Capitulo 2: Sonhos intermináveis ou realidade abstrata?

Aqueles sonhos a incomodavam de uma forma sem igual. O seu passado escondia atrocidades que se for por ela nunca ninguém se dará conta, mas afinal qual o motivo para que estas cenas quase reais vagassem em sua mente? Que lembranças são estas? O que realmente aconteceu naquele dia durante a tempestade? O que será que Madge viu de estranho?

E agora mais um episódio de THE LOST WORLD...

Na manhã seguinte, todos já haviam levantado inclusive Madge que permanecia em completo silêncio.

R: Bom dia... vejo que já levantou... por acaso deu formigas na sua cama Madge?

Madge somente arqueou a sobrancelha e sacudiu os ombros, dando a entender que não estava pra conversa.

Ned: O que temos pra comer? Estou faminto...

V: Está parecendo com a Finn...

Finn: O que tem eu?

C: Espero que o café esteja pronto... tenho muita coisa pra fazer hoje no...

V, Finn, Ned e R: Laboratório!

Chall se espantou.

C: Mas como sabiam?

R: Óbvio meu caro... sempre se preocupa com aquele lugar!

C: Mais respeito...

Ned: Bem que podíamos dar um passeio... estou farto de ficar em casa sem fazer nada!

Finn: Amei a idéia...

V: Novidade...

R: Madge? Você anima?

Madge parecia estar no mundo da lua.

V: Você está bem? – perguntou enquanto a cutucava.

Aos poucos ela saiu do transe em que estava.

M: O que? O que houve?

R: Acho que é você que tem que nos dizer... tá ai igual boba!

M: Não é nada... estou bem... só preciso ficar um pouco sozinha!

Dizendo isso, se direcionou ao seu quarto. Verônica sabia que o estado dela não era bom. Já era a segunda vez que a pegava deste jeito.

Ned: Ela está bem, Roxton...

Depois de tanta insistência, Roxton, Finn, Verônica e Ned partiram rumo ao lago. Estava um dia realmente quente e bonito. Mas antes de ir, Verônica passou instruções ao Challenger, informando o estado emocional de Madge e pedindo para que ele fique de olho nela.

C: Pode deixar... cuidarei bem dela!

V: Até breve...

Algumas horas se passaram e Challenger se perdeu no laboratório esquecendo completamente das instruções de Verônica.

No meio de uma de suas experiências, algo estava errado.

C: Ai meu Deus... isso vai explodir... – falou enquanto corria rumo a saída do laboratório, porém tudo o que viu foi poeira, mas algo o segurou e o protegeu.

Quando a poeira baixou, ele pode ver o que realmente tinha acontecido, percebendo Madge o protegendo.

C: Madge? Mas... como você fez isso?

Madge ficou completamente atordoada, não sabia ao certo que havia acontecido. Em um minuto estava no quarto e no outro já estava ajudando Challenger.

M: Eu... eu não sei... – falava tentando compreender um pouco a situação.

Passado alguns minutos, depois de se acalmarem, tentaram descobrir o que estava havendo.

M: O que está havendo comigo Challenger?

C: Não sei... mas prometo que irei descobrir! Para isso preciso que me conte tudo que aconteceu...

Madge relutou um pouco, mas percebeu que não tinha alternativas.

M: Eu não sei ao certo... no dia daquela tempestade, estava lutando com a janela do quarto para que ela permanecesse fechada, foi quando vi algo estranho no meio da selva.

C: Algo estranho? O que seria?

M: Se tivesse tido tempo pra ver o que era eu falava né! – deu um longo suspiro.

C: Continue...

M: De repente, uma luz verde começou a vir em minha direção e eu me lembro de estar acordando em minha cama de manhã!

C: Hum... interessante... naquele dia escutamos uma forte explosão vinda do seu quarto e corremos para lá e a encontramos desmaiada!

Madge arqueou a sobrancelha.

C: Mais alguma coisa anormal?

Madge pensou um pouco.

M: Bom... algumas semanas atrás, ou melhor, no dia seguinte da tempestade estava ajudando Finn e Verônica a ajeitar a bagunça... eu e Finn levantamos o sofá pra colocarmos no lugar certo... e não sei o que houve, perdemos o equilíbrio e o sofá ia caindo pra cima de Finn...

C: Mas aquele sofá pesa muito...

M: E pra minha surpresa consegui segurá-lo sozinha e colocá-lo ao chão!

Challenger mostrou sua indignação com a expressão e o seu olhar.

C: Como você deu conta?

M: Não sei explicar...

C: Vou fazer alguns exames... e para isso preciso tirar um pouco de sangue!

M: Por que sempre tem que vir com esta história de agulha hein? – falou um pouco melancólica, confessando que tinha medo de agulhas.

C: É só uma picadinha... prometo que não vai doer nada!

M: Acho bom mesmo... digo isto por você!

Eles riram.

No lago, Ned e Verônica nadavam, enquanto Finn se exibia dando mais um de seus pulos e Roxton andava por perto ficando de vigia. Quando Finn foi dar o pulo, Roxton deu um grito chamando seus amigos. A distração de Finn se custou a barriga ficando toda vermelha e dolorida. Ned e Verônica começaram a rir da cara que Finn fez, enquanto tentava amenizar a dor passando sem parar a mão na barriga.

Ned: O que foi Roxton?

V: Algum problema?

R: Vejam o que eu encontrei?

Ficaram boquiabertos com o que viam, sem acreditarem.

R: O que deve ser isso?

Finn: É uma nave espacial...

Todos olharam para ela com espanto.

V: É o que?

Finn: Uma nave espacial... vocês nunca ouviram falar?

R, V, Ned: Não!

Responderam em uníssono.

Finn: Sabe aquelas que vem do espaço... trazendo um alienígena!

V: Então quer dizer que tem um alienígena entre nós?

R: Ouvi falar que são homenzinhos verdes... é verdade?

Finn: Na verdade eu não sei... eu nunca vi um!

Ned: E estes símbolos?

V: A menos que você seja um alienígena, não poderemos lê-los...

R: A não ser Madge!

Eles olharam para Roxton.

Finn: Você está dizendo que Madge é uma alienígena?

R: Esqueceram que Madge pode ler qualquer coisa?

V: Não deixa de ser esquisito!

Ned: Verônica tem razão... ela já está no meu mural de esquisitices desde que a conheci...

Eles riram.

V: O que vamos fazer com ela?

Finn: Acho que deveríamos esganá-la...

Eles olharam para Finn assustados.

R: Estamos falando da nave!

Finn: Hum... – estava super sem graça e ficou em silêncio.

Ned: Acho que precisamos dos outros...

V: Ned tem razão... ela é muito pesada!

R: Mas e se alguém encontrá-la antes de voltarmos?

V: Vamos fazer o seguinte... Você e Finn vão atrás de Challenger e Madge... enquanto eu e Ned ficamos e protegemos a nave...

R: Mas, me prometam que se precisarem escolher entre a nave e a vida... por favor, escolham a vida!

V: Pode deixar...

Roxton e Finn rumaram em direção a casa da árvore e Verônica e Ned ficaram no local onde a nave estava, tentando descobrir mais alguma coisa.

Na casa da árvore a confusão estava formada, era cadeira de um lado e mesa do outro. A explosão foi bastante forte, revirando não só o laboratório, como a sala como um todo.

R: Mas... o que foi que aconteceu?

Finn: Acho que alguém resolveu dar uma festa e não nos convidou!

Challenger e Madge tentavam amenizar um pouco da bagunça, colocando alguns dos objetos em seus devidos lugares.

R: Challenger... estamos esperando uma explicação!

C: Bom...

M: O importante é que ninguém se machucou! – tentou amenizar um pouco a situação.

R: Tudo bem... precisamos de vocês!

M: Algum problema?

Finn: Não... só fizemos uma grande descoberta...

R: E precisamos de ajuda para trazê-lo para cá...

Madge olhou para Challenger, tentando imaginar o que seria de tão grandioso.

C: Podemos ir...

M: Espero que valha a pena!

Finn: Você verá...

R: Valerá!

Durante toda a caminhada até o local onde a nave estava o silêncio pairou entre eles. Madge e Challenger estavam bastante curiosos, enquanto Roxton tentava entender o que se passara na casa da árvore para que causasse tamanha destruição. E Finn estava um pouco distraída com toda aquela situação que se firmou em sua vida.

No local, Verônica e Ned tentavam de algum jeito abri-la, porém sem obterem êxito. Madge e Challenger ficaram boquiabertos com o que viam, não podiam acreditar no que seus olhos viam.

M: O meu Deus... mas... como?

C: Pela ciência!

R: Falei que ia valer a pena...

Aqueles símbolos aos poucos foram se formando na cabeça de Madge e ela começou a recordar dos sonhos que ultimamente vem tendo.

M: Então é isso...

Todos olharam para ela, enquanto com apenas o seu toque, os sinais cravados na carcaça da nave se iluminaram, ficando cada vez mais forte e com uma espécie de explosão de energia, foram jogados um pouco mais distante.

E quando a luz se dissipou, a nave havia sumido, bem como os aventureiros. E tudo ficou escuro e em completo silêncio.

Fim do 2º capítulo.