Capítulo dois saindo! Por favor, deixem uma review, seja porque vocês amaram ou porque odiaram (snif)! Beijoos!
Disclaimer: Nada meu.
Armadilhas do Amor (Love Decoy):
Capítulo Dois: Proposta & Bons Modos
"Eu preciso fazer isto o mais legal e civilmente possível, é claro." Ele declarou. Então ele joelhou-se na frente dela e levantou o anel em sua mão.
"Rima Touya, você seria minha esposa? Eu prometo amá-la... por seis meses."
Rima juntou as sobrancelhas, zombando.
"Bom, ok ―"
"Eu disse civil. Me responda formalmente." Shiki ordenou.
Rima fez uma careta, mas o respondeu.
"Sim, Senri, eu prometo amá-lo e respeitá-lo. Eu me casarei contigo."
Takuma bateu palmas quando Shiki colocou o anel no dedo anular de Rima. O anel era de uma prata vibrante e clássica. O estilo era claramente dos anos 60, mas ficou ótimo. Rima sempre amou coisas clássicas.
Shiki se levantou e sorriu satisfeito para ela.
"Bom, imagino que a gente precise planejar nosso casamento."
Rima levantou os ombros, indiferente.
"Eu não me importo. Nós podemos nos casar em qualquer lugar."
Shiki balançou a cabeça.
"Eu farei isto do meu jeito. O jeito civil."
Rima revirou os olhos e se encaminhou para a porta. "Eu certamente não vou reclamar já que você é quem está gastando seu dinheiro e tudo mais. Bom, preciso ir. Te vejo por aí, meu noivo." Então ela lhe mandou um nada gracioso beijo a distância.
Shiki suspirou e sentou-se novamente em sua cama.
Rima Touya É sua noiva. Não é real! Gah. Espere, é real. Ele não estava sonhando. A garota rebelde iria se casar com ele. Ele iria matar Takuma.
Ele tinha que admitir. Ele nunca soube muito sobre Rima exceto que ela sempre se metia em encrencas por pregar peças nas pessoas. Ele também sabia que ela o detestava por causa de suas realizações. Não era como se ele fosse afetado por isto, mas Rima realmente sentia inveja dele. Essa era a raiz de sua raiva. E Shiki sempre manteve essa distância entre eles. Ele sempre fora o calado que evitava problemas e discussões. Mas agora… Parecia estranho pedir alguém que ele evitava em casamento. Não que ele a odiasse. Ele sempre for a tão… TÍMIDO na frente dela.
A risada de Takuma interrompeu seus pensamentos.
"Salvei sua vida, hein? Eu disse que era fácil." Takuma disse, afetadamente.
Shiki revirou seus olhos e jogou uma almofada no amigo. Devido aos reflexos rápidos de Takuma, ele desviou-se facilmente.
"É, obrigado por salvar meu pescoço. Eu agradeço demais." Replicou, de um jeito sarcástico. "No que você estava pensando, Takuma? Você me trouxe a "Rima, a rebelde"! Você não percebeu que essa mulher sempre me detestou? E agora eu terei que morar com ela por seis meses. Que ótimo." Shiki gemeu.
Takuma balançou a cabeça.
"Você fala com se tivesse medo dela. Você tem?"
"NÃO!"
"Então do que você está reclamando? Se eu fosse você, trabalharia meu charme nela. Ela é absolutamente linda e charmosa."
"Charmosa?" Shiki zombou. "Mais como uma leoa, talvez. Você precisa ver o punho dela, é enorme."
Takuma assobiou com a descrição de Shiki.
"Não seja tão duro com ela, Senri. Eu ouvi dizer que a Rima sempre teve uma quedinha secreta por você..."
"......"
"Ela é realmente diferente de todas essas meninas escandalosas que se encontram por aí, ela é... eu não sei... diferente. Ela não se mistura em uma multidão. Ela tem personalidade... ela é interessante." Takuma disse.
"Obrigada pelo depoimento, Takuma. Mas eu preciso dormir agora."
Takuma sorriu e saiu do quarto.
Sim, Rima era interessante. E era como Takuma havia dito: Experimente e estude quem ela realmente é. O amigo estava obviamente interessado nela, mas mantinha distância.
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No dia seguinte, Shiki se atrasou na hora de acordar e teve que estudar suas as matérias, sozinho no pátio, misturando suas anotações, confuso.
Foi então que Rima apareceu com sua blusa larga e um rabo de cavalo preso em um laço preto. Deslumbrante como sempre, é claro.
"Ei, amor! Você dormiu bem?" Ela praticamente gritou através do pátio de forma que todo mundo podia ouvi-la.
Shiki estremeceu e escondeu seu rosto atrás do livro de vergonha quando percebeu que todas as cabeças haviam se virado para ele.
Ah, não. Por favor, não deixe que ela me veja. Não deixe que ninguém me veja, por favor.
Passos.
"E aí, meu noivo! Como estão as coisas? Eu estava realmente preocupada de que você tivesse se perdido ou algo parecido... Eu procurei você por todos os lugares." Ela se sentou ao lado dele e quase o estrangulou com um (para ela) abraço amoroso.
Shiki engasgou.
"Tire suas mãos de mim!" Ele sussurrou.
Rima levantou uma sobrancelha.
"Eu pensei que estivéssemos fingindo?" Ela sussurrou de volta.
Shiki bateu em sua testa com sua mão.
"NÃO! Eu quero dizer, sim, estamos fingindo, mas você realmente tem que parecer vulgar e gritar isto para todo mundo?" Ele ordenou.
"Eu só estou fazendo o meu trabalho o mais consistente possível. Você disse que me pagaria o dobro se eu o fizesse bem. Eu o estou fazendo maravilhosamente, então por que você está se opondo, seu retardado?"
Shiki a encarou e percebeu que ela estava mascando chiclete.
"Ah, sim! Você é ótima. Uma idéia brilhante, gritar por aí. Por Deus, mulher, você está exagerando! E você está comendo chiclete de novo?
Rima revirou os olhos e replicou.
"Eu não preciso do seu sarcasmo, eu sei que eu sou brilhante. E o que você tem a ver com eu estar comendo chiclete? Você não é minha mãe."
"Eu sou seu noivo! Se liga!"
"Ah, sim… me desculpe por isto, meu bem! Eu vou jogar isso fora para que eu possa te dar um amasso selvagelmente." Ela havia começado a gritar de novo.
E olhos curiosos encontraram com os dele. Shiki olhou para baixo, envergonhado. Rapaz, havia ficado claro agora. Não seriam seis meses nada fáceis para ele.
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Antes de meia noite todos os alunos da classe da noite da Academia Cross já sabiam que Shiki Senri havia pedido Rima Touya em casamento. Shiki não estava NADA feliz. E Rima estava orgulhosa de seu trabalho.
Ela pensava que estava fazendo um excelente trabalho como esposa. É claro que ela faria isto bem. Ela estava precisando do dinheiro, é claro.
Ele estava se sentindo completamente ultrajado pela vergonha. Ele quis poder chicotear alguém com seu sangue. Qualquer um que sorrisse e fosse dar felicitações a ele e Rima. Shiki bagunçou seu cabelo castanho e saiu andando rapidamente para um corredor.
Então ele viu Rima.
"Tome isto, seu idiotinha! Isto é por ter roubado meus pockeys! E isto! E isto!"
Rima Touya estava perseguindo uma criança por todos os lugares, jogando pedaços de roupa na direção do menino assustado. Seu rosto estava furioso e seus usuais rabos de cavalo em cada lado da cabeça pareciam uma trança suja.
"Parada! NÃO! Ajude! Alguém afaste essa mulher demente para longe de mim"! A criança fingiu um guincho ao dar um sorriso de satisfação.
"Volte aqui! Seu covarde!" Ela acelerou e o alcançou. Ela não fazia idéia de que Shiki a havia seguido, discordando das suas atitudes.
Rima conseguiu segurar a gola da camisa do menino e o levantou do chão, seus olhos brilhando de triunfo.
"Quem é demente agora? Criança insolente! Me devolva meus pockeys! Senão ―"
A criança conseguiu cruzar os braços. "Senão o quê? Vai grudar todos os seus chicletes na minha testa. Isto é nojento, ok?"
Rima riu friamente. "NÃO". Ela o encarou. "Eu vou quebrar o seu nariz!"
Então ela levou seu braço para trás com os punhos fechados e os levou com grande velocidade na direção da cara da criança.
"Tome isto!" Ela gritou.
O menino também gritou e tentou cobrir seu rosto com suas mãos, sem sucesso.
Shiki agarrou o punho dela bem em tempo de evitar que ela amassasse a cara da criança.
"O que você está fazendo?" Rima e Shiki perguntaram ao mesmo tempo.
Rima fechou o rosto para ele. "Me solte."
"NÃO."
"E por que não?" Ela rosnou.
"Você está machucando o garoto. Ele é apenas uma criança. Você é realmente baixa a ponto de bater em uma criança? É óbvio que ele não é páreo para você. Então pare de bater neles porque você tem uma grande vantagem. Escolha alguém do seu tamanho." Shiki soltou seu punho e a forçou a largar a gola da camisa do menino.
O garoto mostrou a língua para Rima e lentamente andou para trás, pronto para escapar.
"Nem tão rápido, pirralho." Shiki agarrou seu braço.
"O quê?" A criança reclamou.
"Eu quero que você devolva os pockeys para a Rima e se desculpe. O que você fez foi vergonhoso para nossa reputação. Roubos não são tolerados na Academia Cross, você entendeu?"
Foi a vez de Rima de mostrar a língua para a criança. Shiki revirou os olhos. Ela era tão infantil. Mas bela.
"Desculpe." O garoto disse, devolvendo com má vontade a caixa de pockeys para Rima, não soando nada verdadeiro.
Rima encarou a criança, mas pegou os pockeys de qualquer jeito.
Shiki balançou a cabeça, aprovando a cena. "Agora, eu quero que você nos diga seu nome?" Ele se dirigiu ao menor.
"Eu não vou contar porque eu sei que vocês vão me reportar para o Diretor Cross." Ele disse com uma careta.
"Diga. Agora." Shiki ordenou novamente, seus olhos azuis claros o perfurando.
"Está bem! É Shiro."
"Rima, você precisa tratar as crianças com respeito também, eu sei que somos muito mais maduros que eles, mas eles também merecem respeito uma vez que é esta a causa e a razão de tudo."
Rima o encarou, estava claro em seu rosto que ela não gostou de estar recebendo uma lição de alguém.
"Que seja." Ela retrucou.
Shiki suspirou. "Eu quero que você dê um pockey para o Shiro. E você, Shiro, em troca, promete nunca mais roubar um desses."
Shiro pensou por uns instantes, antes de assentir. "Ok... eu prometo."
Rima não se moveu. Seu preciosos pockeys, distribuídos?! JAMAIS NESSA VIDA!
"Rima?"
"Nunca."
"Não vai te matar se você der um, Rima. Só UM."
As mão delas se contraíram mas ela não se moveu.
Shiki suspirou e tocou suas mãos de forma a forçá-la a pegar um palito. Rima o fitou, incrédula.
Então as mãos de Rima, sob o controle de Shiki, ofereceram um pocky a Shiro. Ele riu, o pegou e saiu correndo.
"Isto certamente não te matou, matou?"
Rima resmungou. "Eu te odeio."
"Não seja assim. Você sabe que dividir é divino. Falando em pockeys, porque você não me dá um também?" Ele perguntou.
Rima sorriu docemente e tirou um pocky da caixa.
"Aqui está, meu DIVINO marido!" Então ela enfiou o pocky diretamente em sua boca.
"Oigado." Resmungou, sua boca cheia.
E enquanto ele comia, se lembrou das palavras de Takuma.
Então do que você está reclamando? Se eu fosse você, trabalharia meu charme nela. Ela é absolutamente linda e charmosa.
Shiki lançou um olhar para Rima. Sim, sim! Ela era linda com seus grandes e graciosos olhos e seu vibrante cabelo loiro alaranjado. Ele se viu admirando ela.
"Rima? Eu vou te acompanhar de volta ao seu dormitório." Ele ofereceu e segurou sua mão.
Ela não pareceu notar sua mão porque estava preocupada em comer.
"Ah oum." Ela disse, sua boca também cheia.
Ele segurou em sua cintura e aquilo pareceu bom contra sua pele.
Espere, ele acabara de dizer que a admirava? Sim. E sim, ele certamente iria estudá-la.
