Goku é exposto a um tratamento sádico e cruel, enquanto uma bateria de testes desumanos são impostas a ele.
Será que seu coração gentil, amável, carinhoso e alegre, pode sobreviver a isso?
E quanto ao seu sangue saiya-jin?
OooOooOooOooO
Alguns meses depois, um jovem lutava para se libertar das algemas, embora seus esforços fossem infrutíferos, enquanto estava em uma sala amargamente conhecida com várias agulhas em seu corpo ligado á máquinas estranhas, enquanto alguns curativos pairavam sobre seu corpo machucado e nu.
Ele não chorava mais. Chorou tudo que podia nos primeiros meses, enquanto era furado e seu corpo retalhado, além de queimado muitas vezes, chegando várias vezes próximo da morte para ser recuperado pelo tratamento dos homens de branco. Tamanha tortura o fez temer qualquer um com essa cor, juntamente com o símbolo vermelho.
Sentia dores lacerantes no corpo, enquanto sentia dor até para respirar, fora quando o nocauteavam para coloca-lo numa sala imensa, também branca para tentarem o acertar com diversas armas, enquanto seus pés estavam presos em uma corrente. Atiravam com diversas armas várias vezes, até saber aquela que lhe fazia dano, além de vários deles repetirem que o queriam transformado, mas, não sabendo como faze-lo se transformar.
O pequeno não entendia por que o faziam sofrer. Por que o machucavam tanto. Não entendia a maldade e crueldade a qual era tratado. Só sentia que por algum motivo desconhecido ficava cada vez mais forte, enquanto que as recordações dos momentos felizes pareciam ficar cada vez mais nubladas. As recordações de seu querido avô começaram a ficar tão difusas, que chegaram ao ponto dele pensar que fora apenas um sonho. Que nada daquilo aconteceu de verdade.
Após mais alguns meses, estava sendo eletrocutado, novamente. Ele temera quando fora preso em uma cadeira com algemas, enquanto algo era encostado em sua cabeça. Ele implorava e chorava para que parassem, mas, somente conhecia o olhar frio e cruel, enquanto muitos pareciam anotar alguma coisa nas pranchetas.
Ele gritava até que a garganta dele ficasse em carne viva, tornando ainda mais dolorido para gritar, enquanto lágrimas de dor caíam de seus orbes, em sessões que duravam mais de meia hora, até que perdesse a consciência, enquanto viam que ele parecia resistir cada vez mais. Para horror dele, começaram a prolongar o tempo, pois o eletrocutavam até que perdesse a consciência.
Porém, o pequeno começara a sentir algo crescer em seu peito. Sentimentos estranhos que pensara nunca ter sentido antes. Tais sentimentos eram nada menos que um intenso ódio e ira, passando a rosnar conforme ouvia a aproximação de pessoas, enquanto sua tristeza e medo pareciam desaparecer á medida que estes novos surgiam.
Não percebera que uma idosa de jaleco o olhava tristemente, enquanto sentia uma intensa dor em seu coração ao se recordar da época que namorava Son Gohan, o avô dele, antes que seus caminhos se separassem, tornando-se cientista enquanto ele continuou no caminho das artes marciais, se tornando uma lenda, enquanto ela acabara solitária como ele, imersa em pesquisas até receber uma proposta da Red Ribbon para trabalhar nos laboratórios, o que aceitou, recebendo uma fortuna considerável para desenvolver armas, como uma forma de revolta por Gohan ter recusado apoia-la em suas inclinações acadêmicas para continuar trilhando o caminho das artes marciais ao voltar de seu treinamento com Muten Roshi, somente o encontrado no Tenkaichi Budokai.
Mas, ao tirar cópias escondido da Red Ribbon, não revelando que encontrou um diário, leu nele as anotações do quanto amava seu neto e sendo uma das que o maltratou, fazendo questão de repetir testes cruéis apenas para vingar a morte de Gohan. Agora, se sentia o ser mais vil de todos e completamente indigna de sentir amor por ele, pois deixara sua amargura e ódio a consumirem por anos e fio, sendo culminado pelo assassinato dele através de seu neto, embora este não tivesse consciência quando o fez.
Agora, lágrimas escorriam de seus orbes, quando acompanha o mesmo sendo levado após receber um choque violento na nuca para mais uma bateria de testes desumanos e perversos, enquanto via o olhar dele alterado e que cada vez mais parecia uma fera pronta para saltar e matar no primeiro a sua frente, nada parecido com o neto maravilhoso que Gohan citara, fazendo-a a tapar a boca com as mãos, enquanto a prancheta caía com intrépido no chão frio.
Mas, sabia que nada podia fazer no momento, embora estivesse planejando algum jeito de ajuda-lo a fugir dali, temendo que quando conseguisse, fosse tarde demais, enquanto fingia continuar com seu olhar frio e cruel para o jovem, por mais que por dentro sangrasse, enquanto se obrigava a acompanhar os testes desumanos.
Ódio. Era tudo o que Goku via e sentia. Seu coração outrora gentil, amável, carinhoso e bondoso, assim como as recordações de seu avô, já estavam trancadas no fundo da sua mente e coração. Nada mais restava do que era antes. Apenas ódio e ira enquanto sentia acossar uma fera dentro de si, que desconhecia, mas, que estava lhe dando forças.
Quem o arrastava se assustara com os rosnados praticamente viscerais que ouvia da garganta deste, aterradores, como se tudo o que desejasse era trucidar quem o maltratava, enquanto o jovem sentia-se perder em um poço de ira sem limites.
Quando fora preso com correntes, sendo preparado para mais uma bateria de testes cruéis e violentos, ainda rosnava, enquanto sua humanidade desaparecia, gradativamente. A dor fazia sua ira insuflar e cada vez que seu corpo era sacudido pelos golpes violentos que recebia, mais a fera em seu interior crescia, empurrando os fragmentos restantes de sua outrora natureza para as profundezas de seu ser.
Então, é jogado contra a parede da cela com violência, enquanto os soldados entravam e cruelmente, o prendiam pelos pulsos com algemas de aço puro, deixando-o sozinho durante a noite, enquanto que médicos chegavam para medica-lo e aplicar curativos, sendo que estes sentiam calafrios na espinha ao verem o olhar praticamente feral que lançava neles, fazendo-os se apressarem para sair dali o mais rápido possível.
Em seu quarto, Hyanna olhava a cópia do diário de Gohan enquanto procurava algo que pudesse ajudar o neto dele. Pois, ao saber do amor e carinho dele para com ele, além das escolhas que ambos fizeram, se sentiu culpada, pois, claro que ele nunca culparia o seu amado neto, enquanto ela descontara nele toda a sua raiva e amargura, sendo uma que marcou o pequeno corpo da criança, questionando-se, deitada em seu quarto, como havia chegado ao fundo do poço, enquanto chorava e ria amargamente, ciente mais do que nunca, que, de fato, vendera sua alma para o demônio ao se juntar a Red Ribbon. Algo que recusara a ver em todos esses anos.
Então, após ler muito, descobriu uma passagem interessante e ao recobrar quando o monstro apareceu que era ele transformado, tudo fazia sentido. Precisava ser noite de lua cheia e este teria que olhar para a mesma.
Porém, refletiu. Mesmo que se transformasse, não conseguiria lidar com todo o exército que cairia em cima dele com ira, além de passarem, a saber, quando ele se transformaria.
Então, ao saber como transforma-lo, ela começa a traçar um plano para tira-lo de lá.
Após dois dias, Goku havia acabado de ser tirado da cadeira que o prendia para levar choques violentos. Ele respirava com dificuldade, porém, não chorava mais, apenas rosnava a cada toque nele, além dos olhos serem totalmente ferais, sem sombra daquele garoto gentil, amável, carinhoso e sorridente que fora algum dia. Sua mente clamava para estraçalhar os seres a sua frente e até tentava, mas, os músculos não colaboravam, após quatro horas de choque contínuo.
– Não acredito que a resistência dele pareça aumentar cada vez mais e em ritmo alarmante. Antes, ficava inconsciente em menos de meia hora, agora, foram nada menos que quatro horas consecutivas e mesmo assim não cedeu! Tivemos que desligar antes que os circuitos queimassem. É inacreditável! Que raça de alienígena é essa?
– E quanto a força? Consegue envergar aço puro como se fosse papel. Antes, um bom pedaço de ferro conseguia segura-lo. Em breve, não conseguiremos controla-lo e isso me preocupa.
– Se tivermos que mantê-lo drogado, acabaremos por perder alguns dados, pois não conseguiremos analisar com perfeição.
– E ainda nem o vimos transformado! Droga, quando ele se transforma? Com certeza se tornaria um espécime de pesquisa ainda mais interessante.
O saiya-jin apenas ouvia as vozes difusas, enquanto sentia ser arrastado de volta para a sua conhecida cela, sendo preso com os punhos acima da cabeça, enquanto sua cauda se mexia lentamente, sem os rosnados cessarem por todo o trajeto e por mais que os guardas sempre o levassem, o timbre do rosnado praticamente visceral e aterrador, os fazia ficarem apavorados, diariamente, quando iam tira-lo e depois, quando iam prendê-lo. Temiam, inclusive, atira-lo na parede como costumavam fazer antes.
Nisso, Hyanna já havia planejado a fuga com Goku. Havia armado bombas discretas por todo o Quartel General da Red Ribbon, assim como nas bases próximas dali em locais escondidos, pois visitava os outros laboratórios, uma vez que era uma das cientistas chefes, junto com o Doutor Gero.
Então, enquanto Goku rosnava, ela entra, se apavorando ao ver os olhos ferais olhando-a com ira e sede de sangue. Sabia que se estivesse solto, com certeza a destroçaria tal como uma fera. Não era mais aquela criança chorosa, desesperada e apavorada, além de ter um olhar de dor, que chorava sem parar o tempo todo.
Se tornara um monstro, assustando-se ao vê-lo saltar da parede, mas, caindo no chão, pelos pulsos estarem presos, embora notasse alarmada que as algemas de aço pareciam em seu limite para controla-lo, enquanto jazia no chão, pois, pulou para trás quando este avançou.
Antes que pudesse arrebentar as algemas, fica de pé e pega uma cápsula e a transforma em uma arma, atirando uma espécie de esfera que cola na parede ao lado dele, enquanto ela vai até o outro lado e se agacha, tampando os ouvidos, segundos antes do estrondo da pequena bomba que abrira um buraco enorme, onde a luz da lua cheia adentrava.
Goku vira o rosto para a lua e nisso, começa a transformação.
Ouvindo barulho de guardas e Goku se transformando, sorri ao ver que a primeira parte de seu plano deu certo. Guardando a cápsula, sai correndo, gritando, até encontrar os guardas, se apoiando contra eles, falando, simulando medo e terror:
– Eu fui colher alguns dados e ele começou a se transformar!
– Se acalme que iremos controla-lo como antes. Vamos! Avise o comandante!
– Sim. - ela consente e após virarem no corredor, ela entra por uma porta pois pesquisara uma rota de fuga segura.
Nisso, os dois guardas avançam pelo corredor armados, enquanto a cientista fugia.
Devido a transformação, toda a Red Ribbon estava preocupada em combater o Oozaru, não percebendo uma certa cientista fugindo ao transformar uma cápsula em um avião.
Em segurança no cockpit, aciona as bombas que explodem, longe de Goku, surpreendendo-os, acabando por dissipar e diminuir drasticamente as forças do exército, que passa então a ser varrido pelo Oozaru, que também disparava rajadas de suas mandíbulas, destruindo tudo a sua volta com o seu corpo coberto de cicatrizes, muitas profundas, oriundas de cortes e de queimadura.
Quando o sol nasce, a Red Ribbon daquela região esta destruída e ela então retorna, pousando o avião próximo dele, enquanto saía com um tubo de gás e uma máscara, colocando no rosto dele antes que despertasse, em uma concentração ainda maior para dopa-lo, conforme as contas que fez da resistência dele progressiva conforme os meses.
O coloca na nave e o leva ao seu laboratório secreto, onde a nave circular já estava pronta para decolar. Conseguira encontrar a nave dele enterrada, em segredo e pôde estuda-la, conseguindo assim criar uma nave um pouco maior. Como ela criou um androide particular, usou a força dele para ajuda-la a construir a nave, assim como o programou com os planos de construção para que este continuasse o trabalho mesmo na ausência dela, pois, ela não podia se ausentar demais dos laboratórios.
Havia também criado outro, com aparência similar a humana, para negociar no mercado negro com contrabandistas a fim de comprar material e assim, construir a nave, sem deixar vestígios para que não desconfiassem o que ela fazia em segredo.
A Red Ribbon estivera observando e escaneando o céu, tentando descobrir um planeta que podia conter vida, quase similar a Terra e com animais não muito grandes, ao ponto de poderem enfrentar tranquilamente. Além disso, ao explodir os laboratórios, se concentrara em fazer questão de diminuir o efetivo da mesma, drasticamente, assim como destruir dados valiosos coletados secretamente sobre o espaço, fazendo-os perder anos de pesquisa.
Quando conseguissem chegar a este planeta, Goku já estaria adulto e poderia enfrenta-los.
Então, o coloca na nave, mas, não sem antes enviar outras cápsulas em um estojo, além de vesti-lo em uma roupa semelhante a que usava antes de ser capturado, colocando outras na nave, até maiores. Além disso, deixara gravado instruções para ele e criara um robô para orienta-lo no uso destas embora temesse que ele o destruísse. Mas, não poderia fazer nada quanto a isso. Somente dependeria dele e esperava que em um lugar desconhecido, sem nenhum ser humano junto dele, poderia se acalmar.
Havia projetado uma sala portátil para treinamento em alta gravidade, achando 300x absurdo, mas, observando que este conseguiu lidar com gravidade 10X maior, quando os cientistas o colocaram numa câmara, aumentando a gravidade gradativamente. Além disso, colocara junto a espécie de bastão que resgatou dos cofres da Red Ribbon, além do diário, protegido por uma capa para evitar molhar ou ser queimado, podendo resistir a altas temperaturas.
Havia programado o computador de bordo com um vasto conhecimento de artes marciais, em uma espécie de enciclopédia visual para ajudar a treina-lo, assim como colocou todo o treinamento que se lembrava que Gohan teve quando se encontraram uma última vez.
Então, ativa o painel de controle e saí da nave, programando a rota até este planeta, deixando-o sobre efeito da droga para dopa-lo a viagem inteira, evitando assim que quando acordasse, destruísse a nave, deixando uma espécie de inteligência artificial na mesma para como proceder e ajuda-lo. Ao pousar, ele seria colocado automaticamente para fora da nave.
Quando confirma que ele saiu da atmosfera da Terra, ela olha para cima, sorrindo tristemente, enquanto lágrimas escorrem de seus orbes, com as mãos pegando uma espécie de controle, com ela o colocando junto ao peito, pois precisava finalizar o seu plano para o bem dele.
Então, perdendo-se em recordações com Gohan quando jovens aperta o botão, fazendo o seu laboratório explodir com ela junto, assim como com os seus androides, para que quando o descobrissem, não pudessem rastrear o neto de Gohan e nem se apoderar de seus experimentos, assim como da nave alienígena.
Além disso, desejara ter uma morte em meio a uma explosão como punição, enquanto clamava perdão a Gohan, orando para que o perdoasse, embora não se julgasse digna após tudo o que fez, não só com Goku, embora tivesse com ele chegado ao fundo do poço, sendo o pior, assim como todas as armas que criou, cada uma mais efetiva e mortal que a outra.
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