Capítulo 2 ― O Número.
Após o seu almoço, Jack costumava dormir ou Dar uma volta pelo seu Jardim, como não conseguia dormir desde que brigou com Liz, resolveu Levar um vento fora de Casa, Precisa estar de muito Bem-Humorado para Trabalhar Já que era Domingo e amanhã mesmo começava mais uma Semana Agitada e de Tédio, Para ele e para Liz. Já passava das duas da Tarde e o sol Batia sem piedade na Fachada da Casa. A rua tinha poucas Árvores, Só o Jardim o Salvava, O único lugar em que conseguia pensar, Respirar o ar límpido da Tarde de um dia sem Nuvens. Ele se Dirigia para um canto, uma Roseira, A única que conseguiu plantar, As rosas, Vermelhas, Lembravam os Lábios de Liz, a vontade de tocá-los era Forte, toda vez que Olhava a Flor. Chegou perto da Roseira, e tocou com as pontas dos dedos nas pétalas molhadas de água, pois estava Aguando as mesmas, Quando sua carteira caiu do bolso, deixando um papel á mostra, com alguns números, Não sabia de quem era sua cabeça, sua mente estava totalmente sem raciocínio naquele dia. Resolveu ligar mesmo assim, Discava os números com atenção, Quando ouviu as chamadas, Uma Mulher Atendeu.
― Alô
― disse, em um tom seco na voz.
― Liz?! ― Jack Estava
apavorado.
― Ah é você, Donaghy ― riu, Ironicamente.
―
Só Liguei para saber como está ― Jack Gaguejava, não sabia o que
dizer diante daquela situação.
― Desde quando me liga para
saber como estou? ― perguntou ela.
― É que hoje eu acordei de
Bom-humor sabe? Mas me diga como está... ― Jack Insistia, Estava
Preocupado.
― Sei ― Um Silêncio pesado ficou entre os dois,
depois de alguns segundos, Liz voltou a falar: ― Estou bem, Acabei
de acordar, de um lindo sonho.
― Ah, Desculpe.
― Não,
Está tudo bem, eu sonhei com você mesmo ― ela pôs o telefone no
ombro, apoiando-o com a orelha, batendo as palmas e rindo.
―
Comigo?! ― surpreendeu-se Jack.
― Sim, Com você ― Segurou o
telefone novamente com as mãos.
― Então. Conta-me como foi ―
um sorriso nasceu no rosto de Jack.
― Não vou contar Agora,
Quando nos vermos cara a cara, quem sabe não é? ― Liz Sorria,
Encarando seu chefe.
― Tudo bem, Você ganhou, Amanhã a Gente
se vê ― ele estava com muita vontade de vê-la, tocá-la se
possível.
― Ótimo, e Trate de Destrancar a Porta viu? ― Liz
não para de sorrir, aquele momento era único, seu próprio chefe
ligando para ela, se pudesse, ficaria horas e horas conversando com
ele, deitada na sua cama.
― Só por que você está me pedindo ―
disse Jack, Cortando o caule da rosa, e segurando o Celular.
―
Me senti especial Agora.
― Você é ― não pôde negar.
―
É... Mesmo? ― abriu os Olhos.
― Claro, Além de ser a que
mais trabalha na NBC, também é muito socialista.
― Hm ―
resmungou. ― Tenho que Desligar agora, amanhã nos vemos, Tchau.
―
Tchau ― murmurou Jack, Liz pôs o telefone no lugar e ficou
pensando como seria Encontrar Jack depois de tanto tempo Separada
dele. Jack colocava o telefone de volta ao bolso, Com a rosa na mão,
Olhando para ela, Sorrindo.
― Já
sei o que eu vou fazer, mas acho que é cedo ― Jack voltava os
olhos para a Roseira, onde havia muito mais que uma só flor.
―
Vou montar um buquê com essas rosas e entregá-las para Liz ― ele
imaginava a Reação dela ao dar o buquê, imaginava como ela
estaria, se mudou ou não, e possuía o sorriso, que o encantava, o
Olhar. O Executivo se lembrou de uma conversa que teve com a mãe,
uma idéia surgiu do nada em sua mente.
― Eu acho que uma só
rosa Basta ― disse, Sem tirar o sorriso do rosto.
O dia Escurecia, e os dois se preparavam para dormir, mais de fato o sono não vinha, parecia até que os dois faziam Ligação de pensamento, enquanto o sono não chegava, eles ficaram pensando um no outro, Quando o sono bateu, e finalmente dormiram.
Fim do Segundo Capítulo.
