A reunião começou e Dumbledore explicava tudo para Alice sobre o que precisa saber de Hogwarts. O inglês da moça era regular, por tanto os alunos entenderiam bem as suas explicações.

- Dumbledore, você sabe que não posso permanecer a semana toda – falou Alice – Pois preciso de tempo para resolver os problemas que tenho no Brasil, e acredite naquele país o que mais tem é problema a ser resolvido.

- Entendo, bom eu já imaginava que seria assim, então pedi para que Severo fizesse o plano de aula da Senhorita, e seu horário ficou nas segundas e terças e sextas. Tudo bem para você?

- Hum, sim. Qualquer coisa eu mudo as reuniões do clã para as quartas.

Severo ainda permanecia calado fitando o nada, como se não estivesse presente, como se suas mente houvesse escapado do seu corpo.

- Vou pedir para que Severo a acompanhe mais tarde até seus aposentos, mas no momento temos alguns assuntos para resolver.

- Ok, sem problemas. - Respondeu Alice com um sorriso.

Foi nesse momento que Snape encarou Dumbledore e depois de algumas piscadas disse:

- Eu... Estarei no grande salão, quando terminarem é só me procurar por lá. - Disse pausadamente – Com licença, vou me retirar.

E saiu deixando Dumbledore e Alice sozinhos.

- Ele é sempre assim? Quieto. - Perguntou Alice.

- Bom, digamos que ele seja um tanto reservado sim – Começou Dumbledore a responder – Mas acredito que ele perdeu algo naquela guerra. Algo que o deixou livre, no entanto ele ainda não compreendeu a razão disso.

- Hum... Bom, quando eu o resgatei da casa dos gritos ele não ficou muito feliz, lembro que quando acordou sua reação foi péssima, e que seu desejo era estar morto, mas se ele quiser tenho alguns venenos ótimos. - Alice sorriu para Dumbledore como se fosse normal.

- É... Acredito que ele não irá precisar. - O diretor mexeu desconfortável na poltrona.

- Era brincadeira. Mas se ele quiser, em fim. - Alice sorriu novamente – Bom, sobre o que o Diretor gostaria de tratar com a minha pessoa mesmo?

- Ah, claro! - Albus levantou-se e passou a caminhar pela sala enquanto começava a falar – É sobre o seu clã, seria de bom grado se não comentasse sobre ele nas aulas ou para os demais professores, é melhor que ninguém saiba por enquanto, pois acredito que não estamos preparados com o estilo de vida que vocês brasileiros possuem.

- Hum, sim, não há problema algum.

Dumbledore respirou aliviado.

- Bom, Senhorita Daroz seja bem vinda ao nosso corpo docente. Venha, vamos apresentá-la aos alunos e tomar um belo café.

- Oba!

Os alunos estavam sentados e animados para um novo ano escolar, e não era qualquer ano, apesar da destruição que a guerra causou em hogwarts, porém com toda magia e empenho para reerguer a escola novamente foi tão grande que era como se nada houvesse acontecido a hogwarts, alias dava-se a impressão que a escola se tornara ainda mais fantástica. Alice estava fascinada com toda aquela imensidão, acostumada com os casarões de seu país, no máximo uma mansão, mas a escola de magia q estudou não chega aos pés de hogwarts.

Ela ficou abismada com a organização, as seleções de casa, o respeito mútuo, realmente aquilo não fazia parte do seu cotidiano.

Então Dumbledore começou a falar. Todos ficaram imediatamente em silêncio para prestar atenção no Diretor.

- Temos algumas novidades para todos vocês nesse novo ano escolar, nessa nova era que estamos para começar. - Ele olhava atentamente para cada rostinho naquele salão. - A partir desse ano, hogwarts acrescentará na grade curricular de ensino uma nova matéria: Os Trouxas e Suas Culturas e quem lecionará será a Brasileira Alice Daroz. - E então Alice se pôs de pé. Não disse nada, mas foi aplaudida e em seguida voltou a se sentar. - Tenho certeza de que vocês se darão muito bem.

Dumbledore continuou a falar e dar alguns recados referente ao castelo e a convivência entre todos. Assim que o café cessou Alice caminhou-se até Severo, afinal ele a levaria até seu aposentos.

- Bom, se não for muito incomodo gostaria de ir aos meus aposentos. - ela disse séria demais, mas não que se importasse com isso.

- Certo, eu fui incumbido de levá-la, siga-me – Respondeu Severo rispidamente.

- Tudo bem.

_ ALICE _

O professor me encaminhou pelas masmorras, adoro lugares sombrios e úmidos principalmente em subsolo, me sinto com ose estivesse em era medieval. Ele mal trocava uma palavra, algo que me incomoda por demais, já que sou hiperativa e falante. Meu Deus como esse lugar é maravilhoso, imagina como seria louco se ficar bêbada nesse lugar, altas alucinações, preciso depois mandar um e-mail para meus amigos falando desse castelo. Será que Dumbledore aceitaria um dia ceder o castelo para nós darmos uma festa, nooooossaa seria de arrebentar, mas é só um pensamento bobo, afinal quem em perfeito juízo confiaria qualquer coisa para mim ou para pessoas como nós.

O professor Snape me apresentou a porta de meu quarto, CARA ela é inteirinha feita de marfim e grossa, a maçaneta é de prata e sua forma é de uma serpente. A hora que ele abriu a porta e vi meu quarto, PUTZ ele é maior que minha casa inteirinha. Estou vivendo um sonho ou sou exagerada demais? HAHAHA queria poder rir alto, mas esse narigudo aí iria me acha louca. O professor me entregou as chaves e saiu sem dizer nada, nem mesmo um tchau, CREDO. Mas tudo bem, estar sozinha em meu quarto/sala/salão/cozinha/casa não sei nem identificar o que é tudo isso, é extremamente bom . Final de semana faço questão de comemorar com os brothers sobre toda essa novidade.

Vejamos, uma cama imensa, uma mini cozinha, um banheiro ao lado da cama, uma sala com lareira, VÉI, lareira? Nunca pensei que precisaria usar isso um dia, já que no Brasil com o calor infernal que é seria muito irônico alguém possuir uma lareira, mas emfim. Pensando bem, Dumbledore mencionou que eles utilizam lareiras para se teletransportar, haha é tudo tão diferente sem contar o frio que é só mil vezes pior que meu amado país.

Acho que vou tomar um banho, acender um cigarro e tomar um gole de wisky só para poder relaxar um pouco.