel, esperando por uma resposta.
- Não. Não. - Falou suavemente. Em seguida, hesitou. - Eu admito… Você me apavorou de início.
Kurama empalideceu, seus braços se apertaram ao redor da guia espiritual, começou a se desculpar. Botan o cortou.
- Pare, por favor. Eu disse que você me amedrontou no princípio. Mas… Você foi suave e… - Ela encolheu os ombros, então sorriu. - Bem, eu simplesmente não pude resistir.
O ruivo sorriu fracamente em retorno, então suspirou pesadamente e enterrou a face em seus cabelos azuis sedosos.
- Eu não a culparia... - Ouviu o tom desanimado dele. - Se me odiasse.
Botan abraçou-o cuidadosamente.
- Eu não o odeio, Kurama. Por que acha isso?
Ele levantou a cabeça.
- Pelo que eu fiz a você... Porque eu forcei...
A mensageira do Reikai negou com um gesto de cabeça, interrompendo-o mais uma vez.
- Não. Eu lhe disse. Eu estava disposta.
Ele continuou carrancudo.
- Mas, e se você não estivesse? Eu teria...
Botan cobriu suavemente seus lábios com os dedos longos e pálidos de sua mão.
- Pare. Escute-me. - Removeu a mão e inalou profundamente. - Você não me forçou a qualquer coisa. E se eu fosse verdadeiramente contrária à idéia, tenho certeza de que teria parado. Você foi paciente comigo, esperou até que eu estivesse pronta.
Ele a mirou durante alguns minutos, silencioso, inexpressivo. Botan soube que ele estava pensando, tentando aceitar o que lhe havia dito.
Sua mão esbarrou em uma das feridas no tórax do rapaz e ele assobiou involuntariamente. Kurama contemplou os golpes, antes de olhá-la, inquiridor.
- Er... Você teve um pequeno combate com Hiei... - Ela contou-lhe debilmente. - Enquanto ele me levava à Mukuro. Vocês dois tiveram um... breve duelo.
- Ah. - Ele acenou com a cabeça, liberando-a de seu abraço para tocar a pele machucada. Sua mão tocou delicadamente a contusão que ela causara.
- E isto? Eu não acredito que a espada de Hiei tenha feito isto.
Botan enrubesceu-se por um momento.
- Er... não... este foi por cortesia! - Riu nervosamente. Ele esperou que ela continuasse, uma sobrancelha arqueada.
- Erm... - Ela hesitou, deixando as paredes rochosas da caverna distraírem sua atenção. - Bem, quando você estava, você sabe... aproximando-se de mim, ontem à noite... - Seu olhar moveu-se devolta a ele. - Eu fiquei assustada e lancei uma pedra em você. - Ela contou-lhe apressada.
Kurama estremeceu.
- Eu sinto muito por você ter se sentido, assim, ameaçada. O que eu fiz em seguida? - indagou, nervoso.
Botan inclinou a cabeça ao lado, e pôs um dedo no queixo delicado pensativamente.
- Bem, você rosnou e descobriu seus dentes a mim.
Houve uma pausa entre eles.
- O quê? Isto foi tudo! - Soou surpreso.
A garota acenou com a cabeça. - Sim, por quê?
Ele deixou de fitar o rosto da jovem, estudando as plantas que cresciam na superfície pedregosa das paredes da caverna. Elas brilharam ligeiramente.
- Nada, eu só... nada. - Kurama se conhecia, e do que conhecia de Youko, selvagem ou em seu estado habitual, era o perigo que ele representava. Ele teria esperado que sua parte youkai reagisse muito mais severamente ao ataque fútil de Botan, mesmo que insignificante. Aparentemente, Youko não prestara atenção à ofensa.
E ela dissera que ele havia sido suave.
Fê-lo desejar saber...
Ele soubera que seu lado demônio a quisera. Na realidade, ele tinha quase certeza que foi a primeira parte de seu ser que desejara possuí-la. Porém, luxúria era algo que poderia ser controlado, e Shuuichi não compartilhara o desejo de seu lado mais escuro até alguns meses atrás, considerando que Youko quisera Botan assim que a viu pela primeira vez.
Youkais geralmente não eram suaves quando entravam em calor. Eles simplesmente procuravam uma saída. Fora a razão do temor pela garota quando ele percebeu que iria se transformar, ele soubera queYouko iria caçá-la e forçá-la. O fato de sua disposição em colaborar, eventualmente, certamente deveria ter feito a situação mais fácil para ela, mas não o bastante para ela qualificar o ato como gentil. Ele teria entendido a observação pela inexperiência da moça, mas ele confiou no julgamento de Botan e sabia que ela perceberia a diferença entre sexo áspero e fazer amor.
Não que estivesse desapontado por não ter brutalizado Botan de qualquer forma, realmente, ele estava totalmente aliviado. Simplesmente tentava entender...
Era possível que as emoções mais profundas sentidas por Shuuichi em relação a deidade; ternura e afeto, possivelmente, amor, estivera também presente em Youko?
Botan tocou hesitante o braço do ruivo chamando a atenção de Kurama para a adorável guia do Rekai. Ela o observava com uma expressão preocupada em sua face. O kitsune deu-lhe um sorriso suave, tranqüilizador, que ela devolveu debilmente.
- Então... - Ela começou, quietamente, como se amedrontada. - O que será agora?
Um sorriso incontrolável rastejou sobre os lábios de Kurama. Ele olhou-a famintamente.
- Bem, eu me pergunto se... Você não gostaria de fazer novamente? - Sorriu quando Botan corou, arregalando os olhos.
- O... o quê!
O ruivo envolveu-a com os braços, chegando bem perto da jovem. Ela não protestou. Então ele notou a ferida. Era pequena, quase curada, na junção entre o pescoço e o ombro.
Os olhos de Kurama alargaram-se.
- Eu... eu marquei você!
Botan arqueou uma sobrancelha, confusa. Ela moveu a mão para cima e tocou a marca de mordida, estremecendo ligeiramente ao contato.
- Não é tão ruim, curará depressa.
Kurama tremeu a cabeça, total descrença visível em seus traços perfeitos.
- Não, você não entende... eu lhe dei a marca!
Botan o encarou inexpressivamente.
Shuuichi gemeu, desmoronando-se de costas no colchão e puxando a moça com ele. Ela aninhou-se instintivamente em seu braços e ele a abraçou firmemente, apertando-a quando enterrou o rosto em seus cabelo.
Eles permaneceram calmamente deitados, como estavam, por um momento. Kurama, tentando avaliar a melhor forma de explicar a situação à deidade em seus braços.
- Você sabe... - Ele suspirou, correndo uma mão pela cabeleira azul da guia espiritual. - Para alguém que trabalha tão perto e com tantos demônios, você realmente deveria saber mais sobre eles.
Botan bufou indignada.
- Com licença! Eu nunca pensei que teria desaber sobre estes... assuntos! Eu quero dizer, antecedentes penais? Sim, eu trabalho com eles. Hábitos mortais? Eu vi muito disso. Mas hábitos pessoais e sexuais? Bem, isso quase nunca entra em nossos registros.
Kurama riu ligeiramente, seus olhos brilhando com diversão.
- Você está certa. - Ele concedeu. - Suponho que eu terei de lhe ensinar então. - Na verdade, estava feliz em ser a primeira pessoa a explicar este tipo de coisa à Botan. Era muito mais fácil, desde que ela não tinha nenhuma opinião formada de como as coisas funcionavam. E desde que ele era uma parte demônio, ela aprenderia tudo verdadeiramente, não um pouco de idéias resumidas e incompletas que o Reikai-jiin compuseram para informar seu pessoal.
Mas por onde começar?
- Em primeiro lugar, eu suponho que terei de explicar sobre entrar no cio.
- Não... - Botan interrompeu. - Hiei explicou essa parte ontem à noite.
As sobrancelhas de Kurama ergueram-se em surpresa.
- Explicou?
Botan afirmou com a cabeça.
- Quando ele veio me procurar, Keiko e eu concordamos que eu não iria com ele até que explicasse o que estava acontecendo.
Isso era uma atitude contrária de Hiei, aborrecer-se com uma explicação para qualquer um.
- Bem, então, conte-me o que você sabe.
Botan deu de ombros ligeiramente.
- Bem, ele foi um pouco vago. Eu não acredito que ele soube realmente explicar. Simplesmente disse que seus instintos de youkai assumiriam e você se tornaria feral. Então, disse que você me caçaria.
Kurama bufou. Hiei sempre fora o eloqüente.
- Eu acho que é uma resposta decente. - Ele pausou. - Bem, deixe-me explicar sobre acasalar. Em primeiro lugar, acasalar pode significar duas coisas muito diferentes. Há o ato de acasalar, que ocorre normalmente quando demônios estão no cio. É o que acontece geralmente.
- Assim eu comprovei. - Botan inseriu.
Kurama a cutucou suavemente.
- Deixe-me terminar. Então, há o ato de acasalar, normalmente, apenas sexo. Entretanto há o acasalamento verdadeiro. Quando o demônio escolhe um companheiro, um amor para vida toda e marca-o.
Não demorou muito tempo para a revelação penetrar na mente de Botan. Ela sentia os olhos crescerem e procurou a face de Kurama, tentando identificar qualquer sugestão de humor. Não havia nenhum.
- Vo... você está dizendo que... - Ela gaguejou, não sabendo como completar em palavras o que queria confirmar.
- Estou dizendo que, afinal, após séculos como o grande ladrão do Maikai, eu finalmente escolhi uma companheira. - Seus olhos tornando-se, brevemente, dourados. - Você aceita?
Botan enrugou levemente as sobrancelhas. Contemplando-o continuamente.
- Eu... O que... O que exatamente você está me perguntando, Kurama?
Ele deslizou os dedos pelos longos fios azuis.
- Você será minha companheira de vida? - Ele perguntou mansamente.
A respiração de Botan ficou presa na garganta. Ele falava sério? Realmente queria com ela algo que se igualava a um matrimônio humano?
- Você quer... que eu seja?
- Sim. - Assegurou francamente, acariciando sua bochecha.
- Então, eu aceito. - Ela sorriu.
A expressão estóica de Kurama deu lugar a um sorriso verdadeiramente feliz.
- Ótimo. - Sussurrou. - Você terá que me morder em retorno.
Botan gelou nos braços dele.
- O quê?
- Eu já a marquei. Se você aceita minha oferta e quer se tornar minha companheira, terá que me marcar em retorno. - Ele virou a cabeça de lado e sacudiu os longos cabelos flamejantes, tirando-os do caminho, expondo o pescoço alvo. - Prossiga. - Falou calmamente. - Morda-me.
Botan encarou pensativamente a pele descoberta entre o pescoço e o ombro de Kurama.
- Você terá que cortar a pele.
A guardiã de almas ouviu-se gemer. Ele queria que fizesse o quê!
- Kurama... não acho que eu possa fazer isso.
Ele virou-se para olhá-la nos olhos, piscando lentamente.
- Por que não?
Botan enrubesceu ligeiramente.
- É que... Bem... Morder você! Eu não acho... eu não acredito que eu simplesmente possa... Bem, você sabe! Cravar meus dentes em seu... Umm... aí mesmo. - Ela tocou rapidamente o ponto no pescoço dele, e Kurama tremeu de prazer. Ele agarrou a mão da moça e suavemente trouxe-a até seus lábios, escorregou ternamente a boca em cima de seus dedos. Botan perdeu a linha de pensamento e fitou-o. Ele tinha idéia de como era difícil pensar enquanto ele estava fazendo isso? Percebia o quanto inacreditavelmente sensual ele parecia, enquanto seus olhos prendiam-se sobre ela e seus lábios arrastavam-se delicadamente pelas pontas de cada um de seus dedos? Ele... ele tinha qualquer idéia do que causava nela!
Claro que tinha.
- Eu entendo completamente, Botan.
Entendia?
- Entende?
- Sim. - Instigou a língua contra sua mão, deslizando suavemente por seus dedos. Os olhos de Botan perderam o foco. - Não é o momento certo. Você se sente intimidada.
Sobre o que ele estava falando? Ela assistiu os lábios do hanyou atentamente, reconhecendo o sentimento morno em seu estômago quando começou a crescer.
- O que você quer, é o momento certo, quando sentir que é apropriado, não?
Botan confirmou, meio ausente, e levou uma respiração funda quando a língua do meio demônio deslizou uma vez mais para fora da boca avermelhada, desta vez contra sua palma.
- Eu acho que tenho uma idéia então. - Kurama sorriu maliciosamente, maldosamente. - Por que nós não relaxamos, desfrutando da companhia um do outro por algum tempo? Então, quando você sentir que é o momento certo, você me morderá.
O quê? Oh... Oh, isso.
- Ah, bem... Isso soa como... - Ela ofegou quando a boca de Shuuichi engolfou os últimos três dedos de sua mão. Estava começando a parecer uma repetição da noite passada... - Uma idéia realmente boa...
Kurama pausou a carícia quente e úmida em sua mão.
- Não é mesmo? - Ele perguntou inocentemente.
- Sim. - Continuou. - Mas... Eu não acho... Oh! - Kurama mordeu ligeiramente um de seus dedos. Olhou para ela, um sorriso brincando em seus lábios.
- Estou escutando, continue.
- Eu... eu não acho que posso... humm... morder... ah... - Enlouquecendo. O homem estava enlouquecendo-a. Como ela podia pensar coerentemente enquanto ele fazia... aquilo!
Kurama deslizou os lábios pelo pulso delicado da bela mensageira do Reikai, subindo pela pele sensível de seu braço em um passo lento e torturante, provocando cócegas. Botan se estorceu.
- Eu sinto muito... - Ele murmurou. - O que disse?
- Eu... Eu...! Eu acho...
Um de seus dentes raspou em cima da pele fina da garota. Botan não podia mais se manter impassível. Apertou-se contra ele, lançando-se em seus braços que esperavam ansiosamente por ela.
- Eu acho que é uma grande idéia. - Suspirou contra ele.
- Ótimo, eu esperava que gostasse.
Ele a beijou, suavemente e profundamente, sua boca quente contra a dela, seus lábios ligeiramente úmidos. Ela cedeu completamente, apertando os próprios lábios contra os seus em retorno, e abrindo a boca para dar passagem à língua do meio youkai quando que se arremessou vorazmente por seu lábio inferior.
Ela tinha um gosto tão doce... Tão deliciosamente doce. Ainda estava no cio... Estaria, na realidade, até que a lua começasse a minguar, e almejaria sexo até então. Com sua mulher. Sua. As mãos de Kurama vagaram possessivamente pelos lados do corpo da jovem mensageira, empurrando a manta, que deveria tê-los coberto durante a noite, ao lado, descartando-a, e revelando suas curvas nuas. Ele já estava meio duro, mas à visão do corpo de Botan, sentiu-se dolorosamente rígido. Era uma dor aprazível.
Sua boca abandonou os lábios femininos, e sorriu para si mesmo quando ele a ouviu suspirar em decepção.
O hanyou curvou-se em direção ao pescoço alvo, mordendo-o suavemente, salpicando um rastro de beijos suaves pelo caminho. Sentia sua carne ardente, inflamada por Botan, como seus beijos, e ela arquejou pelo calor aparentemente insuportável, correndo seus dedos frescos pelo tórax liso do meio youkai, pulando ligeiramente as feridas e descansando a palma no abdômen harmonizado do kitsune.
As mãos de Kurama pausaram nos quadris da guardiã de almas, e seus lábios se firmaram ao redor de um dos mamilos rosados, esticados, sedosos. Sacudiu a língua por eles, encantando-se nos sons dos pequenos gemidos da mensageira espiritual. Deslizou uma mão pelo interior das coxas macias, separando-as suavemente, sorrindo à complacência rápida de Botan. Ora, ora, ela não estava ansiosa? O rapaz pensou sorrindo.
Ele quase perdeu o controle quando uma das mãos da mensageira do Reikai se arrastou, delicadamente, por sua masculinidade antes de agarrá-la firmemente. Seu membro pulsou debaixo do toque da jovem guia do Mundo Espiritual e Kurama emitiu um gemido afiado. O dedo polegar da moça escovou em cima do cume de sua ereção, vertendo a pre-estimulação, um líquido claro que começara a fluir e escorrer pelo falo masculino. Shuuichi fechou os olhos e gemeu, quase se desmoronando sobre a garota. Se não recuperasse o autodomínio logo, ela extrairia o sêmen de seu gozo em poucos momentos. Arquejante, removeu a mão da jovem mulher, entrelaçando seus dedos com os dela.
Botan arqueou-se para ele, pronta. Sua face corada e o corpo inteiro brilhando suado e ávido.
- Kurama... - Gemeu suavemente em sua orelha, implorando. Sua mão livre agarrou o quadril dela firmemente.
- Sim... - Ofegou, movendo-se à entrada estreita. - Espere...
Ela estava molhada; podia sentir, os sucos abundantes, escorrendo por suas coxas. Ela o queria, aqui estava a prova. Orgulhou-se de seu triunfo por um momento, fitando o semblante adorável da mulher debaixo de si. Os olhos dela estavam fixos em sua face, mas se desfocaram, ligeiramente embaçados. A boca avermelhada, inchada e convidativa, separada com a dificuldade da respiração. Choramingava suavemente, seu corpo tremendo com necessidade.
Ele mergulhou em seu calor, gemeu e cobriu os lábios da mensageira com os próprios ao mesmo tempo. Botan arqueou as costas quando ele se empurrou completamente dentro de seu corpo, a passagem de seu interior se estirando ao redor do homem raposa, tentando acomodar a intrusão.
Ela estava tão apertada, tão macia e molhada... Retirou-se lentamente, saboreando o contato dos músculos internos da menina- mulher comprimindo-o, antes de empurrar-se novamente. Ele iniciou um ritmo, deliciosamente lento, puxando sua boca dos lábios femininos, assim poderia assistir a face da garota. Botan gemeu suavemente em seu ouvido, expondo seus quadris para acompanharem os empurrões demorados. Os quadris de Kurama esbarraram no broto inchado da mulher, induzindo-a a ofegar e estorcer-se em baixo de si. Ela poderia sentir aproximando-se, cada vez mais, do ápice.
Kurama enterrou o rosto no cabelo da guardiã espiritual, apertando a mão delicada, que permanecia unida à sua, e a cintura com a outra. Embora estivesse tentando continuar a penetrá-la lentamente e fazer com que a experiência durasse o máximo de tempo possível, poderia sentir seu clímax se aproximando, e pelo cingir das paredes internas de Botan ao redor de seu membro, o dela também estava. Ele empurrou-se nela; duro, bem fundo, apertando seus quadris asperamente contra a feminilidade palpitante.
Para Botan, era tudo que precisava. Ela veio, o orgasmo colidindo por todo o seu ser como uma onda furiosa. Ela lançou a cabeça para atrás contra a almofada fofa, arqueando o corpo contra seu amante, e deixou a respiração sair como um silvo. O meio demônio descansou a testa no travesseiro, o lado direito de sua face colado contra a bochecha esquerda da jovem, expondo seu pescoço a ela. Naturalmente, ela afundou seus dentes na carne tenra, marcando-o em retorno. Kurama sucumbiu à própria liberação e derramou-se bem fundo no interior quente.
Desmoronou-se sobre ela, e Botan retirou a boca do pescoço alvo do hanyou, lambendo os filetes de sangue dos cantos de seus lábios, surpresa consigo mesma. Kurama a observou, um sorriso em sua face. Puxou o queixo pequeno da guia espiritual para si e a beijou ternamente.
- Eu sabia. Tudo de que precisava era o momento certo. - Ele sussurrou arreliando-a. Botan se ruborizou, mas esbofeteou o braço do rapaz ligeiramente.
- Pare de se vangloriar.
Shuuichi riu e beijou-a novamente.
- Agora... - Disse, enlaçando-a pelos ombros firmemente. - Você é minha e... - Ele olhou profundamente em seus olhos, uma expressão mais séria na face. - Eu sou seu.
Botan estremeceu ao tom possessivo na voz dele. Fechou os olhos, descansando a cabeça no ombro de Kurama. Ele rosnou e fossou seu pescoço, sinais óbvios de que Youko ainda tinha um pouco de controle sobre Shuuichi.
- Eu gostaria de ficar aqui a manhã toda, Botan... - Ele sussurrou. - Mas eu preciso voltar a Ningenkai, e você precisa voltar a Koenma. Tenho certeza de que ele está preocupado com você.
Botan acenou afirmativamente com a cabeça, mas não tentou se separar do abraço amoroso do belo homem e nem ele tentou se afastar. Eles permaneciam deitados unidos, felizes. Contentes em estarem juntos.
A guia do Mundo Espiritual suspirou ligeiramente enquanto os dedos do meio demônio deslizava por suas costas, de cima para baixo, e voltando suavemente. As coisas estavam definitivamente diferentes agora. E complicadas. De um modo bom.
Kurama tinha razão; eles precisavam voltar aos seus respectivos reinos, mas ambos sabiam que estariam juntos novamente, à noite, e ela quase não podia esperar.
Fim (Por enquanto)...
Título original:
The Chase
Autora:
Volpone
N/T: Está aí a Segunda parte! Espero que tenham gostado, pois adorei traduzi-la.
A autora parou na segunda parte, mas tinha planos de continuar. Como não tenho certeza, pois ela está à mais de um ano sem atualizar... pus um fim incerto.
Agradecendo às reviews de:
Misao Kinomoto, Bianca Potter, K-Angel, Liv, Ayame, Nadeshiko Amamya, Juliane.chan1, Meliane, Sango-Web e Mel A.T. Obrigada meninas!
Críticas positivas e negativas são igualmente bem vindas... e aceitas!
