Ter passado a noite naquela casa após a festa não estava em seus planos. Tinha marcado um compromisso com seus amigos que não via há três anos e já estava muito atrasado.

Esse atraso devia-se muito a ter encontrado Draco Malfoy. Nunca imaginaria encontrar o loiro por ali, fazia tempos que não pensava em seu antigo rival. Não sabia de onde tinha tirado coragem para convidá-lo para um café, mas não se arrependia. Ele já era um adulto, na sua vida não cabia mais espaço para implicâncias infantis. E apesar de notar que o loiro passou boa parte da conversa na defensiva, achou que até foi positiva essa aproximação.

Havia passado em casa para tomar um banho rápido e se trocar. A casa ainda estava uma bagunça, ele havia voltado há dois dias e tanto ele quanto Sirius, seu padrinho, não tinham colocado tudo em seu devido lugar.

Colocou a primeira peça de roupa que encontrou pelo caminho e saiu apressado de casa. Sorte Sirius não estar lá, senão se atrasaria ainda mais lhe dando explicações de onde passara a noite. Faria isso depois. Pegou sua moto, e saiu rumo à casa de Ronald Weasley.

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- Senhora Weasley, só agora me dei conta de como senti falta dessa lasanha. – Harry havia se empanturrado com as delícias da senhora Weasley, que fez questão que o moreno repetisse o prato. Segundo ela, ele estava muito magrinho.

- Ah, eu aposto como vocês não se alimentavam direito, dois homens vivendo sozinhos... Espero que arrumem alguém para ajudar na casa e principalmente alguém para cozinhar. – ela ralhou, enquanto retirava a travessa da mesa, para total desespero de Ron que já estava pensando em repetir uma terceira vez.

- Bem, estamos mesmo pensando nisso. Até que Sirius e eu nos viramos bem na cozinha, mas confesso que no quesito arrumação sempre precisamos de uma forcinha. Tínhamos uma pessoa que ia uma vez por semana fazer a faxina, mas agora que Sirius resolveu trabalhar e eu vou me dedicar à faculdade, vamos mesmo ter que arrumar alguém fixo.

- Quer dizer então que o Sirius vai mesmo abrir a loja? – Perguntou Hermione enquanto ajudava a senhora Weasley tirar a mesa.

- Sim, ele está super empolgado. Está agora mesmo com Remus, dando os retoques finais. Vão abrir já na próxima semana.

- Estou tão feliz que tenham voltado, Harry, sentimos muito sua falta por aqui. – Hermione fez um carinho no topo da cabeça de Harry, igual os que se fazem em filhotinhos, e rumou para a cozinha com a senhora Weasley.

- É, eu sei, às vezes ela parece minha mãe. – Ron fez uma careta divertida.

Harry sentia muita falta de seus amigos. Não sabia como tinha agüentado ficar tanto tempo longe, mas agora estava de volta e iria aproveitar todo o tempo que tivesse com eles. Ele passou uma tarde agradável com a família Weasley, sua família, sua família escolhida, como Ginny costumava dizer . Logo depois do almoço eles foram para o jardim da Toca,

- Harry, como está o Remus? Depois do enterro, não tive mais contato com ele. – Hermione estava sentada numa rede junto com seu namorado, na varanda da casa, bem em frente a um sofá, onde Harry estava deitado de barriga pra cima, com Bichento entre suas pernas.

- Aparentemente, ele está bem. Ele tenta ser forte, pelo Teddy, e depois que Sirius resolveu voltar e abrir a loja juntos parece que ele esta renovado. Mas sei que por dentro ainda está quebrado com a morte de Tonks, todos sentimos muito, mas aos poucos ele está saindo da fossa. – O moreno tinha o olhar longe enquanto falava e acariciava os pêlos macios de bichento.

- As coisas vão ficar bem, principalmente agora, com vocês de volta. Ainda nem acredito que voltaram, ficamos muito felizes, não é, Ron? – Ao não obter uma resposta, a garota olhou para o namorado e viu que este dormia profundamente. Olhou para Harry e os dois riram e voltaram a conversar.

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Já estava escuro quando Harry chegou em casa, e pelo barulho vindo da cozinha, seu padrinho já tinha chegado e tinha companhia.

- Siriiiiiiiius, cheguei! – Gritou da sala, se jogando no sofá.

- Seu moleque desnaturado, onde passou a noite? Amanhã mesmo vamos ao shopping comprar um celular, onde já se viu? Sumir e não dar notícia... – Sirius estava com uma cara bem brava, o que fez com que Harry se encolhesse um pouco no sofá.

- Acabei bebendo um pouco além da conta e capotei em um dos quartos da casa. Desculpe? – Harry fez sua melhor cara de filhotinho perdido.

- Não adianta vir com essa cara de cachorro abandonado, disso eu entendo bem. Um único telefonema bastava, seu ingrato, filho de chocadeira.

- Ahahahaha! Desculpe, Sirius. – Remus saiu da cozinha e se sentou na poltrona oposta a de Harry, rindo da cena: Sirius em pé, vestindo um avental, com uma colher de pau numa mão e pano de prato na outra. - Mas você está igualzinho a senhora Weasley, sem tirar nem pôr. – Remus sorriu mais e agarrou o pano que Sirius jogou em sua direção, lhe dando a língua em seguida. – Mas ele está certo, Harry, não tem problema em você dormir na casa de um amigo, já é maior de idade, mas tem que ligar avisando, se não, você sabe né... a senhora Black aqui tem um treco. – Dessa vez, Sirius deu com a colher de pau na cabeça do amigo.

- Deixa o Teddy crescer mais um pouco, aí quem vai sentar e rir sou eu – Sirius voltou a cozinha e fez um andar meio rebolativo. Harry percebeu que ele já entrara na brincadeira, não estava bravo com ele de verdade, apenas preocupado.

- Falando em Teddy, cadê meu afilhado?

- Ele está passando essa semana com a avó, pra eu poder resolver os últimos detalhes da loja com Sirius. Ele está louco pra te ver.

- Estou com muitas saudades dele também, vou reservar à tarde do próximo sábado pra sair com ele. – Os dois emendaram numa conversa até Sirius dizer que o jantar estava na mesa.

Sirius insistiu que Harry comesse pelo menos um cachorro quente, mas o garoto ainda estava empanturrado, então se limitou a beber um suco somente para acompanhar seu padrinho e Remus à mesa. Aproveitou para contar com detalhes, exigência de Sirius, obviamente, como foi a festa e a tarde na casa dos Weasley. Eles se enveredaram por uma conversa atrás da outra. Sirius e Remus contaram empolgados sobre a loja de motos, uma franquia que com muito custo conseguiram comprar. A loja só venderia motos raras e peças únicas, e esse assunto rendeu, já que os três presentes tinham fascínio por motos. Algumas horas depois, Harry foi pra cama e praticamente apagou assim que fechou os olhos.

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Draco odiava acordar cedo, por isso assim que o despertador tocou naquela manhã de domingo, o loiro tacou o travesseiro em cima do objeto fazendo com que o mesmo se espatifasse no chão e voltou a dormir. Infelizmente sua alegria não durou bastante, pois logo sentiu um carinho gostoso em sua cabeça, dividido entre irritado e feliz, ele resolveu abrir os olhos. Sorriu ao olhar para a loira sentada em sua cama.

- Bom dia meu amor, dormiu bem? – A loira sorriu de volta e fez um afago em seus cabelos.

- Bom dia, mãe. Sim, dormi muito bem, estava com saudades de dormir nesse quarto. – Draco sentou-se em sua cama para conversar melhor com Narcissa.

- Hunf, você não precisava ter saído de casa, não é porque é maior de idade que precisa morar sozinho, daqui a pouco você vai inventar de trabalhar e descuidar da faculdade. Você sabe muito bem que seu pai e eu não vamos admitir isso.

- Mãe, mesmo eu sabendo que não preciso me preocupar com dinheiro como a maioria das pessoas, não cabe a vocês essa escolha. – percebendo o olhar ultrajado de sua mãe, respondeu. – Mas, não se preocupe, não pretendo trabalhar, não antes de terminar a faculdade. - Draco sorriu, deu um beijo na testa de sua mãe e foi em direção ao banheiro.

Draco sempre passava à tarde de domingo com sua mãe e seu pai, na verdade isso era uma exigência de Lucius Malfoy e desde que se mudou para um apartamento mais próximo da faculdade, esse seria o primeiro domingo que não cumpriria com a "obrigação", mas, claro, Lucius não estaria em casa esse final de semana, viajara a negócios, mas para compensar, porque sabia que sua mãe sentia sua falta, jantou com ela no sábado e aproveitou para dormir em seu antigo quarto.

Draco realmente não tinha intenção de comparecer a essa festa dada pelo Finnigan, não que as festas organizadas por ele não fossem boas, mas domingo era um dia que ele não curtia encher a cara, odiava ir para a faculdade de ressaca, mas dessa vez ele abriria uma exceção.

Desde que encontrara Potter aquela manhã, estivera muito intrigado com a atitude do moreno perante ele. Claro que ele não esperava que saíssem na tapa, não eram mais adolescentes idiotas, mas também não esperava que Potter o convidasse para um café, muito menos para a festa de Finnigan, tudo bem que não foi um convite, porém mesmo assim foi estranho. Sim, ele iria a essa festa e veria o comportamento do moreno. Só iria passar em casa e arrastar Blaise com ele.

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Harry já estava a meio caminho da casa de Seamus, quando recebeu um telefonema de Ron concordando em ir com ele a festa. Sua namorada passaria o dia estudando, ela fazia medicina e perder um domingo de estudos estava fora de questão, mas incentivou o namorado a sair com o amigo, afinal fazia tempos que os dois não saiam juntos. Claro que imediatamente ele deu meia volta e buscou o ruivo, seria mesmo legal não chegar à festa sozinho. Conhecia muitas das pessoas que estariam por lá, mas fazia tempos que não as via.

Estacionou a moto na garagem do condomínio, guardou o capacete e já ia caminhar na direção da casa quando ouviu um resmungo vindo de Ron que parara no mesmo lugar olhando para a vaga oposta.

- Que foi, Ron? – Harry riu da careta que o ruivo fazia ao olhar para o carro a sua frente.

- Esse é o carro do babaca do Malfoy, devia ter adivinhado. A doninha não perde uma festa.

- Ahahaha! Não acredito que ainda o chama por esse apelido, Ron! – Harry, ainda rindo, agarrou o braço do ruivo e praticamente o arrastou de frente do carro de Draco, pela cara maníaca que o amigo estava fazendo, ficou com medo de ele tirar uma chave de dentro do bolso e passar por toda extensão da ferrari conversível. Seria um grande desperdício, e uma facada no bolso do amigo caso alguém descobrisse o autor do "crime".

Os dois chegaram à festa e foram conduzidos por uma escada que dava para os fundos da casa, onde havia um grande gramado, a piscina em forma de L ficava bem no meio e já havia muita gente se divertindo na água, havia também uma quadra de esportes e um local para churrasqueira. E como não poderia faltar, um bar, onde estavam praticamente todos os homens da festa.

- Ele não mudou em nada Harry, te digo isso, continua o mesmo bastardo filho de uma...

- Uma linda mãe, seria esse o final da sua frase, não é Weasel? – Harry e Ron, quase deram um salto com o susto que tomaram ao ouvirem a voz de Draco Malfoy, e instintivamente olharam para trás. Draco estava de braços cruzados, os olhando com um sorriso enviesado no rosto.

- Malfoy, como vai? – Passado o susto, o moreno resolveu cumprimentar o loiro antes que uma briga começasse, acreditou ter ouvido também uma resposta dele, porém não entendeu já que estava com sérios problemas em prestar atenção em qualquer coisa que não fosse o abdômen sarado de Draco, que estava somente de shorts. Só parou de secar o outro quando recebeu uma cotovelada de Ron.

- Hum, er, o que você disse? – Harry pelo menos teve a decência de parecer constrangido, ao sentir que ambos o encaravam.

Draco apenas rolou os olhos e saiu em direção à quadra de esporte.

- Certo, o que foi isso Harry?

- Isso o que? – Se fazendo de bobo, obviamente, Harry andou na direção oposta a de Draco ao encontrar seus outros amigos, Seamus, Dean e Neville. Ron não tardou a segui-lo.

- Como assim ''isso o que''? Você estava secando o Malfoy? – Ron parecia horrorizado com a hipótese.

- E se estivesse, Ron? Você sabe muito bem minhas preferências, mas não, eu não estava secando o Malfoy.

Ron preferiu acreditar nas palavras de Harry a acreditar em seus próprios olhos, melhor para sua sanidade.

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A festa estava bastante animada, alguns casais já se formando, algumas pessoas já meio altas por causa das bebidas. Harry, Ron, Seamus e Dean, estavam na piscina, onde colocaram uma rede e jogavam uma partida de vôlei.

Draco não parecia estar curtindo muito a festa, estava bebendo pouco, queria evitar a dor de cabeça na segunda-feira, então ficou sentado em uma das mesas próximas a piscina conversando com Blaise.

- E então Draco, você estava mesmo na sua mãe? Nossa você já foi melhor nas noites de sábado. – O Negro sorriu torto, no melhor estilo Malfoy, ao implicar com seu amigo.

- Não torra a minha paciência, Blaise. E a propósito, já se resolveu com sua mãe? Sua estadia lá em casa esta se estendendo demais. – Blaise pediu abrigo a Draco, quando depois de uma briga com sua mãe, resolveu sair de casa. Só não contava que ela lhe cortasse a tão gorda mesada, passando apenas a pagar sua faculdade.

- Bem...

- Mas que merda... – Draco levou à mão a nuca quando sentiu um golpe lhe acertar a cabeça e lançou um olhar assassino ao amigo que ria de se acabar da bolada que o loiro levara.

Draco imediatamente levantou pronto pra acabar com a pessoa que teve a audácia de lhe acertar uma bolada, quando viu que Potter saira da piscina e vinha diretamente em sua direção.

- Malfoy desculpe. – Harry tentou se aproximar do loiro, mas, resolveu parar a uns bons metros de distância ao notar a cara assassina que ele lhe lançava.

- Desculpa? Você fez isso de propósito, Potter! – O loiro andou alguns passos até estar bem diante do moreno.

- Claro, Malfoy, porque agora eu voltei ao jardim de infância.

- Não é a primeira vez que você me chama de infantil Potter.

- Porque será, Malfoy? Deixa-me ver – Harry levou a mão ao queixo entortou os lábios e fingiu pensar. – Ah, já sei, deve ser porque você sempre age como um garoto mimado.

- Não sou um garoto mimado, Potter, você não me conhece o suficiente para saber. - Draco deu mais um passo a frente ficando muito próximo do moreno. Ron rapidamente se posicionou ao lado de Harry enquanto Seamus, Dean e Blaise pareciam se divertir com a cena.

– Bem, pelo que vejo, – Draco olhou para Ron e de volta para Harry. – você esta com saudades do passado, já que me provocar é só o que anda fazendo. – Draco desceu seu olhar para o abdômen de Harry, onde algumas gotinhas de água escorriam e corou com alguns pensamentos maliciosos que lhe passaram na mente.

- Como é? Te provocar? Eu pedi desculpas, Malfoy, você que...

- Ok, Ok! Já chega. - Seamus resolveu interferir com medo que algo acontecesse, para o bem ou para o mal. – Eu sei que a tensão rola solta entre vocês, mas, por favor, nada de brigas, vocês poderiam pensar em coisas melhores para aliviar essa... Coisa, que rola entre vocês.

- O que? – Harry e Draco falaram ao mesmo tempo, olhando ultrajados para Seamus que tinha um sorriso de total divertimento no rosto.

- Ah, nem me venham com essa, se bem que, não sei, acho que vocês brigam tanto que a transa não rolaria muito bem. Ou sim? - Seamus fez uma cara pensativa. – Vai saber! – Deu de ombros.

Ambos, Harry e Draco, trocaram olhares, mas, rapidamente desviaram, sentindo-se meio envergonhados com a atenção que atraíram com a briga.

A briga de Harry e Draco ficou meio esquecida depois que Seamus organizou um campeonato de tiro ao alvo. As meninas, somente de blusa branca, eram os alvos dos meninos, que com pistolas d'água atiravam, deixando à mostra bem mais do que elas permitiriam caso não estivessem "altinhas" com a bebida que Seamus fazia questão de não deixar faltar em seus copos.

Depois de rejeitar algumas (e alguns) pretendentes, Draco resolveu ir embora. Não estava mesmo em seu juízo perfeito, já que raramente saia de alguma festa sem ao menos trocar uns amassos com alguém. Fora que se pegara prestando atenção em Potter mais vezes do que seria considerado normal, claro que na maioria dessas vezes, também pegara Potter o encarando, mas esses olhares, que antigamente eles conseguiam sustentar por vários minutos, não duraram meros segundos, até que um ou outro desviassem o olhar.

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Draco entrou no banheiro pra trocar de roupa, queria ir embora o mais rápido possível, pena que os Deuses não estavam muito a fim de ajuda-lo. Assim que abriu a porta do vestiário, que tinha ao lado da quadra de esporte, viu que alguém tivera a mesma ideia. E a visão que estava tendo naquele momento, fez sua bermuda ficar um tanto quanto apertada.

Harry Potter, de costa para a porta, estava colocando sua cueca e nem percebera que era avaliado atentamente por olhos acinzentados. Levou um susto ao ouvir um barulho vindo da porta.

Draco soltara um palavrão ao tropeçar numa bola de futebol.

- Malfoy, o que faz aqui? – Harry tratou de levantar rapidamente a bermuda ao notar que não estava sozinho.

- Merda de bola. – Draco chutou o objeto para longe. – Como assim o que faço aqui, Potter? Vim me trocar. Oras, você que esta em todo lugar, esta me seguindo por acaso? – Sem nem perceber, Draco já estava bem de frente para o moreno.

- Eu te seguindo? – Harry soltou uma gargalhada. – Está louco Malfoy? Eu cheguei aqui primeiro, caso não tenha percebido. – Harry abaixou para pegar a camisa, quando Draco segurou em sua mão.

- Você continua muito baixinho. – Draco falou sério o encarando nos olhos.

- Como é? Você está um tanto quanto incoerente, Malfoy. E eu não sou baixinho. – Falou para em seguida crispar os lábios e puxar o braço que Draco ainda segurava. Fazendo pela primeira vez, Draco sorrir abertamente.

- Claro que não Potter, você é apenas verticalmente prejudicado. – Draco abriu ainda mais o sorriso, e Harry o encarou por alguns segundos chegando ainda mais perto do loiro, que bateu com a perna no banco onde a camisa de Harry ainda se encontrava. Os dois estavam muito próximos, e Harry o empurrou lentamente fazendo com que sentasse sem desviar o olhar uma única vez.

- Já te falaram que na horizontal tudo se encaixa? – Harry perguntou, o olhando de cima.

- Cuidado, Potter, se não sabe brincar, melhor não descer para o play.

- E quem disse que eu não sei brincar, Malfoy?

Harry segurou o queixo de Draco, desviando pela primeira vez seu olhar, que dessa vez fez de alvo sua boca, Harry se aproximou bem devagar e passou a língua pelos lábios do loiro, que entreabriu a boca dando passagem para língua do moreno, que aproveitou para aprofundar o beijo.

Draco correspondeu avidamente e o puxou até que ambos estivessem deitados no banco de madeira. O beijo que começara lento foi ganhando um ritmo mais forte, mais exigente. Os lábios se acariciando, as línguas se tocando provocativamente.

As mãos de Draco subiram pela nuca do moreno e agarraram-se aos cabelos revoltos, puxando-o levemente, até que se afastaram brevemente em busca de ar, mas logo Draco passou a explorar seu pescoço, deslizando a língua por sua garganta, lambendo, e mordiscando, fazendo com que Harry soltasse um pequeno gemido.

- Eu quero você, Potter. – Draco falou ao pé do ouvido de Harry, com a voz propositalmente rouca. – O Seamus tinha razão, o que acha de acabarmos de uma vez com toda esta tensão entre nós? – Draco levantou o quadril, roçando suas ereções, como que para demonstrar o que acabara de falar.

- Eu quero. Muito. – Harry falou com a respiração um pouco desregulada e logo o beijou mais uma vez, mas dessa vez foi apenas um roçar de lábios. – Só que não aqui, onde alguém pode entrar a qualquer momento, você quer ir para outro lugar? – Harry passou a língua pelo pescoço de Draco, e foi descendo até chegar em um de seus mamilos, onde mordiscou levemente.

- Só se você parar agora, Potter, porque do jeito que estou minha vontade é de tirar o resto de sua roupa e acabar com você aqui mesmo.

Harry sorriu, e antes que também perdesse o controle, deu um último beijo no loiro e quando ia sair de cima dele, Draco o puxou de volta.

- Foda-se, não vou aguentar esperar. – Dito isso, o loiro tomou a boca do moreno em um beijo urgente. Harry não se fez de rogado retribuindo ao beijo com a mesma avidez, descendo sua mão até a bermuda do outro, abrindo o botão apressadamente. Abandonou seus lábios apenas para descer a boca por toda a extensão de seu corpo, distribuindo beijos e lambidas pelos ombros, peito, abdômen, apreciando cada pedacinho de pele.

- Você é delicioso, Malfoy. - Harry que arrancara a bermuda de Draco, encarava o loiro nos olhos, olhos escurecidos pelo desejo que um sentia pelo outro naquele momento.

- Eu sempre fui, você que nunca deu a devida atenção. – Draco puxou Harry de volta, e deslizou a mão para o cós da bermuda dele, tirando-a lentamente junto com sua cueca. Harry suspendeu o quadril para facilitar o trabalho do loiro e em seguida chutou as roupas para longe.

O moreno fez uma trilha de beijos até chegar ao quadril do loiro, que arfou quando Harry passou a boca por seu membro ainda dentro da cueca.

- Potter... – Draco soltou um gemido e em seguida mordeu a mão, quando Harry lhe tirou a ultima peça de roupa e lambeu todo seu membro, para em seguida toma-lo por inteiro em sua boca.

- Oh Deus...! – Draco fechou os olhos involuntariamente quando Harry começou com um gostoso vai e vem e tudo o que passava na mente de Draco era: "Não pare e mais rápido!".

Harry provavelmente ficaria com uma marca roxa em seu ombro de tão forte que Draco apertava.

Harry levou seus próprios dedos aos lábios de Draco que os chupou com vontade, entendendo o que o moreno queria fazer em seguida.

- Oh, céus! – Ele gemeu ao sentir um dedo o penetrando lentamente, para logo em seguida sentir, dois, três dedos o penetrando.

Harry parou de chupá-lo para lhe beijar os lábios, mas sem deixar de prepara-lo

- Agora... Eu quero agora, Potter! – Harry nunca sentiu tanto desejo de atender uma ordem de Malfoy, como naquela hora. O moreno se afastou para pegar uma camisinha na carteira e ao coloca-la, segurou um gemido, pois Draco resolveu se tocar. Harry já estava no seu limite e não perdeu mais tempo, o penetrou devagar fazendo o loiro arfar.

Harry o encarava intensamente, esperando por algum sinal de Draco para que se mexesse, tentando manter o controle quando sua vontade era de estoca-lo bem forte e bem rápido.

Como se estivesse lendo seus pensamentos, Draco ergueu o quadril e enlaçou a cintura de Harry com as pernas.

- Por favor, Potter, mexa-se! – Harry escondeu o rosto na curvatura do pescoço de Draco, sorrindo, mas rapidamente acatou as ordens, estocando fundo, fazendo com que Draco soltasse um palavrão a cada investida em sua próstata.

O moreno gemeu de prazer, seu corpo pegando fogo pelo desejo. Draco era tão apertado, tão quente.

Os dois estavam dando ao outro tudo que tinham, investindo rápido, falando palavras desconexas. Harry segurou o membro gotejante de Draco e passou a mover sua mão no mesmo ritmo de suas estocadas.

Sentiu o corpo de Draco ter espasmo, e seu próprio corpo retesou, passando a investir mais rápido. Sentiu quando o loiro se derramara em sua mão, gemendo palavras desconexas em seu ouvido. Logo gozou intensamente dentro de Draco.

Assim que suas respirações pareceram voltar ao ritmo normal, Harry saiu de dentro de Draco, mas ainda continuou em cima do outro. Porém, assim que a adrenalina baixou, os dois sentiram um grande desconforto, por estarem naquele banco duro de madeira.

Harry saiu de cima do loiro e sentou no banco jogando sua cabeça para trás e Draco seguiu o moreno fazendo o mesmo.

- Isso foi tão...

- Intenso, é eu sei. – Draco olhou para o moreno, que sorria para ele.

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Ron estava esbravejando e xingando Harry por ter sumido e o deixado sem carona para casa, quando deu um pulo ao sentir um forte tapa em seu traseiro.

- Mas que porra...

- Aceita uma carona, Weasley? – Blaise sorriu ao ver vários tons de vermelho aparecer no rosto de Ron. – Ah essa altura, seu amiguinho Potter e Draco estão bem longe daqui, já que Draco me deu as chaves de seu carro e saiu de moto com Potter. – Blaise saiu andando, mas parou ao perceber que o ruivo estancara no mesmo lugar.

- Fecha essa boca, Weasley. Sabe que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, aqueles dois nunca me enganaram, agora vamos, antes que eu desista e te deixe sem carona.

Ron, ainda demorou alguns segundos tentando fazer com que as palavras do negro entrassem em sua cabeça. Decidiu segui-lo antes que sua cabeça entrasse em combustão pelo que acabara de saber.


NA: Olá coisinhas amores! Fiquei feliz da fic ter sido bem recebida, apesar de alguns terem passado por aqui, colocado no alerta e nem ter deixado um oi :/ Mas, tudo bem, podem compensar nesse, que teve até lemon para as depravadas de plantão rsrs

E obrigada a Nyx pela betagem, amiga mais perva de todas, que me fez lembrar da camisinha he!he! Não que eu esqueça dela povo, por favor, todo mundo usando camisinha!

Agradecimento a quem comentou sem estar logado:

Yinfa – Não precisa esperar mais, amore, aqui está. Espero que tenha gostado. Bjus

Karin – Oi amore! Fico muito feliz que tenha gostado. Sua opinião é muito importante. Bjokas!

Giny – Sim, senhora. Está aí a continuação. Muito obrigado. Bjus

Até o proximo capítulo.

Bjus.