Capítulo sem beta ):
Capítulo II
Draco aparatou no local marcado para a recepção faltando uma hora e meia para o fim da festa, lá pelas nove e alguma coisa, e este não podia ser pior. Era uma casinha dúplex em uma rua que ele nunca vira antes, onde poderia usar a Rede de Flú para aparecer no Ministério. Tudo bem que, ali, só daria seu nome e fim de conversa, mas não custava nada usar algum feitiço que deixasse o local mais elegante, mais digno de alguém como ele. Podia enxergar sem esforço a fiação elétrica e estava quase certo que o segundo andar se juntaria com o térreo em questão de segundos, bem na sua cabeça. Já dentro daquela espelunca, andou rapidamente até a mesa no fim do salão, desviando das tábuas soltas, e sentiu os sorrisos dos bruxos ali morrendo a cada passo que dava e se fazia visível. Feliz ou infelizmente, isso o trazia uma paz de espírito sem tamanho.
"Weasley." Malfoy cumprimentou assim que o reconheceu, usando um tom tão, mas tão arrogante que chegava a ser quase ácido e ferino. Inclinou a cabeça um centímetro para frente e sorriu sarcástico para o rapaz ruivo, que revirou os olhos disfarçadamente.
"Malfoy." Ele se levantou cordialmente e acenou com a cabeça sob os olhares da esposa, que o havia acotovelado para ser mais gentil. Era Malfoy, certo, mas estavam crescidos e com filhos. Além do mais, educação nunca matou ninguém. Nem a falta dela, é claro, afinal, Draco continuava vivo; pensamentos do ruivo. Ron estendeu a mão e ele até que poderia ter apertado-a, mas simplesmente olhou para a mão erguida do ruivo e enfiou as suas dentro do bolso. O rapaz de cabelos cor de fogo viu que tentar ser educado era apenas esforço inútil quando se tratava de Malfoy e girou seus calcanhares para pegar a prancheta com o nome dos convidados e suas fotos dinâmicas na mesa. Estava prestes a tirar a caneta do bolso, mas um comentário o interrompeu. Draco havia acompanhado todo o movimento com o olhar e uma coisa muito peculiar saltou em sua visão.
"Ronald Weasley, há uma varinha em seu bolso ou você só está muito, muito feliz em me ver?" Comentou Draco debochado, com o canto dos lábios repuxados em um sorriso superior. Ron, que até então estava atento demais vasculhando o bolso traseiro com a ponta dos dedos, olhou para Draco por baixo dos cílios, sem entender, e ele apontou um dedo para baixo. No mesmo instante, seguiu o a direção e notou que seu zíper estava aberto, dando um volume estranho onde não havia coisa alguma.
"Nossa, tão maduro quanto um garoto de oito anos." Alfinetou Ron vermelho como um tomate, correndo para o balcão enquanto fechava seu zíper e sentando-se ao lado de Hermione, que lançava um olhar matador para Malfoy. Seus olhos estavam semi abertos, ameaçadores, e ela balançava a cabeça em negação. Draco se abanou com uma das mãos e, com a outra, abriu o paletó, fingindo que a moça deixava o ambiente cem graus mais quente com aqueles olhares faiscantes.
"Granger-Weasel, prazer revê-la também, mas sou muito bem casado." Ergueu a mão com o anel dourado no anelar. "Melhor conter sua esposa, cabeça-de-fósforo." Falou de um jeito inocente e afetado, como se de fato tivesse recebido um flerte, e ela murmurou algo que ele não conseguiu entender. Era uma azaração, e se deu conta disso quando algum dos setenta irmãos de Ron a acalmou um pouco e ela desistiu. Antes de se retirar, ouviu alguns 'não suporto esse riquinho metido!', 'ele nem devia estar aqui!' e 'ainda pego esse desgraçado. E quando eu acabar, os cabelos deles vão estar vermelhos de sangue!'. O último comentário o fez rir por dentro, afinal, o Weasley-mor, Ron, não tinha colhões nem para dá-lo um peteleco. Não mais, ou não com todos ali, ou não com sua habilidade com a varinha. O desastrado ainda devia estar tirando de debaixo da língua as lesmas que vomitou quando falhou em azará-lo anos e anos atrás, no primeiro dia de aula em Hogwarts.
Sentindo-se renovado, Malfoy deu uma ajeitada toda especial na gravata borboleta e entrou na chama verde que se acendera na lareira. Calmamente, reapareceu no salão principal do Ministério. Xingar a sangue-ruim e seu marido banana sempre o deixava alguns anos mais novo e melhorava seu humor. Para quê cremes faciais se tinha sarcasmo e vítimas? Após ignorar os flashes e mais flashes que pipocaram com sua chegada, caminhou até a mesa do Ministro e o cumprimentou cordial, sem muito rodeio. Ouviu comentários sobre estar bastante elegante e agradeceu. Sem se arriscar a ter que conversar com todos ali, deu uma desculpa esfarrapada qualquer e se retirou. Só então, depois de ter andado para longe da bancada do Ministro, percebeu que não tinha muito pra onde ir, já que só havia idiotinhas medrosos se encolhendo em suas cadeiras, rezando a Merlin para Draco não se sentar com eles.
Também não quero sentar com vocês, criaturas desprezíveis, desdenhou Draco, fazendo uma expressão de nojo e repuxando o canto do lábio superior para cima. A família Weasley continuava responsável pela recepção de quem chegava e não estava ali. Quase ninguém que conhecia estava, na verdade, e odiou ter tanto zé-ninguém ao seu redor. Preferia estar rodeado de sangue-ruins e muggles, por Merlin!
Arrependendo-se profundamente de ter ido àquela palhaçada sem tamanho apinhada de gente cujo nome nem sabia, só restou rumar para o lugar no qual sempre terminava indo, não importava o que acontecesse: o bar, mas é claro. Sentou-se num banco afastado dos de outras pessoas e despachou alguns repórteres que o importunavam com perguntas idiotas para revistas de adolescentes, como a cor real de seus cabelos (Tingidos ou naturais? Eis a questão. Esse, para as adolescentes fãs do eterno Slytherin, era o Maior Mistério do Mundo Mágico.) ou sua música favorita, ou se Scorpius estava solteiro (coisa que nem o próprio Draco sabia). Perguntas fúteis que interessavam apenas a garotas fúteis... E a alguns garotos também.
Até então, estava fitando sem esperanças a estante de bebidas, de costas a pista de dança. Não havia nada que ultrapassasse 50 libras, o que era profundamente irritante (bebida de pobre, era só o que faltava!), mais ainda do que o fato de tudo ali ser muggle. Estava no Ministério na Magia, mas nada não era nem remotamente mágico. Resolveu se virar para dar uma olhada no salão, pois estava quase achando que suas esperanças em passar o resto da festa enchendo a cara quase não existiam mais. Ao ver Pansy Parkinson andando em sua direção, ou melhor, desfilando em sua direção, repensou rápido feito um raio e pediu uma bebida cujo nome não soava decente com seu sotaque inglês, uma tal de caipirinha (álcool, limão, açúcar, o que será que tinha mais?) e bebeu-a num só gole. Não lhe foi fácil fazer a goela aceitar uma coisa muggle, afinal, era... Muggle, oras, mas precisava de algo bem forte e sabia que bebidas estrangeiras eram quase álcool puro. Sentiu-se mais leve quando terminou e pediu outra dose daquela coisa.
"Draco!" Anunciou, sentando-se no banco desajeitada. Sendo estreito e alto e seu vestido curto e grudado ao corpo, sentar ali era quase uma missão impossível, mas ela conseguiu com certo esforço. O olhar de Draco ricocheteou para o decote dela e, aprovando-o mentalmente, voltou o rosto para a moça.
"Esqueceu de dizer a Astoria que eu queria jantar com ela, Pansy?" Perguntou Draco direto ao ponto, com um tom que dizia 'eu sei o que você fez' e ela soltou o som abafado de surpresa.
"Não, Draquinho! Ela disse que não ia." Disse relutante, as mãos unidas do colo e o rosto abaixado, pedindo desculpas silenciosamente. Draco revirou os olhos, sentindo uma pontada de dor de cabeça, e levou as mãos às temporas.
"E por quê ela não iria?" Draco falou imperial e muito sarcástico. Ela não tinha muita escolha, e deixá-lo esperando em um restaurante era uma afronta. Será que ela não tinha o mínimo de bom-senso?
"Sra. Malfoy disse que não quer que eu convide, e sim o senhor." Apontou para si mesma e depois para o loiro. Ele ergueu uma sobrancelha e se perguntou desde quando a esposa ligava para isso. Devia ficar feliz só pelo fato de estar sendo convidada para um jantar com um Malfoy, não se incomodar quem diabos repassou o convite. "Acho que ela está com ciúmes..." Pensou um pouco alto demais e cobriu a boca com as mãos rapidamente, como se tivesse falado besteira.
"Ciúmes?" Draco riu para si mesmo. Besteira, de fato. Quem era Pansy Parkinson para causar ciúmes numa mulher do calibre de Astoria? Ridículo. Ela ergueu os ombros e os relaxou, dizendo que não sabia. "Ciúmes. Claro."
"Acho que ela só estava ocupada... Aliás, Draquinho, por que ela não está com você?" Pansy notou que estavam falando da mulher, mas ela não estava por ali em nenhum lugar.
"Quem se importa?" Deu de ombros. "Deve estar com Scorpius, ele pegou uma doença muggle e ela não quis deixá-lo sozinho no hospital." Fez um som com o ar, como se aquilo fosse besteira e balançou a cabeça.
"Nossa, espero que ele esteja bem! Quantos anos ele tem?" Piscou interessada.
"O suficiente para Astoria não precisar acompanhá-lo no melhor hospital de Londres." Disse Draco e Pansy concordou com a cabeça. Alguns segundos depois, estalou o dedo olhou para o loiro esperta.
"Por acaso é pneumo... Pneu... Pneumonia?" Perguntou ela curiosa.
"Acho que sim. Por que?"
"É a mesma doença que o filho do senhor Potter pegou alguns dias atrás." Ela apertou os lábios de modo que ficassem apenas uma linha rosada e meneou a cabeça positivamente. Draco soltou um grunhido de quem sabe das coisas.
"Harry Potter. O que você acha dele, já que tocamos no assunto?" Perguntou como quem não quer nada, assoprando as unhas entediado.
"O que tem ele, Draquinho?" Pansy inclinou a cabeça com as sobrancelhas unidas em uma expressão confusa, se perguntando o motivo de Draco estar interessado em Potter. Talvez fosse no filho dele, já que sabia que os meninos eram amigos em Hogwarts.
"Nada." Respondeu calmamente. "Minha mulher gosta de Ginevra. De Potter também." Desconversou.
"Ele é bem legal mesmo." Assentiu e olhou para os lados, procurando assunto. "Ele trabalha no Ministério, sabia?" Disse ela animadíssima com um tom de conspiração.
"Sério? Não, não sabia." Mentiu no mesmo tom e ela abriu a boca espantada.
"Nossa, querido!" Exclamou ela e olhou ainda surpresa para o loiro, que esperou uma continuação que não veio. Ergueu uma mão e girou o indicador em elipses verticais, pedindo-a pra continuar.
"Você trabalha diretamente com ele, Pansy? Afinal, você sabe que o filho dele adoeceu."
"Não diretamente, sou sua secretária, querido." Correu o indicador pelo braço de Draco e ele empurrou a mão dela para longe. "O que ouvi foram boatos da secretária dele." Concluiu chateada por sua técnica infalível de sedução ter falhado.
"Sim. Mas já falou com ele?" Draco não a olhava diretamente para não, mesmo sendo um grande mentiroso, dar sinais que se importava. Com o canto dos olhos, observava os movimentos da mulher.
"Ah, Draquinho..." Suspirou. "Já, mas não muito, ele é tão caladão!" Ponderou olhando para os lados, procurando por aquele de quem falava. Não achando, voltou-se para Draco, que a olhava curioso.
"Suponho que sim. Ele continua tão estupidamente... Gryffindor?"
"Como assim?"
"Gryffindor, Pansy, não seja estúpida. Irritante com toda sua ética e simpatia." Especificou com os dedos e colocou a língua pra fora, enojado. Um sorriso apareceu no rosto de Pansy durante dois segundos, mas no intervalo de um olhar, ela cobriu e se virou envergonhadíssima de alguma coisa.
"Juro que se te incomodasse tanto," Começou um homem cuja voz grossa Draco reconheceu, e ele congelou como se tivesse visto uma aparição satânica. Terminou a bebida rapidamente e se virou, deparando com duas orbes verdes que o olhavam sérias. "teria sido simpático e ético com mais afinco." Sorriu sarcástico.
"Potter?" Perguntou confuso, a voz rouca como quem acaba de tossir. Era a bebida, descendo arranhando por sua garganta. Balançou a cabeça ligeiramente e fechou a cara em uma carranca. "O que você quer, Testa Partida?"
Pansy, que até então estava observando tudo encantada com o reencontro dos dois, mas ao mesmo tempo terrivelmente envergonhada por ter rido de Potter, deslizou como uma cobra do banco que estava para longe dos dois, o suficiente para que pudesse escutá-los sem parecer metida. Draco se levantou e cruzou os braços no peito imponente, revirando os olhos pelo fato de Parkinson ser tão boba. Mantinha distância do salvador-de-todos-nós e passava os dias grudada feito chiclete em um ex comensal da morte. O quão paradoxal isso soava? Potter pensou exatamente a mesma coisa enquanto via a garota correndo para longe.
"Conversar." Disse finalmente, inconscientemente copiando a posição de Draco.
"Não tenho nada pra falar com você." Draco usou um tom imperial e superior, com uma pequena irritação presente. Harry suspirou e pressionou a ponte do nariz, cansado.
"Mas eu, sim. E se fosse agora, eu te agradeceria imensamente."
"Ouça, Potter, não tenho tempo pra isso." Interrompeu. Com um gesto de cabeça, se despediu e caminhou para longe, mas a mão do moreno em seu braço o deteu. Ele se virou com extrema impaciência e ergueu uma sobrancelha, olhos fixos na mão intrusa. Harry o soltou, mas isso não fez com que o loiro tirasse os olhos do lugar onde Harry o tocara. Momentos depois, encarou o moreno.
"Mas tem tempo para beber sozinho aqui como um perfeito idiota?" Provocou entredentes, os olhos perfurando os de Draco. Não que ele fosse desviar o olhar, isso nunca. Franziu a testa e se aproximou de Harry.
"Tem ideia de quantos repórteres estão nos espionando nesse exato momento enquanto você faz sua cena escandalosa, Gryffindor?" Perguntou quase em um sussurro no ouvido de Potter. O fato de ter sido virado tão bruscamente por Potter dava margem a muitas especulações.
"Espero que você não esteja nervoso, Slytherin." O hálito quente, juntamente com a voz sussurrada, causou arrepios em Draco e ele afastou o moreno pelos ombros. Por algum motivo, estava sendo uma incômoda sensação de formigamento no braço, mais especificamente onde Harry o tocou. Sentiu alívio em colocar mais pressão ali e deixou a mão cair ao lado do corpo para depois acomodá-la no bolso.
"Não, nem um pouco." Draco falou com calma demais, mas agora compartilhava do sorriso sarcástico, e isso deixava Harry extremamente nervoso. "Anda, fala."
"Podemos ir à algum lugar?" Sugeriu com o tom de voz mais ameno
"Estamos em algum lugar." Fez um largo gesto com as mãos e Harry torceu a boca em uma expressão irritadiça. Sentou-se e cruzou as pernas elegantemente, deliciando-se com as expressões do moreno.
"Outro lugar. Qual é, precisamos mesmo de todas essas preliminares só para uma simples conversa?"
"Um Malfoy precisa ser um Malfoy, afinal de contas." Deu de ombros falando para a bebida cintilante que segurava.
"Ser Malfoy não te cansa? Devia dar um tempo pra, você sabe, espairecer."
"Era exatamente o que eu estava fazendo antes de você me importunar." Esclareceu. "Bebendo um drinque muggle indecente e conversando com Pansy Parkinson."
"Conversando? Falando mal de mim, você quer dizer."
"Você deveria se surpreender se fosse o contrário, Potter." Por estar mais do que certo, Harry concordou ligeiramente com a cabeça. Com outras pessoas, Draco cuspia veneno e falava horrores sobre o moreno, sendo mentira ou não. O importante era humilhá-lo. Incomodado com o silêncio, Draco ergueu o olhar e também uma sobrancelha. "Então?"
"Ainda quero sair daqui com você, oras." Riu ligeiramente.
"Em outras circunstâncias, eu até aceitaria seu tão atraente convite." Falou Draco com um tom safado, e Harry arqueou as sobrancelhas. Deixou escapar um leve ruído de surpresa, e mais outro quando Draco bebeu o drinque com movimentos lentos e sensuais e passou a língua pelos lábios ao finalizar. Tal gesto poderia apertar as calças de muitos heteros, quem sabe até de Harry Potter. "Mas como não somos 20 anos mais jovens e em uma boate, vou passar."
"Você não está entendendo, Malfoy. Eu preciso falar com você." Falou Harry severo. Draco ergueu as mãos em um gesto de desespero, derrotado, e fechou os olhos para um longo suspiro. Ao abri-los, a explosão azul-gelo fez Potter desviar seus olhos dos dele.
"Você já comeu?" Perguntou sem expressão alguma em seu rosto e com o indicador deslizando pela boca do copo preguiçosamente.
"Comer?" Perguntou Harry debilmente, atordoado com a mudança súbita de humor e opinião do loiro.
"Comida, Potter. Já comeu alguma coisa ou não?" Esclareceu irritado e arrematou com uma lânguida revirada de olhos. Harry negou com a cabeça rapidamente. "Você não disse que queria sair? Vamos sair, então."
Harry negou com a cabeça e disse que não comia desde o almoço. Draco sorriu.
"E há quanto tempo você não come comida italiana?"
"Dois dias?"
"E comida italiana na Itália?" Dito isso, Draco pegou o moreno pelo braço e o puxou para um lugar mais reservado, de modo que pudesse aparatar com ele para um restaurante qualquer sem chamar atenção. Entretanto, Harry fez um pouco mais de força para trás e soltou o braço calmamente, para que ninguém visse. Com a voz branda, disse:
"Não. Um restaurante não é lugar para conversar, principalmente com o seu gênio." Balançou uma das mãos na frente do corpo do loiro demonstrativamente, com um vestígio de desdém. Draco cruzou os braços com uma sobrancelha erguida, exigindo uma explicação com o olhar. Harry, que entendia toda a linguagem corporal de Draco mais do que ele próprio, se adiantou antes que o loiro abrisse a boca. "Você é irritadiço, não é segredo, não quero um loiro pendurado no meu pescoço no meio do restaurante."
"Gosto mais de machucar verbalmente, Potter. Ainda mais com platéia." Começou a se afastar de Potter. Antes, lançou um olhar de convite para que ele o acompanhasse em um drinque. "Venha."
"Não. Vamos para a minha casa." Impôs Harry com um tom de voz superior e agarrou o braço de Draco.
Novamente, o toque causou uma extremamente irritante sensação de calor e ele até abriu a boca para reclamar, ou aconselhá-lo a parar de detê-lo segurando-o pelo braço, mas fechou-a ao se dar conta que a seriedade com a qual Harry levava o assunto era genuína. Dando de ombros, Draco deixou o moreno levá-lo para onde quisesse.
Gente, agradeço MESMO pelos reviews, vocês me deixaram muito feliz. Então, eu quero responder todos e vou, o problema é que estou sem computador (o que significa que escrevi o capítulo todo pelo celular, omg) e é difícil fazer tudo pelo cel. Planejei a fanfiction para ter 8 capítulos + epílogo e vou tentar me manter nesse número.
Ah, e esse capítulo não ficou como eu gostaria, mimi. Sempre fico sob pressão quando vejo que pessoas que eu admiro muito comentam em alguma fic minha ):
Obrigada a todos e espero que, mesmo assim, gostem!
P.s: Desculpem a demora para postar, minhas aulas começaram e tive que estudarrrrrr.
