N/A: Agora é oficial. Eu realmente deixei Harry e Hermione como irmãos de criação. (Relaxem não é um capitulo de Maninho.) Os pais de Harry o deram para os Granger, por não poder sustentá-lo, mas eles existem. Harry até tem irmãos, conhece os pais verdadeiros, mas não tem tanto amor por eles, como tem pela família Granger. Ele na verdade, tem duas famílias. Okay? Os pais verdadeiros dele aparece mais pra frente no seriado. No "meu" seriado.

EPISÓDIO DOIS – AQUELE COM A ULTRASSONOGRAFIA

Na cafeteria Central Perk, os seis amigos conversam.

- Vocês não entendem que pra nós, beijar é tão importante quanto o resto. – diz Hermione.

- É, tá bom! – diz Ron duvidando.

As mulheres levantam as sobrancelhas.

- Sério? – ele pergunta.

- Oh, yeah. – exclama Luna.

- Tudo o que você precisa saber está no primeiro beijo. – diz Ginny enfática.

- Com certeza. – confirma Hermione.

- Pra nós, - começa Draco. – Beijar é como um show de abertura. É igual ver um comediante antes do Pink Floyd entrar no palco.

Ginny, Luna e Hermione o olham chocadas.

- E não é que não gostamos do comediante, é que não foi por ele... – diz Harry. - ... que compramos o ingresso.

- O problema é que depois do show, mesmo que tenha sido ótimo, vocês mulheres sempre querem ver o comediante de novo. – continua Draco. – E nós entramos no carro, enfrentamos o trânsito... basicamente tentando ficar acordados.

- Bem, - Ginny diz. – eu vou dar um conselho. Chamem de volta o comediante, ou se não da próxima vez, vocês vão ficar sentados em casa ouvindo o CD sozinho.

Hermione sorri e estica a mão, que Ginny bate, concordando com o que disse.

Ron parece confuso, e pergunta para Harry:

- Ainda estamos falando de sexo?

Harry confirma com o dedão.

X

So no one told you life was gonna be this way (five claps)

Então ninguém te falou que a vida era dessa forma

Your job's a joke, you're broke, your love life's D.O.A.

Seu trabalho é uma piada, você está sem dinheiro, seu novo amor chegando ao fim

It's like you're always stuck in second gear

É como se você estivesse sempre em segunda marcha

When it hasn't been your day, your week, your month, or even your year, but...
Quando não foi seu dia, sua semana, seu mês, ou até mesmo seu ano, mas

I'll be there for you

Eu estarei lá por você

(When the rain starts to fall)

(Quando começar chover)

I'll be there for you

Eu estarei lá por você

(Like I've been there before)

(Como estive lá antes)

I'll be there for you

Eu estarei lá por você

('Cause you're there for me too)

(Porque você também esteve lá por mim)

X

Harry trabalha no Museu da Pré-História. Eles está rodeado de bonecos com perucas enormes e vestidos com peles, representando homens das cavernas. Junto dele está uma assistente, Marsha. Do lado de fora da vitrine, um faxineiro encera o chão.

- Não, está bom. De verdade. Mas ela não parece meio brava? – ele diz apontando um boneco fêmea.

- Bem, ela tem motivos. – responde Marsha.

- Tem? – ele estranha.

- Tente viver aqui com o Sr. Sou Evoluido. – apontando para o boneco macho. – Ele sai e deixa a mulher em casa, tentando tirar o cheiro de mastodonte do carpete.

- Marsha, olhe, são homens das cavernas. Eles tem preocupações como: "Aquela geleira está perto demais."

Marsha olha pela vitrine.

- Falando em preocupações, aquela não é a sua ex-mulher?

Harry olha para trás, para a vitrine e vê uma mulher loura parada em frente ao vidro acenando.

- Não, não é.

- É, é sim. Carol, oi. – ela acena.

- É, é sim. Eu encontro você na Era Glacial. – ele acena também.

- Posso ficar?

- Não.

Marsha sai e Carol dá a volta para entrar no cenário. Harry tenta arrumar um dos bonecos, e sem querer tira um braço do boneco macho.

- Oi.

- Oi. – diz ela.

Eles se abraçam. Harry ainda tem o braço do boneco na mão. Na hora do abraço, ao inves de Carol ver o braço dele por cima do ombro, vê o braço peludo do boneco.

Eles se separam, e Harry larga o braço no chão.

- É um mau momento? – ela pergunta.

- Não, é... a Idade da Pedra. – ele aponta para os bonecos. – Você está ótima. Odeio isso.

Ela ri.

- Desculpe. Obrigada. Você parece ótimo também.

- É, bem... você sabe, aqui... – olhando ao redor. - ... todo mundo que fica de pé... Alguma novidade? Você ainda é...?

- Lésbica?

- Bem?

Ela confirma com a cabeça.

- Nunca se sabe. – ele diz. – Como está a família?

- Marty está totalmente paranóico. – ela se agacha e pega algo no chão. – O que é isto?

Harry ignora a pergunta. É direto:

- Carol, por que você está aqui?

Ela o olha, como se fosse confessar algo.

- Estou grávida.

- Grávida? – ele levanta o braço, ficando na mesma posição, que o boneco macho sem um braço está.

Carol vê a semelhança, e ri.

Harry olha para o boneco e abaixa a cabeça.

X

No apartamento de Hermione, Ron, Draco e Luna assistem um episódio de "Three's Company." Hermione está agachada no chão, limpando a mesa de centro.

- "Parece que ela não estava com pressa..." – a atriz declara.

- Acho que este é o episódio onde há um mal entendido. – diz Draco.

- Então eu já vi. – Luna desliga a tv, esticando o controle remoto.

Hermione levanta e tira um copo d'agua que Ron bebia.

- Acabou?

- Desculpe, é que eu demorei porque tiver que engolir. – ele responde.

Ela vê uma bolinha de papel no criado-mudo.

- De quem é essa bolinha de papel?

- É minha. – diz Draco. – Escrevi um bilhete pr mim mesmo, mas vi que não precisava mais dele. Então eu amassei... – Hermione lhe dá um olhar furioso. - ... e agora queria estar morto.

Hermione pega a bolinha e afofa uma almofada.

- Ela já afofou essa almofada. – diz Luna. – Mione, você já afofou essa almofada. – Mione lhe dá o mesmo olhar furioso. – Mas tá tudo bem.

- Desculpe, gente, mas eu não quero dar mais motivos para eles falarem.

- Nós sabemos como os pais são cruéis quando o assunto é almofada. – diz Draco.

- Mione, relaxa. – diz Ron. – Você faz isto toda vez. O lugar está ótimo. Você tem uma linda lasanha aqui, que parece feita para... – ele ameaça por o dedo dentro da travessa, e Mione lhe dá um tapa na mão. - ... evitar tocar.

Ela volta ao sofá, e estica o lenço enorme que cobre o encosto.

- Mi? Oi! – diz Luna. – Mi, você tá me assustando. Você está toda agitada e "doidinha", e não é de um jeito bom.

- Fica calma. – Ron faz mais uma tentativa. – Eu não vejo Harry ficar todo "doidinho" toda vez que eles vem.

- É, porque mesu pais acham que Harry nunca fez nada de errado. Sabem, ele é "Principezinho" deles. Eles faziam um grande cerimônia antes de eu nascer.

Draco, de repente, dá um grande gemido de desgosto.

- O peladão está fazendo exercício.

Os quatro correm até a janela, para olhar o vizinho do outro prédio, que vive pelado.

Ginny sai do quarto, parecendo atordoada.

- Alguém viu minha aliança?

- Vi, ela é linda. – diz Luna, sorrindo.

- Óh, Deus, oh Deus.

Ginny começa a colocar as mãos nas laterais do sofá, e embaixo das almofadas, procurando pelo anel.

- Não toque aí. – alerta Luna.

Hermione a encara.

- Como se já não fosse ser difícil devolver a aliança pra ele. – resmunga Ginny. – "Oi, Barry, lembra de mim? Eu sou a garota que destruiu seu coração na frente da sua família."

Ela começa a procurar no chão, debaixo da mesinha de centro.

- Oh, Deus. – ela continua. – E agora vou ter que devolver a aliança, sem a aliança, o que é bem mais difícil.

Hermione se aproxima do sofá.

- Calma, Gin, nós vamos achar, não é? – ela pergunta para os meninos.

Os dois dizem juntos: Oh, yeah.

- Vai ficar tudo bem, você vai devolver o anel pra ele, e vamos todos tomar sorvete.

- Okay, é um diamante com formato de pêra...

- Ta, qualquer anel de diamante que acharmos, nós vamos dar pra você.

- Quando viu da última vez? – pergunta Ron.

- , provavelmente antes de perder. – responde Luna.

- Ninguém mais diz "Dã" hoje em dia. – afirma Draco.

- Eu estava com ela hoje cedo. Sei que estava com ela na cozinha com...

- ... Dinah? – brinca Draco.

Ela olha para o balcão e abre com a boca só de pensar em algo.

- Não fique brava! – ela exclama, com as mãos em volta da travessa de lasanha.

- Você não fez isso?! – Hermione berra.

- Me desculpa!

- Eu só te dei uma coisa pra fazer!

Hermione levanta a travessa de vidro contr a luz, para ver o fundo.

- Mas olha como as fatias ficaram retinhas!

- Mi, você sabe que não é assim que se procura uma aliança numa lasanha!

Hermione olha para eles, e põe a travessa na mesa.

- Eu não posso fazer.

- Rapazes... nós vamos entrar. – diz Draco.

Draco, Ron e Luna "colocam a mão na massa", remexendo a lasanha.

Há uma batida na porta, Hermione atende.

Harry está parado na frente da porta com a cara mais abalada do mundo.

- Oi. – diz num sussurro mórbido novamente.

- Isso não parece um "oi" feliz.

- Carol está grávida. – ele informa, o queixo de Hermione quase chega ao chão.

- Oh, achei. – exclama Luna, com a aliança na mão.

- Que... ma... mas... mas... – Hermione gagueja.

- É. Faça isso mais umas duas horas, e você vai ficar perto de como eu estou agora. – diz Harry.

- O lance da almofada perdeu todas a importância agora. – diz Draco.

- E como você entra nessa história? – pergunta Ginny.

- Carol disse que ela e Susan querem que eu participe. – ele responde. - Mas se eu não me sentir comfortável com a situação, não preciso me envolver. Basicamente, a escolha é minha.

- Nossa, ela é demais. Sinto falta dela. – exclama Luna.

Harry e Hermione a olham inconformados.

- Como é que ela quer que você participe? – pergunta Hermione.

- Se presume que sua parte já foi feita. – diz Draco.

- E foi a parte mais divertida. – Ron ri.

Todos o encaram.

- Luna, diz alguma coisa!

- De qualquer maneira, eles querem que eu vá nessa ultrassonografia com elas amanhã.

- Uh! – geme Hermione.

- É. Lembra quando a vida era mais simples... e ela era apenas uma lésbica? – pensa Harry.

- Que dias aqueles! – exclama Draco.

- O que você vai fazer? – pergunta Ginny.

- Eu não faço idéia. – ele responde. – De qualquer maneira, eu vou ser pai.

Eles escutam um barulho vindo da cozinha. Vêem Ron sentado à mesa, comendo a travessa inteira de lasanha remexida.

- Já está toda arruinada, certo? – ele se defende.

X

No sofá, Hermione serve petiscos numa bandeja aos pais, Sr. Judy e Jack Granger, enquanto Harry serve vinho.

- A filha de Martha Lugwin vai ligar pra você. – ela come um petisco, e parece não gostar. – Que gostinho de curry é esse?

- Curry. – responde Hermione.

- Hmmmm! – a mãe diz, devolvendo o petisco no prato.

Hermione olha para Harry, pedindo socorro.

- Achei delicioso. De verdade. – ele pega um petisco e põe inteiro na boca.

- Você lembra que a filha mais velhas deles era apaixonada por você? – diz Jack.

- Elas todas eram apaixonadas por ele. – Judy intervêem.

- Oh, mãe! – diz ele acanhado.

- Por que essa garota vai ligar pra mim? – pergunta Hermione.

- Ela acabou de se formar, - informa a mãe. – ela quer trabalhar com cozinha... ou comida... sei lá. Eu disse a ela que você tem um restaurante.

- Não, mãe, eu não tenho um restaurante, eu trabalho em um.

- Eles não precisam saber disso.

Hermione revira os olhos, e em seguida, vê a mãe afofando uma das almofadas.

- Harry, pode me ajudar com o spaguetti, por favor.

- Claro.

- Oh, vamos comer spaguetti! Isto é... fácil. – diz a mãe.

- Na verdade, eu fiz lasanha.

- Eu adoro lasanha! – exclama o pai.

- Não, nós não temos. – Hermione diz.

- Então por que você menciona? Sabe como ele é.

Hermione suspira. Começa a falar bem baixo com Harry:

- Sei que vai parecer extremamente egoísta da minha parte, mas quando está planejando contar toda a história da lésbica grávida? Porque aí, talvez eles me deixem em paz.

X

A família almoça o spaguetti feito por Hermione.

- Ah, o que Ginny fez com a vida dela! - começa Judy. – Nós vimos os pais dela no clube. Não estavam jogando muito bem.

- Não vou dizer o quanto gastaram no casamento... mas 40 mil dólares é muito dinheiro. – diz o pai.

- Ao menos, ela pôde abandonar um homem no altar. – diz a mãe.

- O que a senhora quer dizer com isso? – pergunta Hermione.

- Nada. É uma expressão. – ela se defende.

- Não, não é.

- Não ouça sua mãe. – discursa o pai. – Você sempre foi independente. Mesmo quando você era criança, e era gordinha, e não tinha amigos, você sempre ficou bem. - Hermione "bufa" internamente. Ele continua: - E ficava no quarto lendo, ou montando quebra-cabeças.

O tempo foi passando, e o spaguetti diminuindo no prato. Ele continuava no mesmo assunto:

- Existe gente como o Harry que nasceu para brilhar, no museu e com seus artigos publicados. E existe genteque feliz como está. Estou lhe dizendo, esse é o tipo de gente que nunca terá câncer. São felizers com o que tem, se conformam, como as vacas.

- Vacas, pai? – achando um absurdo a comparação.

- Ela sabe como nós amamos vacas.

O spaguetti já está no fim. Sr. Granger está passando pão no molho de tomate no fundo do prato. Ele ainda está falando:

- Eu li sobre moças tentando caçar homens ricos e agradeço por nossa "Minhonhe" não ser assim. Estou te falando querida, você ficará bem.

- Obrigada, pai. – ela agradece.

Judy Granger está na cozinha, mexendo em um utensílio de Hermione. Parece um aspirdor de pó de mão. Ela o liga, e o aparelho faz barulho. Ela exclama:

- Oh, então isto funciona!

Hermione leva as mãos a cabeça. É um martírio. Com um sorriso incrivelmente falso, coloca o cotovelo em cima da mão de Harry e começa:

- Então, Harry, como anda sua vida? – ele a olha encurralado. – Quer contar alguam história, novidade ou uma piada pra nós?

Ele tira a mão rapidamente. E se levanta. É a hora:

- Sei que vocês querem saber o que houve exatamente entre Carol e eu. Bem, é o seguinte: Carol é lésbica. Ela mora com uma moça chamada Susan. Ela está esperando um filho meu, e ela e Susan vão criar a criança.

Jack e Judy se entreolham. Ela encara Hermione:

- E você sabia disso?

Hermione leva as mãos ao rosto, inconformada.

X

No final do expediente do Central Perk, Ginny varre o salão vazio. Hermione divide o sofá com Luna, e Harry se senta numa poltrona. Ron está sentado no balcão com os pés em um dos bancos, e Draco, está praticamente deitado: ele está sentado em um dos bancos com a cabeça apoiada numa almofada no balcão e as pernas esticadas no braço do sofá.

- Seus pais são tão ruins assim? – pergunta Ron.

- Essas pessoas são profissionais. – diz Harry. – Eles sabem o que estão fazendo, tem muita calma e fazem o que tem que fazer.

Draco e Ron riem.

- Sei que não podemos mudar nossos pais, mas olhem, se eu pudesse, eu mudaria os seus. – Hermione diz, apontando para Harry.

Ele se levanta da poltrona, rindo e dá um beijo na testa de Hermione:

- Vou fazer xixi.

- É pior quando se é gêmea. – diz Luna.

- Você é gêmea? – pergunta Ginny.

- Sim, mas não nos falamos. Ela se acha toda-poderosa, só se importa com a carreira.

- O que ela faz? – pergunta Draco.

- É garçonete.

- Idênticas? – Ron pergunta.

- As pessoas falam que nós parecemos, mas eu não vejo.

- Pessoal, - diz Ginny, empurrando os pés de Draco, que se levanta do banco. – Eu preciso limpar aqui.

- Draco, você é filho único. Não passou por isso. – diz Hermione, se levantando do sofá, e seguindo na direção da porta.

- Não, mas eu tinha um amigo imaginário, que os meus pais preferiam.

- Apaguem a luz.

Ron é o último. Ele apaga a luz e fecha a porta.

Harry sai do banheiro e pára não encontrando ninguém.

- Quanto tempo eu fiquei lá dentro?

Ginny ri.

- Só estou limpando.

- Quer ajuda? – ele se oferece.

- Claro, obrigada. – ela lhe entrega a vassoura.

Suspirando, ela se senta no sofá, esticando as pernas na mesa.

- Bom... – ele começa a varrer. – Está nervosa por ter que encontrar o Barry amanhã?

- Ah... um pouco... muito. Quer me dar algum conselho? De alguém que tomou um pé na bunda?

- Antes de mais nada, não diga pé na bunda. Provavelmente ele vai estar arrasado. Não fiquei maravilhosa demais. Sei que vai ser difícil.

Ele passa por trás do sofá. Continua:

- Se quiser, posso devolver a aliança pra ele, e você vai com Carol e Susan ao ginecologista. – diz a ultima palavra com desprezo.

- Nossa, você tem o negócio com Carol amanhã. Quando foi que complicou tudo?

- Você me pegou.

- Lembra da época do colegial?

- Uhum.

- Não achava que ia encontrar alguém, se apaixonar e pronto?

Ele a olha admirado, em silêncio.

- Harry?

- É, é sim. – ele apoia as duas mãos no sofá.

- Nunca imaginei que ficaria assim.

Ela alonga a cabeça pra trás, e encosta a cabeça na mão de Harry, lhe fazendo carinhos. Ele arregala os olhos.

- Nem eu.

Com a outra mão, ele alcança e puxa um banco, se sentando. Assim não perderia o contato com a cabeça dela na sua mão.

X

No dia seguinte, Harry entra no consultorio do ginecologista e encontra Carol sentada numa cama aguardando sozinha.

- Desculpa, estou atrasado. Estava atolado no museu. Tinha um dinossauro enorme que... bom, de qualquer maneira. – e lhe dá um beijo no rosto.

Uma mulher de longos cabelos enrolados entra no consultório com uma caixinha de suco na mão.

- Oi. – ela diz.

- Harry, lembra da Susan? – diz Carol.

- Como poderia esquecer? – ele responde.

- Harry... – diz ela.

- Oi, Susan. – a cumprimenta. – Aperto firme! Então, estamos esperando...?

- Dr. Obermann. – responde Carol.

- Ele sabe...

- Ela.

- Ela. Claro, ela. – ele solta. – Ela sabe da nossa situação especial?

- Sim, - responde Carol. – está dando um apoio enorme.

Susan estica a caixa de suco. Harry acha que é pra ele:

- Não, eu... oh. – ele pega e passa para Carol.

- Valeu. – ela agradece.

Harry vê uma bandeja com instrumentos e pega um. Ele tem duas espátulas unidas, parecendo um bico de um passaro bem cumprido. Ele acha engraçado e brinca com o instrumento, fazendo-o abrir e fechar.

- Quá, quá. – ele ri. – Quá, quá, quá...

Carol ri.

- Harry, isso abre o meu cervix.

Ele arregala os olhos, e larga o aparelho mais rápido possível.

X

Ginny entra também em um consultório.

- Barry?

Barry, que está tratando de um paciente, responde:

- Entre.

- Tem certeza?

- Claro! Ele vai demorar horas. – e aponta para um garoto com a boca cheia de alguma coisa, que o olha sem entender a afirmação.

Ginny está vestindo um macacõ jeans, cabelos amarrados e uma jaqueta simples.

- Então como está indo? – ele pergunta.

- Eu vou... bem.! Você está ótimo!

Barry sorri feliz.

Uma voz sai do alto falante.

- Dr. Finkel, Jason está engasgando!

Barry vai até o comunicador, e responde:

- Já vou. – e se virando para Ginny e o garoto diz: - Eu já volto.

Ele sai, e o garoto fica encarando Ginny.

- Eu dei um pé nele. – ela se defende.

- Mmmmmm mmmmmmm! – o garoto parece dizer.

Ginny começa a soltar os cabelos.

X

Harry, ainda aguardando a médica, mexe num modelo de útero com um feto dentro. E sem querer, solta o feto, e ao tentar segurá-lo, o joga pra cima, quase o derrubando no chão.

- Harry! – berra Carol.

- Então, como vai ser tudo? – começa Harry.

- Bom, o bebê cresce num lugar especial dentro da mãe... – diz Susan.

- Obrigado. Então... como vai ser entre nós três? E quando tivermos que tomar alguma decisão?

- Me dá um exemplo. – pede Carol.

- Sei lá. – diz Harry. – Okay. O nome do bebê.

- Marlin... – diz Carol.

- Marlin? – pergunta Harry.

- ... se for menino. Minnie, se for menina.

Harry dá uma risadinha:

- Como "Minnie Mouse"?

- Era o nome da minha avó. – diz Carol, brava.

- Mesmo assim, - se defende ele. – você diz Minnie, e eu ouço "Mouse". – as duas chacoalham a cabeça. – O que você acha de... que tal Julia?

- Julia... – pensa Carol.

- Nós escolhemos Minnie. – afirma Susan.

Harry se vira para Carol:

- Nós escolhemos passar o resto da nossa vida juntos, - e então ele se vira para Susan. – as coisas mudam. Julia é uma opção.

X

Ginny, ainda no consultório de Barry, usa a o espelhinho de boca de dentista para passar batom. Nessa altura, ela já tinha tirado a jaqueta e a amarrado na cintura, e ajeitado os cabelos.

- Desculpe. – Barry volta. – Então o que tem feito?

- Nada demais. – ela responde. – Arrumei um emprego.

- Bárbaro.

- Por que está tão bronzeado?

- Ah... eu fui pra... Aruba.

- Você foi pr nossa lua-de-mel sozinho? – ela pergunta triste.

- Não... eu fui com... isso pode doer.

- Em mim? – o garoto pergunta.

- Não. – ele responde rápido. – Eu fui com Mindy.

- Mindy? – ela pergunta, indo pra cima de Barry. – Minha dama-de-honra, Mindy?

Até o garoto, vai mais pra trás no assento do dentista.

- Bem... – ele responde. – Nós estamos saindo.

Ela olha para o topo da cabeça dele, e estranha. Arregala os olhos, e puxa a cabeça dele para o alcance da sua visão.

- Você fez implante?

- Cuidado, ainda estão frágeis. – diz ele, se afastando.

- E está usando lente. Mas você odeia enfiar o dedo no olho.

- Não por ela. Ouça, eu quero te agradecer.

- Okay. – ela diz, desconfiada.

- No mês passado, queria machucar você, mas do que já quis machucar alguém na minha vida, e olha que sou dentista.

- Uau.

- Você estava certa. Achei que éramos felizes, mas não éramos. Com Mindy, eu sou feliz. – ele faz uma pausa. – Cuspa.

- O que? – ela não entende.

- Eu. – o garoto diz, e em seguida cospe.

- Bem... – ela tira a aliança da bolsa. -... acho que isto é seu, ou talvez, da Mindy.

- Ela nunca se conformaria com isto.

Ginny gargalha.

- Bem, é, você tem razão. Mas é um anel lindo. Obrigada por ter me dado.

- Obrigado por ter devolvido. – Barry o pega.

Ginny e ele ficam ali de mãos dadas, cúmplices.

- Alô? – o garoto interrompe, lhes chamando atenção.

Ginny dá uma leve risada e sai da sala.

X

No consultório do ginecologista, Susan, Carol e Harry discutem.

- Por favor! Não gosta de Helen? – pergunta Susan.

- Helen Potter? Acho que não.

- Não vai ser Helen Potter. – afirma Carol.

- Obrigado. – diz Harry, achando que venceu a discussão.

- Não, digo, não vai ser Potter. – diz Carol.

- Vai ser Helen Willick? – pergunta Harry apontando para Carol.

- Não. Na verdade, vai ser Helen Willick Bunch. – ela aponta para Susan.

- Por que vai ter o nome dela? – pergunta Harry.

- Porque também é meu filho. – diz Susan.

- Verdade? Não me lembro de você ter doado esperma. – Harry diz acidamente.

Susan o olha irritada:

- Isso seria mesmo um desafio.

- Parem com isso! – grita Carol.

- Não, não, não! Ela vai levar o crédito, eu também vou. – diz Harry.

- Você não está sugerindo que seja Helen Willick Bunch Potter. Estaria abusando da criança. – diz Carol.

- Claro que não. Quero que seja Potter Willick Bunch. – Harry comenta.

- Não, não. Viu o que ele está fazendo? – diz Susan. – Ele sabe que não dirão todos esses nomes. Dirão só Potter, e será do jeito dele.

- Do meu jeito? Acha que isto é do meu jeito? Acredite, de todos os jeitos que imaginei esse momento da minha vida, nunca seria deste jeito. Quer saber? Isto é difícil demais! Não posso fazer...

A porta se abre. Uma mulher negra baixinha entra:

- Olá. Como vai? Sente enjôo?

Os três respondem ao mesmo tempo: sim.

- Perguntei apenas para a futura mamãe, mas obrigada por me informarem. – ela anda até a cama, e diz para Carol: - Deite.

A médica começa a fazer o procedimento. Harry está distante, perto da porta.

- Olhe, acho que vou embora. Não acho que posso ser parte desta família em particular.

Ele vira as costas e põe a mão na maçaneta, quando escuta um barulho alto. É forte e rápido. Como o barulho de um esfregão em um vidro. Ele olha para trás, e vê a médica, Susan e Carol olhando para um monitor. Ele se aproxima da mesa, e vê no monitor o bebê. Grande e forte.

- Ah, meu Deus! – exclama Harry.

- Olhe isso! – Susan sorri.

- Eu sei. – diz Carol emocionada.

X

No apartamento de Hermione, os seis amigos assistem a gravação da ultrassonografia na TV.

- Não é incrível? – diz Harry.

Draco e Ron estreitam os olhos, tentando ver. Aparentemente não vêem nada, pelo seu olhar de confusão.

- O que deveríamos ver? – pergunta Ron.

- Eu não sei. – responde Draco. – Mas acho que vai atacar a Enterprise.

- Se inclinar a cabeça, e relaxar os olhos, parece uma batata velha. – diz Luna.

- Então não faça isso. – Harry pede.

- Okay. – Luna se desculpa.

Harry anda até Hermione, que estava parada atrás do sofá.

- Mione, o que você acha? – ele pergunta.

- Uhum. – ela resmunga, visivelmente emocionada.

- Vai chorar?

- Não.

- Vai sim.

- Não vou, não.

- Você vai ser titia.

- Ah, cala a boca! – ela berra, se afastando dele, quase chorando.

Ginny está perto das janelas, usando o telefone.

- Oi, Mindy? É Ginny... Estou ótima. Eu vi Barry hoje... É, eu sei, ele me disse... Tudo bem, eu juro. Espero que sejam felizes de verdade... Se der tudo certo, e se casarem, etiverem filhos e tudo o mais... espero que eles cresçam carecas e narigudos! – ela fala rápido e desliga mais rápido ainda. Ela olha para os outros, que estavam todos assistindo a cena. – Okay, eu sei que foi criancice, mas me sinto bem melhor agora.

Ela gargalha e senta no sofá.

X

N/A: Prontinho! Terminei! Esse episódio não foi tão engraçado como o anterior, mas deu pra saber mais dos personagens, e etc.

Ah, pra quem não sabe, cervix é o o mesmo que colo do útero.

AGRADECIMENTOS ESPECIALÍSSIMOS:

Camy: Não morra de rir, não! Como é que tú vai ler o resto?!

Cissy: Coitado do seu cachorro! Quando você ver que atualizei, prende ele no banheiro. Se não "ele" vai ter um colapso nervoso, não você!

Arinha: Anjinho! Obrigado pelo "fofura" Você é que é fofa!

Dani: Que bom que tú gostou! A idéia que tú me deu foi ótima. Realmente o Neville vai ser o Mike no "meu" seriado. Mas ele só entra na temporada 8 ou 9. Então é só esperar.

Lis: Sua maldosa! Tú não leu?! Tú vai ver! Eu te pego na saída!!

Bom, galera, eu vou viajar. Vou pra casa da minha mãe no interiorzão de São Paulo, e só volto depois do Natal, lá pelo dia 26 ou 27. São 650 km de distância, e lá é lugar quente pra xuxu. A feira livre é feita a noite, sabia? É tão quente que as frutas e verduras devem estragar no sol.

Então o capítulo 3, só vai sair depois disso. Só pra adiantar algo, o episódio se chama AQUELE COM O DEDÃO.

E aqui vai um prewiew:

"- Havia US$ 500 a mais na minha conta! – diz Luna.

- Os vassalos de Satanás atacam novamente! – berra Draco."