N/A: Yoo minna!! o/ Espero que estejam todos bem! Tal como prometido, cá estou eu uma semana depois de ter publicado o primeiro capítulo. OBRIGADO a todos os que me mandaram review! E àqueles que leram e não mandaram…rezem para eu não encontrar um Death Note. u.ú Brincadeira! 8D Espero ao menos que tenham gostado. Já que não me disseram nada…8D
Quero também dizer algo que me esqueci no capítulo passado. Esta fic é inteiramente, frase a frase, palavra a palavra, dedicada a Anamateia Haika, que me tem apoiado durante o processo de escrita e que me tem feito rir imenso, quer com as suas fics, quer com o seu jeito de ser. Sei que já estás à espera da fic há MUITO tempo, então espero que gostes e que aproveites! n.n
E se for para aderir à modinha dos Beta Readers…só mesmo ela para ser a minha Beta! xD E oh! Tens mais um à tua espera, ouviste? x3 Sim, porque oficialmente eu não tenho Beta Reader. 8D I work solo, honey! xD
Bom, só me resta dizer uma coisa, após este monte de asneirada…Boa leitura! Espero que gostem deste segundo capítulo! n.n
Advertências: Fic do género Friendship/Angst; número de capítulos definido até ao momento: 9; provavelmente terá insinuações de yaoi, mas sem fundamento 8D; a fic passa-se três anos após o último campeonato contra a BEGA.
Disclaimer: Beyblade pertence a Aoki Takao. Fic escrita sem quaisquer fins lucrativos.
O Espírito do Beyblade
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Capítulo II
Orgulho…
Substantivo masculino, definido superficialmente como altivez, vaidade. Mas todos sabemos que orgulho é muito mais que isso.
Orgulho é termos respeito por nós próprios. É admirarmo-nos a nós próprios e não termos medo de o dizer ao mundo. É caminhar sem medo, é ter certeza de cada passo e saber qual o seguinte. É sentirmo-nos capazes de derrotar tudo e todos, sentir uma energia sem igual que nos faz mover montanhas e vales.
Orgulho pode ser muito bom, mas quando a dose se torna excessiva o orgulho pode levar-nos à irracionalidade e à imaturidade. Ao não pensar com a cabeça, mas sim com o orgulho ferido.
Mas…porque motivo haveria ele de estar ferido? Afinal, eles não eram uma equipa?
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"Aprendemos com cada batalha que travamos."
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- Avô! Cheguei!
Como era costume, avisou a sua chegada na casa. Descalçou os sapatos e entrou. Foi até ao quarto, deixou a pasta em cima da secretária e decidiu passar pela cozinha, antes de se atirar aos cadernos.
- Tyson, meu rapaz! Nem te ouvi chegar!
- Isso é porque o avô está a ficar surdo. – murmurou, fechando o frigorífico. Porém, nunca esperou que o velho ouvisse. A dor que sentiu segundos depois bastou para o convencer da boa audição que o seu avô ainda tinha. – Avô, para que foi isso?!
- Com que então a ficar surdo, hein? – reclamou o mais velho, com uma mão na cintura e a outra segurando a sua espada de madeira.
- Eh, foi uma brincadeira avô! Não estava a falar a sério! É que algum dia iria duvidar da sua excelente audição? – tentou Tyson, com um sorriso nervoso.
- Hum, não sei. – disse o homem aproximando o rosto do neto, tentando encontrar a veracidade daquelas palavras. Segundos depois, abriu um grande sorriso e afastou-se do neto, voltando aos seus afazeres.
Tyson suspirou de alívio. Tinha escapado de treino extra por pouco. Preparou-se para voltar ao quarto, mas a voz do avô manteve-o na cozinha.
- Tyson, quase me esquecia!
- Do quê? – perguntou, com metade de uma sandes na boca.
- O Sr. Dickinson telefonou.
- O Sr. Dickinson? O que queria ele?
- Ele pediu para este sábado ires ao escritório dele.
- Este sábado? Então porquê? Aconteceu alguma coisa? – perguntou, estranhando a súbita chamada.
- Não sei. Acho que vais ter de esperar até sábado para saber.
- É, acho que sim. – murmurou Tyson, apreensivo.
Não sabia o que o esperava naquele encontro, mas algo lhe dizia para não o ansiar demais. Algo de bom, não podia ser de certeza.
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- Pai?
- Sim?
- Tens alguma ideia do que o Sr. Dickinson possa querer falar comigo?
O homem tirou os olhos dos vários recibos e dirigiu-os ao filho, sentado à sua frente. Surpreendeu-se um pouco com a expressão séria que ele mantinha. Aquele assunto tinha o deixado realmente preocupado. Relaxou os ombros e voltou a olhar o rapaz.
- Não sei Max. Talvez queira pedir-te alguma coisa, ou então...
- Pedir o quê? O que ele pode me pedir é de certeza algo relacionado com... – Max temeu continuar a sua fala. Um frio percorreu-lhe o estômago e o peito, impedindo as palavras de ultrapassarem a sua garganta.
- Eu sei. Mas não achas que já está na altura de...ultrapassares isso?
Max virou o rosto. Uma sombra trespassou-lhe os olhos. Aquele sentimento...julgara já não o conhecer. Oh, mas como a sensação era tão familiar! Aquele aperto, aquele sufoco, aquela raiva...aquele ódio.
Levantou-se da cadeira e foi-se embora do cómodo. Ouviu a voz do pai chamá-lo, mas não respondeu. Entrou no quarto e fechou a porta. Encostou-se a ela. Levou uma das mãos aos olhos e deixou-a lá, como se aquela escuridão suprimisse a do peito.
Respirou fundo. A mão desceu. A escuridão escondeu-se. Olhou pela janela do quarto e ficou-se a observar o azul do céu. Os arredores de Tóquio...mas porque teria de voltar lá mais uma vez? Justamente lá...àquele local...àquele sítio...àquelas lembranças...porquê?
- Porquê...?
_._._._._._._._._
Mais uma vez, ele iria sair de casa. Sair, viajar e não para conhecer algo de novo, mas para voltar lá. Ao único sítio que preferia esquecer que existia, ao único sítio onde desejava nunca mais voltar.
Se lhe perguntassem, responderia, sorridente, que estava ansioso. Naquele local aconteceram-lhe tantas coisas boas, conhecera tantas pessoas, enfrentara tantos desafios, vencendo-os um a um. Tantas boas memórias que guardava daqueles tempos. As saudades, já não as aguentava. Mas isso diria apenas se lhe perguntassem.
Cada uma dessas palavras era tão falsa. Falsa, mentirosa, suja, cobarde. A sua falta de coragem conseguia até mesmo impressioná-lo. Como é que, com um sorriso, tudo se resolvia? As perguntas cessavam e ele passava por verdadeiro e feliz? Incrível...a ingenuidade de alguns era simplesmente incrível.
Mas ele sabia. Sabia exactamente como era se não lhe perguntassem. Apenas...não era capaz de o dizer. A raiva acumulada, só despejada uma vez, atormentava-o sempre que aqueles risos ecoavam na sua mente. Os risos deles e...os seus risos.
Apertou as mãos junto da beira da janela. Os seus olhos fitaram com ódio o exterior da pequena cabana de madeira. Como ele desejava descarregar a sua raiva naquele momento. Porém, estava incapacitado disso. Se lhe perguntassem estava feliz, não é mesmo?
Dickinson...sempre o achara um homem impressionante. Um homem de carácter, de bom coração, uma excelente pessoa. As decisões dele, algumas não entendera mas aceitara na mesma. Aquela...ele simplesmente não aprovava.
Japão...Tóquio...BBA...Beyblade...Bladebreakers...
Sentido nisso, não encontrava nenhum. Gosto, muito menos. Se era uma piada, ah, céus se era!
_._._._._._._._._
- Diga-me se tenho alguma coisa marcada para sábado.
O pedido, em tom de ordem, distraiu a jovem secretária do que quer que estivesse a fazer. Por mais importante que fosse, ter o seu patrão à sua frente fazia tudo o resto esvanecer como se de pó se tratasse.
Ela escrevinhou no computador, acedeu à agenda informatizada, confirmou com a agenda manual e voltou a olhar o seu chefe.
- Não tem nada para sábado, Sr. Hiwatari.
- Óptimo. – murmurou o rapaz. – Avise o pessoal que sábado não venho à empresa. Deixarei tudo pronto na sexta e assinarei os documentos na segunda.
- Com certeza, senhor. – disse a mulher, de forma delicada.
- Até amanhã. – disse Kai, agarrando na sua pasta e afastando-se até ao elevador.
- Até amanhã, Sr. Hiwatari.
Senhor Hiwatari...como odiava que o chamassem assim. Se fosse a ver, ele é que deveria chamar a secretária de senhora e não o contrário. Mas tornar-se detentor de tudo o que pertencia à sua família aos dezanove anos tinha as suas vantagens.
Trabalhar, continuar a estudar, tomar conta de negócios sem saber o que metade são...Sim, são muitas vantagens. Mas era rico. Então não tinha direito a queixar-se.
Abriu a porta do seu carro topo de gama e entrou. Sentou-se no assento fino e fofo, colocou a chave na ingnição e pôs o veículo a trabalhar. Virou o carro e saiu do estacionamento da empresa.
Sábado...não sabia o que pensar acerca desse dia. Nem do dia, nem do encontro. Ir até à BBA...com que propósito? A sua vida não lhe bastava? Porque teria de voltar àquele sítio depois de tanto tempo?
Tanta coisa abafada por entre aquelas paredes, tanta mágoa, tanto rancor, tanto passado. Passado esse que ele preferia esquecer. Na verdade, até já estava a conseguir. Quanto a isso sentia-se capaz de dizer que estava a fazer um óptimo trabalho. Para quê então deitar anos de esforço fora?
Ele nunca fora de fugir a um encontro, apenas isso. Se Dickinson queria falar com ele, então que assim fosse. Mas ele não iria encontrá-lo de livre vontade. A possibilidade de passar o seu sábado de forma diferente chegava a assustá-lo. Sair da rotina era tão...vivo!
Mas se era para viver nesse dia, então que fosse. Afinal de contas, era apenas nesse dia, certo? Um dia, certamente não iria arruinar a sua tão bem detalhada rotina. Um dia...a reviver o passado decerto não mudaria absolutamente nada. Não é mesmo?
_._._._._._._._._
Cantarolava, animado, pelo quarto enquanto procurava pelas peças de roupa no armário. De roupa interior, nas proximidades do Inverno, deveria ao menos sentir um arrepio pelo corpo. Porém, isso não acontecia. A sua alegria superava isso.
Não sabia porquê, mas estava animado. Era sábado, mas estava contente. Sabia que tinha de ir à BBA encontrar o Sr. Dickinson, mas mesmo assim sentia-se bem. Tinha a certeza que, o que quer que fosse que o esperasse, decerto não seria assim tão horrível como ele imaginava. É, só devia ser mesmo a sua imaginação fértil a pregar-lhe uma partida.
Encontradas as peças de vestuário, começou a arranjar-se. Umas calças de ganga simples, uma camisa branca de mangas compridas e um casaco escuro, parecido com aquele vermelho vivo que costumava usar.
Passou a escova pelos cabelos ainda compridos e deu uma última olhada no espelho. Os seus olhos, tão matreiros, fugiram até à cómoda onde repousava, solenemente, o seu antigo boné. Fitou-o durante momentos. Pensou em tocá-lo, mas sentiu-se enojado por isso. Virou o rosto e saiu do quarto. Teria que se ver livre daquele pedaço de pano. O quanto antes.
Saiu de casa e começou a seguir o seu caminho até à BBA. A sua estranha alegria voltou. Sentiu vontade de cantarolar novamente mas tinha que se controlar. Afinal de contas, estava no meio da rua, com dezenas de pessoas a rodeá-lo. Não seria algo bonito de se ver.
Colocou as mãos nos bolsos e continuou o seu caminho. Novamente, avistou um monte de crianças rodeando a tal vitrina. Desta vez, nem se dignou a levantar os olhos. Apenas ignorou a emoção daquelas crianças e do colorido cartaz.
Estranho...tudo parecia estar a querer quebrar a sua alegria. Será que escolhera mal o dia para estar bem-disposto? Riu do próprio pensamento. Que ridículo. Agora lá havia dia certo para se estar alegre!
Avistou a BBA de longe. Aquele turbilhão de memórias envolveu-o mais uma vez. Mesmo com as reformas, ela continuava a mesma. Pequena, simpática e...nostálgica. Tanto que já acontecera naquele edifício. Tanto relacionado a ele.
Respirou fundo. Fixou o seu olhar no edifício bege. Observou-o minuciosamente. Cada canto, cada parede, cada janela, cada tijolo. Precisava disso. Desse momento de reflexão, antes de colocar os pés novamente lá dentro. Antes de sentir novamente aquele aperto sufocante.
Levou a mão à porta de vidro e hesitou em abrir. A sua boa disposição evaporando numa questão de segundos. Empurrou-a devagar. Entrando no local, observou-o mais uma vez. Sentiu um nó na garganta. Era tal e qual como se lembrava.
Subiu as escadas lentamente, como se cada passo o aproximasse mais do fim do mundo. A mão presa ao poste, os pés colados aos tijolos novos, a coragem trancada no fundo do seu peito. Aquele jogo de nervos entre si e as escadas estava a tornar-se tortura.
Conseguiu superá-las. O corredor, calmamente também o venceu. Agora só faltava a porta. Aquele pedaço de madeira rectangular era a única peça que o separava do estranho encontro. Deixou que o ar abandonasse novamente os seus pulmões. A sua mão subiu até à maçaneta. Rodou-a...e abriu a porta.
- Hum, Sr. Dickinson...?
Começou por chamar o homem assim que colocou o primeiro pé dentro do escritório. Levou os olhos à secretária e encontrou-o lá sentado, estranhamente sério. Decidiu que era seguro. Entrou e fechou a porta, com um pequeno sorriso. Só aí teve uma visão completa do aposento.
O seu coração deu um pulo no peito. O aperto, que tentava tão cuidadosamente suprimir, esvaiu-se pelo seu corpo. A sua expressão era de puro choque. E a sua voz recusava-se a sair.
- Max...? Ray...? Kai...?
- Tyson...
Imaginação fértil a pregar partidas...Oh tonto infeliz! Acreditaste mesmo nisso?
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"Cada amigo, inimigo e espectador têm algo para nos dar."
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Continua...
N/A: Bem…como já disse antes, estes primeiros capítulos estão escritos há quase um ano. Não me lembro COM TODO O PORMENOR aquilo que queria com esta fic. A principal ideia é trazer de volta o espírito do beyblade aqui para a secção. Algo inútil de minha parte, não sou nenhuma deusa nem prémio Nobel ou assim. Sou apenas uma desgraçada que escreve há quase quatro anos e que PENSA ter conseguido um lugar digno por aqui. Ultimamente, penso que não.
Posso apenas afirmar que gostei da ideia de ter os rapazes a brigar e chateados entre si. Em todas as fics eles adoram-se! Está na hora de mudar! u.ú Vou ser sincera: estou a gostar de escrever esta fic. Ela é diferente de tudo o que já fiz. Embora tenha capítulos dos quais eu estou bem apreensiva. x.x
E, como já devem ter reparado, cada capítulo tem uma espécie de iniciação. É como se fosse uma base para o capítulo, aquilo com que eu tento me guiar (o que não costuma dar certo 8D). Também cada capítulo inicia-se e termina com uma frase. Estas frases fazem parte de uma fala do Kai, durante a sua batalha contra o Brooklin. Eu apenas coloquei-a no plural e acrescentei algumas coisas, mas só irão ler isso no último capítulo. 8D
Bom, eu espero que tenham gostado e que me mandem as vossas adoráveis reviews! 8D
Jinhos desta baka que não anda em si ultimamente!
Bye, bye!!
