Disclaimer:Infelizmente TWILIGHT não me pertence, mas essa fanfic sim. Por favor, respeitem!
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Playlist
"Hurricane" 30 Seconds To Mars
"Closer" Kings of Leon
"Scar Tissue" Red Hot Chili Peppers
"Secrets" One Republic
"Undisclosed Desires" Muse
"She's a Genius" Jet
"Good Times Gonna Come" Aqualung
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Capítulo um – Denúncia
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"Um homem não denuncia o outro se não sentir raiva,
mas uma mulher faz isso simplesmente por fazer."
- desconhecido -
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Era um típico dia de março em Washington. O fim do inverno estava próximo. A neve que caíra incessantemente durante os dois primeiros meses do ano, há muito havia se dissipado, contudo, o vento gelado e as baixas temperaturas ainda tomavam todo o Distrito de Columbia. Alguns transeuntes que acordaram cedo caminhavam encolhidos contra o vento frio pelas ruas próximas ao The Washington Post indo para os seus escritórios para mais um dia de trabalho.
Dentre as pessoas que caminhavam pela Northwest Street uma jovem de cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo, botas negras de cano e saltos altos, calça jeans de um azul profundo, suéter de gola alta preto, theat coat vermelho de botões preto, bolsa de couro negro e imensos óculos escuros, também caminhava a passos largos.
Aquela era Isabella Swan, ex-estagiária do Washington Post, que havia conseguido há algumas semanas finalmente ser contratada como jornalista do mesmo. Apesar de ter nascido no Arizona e ter concluído sua qualificação profissional no estado em que o clima é semi-árido, não sendo muito comum as baixas temperaturas, não se sentia incomodada com o frio cortante da Capital Federal, uma vez que passou boa parte de sua adolescência e um pouco de sua vida adulta em Chicago e em Seattle, onde as temperaturas mais frias são habituais.
Isabella empurrou a grande porta de vidro temperado fumê da entrada do mais importante jornal de Washington, adentrando, assim, no hall do mesmo. Por ser ainda as primeiras horas da manhã este se encontrava relativamente vazio, a não ser por alguns membros da manutenção, seguranças e dois jornalistas responsáveis pelos obituários. Com seus óculos escuros encobrindo seus magníficos olhos castanhos como chocolate, a morena se encaminhou para o elevador, que a levaria para o nono andar sem se preocupar em olhar para alguém ou desejar um bom dia, como sempre fazia.
O nono andar do edifício do The Washington Post era reservado inteiramente para os jornalistas e correspondentes que se dedicavam integralmente a vida política do país. Ali se reuniam os principais nomes do jornalismo político de todo o país, assim como alguns freelancers e estagiários – cargo que anteriormente Isabella também ocupava.
Apesar de contar com um time de excelentes profissionais especializados em analisar as ações políticas que aconteciam principalmente naquela cidade, só existia lugar para um jornalista brilhar, o inteligentíssimo e temível: James Collins.
James era principalmente conhecido por sua capacidade de tornar políticos até então desconhecidos em grandes 'celebridades' da noite para o dia, todavia, esse poder também se determinava em sua capacidade de destruir na mesmíssima velocidade qualquer um que se interpusesse em seu caminho. Sua opinião é respeitada por todos seus companheiros profissionais, por políticos e principalmente pelos leitores de suas colunas, famosas no país e no mundo, caracterizadas constantemente pelo seu humor ácido.
Contudo essa determinação em buscar informações que podem destruir a vida de alguns homens, faz com que ele seja odiado por muitos, assim como é temido, e por mais que recebesse ameaças em um nível maior do que todo os Estados Unidos com o terrorismo, este não se abalava, sempre fazendo com que aqueles que o ameaçassem pagassem caro por tal atitude.
Ética e respeito eram palavras inexistentes no vocabulário de James William Collins.
Com esta sua percepção de conseguir julgar quem quer que fosse com um olhar, James viu em Isabella Swan a aprendiz perfeita. Quando esta era somente uma estagiária, o jornalista notou a capacidade de manipulação e a falta de escrúpulos da morena em conseguir algum material que ele precisava para exemplificar seu artigo jornalístico, e devido a isto se viu a cada dia mais e mais encantado pela sedutora, linda e astuta bacharel.
Por conta destes motivos que indicou ao editor-chefe, Riley Biers, um homem humilde que venceu na vida com a força de seu trabalho e sua inteligência, que a contratasse não mais como uma simples estagiária mal remunerada, mas sim como uma das jornalistas em tempo integral do jornal. Desde então a senhorita Swan era 'ajudante' de James, algo que a morena definitivamente não gostava.
Isabella não tinha a intenção de ser a ajudante, ou a assessora de James, ou ainda uma jornalista qualquer; ela tinha a intenção de ser a jornalista, e todo o seu caminho meticulosamente trilhado até chegar a Washington, abusando dos dotes físicos e intelectuais que possuía fora visando somente isso: o cargo principal de jornalista política. Poder absoluto dentro do jornalismo.
Contudo, seu caminho de sucesso no Distrito de Columbia, seria um pouco mais tortuoso do que ela esperava, todavia ela estava disposta a fazer qualquer coisa para conseguir chegar onde mais desejava. Custasse o que for.
James, da mesma forma que muitos outros homens anteriormente, não se encantara somente com a inteligência e a frialdade de Isabella, o loiro de cabelos curtos, olhos azuis opacos e o físico de causar inveja em qualquer homem que estava beirando os quarenta anos, como ele, queria possuir Isabella. Para ele, o seu maior desejo era tê-la em sua cama nua, a possuindo sem nenhuma hesitação ou cuidado, fazendo-a gemer e gritar pelo seu nome. Ele a queria como sua amante. Ele gostaria que ela lhe desse prazer sem limites.
Astuta, perspicaz e principalmente sabedora do poder de sedução que possuía, a morena não titubeou em permitir os avanços de seu mentor, e em menos de uma semana trabalhando lado a lado a ele, já havia se tornado sua amante.
Sexo com James era prazeroso, como rapidamente Isabella concluiu, mas para ela transar com o loiro e fingir uma série de orgasmos só tinha uma razão: tomar o seu lugar como correspondente principal no Capitólio, nada mais do que isso.
Apesar da redação do Washington Post ser relativamente grande, em apenas três dias todos os funcionários já sabiam do caso extraconjugal de James Collins com sua 'aprendiz' Isabella Swan; e por mais que todos, obviamente, tinham o conhecimento que James era casado, e muito bem casado, com a filha de um importante juiz federal se fingiam de cegos, surdos e mudos pelo caso dos dois, tudo para não cair no furacão de destruição que o jornalista se tornava quando alguém interferia em seus negócios, seja de que natureza for.
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Isabella que estava perdida em seus próprios pensamentos, reavaliando tudo o que vinha planejando e descoberto nas últimas semanas, colocou sua bolsa sobre a sua mesa de trabalho procurando sua cartela de cigarros, isqueiro e celular, para em seguida caminhar sensualmente até a sacada do nono andar, para que pudesse fumar e ter uma conversa privada no telefone.
Acendeu o cigarro e deu uma longa tragada, antes de procurar em seu celular um dos números com que ela mais mantinha contato, e também a pessoa que mais sentia falta. Sabia que com o fuso horário em Chicago ainda não seria nem oito da manhã, mas quando ele visse que era ela que estava chamando atenderia mesmo que estivesse ferrado no sono.
Foram exatos quatro toques antes dele, a única pessoa no mundo inteiro com quem ela era honesta, atendesse ao telefone.
- Alô? – disse o homem com a voz grogue de sono. – Isa, é você?
- Olá bonitão. – cumprimentou animadamente Isabella. – Estou com saudades.
- Eu que estou com saudades suas, aqui na minha cama, com seu corpo nu em contato com o meu. – explanou o homem sensualmente. – Por que mesmo você tem que morar nessa cidade longe como o inferno, invés de ficar aqui, todos os dias ao meu lado? – inquiriu, assim como inquiria todas às vezes no telefone.
- Oh baby, logo, logo você estará aqui e podemos voltar a acordar todos os dias um ao lado do outro, nus e fazermos aquele sexo selvagem antes que eu saia para trabalhar. – recitou sensualmente com um sorrisinho enviesado no rosto.
- Então chegou o dia? – questionou o homem, desta vez sem nenhum vestígio do sono de segundos atrás.
- Sim, chegou o dia. Você fez tudo o que planejamos, não é mesmo? – perguntou temerosa a mulher.
- Você sabe que sim, Isa. – confirmou o homem. – Foi mais fácil do que entregar alguns soldados idiotas às forças inimigas. – gargalhou divertido, acompanhado por Isabella.
- Dinheiro, querido. Nós dois sabemos que o mundo só é movido com dinheiro. – refletiu Isabella.
- Seu tio financiou com muito fervor este seu plano, até mesmo me deu uma bonificação. – comentou distraidamente.
- Aro gosta de você, bonitão. – sorriu.
- Ele traria o inferno para a Terra se você quisesse. Ele faz qualquer coisa, por mais impossível que seja, por você. – contrapôs o homem. – Apesar de que devo mencionar que achar algo contra o Senador Cullen não foi tão difícil como alguns idiotas acham. Não sei por que os jornalistas nunca procuraram por algo. O homem tem mais esqueletos no armário do que muita gente que eu conheço, e olha que conheço as pessoas mais execráveis de Chicago.
Isabella riu sonoramente, dando uma longa tragada em seu cigarro refletindo sobre os segredos do Senador Edward Cullen, alguns que ela teve conhecimento pelo padrinho, outros pelo seu amante, mas a grande parte ainda era um mistério que ela estava determinada a descobrir, nem que para isso tivesse que agir da maneira mais baixa.
- Isa? – chamou o homem após alguns longos segundos de silêncio. Isabella murmurou que estava ouvindo, incentivando que este continuasse. – Será que este nosso... quer dizer, seu plano dará certo?
A morena silenciou por alguns segundos pesando a pergunta de seu amante, tragando mais uma vez seu cigarro, enquanto seus pensamentos iam para a noite anterior onde James lhe confessou – na cama – que o que mais gostaria da vida, era reunir algo contra Edward Cullen e humilhá-lo publicamente. Como o loiro havia dito: "um político que não merece o poder que tem, e saber que logo esse desgraçado estará rindo as nossas custas enquanto toma café da manhã no Salão Oval me deixa lívido".
- Certeza absoluta, bonitão. O Senador Cullen tem uma vasta gama de inimigos, somente esperando o momento exato para ser massacrado. – ponderou.
- E para você assumir o lugar que é seu de direito. Correspondente do Washington Post no Capitólio. – completou orgulhoso.
- Exatamente. – concordou a morena, sorrindo diabolicamente e dando mais uma tragada em seu cigarro. – Ficarei aguardando a execução final do plano.
- Vou verificar os últimos detalhes. – expôs o homem sorrindo. – E amanhã princesa, estaremos acordando juntos e nus.
- Assim desejo. – sorriu Isabella. – Me mantenha informada.
- Sempre. Se cuida e boa sorte, minha linda. – desejou o homem.
- Para você também.
Não teve uma grande despedida, Isabella somente afastou o Blackberry de sua orelha e apertou o botão que encerrava a ligação, guardando o aparelho preto no bolso de seu casaco enquanto admirava a vista da cidade pelo terraço do jornal, terminando o seu cigarro.
Ela sabia que seu plano poderia lhe causar problemas, contudo acreditava veemente no fato de James Collins estar tão encantado por ela que a indicaria sem pensar duas vezes para se infiltrar na equipe do Senador Cullen, conseguindo convencer Riley que ela seria a melhor escolha.
Sorriu maliciosa dando um último trago em seu Marlboro Light, jogando o filtro em uma lixeira próxima, antes de caminhar novamente para a quente redação do Washington Post.
Isabella era tão astuta que abusou da sua falsa inocência – uma máscara que ela usava com maestria diante de todos do jornal – e se pôs em sua mesa lendo as últimas notícias do Congresso. Entretanto, a ansiedade lhe corroia por dentro, mas se manteve neutra para não mostrar qualquer reação, aguardando pacientemente o início de seu plano.
James chegou à redação, como sempre, depois das dez da manhã sorrindo diabolicamente, tudo porque no dia anterior conseguira provas de um escândalo sexual envolvendo um Congressista da Carolina do Norte, acusado de prostituição infantil e pedofilia. A notícia fora tão bombástica que rendeu a primeira página do Post e milhares de entrevistas em telejornais locais e nacionais sobre o assunto, fazendo mais uma vez que o loiro ficar nos holofotes, para o seu deleite e possivelmente fazendo com que ele fosse um dos fortes candidatos a ganhar mais um Prêmio Pulitzer.
Como todos os dias, James cumprimentou Isabella com alguma piadinha ou brincadeira de mau gosto, onde a morena respondeu secamente, assim como fazia constantemente. Nem mesmo o loiro se gabando em alto e bom som na sua ilha de trabalho próxima a mesa dela, conseguiu fazer com que ela dissipasse seu pensamento dos fatos que iriam ocorrer dentro de algumas horas naquela redação.
A mulher de longos cabelos ondulados de um castanho escuro com mechas naturais avermelhadas mergulhou na lembrança de como ela tivera a ideia para o grande plano. Plano que a colocaria no mapa do jornalismo político. Naquela situação ela não passava de uma estagiária mal remunerada e humilhada continuadamente por uma série de jornalistas que se achavam os reis da cocada preta que obrigavam os coitados dos estagiários a ficarem assistindo intermináveis horas das reuniões mais chatas possíveis que o Congresso dos Estados Unidos poderia proporcionar.
Coube a ela, naquele momento, assistir a reunião sobre a crise de energia que o país sofria e sobre a exploração de petróleo em águas norte-americanas, em países do Oriente Médio e países do terceiro mundo. Assunto chato, uma vez que tal tema estava sendo discutido mais uma vez incansavelmente por todas as formas de jornalismo possível. Inclusive ela teve que fazer um trabalho em seu PhD de Ciências Políticas sobre o assunto. E foi assim prestando meia atenção que um homem bem apessoado, de cabelos de uma cor singular como bronze, postura arrogante, olhar sério, alto e de corpo esguio chamou a sua atenção.
Seu primeiro pensamento ao ver aquele homem, pela tela do computador de sua mesa de trabalho, foi que ele era lindo. A criatura mais linda que ela já tinha visto em toda a sua vida. Sua beleza era enervante. Seu rosto era anguloso, maxilar firme, queixo quadrado, nariz reto e um pouco comprido, lábios de um tom escuro de vermelho carne, extremamente voluptuosos e delineados.
Os ombros, mesmo encobertos por um elegante e bem cortado terno cinza, se mostravam largos, seu peito mesmo a distância da gravação pareciam extremamente definidos. O seu andar não era de um simples homem da política, era arrogante, sim, mas tinha algo mais pomposo como se fosse membro das Forças Armadas, fato que ela confirmou algum tempo depois.
Isabella dedicou um longuíssimo tempo analisando milimetricamente aquele homem que agora se postava diante do palanque do Congresso para discursar para seus companheiros Senadores. Quando este, depois de longos minutos falou pela primeira vez, sua voz era profunda, grave e masculina. Imediatamente sentiu um calor que nascia em algum ponto entre suas pernas ao ouvir aquele timbre e se espalhava por todo o seu corpo por enormes ondas de calor desconhecidos por ela. Aquele homem tinha algo que a chamava, e isso a intrigava mais do que o normal.
Não demorou em saber de quem se tratava. Aquele era o Senador do Estado de Illinois, Edward Cullen. O nome lhe era estranhamente familiar, contudo, ela não se recordava exatamente de onde. Descumprindo a ordem de assistir toda a sessão e depois redigir uma resenha, Isabella pausou a gravação e utilizando-se da internet fez uma busca por aquele nome.
Já na primeira linha descobriu de onde conhecia o nome Edward Cullen. Ele fora eleito o prefeito mais novo de Chicago, com apenas vinte quatro anos; e a morena se recordou de todos na escola e na cidade falando sobre o jovem e promissor político. Naquela época Isabella havia deixado Phoenix depois que sua mãe se casara com um jogador da segunda divisão de basebol e fora morar com o primo de seu falecido pai em Chicago, para fazer o High School no norte do país em um ato de rebeldia impensado.
Edward, como a estagiária na época logo constatou, sempre fora um homem charmoso, atraente, lindo e extremamente sedutor, e até hoje com seus quarenta e um anos continua assim, entretanto, não era só a beleza física que o faziam ser quem era: respeitado e temido.
Lendo, Isabella descobriu que a personalidade do Senador Cullen era o que mais despertava o interesse nos adversários políticos, jornalistas do ramo e principalmente nas mulheres. Inteligente, ambicioso, vingativo, sarcástico e um político execrável, para ele não existia limites em conseguir poder ou o que desejava, seja isto o que for.
A morena em sua busca soube que Edward provinha de uma família conhecida no meio político, entretanto primeiro se dedicou exaustivamente como membro da Força Aérea Norte-Americana, tornando-se um dos coronéis mais novos em plena Guerra do Golfo. Entretanto desde sua adolescência se mostrou interessado na política, assim como seu pai e avô paterno. E por possuir o sobrenome Cullen abriu-lhe as portas necessárias para se tornar prefeito de Chicago, Congressista e com trinta anos, eleito Senador pelo povo.
Edward, como Isabella notou em sua leitura, era muito parecido com grande parte dos políticos em todo o mundo: extremamente corrupto; característica, segundo dados, herdada de seu avô, contudo apesar de ser de conhecimento público seus crimes políticos, nunca fora condenado, contando sempre com o desempenho fantástico de seus caríssimos advogados, sendo declarado continuadamente inocente de todas as acusações perante a Corte Americana.
Sua principal arma; percebeu Isabella ao assistir seus discursos e comícios para continuar sendo eleito ano após ano pela população do Estado de Illinois, é seu carisma e suas promessas falsas durante as campanhas eleitorais.
Tão falsas como convincentes, era capaz de persuadir com seus discursos cheios de paixão e determinação até os mais céticos dos homens, o mantendo assim ano após ano no poder. Edward ama, mais do que tudo – e isso inclui a sua família -, o poder que tem e faz qualquer coisa para que não seja destituído deste, e se precisar agir de maneira imoral, ilícita e inescrupulosa, agirá para se manter no lugar de destaque, assim como já fez e ainda faz em sua vida.
E mesmo sendo casado com a filha de um grande empresário do ramo de cosméticos a mais de vinte anos e ter filhos lindos, o Senador Cullen mantém uma vasta gama de amantes, das quais não faz o mínimo esforço para esconder, podendo estas ser regulares ou ocasionais, tudo, como Isabella percebeu era uma forma de distração. E seria esta 'forma de distração' a sua principal arma.
Lembrava-se com exatidão de Aro, seu tio para todos os efeitos, declamar em alto e bom som seu descaso pela família Cullen, mas nunca lhe disse exatamente o porquê desse ódio corrosivo, contudo ao ler a biografia de Edward, e constatar que ele já respondeu diversos processos tanto por crimes políticos, quanto por crimes de guerra, que Isabella teve uma ideia.
Sorriu diabolicamente, procurando em sua bolsa sua cartela prata de cigarros, isqueiro e seu Blackberry e caminhando a largas passadas foi até a sacada do nono andar para fazer uma ligação ao seu tio.
Aro Swan Volturi sempre fora um homem frio. Nunca se casara, contudo tinha filhos espalhados por toda Chicago, entretanto, nunca os tratava com carinho ou amor, sentimentos que eram totalmente aplicados na filha de seu primo, Isabella Swan. Para ele, ela era como uma filha. A filha que ele gostaria de ter tido, e não os trastes marginais que havia procriado.
Retirou uma porção de tabaco, perfeitamente embalada na fábrica da Marlboro no interior do Estado de Nova Iorque e levou aos seus lábios, antes de acendê-lo com a chama alaranjada produzida por seu isqueiro. Deu uma longa tragada, sentindo a nicotina entrar em contato quase que instantaneamente com sua corrente sanguínea. Era prazeroso ter aquela substância percorrendo o seu corpo. Admirou o céu cinzento que encobria a cidade. O inverno daquele ano fora um dos mais rigorosos e mesmo em fevereiro ainda se sentia o frio avassalador.
Tragou profundamente seu cigarro enquanto procurava em seu Blackberry o número do padrinho, no momento em que apertava o botão para chamar, expeliu a fumaça por suas narinas. Já no segundo toque a voz rouca e profunda do homem que praticamente a criou atendeu a ligação.
- Isabella, aconteceu algum problema? – questionou o homem visivelmente preocupado ao ver a sobrinha lhe chamando nas primeiras horas da manhã.
- Tio Aro! – exclamou animada e carinhosamente Isabella. – Não aconteceu nada, pelo menos nada preocupante, somente gostaria de lhe fazer algumas perguntas. – ponderou lentamente a astuta morena.
- Perguntas? – repetiu curioso o homem. – Que tipo de perguntas? – inquiriu.
Sem rodeios ou meias palavras, como era sempre com Aro, Isabella declamou:
- O que o senhor sabe sobre Edward Cullen?
- O Senador? – surpreendeu-se Aro pela pergunta a sobrinha.
- Isso, o Senador. – afirmou Isabella, sentindo a adrenalina correndo em suas veias, juntamente com a nicotina que ela tragava mais uma vez.
- Bom o Senador Cullen, já foi prefeito de Chicago, e digamos que esconde alguns segredos um tanto quanto sujos, que nunca chegaram ao conhecimento público e consequentemente nunca foi julgado. – expôs lentamente. – Por que esta curiosidade sobre o jovem Cullen, Isabella? O que você está tramando?
A morena riu sonoramente. Aro lhe conhecia perfeitamente bem, não tinha como esconder nada dele, e nesta situação ela não queria esconder nada do tio, pois pressentia que iria precisar e muito dele.
- Talvez algo que me coloque no mapa do jornalismo? – comentou distraidamente, com um sorriso nos lábios dando mais uma longa tragada em seu cigarro.
Aro riu ao telefone. Ele era uma das poucas pessoas que tinham conhecimento sobre a ambição da jovem Swan em se tornar uma grande jornalista política.
- Você que deveria entrar para o ramo da política, definitivamente nasceu para isso. – refletiu Aro. – De qualquer maneira esse assunto merece uma atenção e uma narração especial, estou indo para Washington em algumas horas para conversarmos pessoalmente, me encontra no hotel de sempre? – questionou o homem.
- Wow... para o senhor estar vindo pessoalmente a Washington para me falar sobre Edward Cullen, tenho certeza que há muito a ser dito. – riu sonoramente, antes de completar maliciosa. – Muita poeira debaixo do tapete.
- Você não faz ideia querida. Não faz ideia. – comentou divertido. – Nos vemos em breve. – disse, antes de desligar o telefone sem nenhuma despedida, assim como a morena fazia com a maioria das pessoas.
Isabella guardou seu aparelho no bolso traseiro de sua calça jeans, optando por ficar mais um tempo na sacada do Washington Post, fumando mais um cigarro e admirando os prédios da cidade enquanto seus pensamentos viajavam para aquele imponente e lindo homem que seria seu passaporte para o sucesso jornalístico.
Retornou a redação do jornal quinze minutos depois que saiu, se postando novamente em sua mesa, tentou voltar a assistir a reunião sobre energia, todavia, sua ansiedade para que o tio iria lhe contar a corroia por dentro e não se surpreendeu em ver que olhava para o relógio no canto direito de seu monitor com tanta frequência que por algumas vezes achou que este estava quebrado.
Alguns companheiros estagiários e até mesmo James Collins, tentaram engatar uma conversa com a morena, mas esta estava tão desinteressada e respondendo tudo com grunhidos ou com palavras monossilábicas que logo a deixaram com seus próprios pensamentos, saindo com a ideia de que aquela bela mulher era uma puta egoísta e egocêntrica que só se preocupava com o próprio nariz.
Foi com um suspiro pesado, que soava mais como um 'já era sem tempo' que Isabella desligou seu computador faltando cinco minutos para as quatro da tarde. Nunca um dia havia passado tão lento em sua concepção. E vestindo com rapidez todos os itens que a manteria aquecida perante o frio cortante nas ruas da Capital Federal, seguiu para onde ficava o sistema eletrônico onde ela deveria 'bater seu ponto' informando que seu dia de trabalho havia se encerrado. Sua ansiedade era tanto que mal o ponteiro havia se posto no número doze que está já estava passando seu cartão magnético na leitora e saindo a largos passos – ou pelo menos o que suas botas de saltos altos permitiam – da redação.
A jornalista, que sempre retornava para o seu minúsculo apartamento no quadrante sudeste de Washington – uma área de população predominantemente afro-americana, onde o nível de criminalidade era significativo – de metrô; optando raras vezes em usar o ônibus, por mais que a distância de seu edifício ao prédio do Washignton Post fosse de um pouco menos de sete milhas.
Sua residência, como a maioria em seu bairro, era modesta. Um banheiro minúsculo, uma cozinha menor que uma caixa de fósforos, um quarto onde cabia somente a cama e uma cômoda, e uma sala onde conseguira dispor um sofá confortável e uma mesa para dois. Apesar do limitado espaço, o aluguel não era nada barato, seiscentos e cinquenta dólares, que com o orçamento apertado a morena conseguia pagar às vezes com a ajuda do padrinho, principalmente quando gastava um pouco mais com itens de vestuário.
Entretanto, naquele dia frio de fevereiro Isabella não retornaria direto para o seu apartamento em Anacostia, ela iria encontro do homem que praticamente a criara para saber o que o tal Senador Cullen escondia sob o tapete. Utilizando-se do serviço de taxis da cidade, algo que raríssimas vezes fazia uso – ainda mais para uma distância tão curta quanto a do jornal até o hotel, o grandioso e luxuoso Renaissance Washington Hotel.
Isabella encontrava-se ansiosa demais, e mesmo os cinco minutos em que ficou dentro do automóvel foram mais que suficientes para que sua impaciência aumentasse a níveis catastróficos.
Mal o taxista tinha estacionado o carro a morena lhe jogou duas notas de cinco dólares e saiu do carro com um 'fique com o troco' para o motorista que a olhava espantado. A velocidade que esta entrou na recepção do hotel sobressaltou o recepcionista, no entanto, a morena e o hóspede que ela iria visitar já eram bastante conhecidos de todos ali e o rapaz de feições orientais e cabelos negros grossos e lisos, penteados para trás e presos com gel, somente lhe deu um aceno de cabeça, informando que Aro estava no apartamento de costume.
Socando incessantemente o botão do décimo primeiro andar no elevador, a morena batia seu pé coberto por sua bota de couro negro contra o piso de mármore amarelo com inquietação. Para ela aquela imensa caixa metálica estava mais lerda do que a do edifício que vivia, e olha que o elevador de lá nem é de última geração como aquele que ela se encontrava. Foi com um suspiro que mais parecia um derradeiro que o elevador parou no andar em que ela deveria ficar.
Mesmo com o piso acarpetado os saltos altos de Isabella ainda eram ouvidos, seus passos eram largos e apressados. Inesperadamente estancou em meio ao corredor que andava ao ver parado com os braços cruzados, olhar maroto e sorriso sedutor seu parceiro, por assim dizer. Imediatamente a morena abriu um sorriso genuíno e tornou a andar, desta vez a passos lentos, porém extremamente sedutores em direção ao homem.
- Não esperava vê-lo também, bonitão. – ronronou Isabella.
- Não iria perder uma chance de vê-la, nua. – expôs o homem com uma voz profunda e sexy, estampando um sorriso brilhante.
- Hum... isto soa tão... – engoliu em seco, deslizando seu dedo indicador pela face do homem. – interessante.
O homem alto, de músculos evidentes e bem apessoado, sorriu sonoramente. Se tinha algo que ele achava encantador naquela mulher, era que ela nunca lhe negava nada no sexo. Com ela, ele descobriu os mais infinitos prazeres que o ato poderia ter.
- Sempre com fogo, hein Isa? – provocou.
- Só para você, bonitão. – piscou sensualmente, andando em direção a porta do quarto onde se encontrava o seu padrinho, todavia, fora surpreendida pelo imenso homem a empurrando contra a parede e moldando o seu corpo contra o dela, fazendo com que Isabella sentisse a sua ereção ganhando vida em sua calça jeans.
- Olha o que você faz comigo, sua cachorra! – exclamou entre os dentes o homem, no ouvido de Isabella. Um gemido gutural saiu por seus lábios em deleite, enquanto ele mordicava com uma força considerada carinhosa o lóbulo de sua orelha.
- Mais tarde. – murmurou ofegante a morena, buscando com urgência os lábios sedutores daquele homem.
O beijo que partilharam era violento, porém cheio de cumplicidade. Suas línguas se reconheciam. Os lábios se reconheciam. E mesmo a distância que viviam não parecia interferir na vida daquelas duas pessoas. Não fora um beijo extremamente longo, mas era claro o desejo que sentiam um pelo outro com um singelo contato mais íntimo.
- Logo. – murmurou a morena contra os lábios do homem, para em seguida desvincular-se de seus braços e finalmente entrar no quarto onde estava seu padrinho.
Com cabelos castanhos escuros, rajados por alguns fios grisalhos, cavanhaque acinzentado, olhos caídos, contudo frios e vingativos, Aro Swan Volturi se deliciava com um charuto cubano recém-acendido. Após uma longa tragada Aro soltou uma alta gargalhada rouca, enquanto seus olhos castanhos admiravam os dois jovens que entraram no quarto.
- Como dois adolescentes. – divertiu-se. Os dois recém-chegados trocaram um olhar cúmplice seguidos de um meio sorriso.
Isabella foi até onde Aro estava para dar-lhe um beijo de boas vindas, como sempre fazia, enquanto o homem corpulento que lhe acompanhou a entrada sentava-se desleixadamente em uma poltrona de couro marrom escuro de frente para onde seu chefe estava.
Após uma calorosa recepção muito parecida com uma interação entre pai e filha, a morena se sentou no sofá de dois lugares de um bege escuro ao lado da poltrona que o padrinho estava. Sem nenhuma introdução prévia, ou perguntas de como estavam, Aro iniciou a conversa com uma simples, porém impactante frase:
- Você demorou a me pedir algo contra o Senador Edward Cullen. – Isabella que estava prestando pouca atenção, por estar tirando seu casaco e itens de inverno, sobressaltou-se com o padrinho.
- Desculpe tio, mas o que o senhor disse? – questionou Isabella perturbada. Aro sorriu largamente com a surpresa da sobrinha.
- Você ouviu perfeitamente, Isabella. – deu uma longa tragada em seu charuto. – Eu pressentia que Edward Anthony Masen Cullen seria alguém que despertaria seu interesse em Washington. Digamos que toda a família Cullen é de despertar o interesse. – ponderou misteriosamente.
- Tio, perdoe-me, mas não estou conseguindo acompanhar seu raciocínio. – disse uma Isabella confusa e ligeiramente irritada.
Aro gargalhou desta vez pela impaciência da mulher que conhecia tão bem, dando mais uma tragada na imensa porção de tabaco de origem cubana.
- Você irá começar a entender, Isabella. – recitou o poderoso homem, retirando uma grossa pasta de papel de uma bolsa de couro caramelo e estendendo-a para a sobrinha.
Isabella pegou hesitante a pasta, e sem demoras começou a ver o que continha. Foi uma hora de pleno silêncio entre as três pessoas que se encontravam naquele quarto. Aro deliciava-se com seu charuto encarando Isabella. O homem, companheiro da morena e funcionário de Aro, estava mergulhado com sua atenção em um livro de terror vintage.
- O que faremos para que ele seja massacrado e eu consiga o cargo de James Collins? – questionou Isabella quebrando o silêncio longo e atraindo a atenção dos dois homens.
- Você irá se infiltrar na equipe do Senador Cullen e atraí-lo a você com o que tem de melhor. – pronunciou Aro com um sorriso enviesado.
Isabella sorriu marotamente enquanto encarava admirada o tio; que lhe devolveu o sorriso com o seu cheio de dentes amarelados e perverso. Ela sabia o que ele queria dizer, ela mesma havia considerado aquela ideia, mas como tudo em sua vida preferiu consultar o padrinho.
Foi assim que começaram a arquitetar o plano que daria a morena o que mais desejava, conseguiriam desacreditar Edward Cullen e Aro finalmente teria sua vingança contra aquela família, mesmo que nesta altura suas verdadeiras intenções não fossem tão claras para Isabella e o seu amante.
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A única filha de Charlie Swan e Renée Dwyer sorriu saudosa com a recordação de como se iniciara a arquitetação daquele plano, que seria seu passaporte definitivo ao mundo do jornalismo político. Estava tão submersa em seus próprios pensamentos que demorou alguns segundos para perceber que um estagiário recém-contratado a chamara.
- O que é? – questionou irritada, por ser atrapalhada por um ser tão insignificante como aquele, quando estava recordando-se daquilo que seria assunto durante meses e anos naquela redação, assim como em todo o mundo.
O garoto de olhos castanhos claros, mas escondidos por trás de grossas lentes de seus óculos arregalou os olhos assustado. Ele sabia que se aproximar daquela mulher era como tentar roubar os filhotes de uma leoa.
- Humm, er... desculpa senhorita Swan, mas o horário de almoço já está encerrando e a senhorita não saiu para almoçar... ainda. – murmurou cheio de uma coragem estrangeira o rapaz.
- Oh... obrigada por sua preocupação... – começou a morena, mas sem saber o nome de seu interlocutor o encarou sem ver esperando a resposta.
- Littrell. – respondeu rapidamente o garoto.
A morena que não estava prestando nenhum pouco de atenção sorriu enviesado para o garoto, fingindo uma falsa gentileza.
- Obrigada, Little. – expressou a jornalista se levantando de sua cadeira e trazendo consigo seu casaco e bolsa, sem dispensar ao rapaz que fora lhe chamar a atenção para o almoço um olhar sequer. Ela tinha outras coisas na cabeça.
Para evitar qualquer suspeita para si mesma, quando a denúncia contra o Senador Cullen fosse feita, Isabella optou por ir degustar algo em uma delicatessen ao lado do edifício do Washington Post, recusando assim o farto almoço que uma empresa alimentícia contratada pelo dono do jornal para a alimentação dos seus funcionários, onde ele conseguia desembolsar, através de produtos superfaturados, uma quantia significativa do salário de seus contratados de uma maneira 'lícita'.
Como estava sem apetite nenhum à jornalista optou por uma quiche de espinafre com ricota e uma Coca-Cola Light, onde comeu por pura conveniência. Sua ansiedade era tão grande, que ineditamente Isabella decidiu abusar de sua dieta e comer um croissant de chocolate que era o seu vício e perdição. Saboreou a massa folhada com recheio de chocolate dos Alpes suíços com prazer e devoção, deliciando que cada gama de sabor e maciez que era depositado ali, e por breves minutos quando apreciava o alimento deixou a sua ansiedade de lado.
Entretanto, o nervosismo da impaciência que a tomava, voltou a ganhar espaço em seu corpo e mente. Seus músculos estavam contraídos, seu estômago revirando em nós, seu coração parecia ser esmagado por uma mão invisível e seus pensamentos estavam todos em um só ponto, a denúncia que iria acontecer em algumas horas.
Isabella pagou pelo que consumiu na delicatessen, saindo do calor doce do ambiente e encontrando o frio salgado das ruas. Antes de retornar ao jornal, a morena pegou mais um cigarro Malrboro e o acendeu, tragando a nicotina contida na droga comercializável. Instantaneamente o calor do composto químico entrou em contato com sua corrente sanguínea, fazendo com que o frio que sentia diminuísse um pouco.
Deliberadamente a jornalista se encostou ao muro que delimitava a padaria de um beco para apreciar o seu cigarro. Isabella admirava sem prestar a atenção às pessoas que andavam a passos largos pelas ruas apinhadas de gente. Seus pensamentos, como foi desde que falara com seu amante logo de manhã, continuava no início de seu plano.
Assim, pela primeira vez desde que entrara na vida adulta Isabella fez uma oração silenciosa. Não que ela acreditasse em Deus ou em seres superiores, divindades, mas fora o único meio que arrumara para aplacar a ansiedade que a corroia e continuasse com os pensamentos positivos para que tudo desse certo.
Com seus olhos fechados e sentindo o tabaco de seu cigarro queimando em seus dedos, pediu para que a denúncia que iriam fazer aguçasse a curiosidade de todos no jornal, e por ela ser uma jornalista não conhecida a indicassem para fazer aquela matéria. Era um tiro no escuro, evidentemente, mas era o seu tiro no escuro, e ela faria o que quer que fosse para conseguir acertar o que desejava, ou no caso, realizar a matéria que iria destruir o Senador Edward Cullen e colocá-la no lugar que lhe era direito.
Terminou seu cigarro no mesmo instante em que dizia mentalmente um amém, jogando o filtro no chão e pisando com sua bota para que este parasse de queimar. Isabella tomou uma respiração profunda antes de retornar para a redação e esperar pacientemente o que havia planejado.
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Por ser um jornal grande e respeitável o Washington Post mantinha uma linha telefônica para chamadas anônimas, tudo isto para preservar as fontes, e quando o telefonema provinha deste número o jornalista responsável por recebê-la deveria ser aquele que iria atrás de provar se aquilo tinha ou não fundamento. Não era das tarefas mais fáceis, obviamente, mas fora através deste número protegido que James Collins começou a trilhar o seu caminho de sucesso no ramo jornalístico; e Isabella queria o mesmo para ela.
Entretanto, não queria começar como o mentor com casos de conspiração partidária ou apoios particulares para campanha de certos candidatos. Ela gostaria de iniciar seu caminho ao sucesso destruindo um dos homens mais importantes do país e o principal nome para ser o próximo presidente da nação.
Audacioso. Era um plano audacioso, mas a morena tinha plena consciência do reconhecimento que ele traria a ela, por isso não iria dispensar uma gota de suor sequer para conseguir aquilo. Ela queria aquilo mais que a própria vida.
Isabella retornou a sua mesa no nono andar quando todos os funcionários deste se acomodavam em seus lugares após o almoço. Ela não se preocupou em dar um segundo de atenção a qualquer um de seus colegas, entretanto dispondo uma atenção proibida para o aparelho telefônico que estava sobre sua mesa.
Na sua política de oportunidade para todos; o Washington Post tinha um esquema, um pouco anti-quadro, de dar boas opções para todos seus colaboradores. A cada dia o número que recebia as ligações anônimas era remetido a uma mesa diferente, e naquela quinta-feira, três de março o número estava disponível na mesa de Isabella.
Para evitar armações ou determinados privilégios a equipe interna do jornal responsável pelos sistemas de comunicação internos e externos, escolhiam aleatoriamente quem seria o sortudo de cada dia, todavia, no caso do terceiro dia do mês de março, não existia uma variante ou desconhecimento do privilegiado.
Isabella, alguns dias antes, abusando dos seus dotes físicos, de sua sensualidade, inteligência e astucia conseguiu extrair do responsável pelo rodízio que dia iria ser beneficiada com tal sistema. Não sendo por acaso que a denúncia contra o Senador Cullen caísse em suas mãos.
Foi quando bebia uma caneta fumegante de café preto, exatamente às três da tarde, que o telefone tocou. A linha de denúncia anônima possuía um timbre próprio para evitar confusões, e quando soou a enorme redação política do Washington Post caiu em um silêncio incomum. Todos encaravam a morena que estava em frente do telefone, para o aparelho preto Avaya em frente a ela.
A jornalista olhou de maneira ampla todas as pessoas que estavam na redação e olhavam para ela, antes de lentamente pegar o telefone e ouvir o que a pessoa anônima tinha a declarar.
Era uma ligação de péssima qualidade como logo constatou. Provavelmente de algum telefone público no centro de Chicago, contudo se ouvia perfeitamente bem o que a pessoa, encontrada por seu amante, dizia.
A mulher, uma ex-funcionária da casa dos Cullen em Chicago – não que essa tenha se identificado na ligação – sabia de segredos, e onde estes eram guardados do Senador Cullen, como ela havia dito quando foi entrevistada pelos capangas de Aro e o amante de Isabella.
Se os piratas antigamente cruzavam os sete mares atrás de fortunas, jornalistas ambiciosos e audaciosos recebiam suas fortunas anonimamente, porém este não era o caso daquela mulher, Isabella, que lutou usando o poder da criminalidade de Chicago para persuadir aquela pobre pessoa a colaborar com o seu plano.
Por mais que não fosse necessária a identificação do nome da pessoa que denunciava, ou até mesmo de onde a chamada era feita, as ligações anônimas eram monitoradas pelos responsáveis pelas seções e pelo editor-chefe do jornal. No caso de Isabella, estes eram James Collins e Riley Biers.
Desta maneira assim que a chamada que a jornalista atendeu ficou muda, indicando o fim desta, a outra linha – a que realmente pertencia a Isabella – tocou seu tradicional toque. Fingindo ainda uma certa surpresa e estupefação a morena atendeu a chamada já no segundo toque. Era a convocação urgente de James e Riley a ela, que seria a jornalista responsável por aquele furo.
Isabella pegou um bloco de papel e algumas canetas e foi à sala do editor-chefe no décimo e último andar do edifício, para enfim receber as instruções que havia manuseado para receber.
Por ser o andar onde ficavam as questões administrativas, diretoria e algumas salas de reuniões, a sala de Riley era relativa pequena e apertada, já que ainda era algo provisório, uma vez que ele pretendia mudar para uma sala um pouco mais ampla no quinto andar onde ficava a redação de Atualidades. Contudo o trabalho no jornal estava tão exaustivo e mal organizado, por conta da falta de profissionais, que nunca havia tempo para a mudança.
Quem sofria com a falta de espaço para uma sala era a secretária de Riley, Irina Marshall, uma mulher de longos cabelos castanhos com mechas loiras escuras e olhos castanho-amendoados. Originária de Baltimore Maryland. Irina é inteligente, espirituosa, contudo desconfiada. Teme e odeia James e evita de qualquer maneira cruzar com ele nos corredores do Washington Post, mais por motivos pessoais do que profissionais.
Atualmente a sua desconfiança recaiu sobre Isabella Swan, a jornalista recém-contratada que mantém um caso extraconjugal com James. Sabe que ela é mulher audaciosa e perigosa, que esconde algo de todos. Ainda mais quando teve que presenciar a morena dando em cima de seu chefe, Riley, sua paixão secreta.
Irina olhou desconfiada para Isabella, ela pressentia que a jornalista estava escondendo algo, mas evitou dizer suas suspeitas para qualquer pessoa, indicando que a morena poderia entrar na sala do editor.
Os dois homens estavam sentados conversando sobre o conteúdo daquela denúncia. James estava deliciado por enfim ter algo contra aquele maldito homem e gostaria que começassem o mais rápido possível o contra-ataque para destruí-lo. Riley, em contrapartida, queria cautela e uma longa investigação, tudo para prevenir um escândalo e processos judiciais se aquela denúncia fosse falsa, ou se confirmasse verdadeira, não seria manipulada pelo poder do Senador para assim torná-la falsa.
Isabella os cumprimentou com um sorriso de falsa inocência, mas brilhando em seus olhos a ambição, antes de deixar que iniciassem o que fariam com aquela informação.
Riley e James discutiam fervorosamente. Divergiam nas ideias e opiniões. Isabella era uma mera telespectadora daquele embate, e com seus olhos vorazes acompanhava a conversa, como se tivesse acompanhando um jogo de tênis de mesa. De lá para cá.
James Collins estava possesso com Riley Biers, tudo porque o editor achava aquela denúncia suspeita e infundada. James debatia que aquilo era ridículo e que ele tinha ouvido antes nos bastidores do poder algo semelhante sobre o Senador Cullen, mas que nunca havia encontrando uma prova tão concreta como tinham agora em suas mãos.
Foi uma grande surpresa para todos os presentes naquela saleta que uma hora desde quando começaram aquela reunião, um dos sócios, e que possui as maiores cotas do The Washington Post Company, sendo também o Diretor geral do jornal, adentrou a sala sem sequer bater na porta.
Stefan Graham Pulitzer, neto do responsável pela criação do Prêmio Pulitzer que premiava as melhores e maiores reportagens do ano nos meios de comunicação, era um homem alto, de pele clara, olhos cinzas e cabelos escuros. Ele não tinha meias palavras. Inteligente, ambicioso e astuto ele só se metia nos assuntos do jornal quando lhe era conveniente, deixando sempre que Riley tomasse as decisões, contudo a sua entrada repentina na sala fez todos os presentes arregalarem os olhos, inclusive Isabella que se sentiu mal, pressentindo que seu grande furo seria descartado.
- Boa tarde senhores, senhorita. – cumprimentou o homem sem muita educação. – Fiquei sabendo que nesta tarde recebemos uma ligação anônima informando certas coisas... interessantes sobre Senador Cullen. Isto está correto, Biers? – questionou o diretor indo até a cadeira que Riley havia desocupado assim que este havia entrado na sala e se apossando dela.
- Exatamente, senhor. – respondeu incerto o editor.
- Acredito que você irá indicar a jornalista que recebeu a chamada para verificar os fatos e procurar novas informações, não é mesmo? – perguntou autoritariamente, imediatamente o ar que Isabella nem sabia que estava segurando saiu como uma lufada de seus pulmões.
- Graham, eu acho que precisamos ter certeza antes de pedir para que um de nossos repórteres se jogue de cabeça em busca de algo sobre o Senador. – explicou Riley.
- Hum... entendo. – contemplou o diretor. – Eu bem que previ que teríamos este impasse. – ponderou.
Stefan Graham Pulitzer, assim como seu avô, se tornou jornalista renomado, principalmente pelo seu nome. Fora um dos nomes que esteve presentes quando o escândalo Watergate estourou em que acabou com o presidente Richard Nixon renunciando o cargo. Ganhou o prêmio que o avô criou naquela situação, e desde então sempre esteve por trás quando grandes escândalos envolvendo políticos eram expurgados pelo Washington Post, desta forma não era nenhuma surpresa que ele estivesse ali, querendo saber cada mínimo detalhe.
- Impasse? – repetiu James ligeiramente divertido. James não suportava Riley e ver alguém o deixando como um garotinho de castigo era divertido.
- Isso mesmo, Collins. – concordou Stefan com um aceno de cabeça. – Por isso que liguei para um amigo de Chicago e pedi para que ele confirmasse pelo menos uma veracidade no assunto. – ponderou.
- E ele confirmou algo, senhor? – perguntou urgentemente Riley.
Stefan riu enviesado.
- Ele disse que me telefonaria... – começou o diretor, retirando seu iPhone do bolso, no exato momento que este começava a tocar. – neste instante. Um momento, por favor. – pediu, já virando de costas a cadeira para onde James, Riley e Isabella estavam enquanto este atendia a chamada olhando a cidade de Washington da janela da sala.
Isabella sentiu um nervosismo estrangeiro lhe dominar. Se o diretor estava ligando para um amigo para confirmar a história seu plano poderia vir por água a baixo. Ansiosa e nervosa, a morena mastigou seu lábio inferior com força, entretanto a sua preocupação durou nem dois segundos, quando Stefan cumprimentou seu amigo.
- Aro Volturi! – exclamou o homem saudoso. Ao ouvir o nome de seu padrinho Isabella teve que se conter para não sorrir vitoriosa. Ela sabia que o tio lhe ajudaria naquele segundo.
A conversa entre Stefan Graham e Aro durou menos de cinco minutos, em que apesar dos ouvintes na sala, o diretor usou um timbre extremamente baixo para falar. Quando a ligação foi encerrada ele retornou a poltrona, assim como o seu corpo de maneira que poderia encarar os três bacharéis em jornalismo a sua frente.
- Meu amigo confirmou a veracidade da denúncia. – proclamou.
- E como o senhor pode ter certeza que seu amigo não se confundiu ou equivocou-se? – inquiriu Riley.
Isabella se sentiu ofendida pelo padrinho, mas fora Stefan que o defendeu.
- O senhor Volturi nunca comete um equivoco. Ele é o dono de Chicago. – comentou sem muita explicação. – De qualquer maneira vamos ao que faremos. – explanou o homem, apoiando seus cotovelos sobre a mesa de carvalho e pela primeira vez encarando Isabella nos olhos.
"Primeiramente senhorita Swan, meus parabéns." – começou com um sorriso genuíno em seu rosto. – "O acaso veio bater em sua porta, com o que pode ser o grande furo deste ano. Sem segundo lugar, a senhorita é muito sortuda, por dois aspectos: o primeiro por conseguir algo contra o Senador Cullen e o segundo é pelo fato que seu registro de trabalho no Seguro Social ainda é de estagiária, ou seja, não chamará a atenção do Senador e de sua equipe caso você pleiteie um emprego em seu gabinete."
Riley e James que prestavam atenção, assim como Isabella, no que o Diretor do Washington Post dizia se sobressaltaram a constatar que ainda o registro da jornalista não havia mudado. Isto em qualquer outra circunstância poderia ser bastante problemático em alguma Ação Trabalhista, contudo, se mostrou bastante útil naquele momento.
- A questão é: que emprego a senhorita irá pleitear no gabinete do Senador Cullen? – questionou retoricamente Stefan. – Como estagiária eu acho bem improvável que você consiga descobrir o que incumbiremos à senhorita, e como assessora acho difícil conseguir algo, a não ser que... – começou o homem, tirando o seu olhar de Isabella e recaindo sobre James.
"Sua esposa ainda é chefe de gabinete do Senador, certo?" – questionou sem titubear.
James sorriu torto. O casamento que contraiu com Victoria Collins há cinco anos, fora algo extremamente pensado. Partilhavam uma cumplicidade tão grande entre eles que muitas pessoas poderiam considerar inapropriada. Tanto que a ruiva sabia da infidelidade do marido, e ainda assim não se via na necessidade de por um fim em seu relacionamento ou então pressionar seu cônjuge para que ele parasse com suas aventuras. Assim como ele tinha conhecimento da infidelidade dela.
Eles dividiam a mesma cama, partilhavam do prazer que um pode proporcionar ao outro através do sexo, e principalmente se entendiam perfeitamente como companheiros. Fidelidade nunca fora algo extremamente imposto em seu relacionamento, como gostavam de determinar: tinham um relacionamento aberto. Contudo, Victoria, não tinha uma legião de amantes ou pagava por prazer como o marido, ela só queria uma pessoa, seu ex-namorado durante um verão em sua adolescência e atual chefe, o senador do estado de Illinois, Edward Cullen.
O loiro sabia que sua esposa se embrenhava nos lençóis do Senador Cullen ocasionalmente, e mantinham uma relação que ultrapassava a profissional, entretanto, James como um bom jornalista investigativo sabia que a ambição da filha do poderosíssimo juiz federal Robert Davis, não era ser só mais uma amante da vasta coleção de Edward, ela queria o lugar que lhe foi negado quando teve um breve relacionamento com o ruivo, mesmo que na época em que ele se tornou um Congressista onde seu casamento passava por uma fase tortuosa. Contudo, nem naquela situação, ou em qualquer outra, ela havia conseguido sequer abalar o casamento de Edward e Tanya Denali-Cullen, para a sua imensa frustração.
Collins estudou pelo canto de seus olhos Isabella. Ele sabia que ela tinha muitos atributos físicos e sexuais que atrairia qualquer homem viril, e com toda a certeza atrairia o Senador Cullen. Ele tinha conhecimento que se era para conseguir informações que valiam ouro sobre aquele homem e sobre o seu passado que foi denunciado, somente uma mulher astuta, inteligente e ambiciosa como Isabella conseguiria.
James contemplou por um momento suas opções. Sabia que se Isabella adentrasse o gabinete do Senador ela seria dona da matéria e provavelmente levaria o Prêmio Pulitzer em alguns anos por conta daquilo, mas caso ele usasse sua capacidade de persuasão e se tornasse de certa maneira colaborador da jornalista, ambos poderiam ser premiados com o Pulitzer e outros inúmeros prêmios jornalísticos.
- Sim, Victoria ainda é chefe de gabinete do Senador Cullen. – concordou James, após alguns longos segundos de hesitação.
Stefan sorriu amplamente. Ele conhecia o jogo de James, e sabia que se ele fosse ajudar a colocar Isabella dentro do gabinete gostaria de ganhar uma parcela de publicidade na reportagem.
- Será que se colocarmos você como jornalista colaborador nesta reportagem investigativa, você entraria em contato com a sua esposa para conseguir mexer os pauzinhos e colocar Isabella lá dentro? – perguntou cuidadosamente Stefan, enquanto estudava o rosto do loiro.
- Eu seria colaborador dessa história? Receberia atenção junto com Isabella quando tudo isso vier à tona?
- Sim, você receberia a publicidade que tanto quer neste caso, James. – concordou Stefan.
- Um minuto, ligarei para Victoria. – expôs James ligando de seu Blackberry para o telefone de sua esposa.
A conversa cochichada entre James e Victoria Collins foi breve. Cerca de três minutos. James não precisou explicar muito a sua esposa para conseguir dela uma informação e uma participação no plano, ela era bastante inteligente para perceber o que o caso renderia. Tudo bem que custaria o cargo de Edward, mas ela não se importava, desde que no momento em que ele estivesse para baixo viesse chorar pela desgraça em sua vida em seus lençóis.
James sentou na cadeira que ocupava anteriormente e encarou Riley, Isabella, Stefan e voltando por fim seu olhar a sua amante, enquanto um sorriso largo brotava em seu rosto.
- Parece que o Senador Cullen está procurando um Assessor de Imprensa, e as entrevistas para o cargo ocorrerão amanhã. – disse lentamente. Enquanto Stefan sorria largamente, assim como era copiado por Isabella, enquanto Riley admirava a cena ainda perplexo pela mudança de rumo naquele caso; incluindo o envolvimento do Diretor do Washington Post e uma funcionária do Estado.
- E será que ela consegue incluir a senhorita Isabella Swan como uma das candidatas? – questionou astutamente Stefan.
James sorriu com os olhos e boca, fazendo algumas rugas pouco evidentes marcarem o seu rosto.
- Ela já está como uma das candidatas à vaga. – falou lentamente James.
Isabella estava tão nervosa e ansiosa para a resposta que viria de seu amante, que quando ele as proferiu, afirmando que ela seria uma das candidatas, uma lágrima que era o claro sinônimo de felicidade transbordou por seus olhos, correndo por seu rosto branco, delicado e maquiado. Riley, em contrapartida deu um longo assobio de surpresa, que também podia soar como preocupação, mas nenhuma das três outras pessoas na sala se importou com aquele som. Stefan sorriu largamente, unindo suas mãos em um gesto de vitória.
- Isabella. Tenho que lhe dar meus parabéns mais uma vez, você será a responsável pela reportagem que irá desmascarar o Senador Edward Cullen. Tenho certeza que a senhorita irá fazer o possível e o impossível para que seja contratada e possa concluir com maestria esta investigação. – ponderou Stefan.
- Parabéns, Isabella. – disse James, apertando a mão da morena e lhe lançando uma ligeira piscadela.
- Hum... parabéns. – murmurou Riley ainda perturbado com a direção dos acontecimentos.
- Bom... o meu trabalho aqui terminou. Collins, Biers, interem a senhorita Swan de como funciona uma reportagem investigativa em nosso jornal e quais serão os procedimentos adotados para o sigilo da mesma. – ordenou Stefan levantando-se da cadeira e se preparando para sair da sala. – Senhorita Swan, boa sorte neste trabalho. – desejou, antes de balançar a cabeça para os dois homens e sair da sala.
Isabella permaneceu na sala de Riley Collins, recebendo as informações e os procedimentos que deveria adotar na investigação até às oito horas da noite, onde, James e Riley lhe explicavam como deveria agir.
Eram tantos detalhes e cuidados, que quando foi dispensada para retornar a sua casa e descansar para a entrevista no gabinete do Senador Cullen na manhã seguinte, Isabella se sentia esgotada.
Como comemoração ao sucesso da fase um de seu plano, Isabella optou por voltar a sua casa de táxi, contudo, antes de ordenar que um parasse optou por saborear um cigarro. A nicotina em seu sangue dava um ânimo a mais na morena, e quando esta já estava refugiada no calor do táxi, escreveu uma única palavra como mensagem ao seu padrinho:
"Obrigada."
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Foram quinze minutos da Northwest Street a Avenida Martin Luther King Jr., onde Isabella vive, e ela mal se despediu do taxista e já estava andando a largas passadas pelo caminho que a levaria até o seu edifício.
Quando o elevador parou em seu andar, Isabella pode ouvir o som conhecido de uma banda de rock que seu amante gostava. Era uma balada lenta e incomum para aquela banda, mas ouvir aquela música fez com que um sorriso sincero e ansioso brotasse em seus lábios, no mesmo instante em que o aroma de um prato italiano feito por ele preenchia suas narinas quando ainda estava a duas portas de distância.
Antes que ela colocasse a chave na fechadura para abrir a porta, ele já estava abrindo-a para ela. O treinamento dele no Exército Americano lhe ensinou quando alguém se aproximava do seu esconderijo, mesmo com som ensurdecedor. Todavia, ela não era uma inimiga, era algo muito mais interessante que isso, seria a pessoa que lhe proporciona e proporcionaria prazer.
- Então? – perguntou o homem a morena. Ela mordiscou seu lábio inferior encarando aqueles profundos olhos negros que tanto a conheciam.
- Eu irei em breve ganhar o meu Prêmio Pulitzer! – exclamou alegremente pulando no colo do homem que a segurou por suas coxas torneadas, enquanto fechava a porta aos chutes e levava Isabella para a sua cama onde em questão de segundos ambos estavam despidos, fazendo enfim a comemoração digna e justa a eles.
Depois que o homem explorou com seus lábios luxuriosos o corpo sensual de Isabella, chegou enfim em seus lábios e murmurou contra eles:
- Parabéns minha princesa, mas agora irei fazer de você a minha cachorra!
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N/A:Olá amores!
E aí, este primeiro capítulo de Conexões Ilícitas foi aprovado ou não? Eu fiquei bem insegura com esse capítulo, primeiro porque eu odeio começar capítulos/fics, acho sempre horríveis e porque imediatamente eu estou escrevendo uma long em 3ª pessoa!
Muitas perguntas sem resposta neste primeiro capítulo, hein? Quem é o bonitão? O que Isabella descobriu sobre o Senador Cullen? E por que todo mundo tem algo contra o Senador? Perguntas e mais perguntas que logo serão respondidas e outras novas virão!
Quero agradecer a todo mundo que leu o prólogo e agora este primeiro capítulo, espero que vocês deixem suas impressões nas reviews, realmente é muito importante para mim. E também queria agradecer a Tod, por betar essa fic com precisar. Baby, obrigada desde sempre!
Ah... não esqueçam de acessar o tumblr da fic para ver as novidades, ou se tiverem alguma dúvida fiquem a vontade para perguntar. O endereço é: fuckyeahsympathyforthedevil(PONTO)tumblr(PONTO)com/ , ou quem quiser usar o formspring para me perguntar o que quiser, fiquem a vontade também: www(PONTO)formspring(PONTO)me/carolvenancio – prometo que irei responder todas as perguntas da maneira que puder, ok? Só lembrando que para acessar qualquer um dos dois basta trocar a palavra (PONTO) pelo símbolo, ok?
Nos vemos no próximo capítulo! Obrigada mais uma vez por tudo amores, amo muito vocês mesmo por me apoiar mais uma vez!
Beijos,
Carol.
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N/B: Antes de mais nada, gostaria de agradecer a Carol pela oportunidade de ser sua beta novamente. E mais uma vez, agradecer a ela pela criação de algo tão GRANDE e tão PODEROSO como Conexões Ilícitas. Porque quando ela veio me contar das possíveis substitutas de Just Justice, com certeza essa foi a mais grandiosa de todas e a que mais vai dar o que falar. Vamos ter Beward num contexto audacioso, libidinoso, sem pudor e sem valores, assim como vamos ter a oportunidade de conhecer um pouco mais das motivações que levam um ser humano a chegar ao mais baixo nível que ele consegue.
Eu sou total suspeita pra falar qualquer coisa, ainda mais que eu já tive a oportunidade de ler até o final da fanfic, o parágrafo que mostra aonde tudo isso vai levar; porém, acompanhar essa Bella tão confiante de si, junto ao seu amante fogoso (e ai, quem é o bonitão?), suas intenções junto à sua carreira e um Edward mais velho, mais poderoso e com tanta sujeira pra esconder... é algo que eu ainda estou digerindo e confesso, estou adorando.
Espero que agrade a todos vocês assim como me agradou desde sempre e que a Carol tenha o retorno merecido, já que a reviews de vocês no prólogo já foram suficientes pra encher nosso coração de alegria. Porque beta também vibra, apóia e ganha um pedacinho do amor que cada um de vocês deposita a cada comentário e é isso que vale a pena!
Prontos para o que vem a seguir?
Nos vemos no capítulo 2!
Bjos,
Tod
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GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
REVIEWS SÃO O COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!
