Acerto de Contas – A Coleção

Parte 02

Era tarde, já para mais de uma hora. O sol estava alto, tão alto quanto a adrenalina que tomava conta de seu ser, invadindo, prometendo, ameaçando sem sequer se importar em deixa-lo trêmulo, irritadiço e com o cenho franzido constantemente.

Seus passos até o carro foram lentos. Seus sapatos italianos mereciam todo esse ritmo sutil dada a ocasião à qual se dirigia.

O SUV deixou a garagem, sem pensar, guiou-o até a área noturna da cidade. Por hora, todos os lugares pareciam quietos demais, até mesmo aqueles bons restaurantes. Por hora, isso seria perfeito.

Procurou por algum atalho, não encontrando, tendo que contornar todas aquelas ruas de mão única para chegar o mais perto possível, então, parar, descer calmamente, ajeitar seus óculos escuros no rosto e pôr-se a caminhar feito um rei depois de travar o alarme. Seu terno em tons de cinza contrastava com a camisa negra como a noite. Os jeans batidos contrastavam com o estilo alinhado, causando o impacto que tanto gostava, que tanto estimava.

Passou diante de algumas pessoas, marcando seu caminho, todos os olhos admirados, indagando, sonhando, desejando. Mas não, não os percebia realmente. Seu cérebro o havia ditado uma função básica, e era justo essa a qual estava indo cumprir.

Quando avistou o local, não parecia nada com a versão noturna. Calmo demais, mal parecia o antro de perversões pertencente àquele quem no momento odiava. A porta da frente estava fechada, mas sabia que bastava empurrar três vezes e a tranca se soltaria, sempre com o mesmo problema. Além do que não queria entrar por trás, pelos fundos, para um motivo tão importante.

Quando conseguiu irromper no ambiente, não pediu licença, estava de péssimo humor para ser falsamente educado. Todas as mesas estavam recolhidas, as cadeiras para cima, o chão transformado em um enorme espelho d'água e no fundo, no balcão, uma das músicas preferidas dele se desprendendo do som. Mais alguns passos nada sutis, pôde vê-lo, limpando as coisas, vestido como uma vadia, os longos cabelos soltos e uma flanela azul na mão. Centenas de taças sobre a pia imensa. É, por suposto havia muito a ser feito ainda. Tanto para ele quanto para sua pessoa.

Orochimaru lhe olhou e, ignorando o fato de ter entrando sem avisar, ainda o cumprimentou.

— Bom dia Minato! — um sorriso tão prepotente que desejou sinceramente arrancar da face dele — Que cara é essa? Parece que acabou de chegar de um velório!

Provocou, jogando os cabelos que o atrapalhavam de fazer suas tarefas tranquilamente. O ódio que notou nos olhos do outro fizera um arrepio percorrer seu corpo, porque sabia que teria sérios problemas. Sorriu de canto, escarninho. Já imaginava o motivo...

— Sim, eu acabei de chegar de um velório. Do velório da inocência do meu filho, que na noite passada, você fez questão de matar!

O sorriso prepotente sumiu da face pálida. Os olhos delineados em preto arregalaram-se levemente enquanto sabia, tentava inutilmente conter uma gargalhada. Havia acertado o motivo da visita do loiro.

— O que você tem a dizer?

— E o que você tem a fazer? Naruto tem quinze anos. E não fizemos nada demais. Eu não... — sorriu de canto enquanto falava — o forcei.

— Não, Orochimaru, mas o deixou embriagado! Ele estava fora de si!

O modo como Minato ousou dizer, deixara claro que havia acontecido qualquer coisa muito estranha durante a madrugada, e... O moreno podia sentir o cheiro de Naruto sendo exalado pela pele de seu pai...

— Acho que o problema não é realmente o que aconteceu por aqui...

A serpente disse, a expressão indecifrável. Abandonou o que fazia e então foi até o loiro, o tocando os ombros. Minato não reagiu.

— Acho que você fez o problema realmente acontecer, irmão...

As palavras chicotearam a pele beijada pelo sol. Quem ele pensava que era para colocar a culpa de todo um desastre feito pelas próprias mãos em outra pessoa? Surtou. O tomou os pulsos, com bastante força, vendo o medo que passou levemente pela face à sua frente.

— Não ouse tocar suas mãos venenosas em mim! — aumentou o tom de voz, seus olhos adquirindo um brilho intimidador — Você ama suas imundícies, corrompe todos por onde passa, mas deveria ter tido a decência antes de mexer com meu filho, e antes de insinuar acontecimentos tão patéticos quanto sua própria existência!

Orochimaru se soltou com um arranque forte, e Minato não permitiu que desse nem ao menos dois ou três passos. Já o tinha em suas mãos outra vez. E as palavras estavam cada vez mais duras, as ameaças também. Tanto de sua parte quanto da parte daquele quem havia cometido um dos piores erros. E por pouco não estavam se agredindo com pancadas.

— Você quer realmente saber o que aconteceu, seu idiota? Olhe a droga do meu celular!

Gritou. Seus cabelos já estavam bagunçados, seus pulsos vermelhos e seu humor mais instável que uma ogiva nuclear. Estava se segurando para não atacar Minato e coloca-lo para correr dali com um belo chute, porque sabia, seria errado fazer isso, quando realmente havia corrompido o garoto.

Minato o largou, indo até onde ele havia apontado. Recolheu o objeto e procurou nos vídeos. Logo encontrou.

A festa estava animada demais, a serpente dona do local estava sobre o palco, cantando, vestida em preto-noite, tocando sua guitarra, uma música tão pesada quanto seu visual. Provavelmente tão bêbado quanto as crianças que ali estavam. Logo a música acabou e uma batida irritantemente eletrônica tomou conta do ambiente, mais escuro, com luzes coloridas.

Orochimaru-sama! Fale para o vídeo!

Ele sorriu, vindo até a câmera.

Olá! Sejam bem-vindos à mais uma das minhas festas, dá pra ver que estão gostando, não é mesmo, Deidara? — disse para o que segurava o aparelho — Se meu celular cair, vai me dar um novinho. Acho que deveriam parar de beber um pouco, eu sei, meus drinks são perfeitos, mas já basta.

Não! Qual é!

Alguns gritaram, e logo vários e vários gritos tomaram conta do ambiente, desviando a atenção da câmera para cima do balcão do bar. E lá estava aquele ser loiro, o short vermelho extremamente curto, adornando o corpo que se mexia de modo provocante, rebolando, incitando pensamentos imundos sobre sua pessoa, puxando a alça da regata preta como se quisesse rasga-la, acariciando com uma mão o abdômen, o expondo, fazendo questão disso.

Oh droga... Quem o deixou subir lá? É meu sobrinho!

Ouviu-se a voz do dono do local e vários risos, vários incentivos ao que se exibia, e a câmera se aproximou, focalizando bem o rosto dele. Naruto, loiro como sempre, os cabelos bem mais bagunçados do que o normal, caindo ante a face, mostrando o quão fora de si estava. Em sua mão, agora, um copo, cheio, o qual bebeu em segundos, ganhando ainda mais gritos de incentivo.

Droga...

Orochimaru se aproximou do balcão.

Acho que deve descer daí agora mesmo. Venha, vou te levar para casa.

De jeito nenhum! — gritou, sorrindo, continuando a dançar. Ao menos ainda entendia o que as pessoas falavam — Você não manda em mim...

Disse, olhando para a câmera, que focalizava tanto ele quanto o mais velho.

Vamos garoto.. — tentou toma-lo pelo pulso e ele se evadiu, abaixando-se em seguida, as pernas bem abertas, provocando, enquanto sorria e sussurrava qualquer coisa, desafiando, afrontando — Naruto...

Ele ajoelhou-se no balcão e como num passe de mágica, enlaçou os braços no pescoço alvo, deixando sua língua traçar toda a boca do outro, quem em choque nada fez.

Oh Deus!

Ele beijou Orochimaru!

Vários, vários e vários gritos, todos eles mostrando o deslumbramento que a cena causava em todos os presentes ali.

Eu não perco isso por nada!

O que segurava o celular disse, chegando mais perto, só para ver Naruto se afastar e voltar ao que fazia, dançando feito uma prostituta, enquanto Orochimaru permanecia estático. Quando o moreno pareceu querer reagir, franziu o cenho, passando pela câmera e surgindo atrás do balcão segundos depois. Tomou o pulso fino, puxou com brutalidade, fazendo o garoto quase que se desequilibrar, e para piorar ainda mais, a proximidade só fez com que ficasse ainda mais fácil fazer o que tanto queria... Enlaçou as pernas no tronco esguio, sorvendo agora, qualquer quantidade de uma garrafa que alcançara.

Naruto... Pare!

Tomou das mãos ágeis a garrafa, tomando os pulsos outra vez, e logo sendo surpreendido dessa vez por uma mordida, no pescoço, justo onde era mais sensível. Não pôde refrear a expressão que tomou conta de seu rosto, não. Ele havia soltado seus pulsos com um arranque forte demais, e agarrava-se aos fios em tom de ébano. Afastou-se apenas um pouco. Ainda assentado no balcão, podia sentir o que causava no outro. Riu, devasso, antes de puxá-lo para um beijo, dessa vez tão voraz como os que via na TV, ou em coisas que assistia pela vida, dessa vez, correspondido.

Droga...

Orochimaru disse baixinho, tentando afastar o garoto pela última vez. Inútil. Todo aquele ar luxurioso o havia enfraquecido. Aquele pirralho sabia mesmo como enfeitiçar alguém. O estrago estava feito. Se ele queria brincar, não negaria.

O beijo se intensificou, enquanto suas mãos pálidas descobriam o corpo intocado, fazendo-o rir e esfregar-se contra a protuberância tão visível quanto a sua.

Naruto quebrou o contato, olhando para a câmera.

Vocês gostam? — indagou, os olhos escurecidos. Orochimaru o mordeu o pescoço com certa força e o gemido que deixou escapar fez todos gritarem, atiçando ainda mais a situação — Vocês querem mais?

Perguntou em bom tom, todos então gritaram que sim, suplicando por mais daquele pecado, e Naruto sentindo-se de fato, a estrela da coisa toda. Empurrou Orochimaru, descendo do balcão, quase a mesma altura dele, dançando, roçando-se contra ele, sentindo as mãos acariciarem seu corpo, tomarem seus quadris, apertando, consumindo com o pouco que restava de sua sanidade. Voltou-lhe as costas, sendo pressionado num instante contra o balcão. A mão ágil do mais velho o tocou, e as suas fizeram o favor de esconder sua face então ruborizada, antes de se agarrar ao balcão como se fosse perder o controle.

Forçou-se contra o mais velho, quem mordeu seu ombro enquanto em um instante dilacerava sua regata com apenas um puxão.

Oh meu Deus!

Aquela voz, vinda de trás do telefone, cessou quando o zoom do filme aumentou e percebeu-se que a pele beijada pelo sol estava sendo arranhada pelas longas unhas negras. Naruto estava tão perdido quanto aquele quem tinha provocado.

Minato fechou o celular. O calor que o havia tomado de assalto o fez desabotoar alguns botões de sua camisa, em busca de mais ar. Era como se respirar fosse uma tarefa para gênios ali.

— Eu vou matar você.

Disse, a voz pesada, advertindo, como se quisesse dar tempo para o outro correr, se defender, se esconder. Mas não, ele tinha que ficar ali.

— Seu imbecil! Não foi minha culpa! Será que não vê que seu filho é tão pervertido quanto você era quando tinha a idade dele?

A fúria lhe cegou, e o golpe que acertara a face pálida, levara o outro ao chão. A água fez contato com a pele quente, fazendo-o se arrepiar, encharcando a ponta dos cabelos, assim como parte de sua roupa, seu corpo. Sentiu um agarre em seus fios, logo foi levantado, arrastado por um longo espaço. Se sentia atordoado, perdido, mas Minato sabia bem onde estava indo. Conhecia aquele lugar como a palma de sua mão.

Abriu a porta da adega num chute. O atirou contra um dos sofás imensos e redondos que haviam ali. Trancou a porta.

— Minato, o que...

Antes que terminasse, foi estampado à parede, ainda arrastado pelos cabelos. Sentiu os olhos azuis nos seus, sentiu a respiração dele próxima demais à sua face.

— Eu te odeio...

Ele disse, e agora, foi a vez de levar um delicioso golpe, bem na face esquerda.

— Eu não tive culpa, seu maldito!

Gritou. O loiro se recuperou do golpe, tomando-lhe novamente os pulsos entre as mãos, com ainda mais força, e logo veio o inesperado.

Assustou-se quando os lábios dele se colaram aos seus, assustou-se com aquele toque que não sentia há tanto tempo... E sim, continuava do mesmo jeito. Pobre coração, pobre coração... Sentia vontade de chorar, e quando ele se afastou, não conseguiu conter aquela lágrima teimosa que escorreu por sua face. O viu colocar as mãos contra a cabeça.

— O que é que eu tô fazendo...

O ouviu sussurrar e quando pensou em se mover, os olhos cheios de um misto de ódio com qualquer outra coisa voltaram em sua direção, assim como ele, e logo se vira estampado na parede, os lábios tomados novamente, uma mão tomando sua perna esquerda, mantendo-a levantada enquanto os corpos se esfregavam, enquanto a promiscuidade da cena não era vista por ninguém além de seus anjos, além de seus demônios.

— Namikaze...

O nome que não pronunciava há tanto tempo saiu de seus lábios quando os dele tocaram seu pescoço. Espantou-se como ele ainda sabia exatamente o que fazer, espantou-se como ele parecia ainda mais delicioso, ainda... maior. Arrepiou-se, tentando afastá-lo, sendo dominado. As mãos ágeis desabotoaram seu short, curto demais, claro demais, molhado, colado à pele, decorado pelo problema que fora causado, assim como todos os outros, por ele.

— Namikaze...

O chamou outra vez quando sentiu que a mão ágil o tocava, quando sentiu que suas pernas finalmente perdiam as forças, quando sentiu que pertenceria mais uma vez. E não, não queria, mesmo que quisesse.

— Você vai sentir tudo o que Naruto sentiu.

Ele disse, baixinho, enquanto marcava mais uma vez a pele branca como a neve, dessa vez, o ombro direito, deixando claro que estivera ali por um motivo tão importante quanto sua necessidade de vingança. A faria do melhor modo, sabia, porque sabia, mesmo que ficasse destruído, ele também ficaria, muito, porque se lembrar de todo o passado, sentir mais uma vez e depois ser abandonado, sim, conseguia ser pior do que qualquer uma das surras que pudesse dar.

Abriu os olhos dourados, estava leve, zonzo, e sabia que não era por motivo algum além do modo que ele estava agindo. Sabia que a boca dele era venenosa, os toques, tóxicos, sabia também que, Deus, havia algo acontecendo. Foi tomado pelos braços fortes, levado até uma daquelas poltronas, e quando percebeu realmente, estava sem nenhuma peça de roupa, ele sobre seu corpo, e podia sentir, estava se forçando.

— Nami...kaze... Não!

Suplicou. O brilho que então tomara os olhos azuis, dizia apenas que tudo aquilo estava se resolvendo do mesmo modo que imaginara, e ver as lágrimas se formando, pouco a pouco, indicava que seu plano estava tendo sucesso. Por um momento, quis apenas amá-lo mais uma vez sem precisar de um motivo para isso, mas refreou-se antes que quaisquer sentimentos bons tomassem conta de seu ser e colocassem em risco suas ideias originais.

Minato forçou-se, sentindo romper o corpo que sempre fora do mesmo jeito, aparentemente intocado. Viu os olhos dourados lacrimejarem, viu que ele tentava não chorar, e tentava muito, com muita determinação. Seria humilhante demais. Na verdade, o era, porque sabia, amar alguém, não ser correspondido, e ser usado por um motivo qualquer era degradante demais para não destruir quem quer que fosse.

Sentiu as pernas gélidas enlaçarem em sua cintura, sentiu os braços ao redor de seu pescoço e soube que ele não mais lutaria. Soube que ele não tinha forças para tal, e logo o invadiu por completo, tornando os corpos apenas um , sentindo o calor familiar enquanto o beijava, enquanto mostrava um pouco de sua fraqueza com o simples gesto de acariciar a face pálida, justo onde o tinha acertado antes.

Seus movimentos começaram, intensos, de uma só vez, e sim, aquilo estava tão prazeroso quanto se vingar de verdade, o jeito como as unhas longas e negras arranhavam sua pele, do mesmo modo de sempre, o jeito como ele simplesmente decidia por pertencer...

Perdeu-se dos seus motivos por querer, se deixou desligar deles, porque mesmo que fosse apenas o pretexto de uma vingança, mesmo que tivesse que mascarar o que realmente sentia, sabia, o momento merecia, ele merecia.

— Minato...

Ele chamou seu nome, olhos fechados com força, lágrimas marcando o rosto expressivo... Sabia que estava perto, sabia que o toque da mão ágil em seu membro o levaria além do seu limite em tempo recorde.

— Venha para mim...

O loiro sussurrou em seu ouvido, chamando, incitando. Sabia como fazê-lo se perder, e mesmo que quisesse fazer durar para sempre, no fundo, no fundo, tinha que deixar claro para ele que se tratava, sim, de um castigo.

— Minato!

Implorou sem palavras, implorou pelo que veio em seguida, um arrepio cortando todo o seu corpo, um gemido tão alto quanto os outros, suas unhas se cravando contra a pele dourada, seu corpo se apertando, apertando-o, enquanto o marcava com sua semente, enquanto se sentia tudo, nada ou mais um pouco, fechando os olhos e se deixando sentir apenas o paraíso, sentir apenas seu corpo leve, sua respiração tão descompassada quanto seus batimentos.

O loiro sentiu sua resistência se quebrar. O corpo se apertando ao seu redor, o cheiro do perfume marcante, a cena de todo o descontrole daquele à quem possuía e o jeito que há tempos não via, tudo isso, somado a toda a sua vontade de estar ali que tentava suprimir, fizera atingir o limite, perder-se dentro dele, e fora mais uma vez como sempre. Delicioso, único.

Fechou os olhos enquanto ofegava, seu corpo contra o dele, ainda sentindo-o por completo, como há muito não fazia. Esperou que sua respiração voltasse ao normal, o mesmo ritmo de antes, que seus batimentos resolvessem se organizar de algum modo, e então, deixou-se abrir os olhos.

Abandonou o corpo inerte, levantando-se, ajeitando sua roupa, sério. Nada fez além de olhar para trás uma única vez enquanto ele se vestia, apressado, assustado, e podia jurar, ele tremia tanto quanto sua pessoa.

Pôs-se a andar. Ele seguiu. Foi até a porta e logo ele parou certa distância atrás de sua pessoa.

— Eu te amo.

Atreveu-se a dizer, a voz baixa, como se hesitasse.

— Eu não te amo. Adeus.

Foram suas últimas palavras, mesmo que quebrando seu próprio coração. As feridas talvez se fechariam com o tempo. O importante, era que havia dado certo, o seu sutil Acerto De Contas.