Capítulo 2
Paixão
Depois que voltou para LA, Ana-Lucia chegou à conclusão de que não tinha como se comunicar com ele e que nunca mais o veria; sentiu-se deprimida. Estava muito apaixonada e precisava dele. Aqueles três meses juntos na ilha tinham sido inesquecíveis. Era bom voltar para casa e rever a mãe, mas o vazio que se instalara em seu peito desde que Sawyer dissera no barco que eles não ficariam mais juntos não passava.
Ana começou a procurar por ele nos arquivos da polícia. Tinha de haver algum endereço onde pudesse encontrá-lo. Iria a qualquer lugar atrás dele, mas no final das contas, tudo o que conseguiu foi o endereço e o telefone de um homem chamado Patrick Ford. Tio de Sawyer.
Mesmo sem esperanças, Ana resolveu ligar, mas foi a secretária eletrônica quem atendeu.
- Olá!- Ana disse timidamente. – Meu nome é Ana-Lucia Cortez. Sou amiga de seu sobrinho. Eu não sei se o senhor tem notícias dele, mas se tiver, peça a ele que me procure no endereço... – ela descreveu todo o seu endereço e também deixou seu número de telefone. - ... por favor, dê o recado a ele se puder. É importante!
Passaram-se dois meses e nenhuma notícia de Sawyer. Ana estava muito desanimada, quase perdendo as esperanças de vez. Porém uma noite, quando ela já estava indo se deitar, a campainha tocou.
- Quem pode ser a uma hora dessas?- Ana resmungou. Já passava das duas da manhã e ela estava exausta. A pessoa continuou apertando a campainha seguidamente até que ela fosse atender. – Já vou! Já vou!- gritou Ana.
Antes de abrir a porta, ela olhou no olho mágico e quase caiu para trás. Seus dedos tremeram, mas ela conseguiu girar a chave na fechadura e abrir a porta.
- Hey, Lucy!
Sawyer estava diante dela outra vez. O rosto barbado, o cabelo mais comprido do que ela se lembrava e uma mochila nas costas.
- Eu devia chutar o seu traseiro, homem!- disse ela com seriedade, mas seu coração estava aos pulos, o estômago se contorcendo em ansiedade.
- Recebi o seu recado.- ele respondeu timidamente.
- Onde você esteve esse tempo todo?- perguntou Ana, sem convidá-lo a entrar.
- Na prisão.- Sawyer respondeu calmamente.
Depois daquela resposta, Ana decidiu que seria melhor deixar que ele entrasse. Sawyer estava tão exausto que não se incomodou em pedir licença para se deitar no sofá da sala.
- Por que estava na prisão?- ela perguntou, confusa, de pé diante dele. Se ele tivesse estado na prisão, ela saberia porque tinha procurado em praticamente todas as prisões do país por notícias dele.
- Eu fui um golpista, amor, durante muito tempo e você sabe disso. Eu tinha algumas pendências com a justiça pra resolver, mas agora está tudo acabado.
- Onde você esteve preso?- Ana quis saber.
- Talahasee.- Sawyer respondeu. – Foram exatamente 36 dias na prisão até resolverem me dar liberdade condicional por bom comportamento. Depois de três meses na ilha achei que fosse enlouquecer naquele lugar. Nós éramos tão livres , você se lembra?
- Eu só me lembro que você me deixou naquele barco. Sozinha!
Sawyer balançou a cabeça negativamente.
- Você não estava sozinha, Lucy. Todos os seus amigos estavam naquele barco, incluindo o doutor. Além do mais, sua mãe estaria esperando por você na primeira parada. O que eu podia fazer quanto a isso?
- Poderia ter ficado comigo e tê-la conhecido.- Ana respondeu.
- Pra quê?- Sawyer retrucou. – Somente para ser preso quatro dias depois de chegar aos Estados Unidos? O que sua mãe teria pensado?
- Você diz que esteve preso. Pois eu procurei pelo seu nome em todas as prisões nesse país e não te encontrei. Como pode ser isso?
- Eu não queria que você me encontrasse!- Sawyer admitiu. – Não queria que me encontrasse numa prisão e eu sabia que você me procuraria.
- Como fez isso?
- Posso ter abandonado a vida de golpes, mas ainda continuo bom nisso.
Ana cruzou os braços diante do peito, numa postura defensiva, mas não notou que fazendo isso ela evidenciava o contorno de seus seios para ele, aparecendo por sob o robe de seda entreaberto. Por baixo ela usava apenas uma blusinha fina e uma calcinha confortável de algodão.
Sawyer tinha passado bastante tempo na prisão e a última vez em que tivera a atenção de uma mulher tinha sido na ilha, com Ana. Por mais que ela estivesse olhando para ele com a expressão mais zangada que já vira, era impossível para ele ficar imune à beleza dela que conhecia muito bem, e tanto sentia falta. Ele não deixara de pensar nela um dia sequer na prisão e vê-la novamente, depois de tanto tempo em que lhe parecera uma eternidade, era um momento quase mágico para ele. Lembrou-se da primeira vez em que lhe vislumbrou o rosto moreno, corado pela intensa luz do sol logo depois dela salvá-lo de morrer afogado.
- Quer dizer então que você veio aqui pra me dizer que não se arrepende de ter ido embora?- ela disse, fingindo que não estava lendo o desejo implícito nos olhos dele.
- Não, eu vim aqui porque estava louco para saber onde você estava e tive a sorte de você ter deixado um recado com o meu tio. Fazia muitos anos que eu não o via, mas algo me dizia que deveria ir visitá-lo.
Ana descruzou os braços. Não conseguia tirar seus olhos dos dele. A saudade era imensa. Não fazia sentindo ficar protelando o que ela ansiava tanto fazer com ele.
- Me desculpe por tê-la deixado... – Sawyer disse com aqueles olhos pidonhos, capazes de derreter geleiras.
Ela se aproximou dele e o surpreendeu quando sentou em seu colo, de pernas abertas, encarando-o.
- Você está horrível, sabia?
Ele sorriu: - Vindo de você é um elogio.
Ana tocou o rosto dele com as pontas dos dedos como se para ter certeza de que ele estava ali com ela.
- Eu pensei muitas vezes... – ela começou a dizer. - ...que te mataria quando te encontrasse.
- Me mataria de prazer?- provocou ele, roçando seu rosto barbado nela, e aproximando seus lábios dos dela.
Ana suspirou e brincou de roçar seus lábios nos dele, sem beijar por alguns segundos antes que suas bocas se abrissem e se unissem num beijo cheio de paixão.
- Você me quer, Lucy?- ele indagou cheio de desejo, descendo uma das mãos devagar pelos ombros dela e colocando-a dentro do roupão, apalpando-lhe os seios por cima da blusa fina.
- Quero... – ela respondeu dando um beijo agressivo na boca dele, mordendo seu lábio inferior. – Eu devia matá-lo, mas primeiro vou fazer amor com você...
Sawyer deu uma risadinha.
- Então morrerei feliz.- ele puxou o laço do roupão dela e o tirou, jogando no chão. Acariciou ambas as faces do rosto dela e disse: Gosto do que fez com seu cabelo...
Ela o tinha cortado na altura dos ombros, os cachos estavam mais soltos e uma franjinha cobria sua testa. Parecia uma adolescente com aqueles cabelos. Sawyer achou aquilo adorável. Voltou a beijá-la, dessa vez deslizando suas mãos pelo traseiro dela e puxando-a mais para junto de seu corpo, apertando-a contra si.
Ana o beijou e envolveu seus braços ao redor do pescoço dele, sentindo que Sawyer se levantava do sofá e a trazia consigo.
- E então? Onde é a cama?- ele indagou, beijando o pescoço dela.
- Quem foi que disse que eu ia te deixar ir pra minha cama?- Ana o provocou e Sawyer devolveu a provocação de volta.
- Você falou que ia fazer amor comigo e depois me matar. Creio que não podemos reverter a ordem das coisas, amor.
- Se quer me levar pra cama, descubra sozinho onde é a cama!- Ana o desafiou.
- Ou... – sussurrou ele, olhando para o rosto dela com ternura, ainda carregando-a no colo. - ...posso tê-la aqui mesmo no sofá. Espero que esteja sozinha em casa.
- Eu estou sozinha.- Ana respondeu. – Há muito tempo!
- Não está mais, baby.- disse ele, deitando Ana no sofá antes de tirar sua camisa e voltar a agarrá-la.
Suspendeu a blusa dela e tirou por cima da cabeça. Os seios de Ana estavam inchados e eretos.
- Você sempre foi tão linda... – disse ele com olhar de adoração, rolando sua língua pelos bicos dos seios dela.
- Você é um miserável provocador!- Ana queixou-se sentindo um calor incômodo entre as coxas que molhava sua calcinha.
Sawyer a beijou na boca, as mãos segurando seus seios, puxando os mamilos escuros.
- Tira a calça!- ela exigiu e Sawyer o fez mais que depressa, baixando as calças e a cueca, largando tudo no chão junto com os sapatos.
Ana gemeu quando ele se esfregou na vagina dela, ainda protegida pela calcinha de algodão que foi descartada em seguida. Formou-se uma pilha com as roupas deles no chão, mas nada mais importava. Precisavam unir seus corpos, suas mentes, seus corações. Tinha sido uma longa espera por aquele momento. Tudo foi esquecido. Sawyer tinha seu pênis livre roçando a vagina úmida dela. Sabia que não agüentaria muito tempo. Ela se empurrou contra ele, se sentando com as pernas abertas nos quadris dele e o mordeu no ombro.
- Você falou sério quando disse que ia me matar, chica!- disse Sawyer com um profundo gemido.
- Quero você dentro de mim!- Ana exigiu. – Oh, Sawyer!- ela gemeu segurando o membro dele e o conduzindo para a entrada dela.
Ele a penetrou com um golpe poderoso e gritou o nome dela.
- Oh, Lucy! Minha Lucy...
Abraçou-a com firmeza, mantendo-a presa com os quadris que começaram a ondular entre as pernas dela. – Mais forte!- ela pediu.
- Você vai me matar, baby...
- Bem duro!- Ana falou ofegante.
Ele puxou seu cabelo, então empurrou-se para fora, erguendo as pernas dela e voltando a preenchê-la, tão fundo que Ana ficou sem fôlego, mas ainda assim conseguiu dizer:
- Não pare, baby, não pare...
Sawyer começou a empurrar mais duro, atingindo um ritmo empolgante. Ela tentou se erguer, respirar, mas estava sem ar. Beijaram-se ardentemente, ofegantes, as línguas imitando os movimentos do seu membro dentro e fora da vagina. Com as mãos em seu cabelo ele mantinha as bocas mais unidas. Ela sentiu a urgência no ventre. Seu orgasmo vindo numa velocidade que nunca experimentara. Explodiu quase junto com ele em uma onda violenta. Todos os músculos do corpo estirados dolorosamente e então uma flechada final de gozo.
- Oh, Deus!- Sawyer ofegou.
- Hummmm... – Ana deu um longo gemido, e jogou a cabeça para trás, lânguida.
Ela desmoronou embaixo dele quando o sentiu penetrá-la profundamente novamente, estremecendo inteira. Os quadris continuaram a empurrar enquanto liberava os jatos de seu gozo.
Finalmente ele afundou entre suas pernas, a testa descansando sobre a sua. Suas respirações aos arrancos, tentando buscar fôlego. Ana então virou o rosto para olhá-lo e Sawyer não se surpreendeu quando o encontrou cheio de lágrimas. Ele sabia por que ela estava chorando, entendia perfeitamente.
Continua...
