É a Jo

Meg

Me desculpo por quase tê-la derrubado, mas não conseguia disfarçar minha cara de espanto e extrema felicidade.

-Ma-magina, não foi nada. Eu disse boquiaberta ao vê-la bem na minha frente.

Toda a minha pressa de antes sumira, agora, a única coisa que me importava era ela, saber o que tinha feito em todo esse tempo, como estava e tudo mais.

Percebi que toda a sua pressa de antes, agora virava ansiedade, felicidade e sabe se lá deus o que mais.

Dessa vez ela não vai fazer a mesma coisa que fez antes, não vou deixa-la sair da minha vida novamente.

Mesmo feliz com o que aconteceu, me viro para continuar meu caminho, mas algo me impede, ou melhor dizendo, alguém. Sinto quando ela segura meu braço com força dizendo que não ia permitir que eu fizesse o mesmo de dois anos atras.

Eu a paro, lhe digo que deixarei que ela vá embora novamente, ela me olha confusa, sem saber o que dizer ou fazer.

Não faço nada, permaneço ali, procurando em seu semblante alguma resposta, alguma certeza. Mas não encontro nada. Peço então para conversarmos em algum outro lugar e ela diz que sim.

Ela me pede para irmos conversar em algum lugar, e eu vou. Sei que tenho trabalho amanhã cedo, mas isso não importa mais, saber o que aconteceu é infinitamente mais importante do que obedecer uma ordem.

Enquanto caminhamos, nenhuma de nós duas diz alguma coisa, ficamos apenas em silencio, andando pela chuva que logo para. Depois de algum tempo andando, finalmente chegamos em meu apartamento, e eu peço que ela entre.

Chegando lá, conheço o lugar no qual ela tem vivido todo esse tempo. É grande e bonito, um pouco sério como a Jo sempre foi, algumas coisas eram mais organizadas que outras, e, enquanto mato minha curiosidade, volto a olhas para ela e percebo que ela sorri para mim.

-Você sempre foi um pouco curiosa não?!

-Sim, sempre. (digo corando um pouco) Mas então, vamos conversar?

-Claro.

Durante o tempo que passamos conversando, eu lhe perguntei o que ela tinha feito da vida e o que pretendia fazer também.

Ela me fez várias perguntas, mas eu não deixei de perceber a tristeza que ela sentia pelo o que eu fiz no passado.

Ela me olhava como se sentisse remorso, e eu não queria isso, queria que ela me olhasse de outro jeito, com ternura por exemplo. Me levanto e vou em direção a porta, estava triste, se ela realmente se importasse comigo, teria dito algo mais, e não apenas me olhado daquela forma.

Ao perceber que ela pretendia ir embora, corro atras dela e lhe pergunto porque, e ela me diz que lamentava ter trazido o passado de volta ao querer saber o porque das minhas atitudes, que eu não lhe devia explicações de nada, que queria que eu seguisse a minha vida e que fosse feliz.