Incertezas II - capítulo 2
Fandon: Supernatural
Personagens principais: Dean/Sam
Sinopse: Sam e Dean passaram por muitas dificuldades para poderem ficar juntos. Agora, uma mudança radical em suas vidas vai colocar mais uma vez o seu amor a prova. (Slash / AU).
Nota: Esta fic é uma continuação de "Incertezas".
Sam guardou o livro na estante, já que não conseguia mesmo se concentrar, e já estava indo para o quarto quando Dean o parou pelo caminho.
- Se isso doer, Sam... eu juro que eu te mato! – Dean falou sério, olhando em seus olhos.
Sam sorriu como uma criança que acaba de ganhar um brinquedo novo.
- Você quer mesmo fazer isso, Dean?
- Na verdade não, mas se esse é o único jeito de eu poder voltar a tocar em você, eu estou disposto a pagar o preço.
- Mesmo? Você faria isso por mim? - E lá estavam aqueles olhos pidões novamente, instigando Dean a fazer todas as suas vontades.
- Já falei que sim, não falei? Agora chega de conversa, e vamos acabar logo com isso.
Dean levou Sam até o quarto, parando de pé ao lado da cama, e estava tão constrangido e nervoso que nem sabia direito o que fazer.
- Eu amo você, Dean! – Sam se aproximou, colando seus corpos, e o beijou com paixão. – E você não precisa fazer isso agora.
- O que?
- Eu disse que não precisa ser agora. Eu não quero que você faça nada que não tenha vontade, não só porque eu quero.
- Mas Sam...
- Na verdade eu queria saber até onde ia a sua teimosia, e essa sua mania de bancar o macho da casa já estava me irritando.
- E esse foi o melhor jeito de você conversar comigo a respeito? Fazendo greve?
- E desde quando você me ouve, Dean?
- Ok. Me desculpe! Eu vou tentar te ouvir daqui pra frente, ta? E vou tentar ser mais aberto a novas idéias. - Dean falou revirando os olhos.
- Isso é muito bom. Eu senti muito a sua falta, Dean!
- Eu também Sam, eu também! - Dean o deitou na cama, e se deitou sobre seu corpo, o beijando com urgência.
Sentiu tanta falta de tocá-lo, de te-lo em seus braços, que mal podia acreditar no que estava acontecendo. Apesar de achar que Sam merecia mesmo era uma surra por fazê-lo passar por todo esse sufoco.
Mas então Dean ouviu seus gemidos, enquanto explorava seu corpo perfeito com a língua, e esqueceu de tudo. Sam poderia lhe pedir o que quisesse neste momento. Sua pele lisinha como a de um bebê, seu cheiro, seu gosto, Sam era o seu vício, um vício delicioso, do qual jamais iria querer se livrar.
Sentiu Sam arquear as costas e gemer mais alto quando introduziu um dedo em seu interior, depois mais um, quando o sentiu relaxando. E logo teve que sorrir, ao ver sua expressão de puro prazer, conforme movimentava seus dedos dentro dele.
- Você gosta disso, não é seu safado? - Dean sussurrou, passando a língua pelos lábios.
- Cala essa boca e faz logo, Dean! - Sam não se incomodava em implorar, afinal era Dean, era o seu Dean, e faria qualquer coisa para senti-lo dentro de si novamente, para que tomasse o seu corpo com paixão como sempre fazia.
Sentira tanta falta disso nos últimos dias, que tinha vontade de gritar de felicidade e de prazer neste momento.
- Então vira! Eu quero você de quatro pra mim! - Dean falava com a voz cheia de desejo, tornando impossível Sam não ceder a suas vontades.
Sam se virou e se apoiou em seus cotovelos, sem reclamar. Dean ergueu seu quadril e o penetrou, quase de uma só vez, ouvindo Sam choramingar pela dor.
- Shhh... Já vai passar.
- É mesmo? Isso você vai saber quando eu te pegar de jeito, seu desgraçado! - Sam reclamou.
Dean deu risadas e esperou que ele se acostumasse, então passou a mover seus quadris de encontro ao corpo de seu irmãozinho. Tinha pressa, havia esperado muito para estar dentro de Sam, para sentir seu membro sendo envolvido por aquele corpo apertado e quente.
Segurou com força em sua cintura e investiu cada vez mais forte, entrando por inteiro, sentindo seus corpos se fundirem de uma forma que nunca tinha sentido com ninguém. Era parte de Sam, e Sam era parte dele, e só com ele se sentia completo.
Dean levou sua mão até o membro pulsante de seu irmão, passando a massageá-lo no ritmo de suas estocadas. Sam passou a gemer ainda mais, resmungando baixinho palavras que sequer Dean podia entender, mas também não estava interessado, tudo que podia se concentrar no momento era na forma como Sam se entregava, no seu corpo indo e vindo ao encontro do seu, e no seu prazer.
Sentiu Sam gozar em sua mão, seu corpo estremecendo e se contraindo ainda mais, fazendo com que Dean também se derramasse dentro dele.
Seu corpo desabou por cima do de Sam e assim permaneceu, tentando ganhar fôlego e sobriedade. Sam tinha o poder de deixá-lo entorpecido, e o prazer que tinha com ele o deixava louco, querendo sempre mais.
Rolou para o seu lado da cama e puxou Sam para junto de si.
- Cara, isso foi...
- Aham...
Dean riu e o abraçou apertado, beijando seu pescoço.
Sam se aconchegou mais ainda em seus braços, sorrindo, e assim adormeceram.
Dean acordou cedo, e começou a provocar Sam, lhe cutucando e fazendo cócegas.
- Quer quanto pra me deixar dormir mais um pouquinho, Dean? - Sam perguntou de mau humor, com a voz sonolenta.
- Quero você! - Dean lhe roubou um beijo e depois levantou e jogou um travesseiro em sua cabeça. - Vem, vamos pro banho! Anda, preguiçoso!
Já estavam nus, pois era assim que tinham dormido na noite anterior, então Dean arrastou Sam para o chuveiro, e o prensou contra a parede do box. Se atracaram num beijo de tirar o fôlego, e Sam passou a explorar o pescoço de Dean, ao mesmo tempo em que se esfregavam um no outro.
Sam aproveitou o momento de distração, para escorregar suas mãos até as nádegas de Dean, as acariciando e apertando com vontade. Dean não reclamou, então Sam escorregou um dedo entre elas, o pressionando na entrada do loiro.
- O que você pensa que está fazendo, seu pervertido? - Dean o olhou de cara feia.
- Relaxa, amor, eu não vou te penetrar. Ainda não.
- Sam, não por nada, mas... isso me deixa nervoso, cara!
- Shhh... Você precisa ir se acostumando, esqueceu do que me prometeu?
- Puta merda!
Sam o beijou com paixão, e movimentou seu dedo em círculos ao redor da entrada de Dean, o provocando.
- Não é tão ruim assim, é? - Sam sussurrou em seu ouvido.
- Se você não avançar mais que isso, tudo bem. - Dean admitiu.
- Eu prometo! Agora relaxa...
Terminaram a brincadeira no chuveiro com uma masturbação mútua, então Dean saiu quase correndo, pois tinha um cliente o esperando cedo na oficina, e Sam, já atrasado, saiu logo atrás dele.
Por sorte, Sam trabalhava há apenas duas quadras dali, mas logo que saiu do prédio, não pode deixar de reparar no carro vermelho estacionado ali em frente, o mesmo que estava diante da oficina no dia em que pensou ter visto Claire.
Se aproximou do carro, e desta vez não teve a menor dúvida, era mesmo ela.
- Claire? – Sam perguntou surpreso quando parou ao lado do carro.
- Sam! Que surpresa te encontrar por aqui! – Claire saiu do carro e lhe cumprimentou com um abraço. – Tudo bem com você?
- Tudo, mas... O que você faz por aqui? - Sam não queria ser grosseiro, mas não conseguiu conter sua curiosidade. – Está procurando o Dean?
- Eu vim visitar uns amigos na cidade, então como soube que vocês moravam aqui perto, decidi dar uma passadinha pra ver como ele está.
- Ah, ok. Claire, eu vi você um outro dia lá na frente da oficina, você não chegou a falar com ele?
- Da oficina? Ah, sim. Na verdade eu estava atrasada aquele dia, e acabei não entrando.
- Hmm. – Sam ainda estava desconfiado. Tinha algo de muito errado nisso. E Sam não pode deixar de reparar que Claire estava muito diferente. Mais magra, pálida, com olheiras profundas e usava um chapéu que não combinava nada com ela. – E está tudo bem com você?
- Sim, tudo bem comigo. Sam, é verdade mesmo que vocês estão juntos?
- Estamos sim.
- E vocês... estão se entendendo? Eu quero dizer, está tudo bem entre vocês?
- Está sim, mas... eu não sei aonde você quer chegar, Claire. Por que o interesse?
- Ah, nada não, Sam. Eu tenho que ir agora, foi um prazer rever você.
Claire saiu quase correndo dali, e Sam ainda ficou olhando até o carro desaparecer na esquina, desconfiado. Bom, já estava atrasado, então resolveu deixar para lá e ir logo para o trabalho.
As coisas tinham voltado ao normal entre os dois, Sam continuava devagar em suas investidas, brigavam de vez em quando por ciúmes ou por birra de um dos dois, mas nada que tirasse a tranquilidade do casal.
No final da tarde de sexta, Sam estava no mercado fazendo algumas compras, quando Dean ligou para seu celular, desesperado.
- Hey.
- Sam, por que você está demorando tanto? – Dean parecia impaciente.
- Eu passei no mercado pra comprar algumas coisas, já estou indo.
- Eu preciso muito de você aqui em casa, agora!
- Mas Dean, aconteceu alguma coisa? – Sam perguntou, estranhando sua reação.
- Melhor você vir pra cá, é uma longa história.
- Você está me deixando preocupado, e que barulho é esse?
- Nada, Sam. Em casa eu te falo.
- Ok.
- Sam, vem logo, ta? Eu preciso de você! – Dean falou muito sério, deixando Sam ainda mais preocupado, e desligou o telefone.
Sam deixou as compras de lado e voltou para casa correndo, afinal Dean parecia mesmo nervoso.
Assim que entrou no apartamento, Dean o abraçou com força.
- Oh, graças a Deus, Sam... eu já estava ficando desesperado aqui sozinho.
- Dean, mas o que?
Então Sam não conseguiu concluir a fase e ficou estaqueado no meio da sala, de boca aberta, sem dizer mais nada.
- Sam, é... nós temos que conversar. – Dean sorriu amarelo.
- Dean, mas que diabos?
- É uma longa história Sam, mas ela é linda, não é?
Sam ainda não estava conseguindo acreditar que sentada no sofá, entre as almofadas, estava uma garotinha, um bebê, de mais ou menos um ano. Sam se aproximou e ficou a observando assustado, sem dizer nada.
- Ela gostou de você Sammy, está sorrindo, você pode segurar ela no colo, ou falar com ela, se quiser. - Dean parecia estar explicando algo a uma criança de cinco anos.
- Eu não vou pegar ela, Dean, ela é de verdade!
- Claro que é de verdade, dã...
- Mas o que ela faz aqui, afinal?
- Ela, é... bom, digamos que ela... é minha filha.
- O que? – Sam de repente ficou branco.
- Eu... a Claire, ela... Então, ela chegou aqui há pouco, e nós conversamos, e... pôrra Sammy! Ela disse que quando eu me mudei pra cá, ela descobriu que estava grávida. E agora a Claire não pode mais cuidar dela, então...
- Você está querendo dizer que vamos ter que ficar com ela?
- Não! Eu quero dizer, eu não sei. A gente podia, sei lá, entregar ela para adoção?
- O que? Você ta doido? Ela é sua filha, não é?
- Sim, mas...
- Então é claro que você não vai entregá-la pra adoção!
- Eu sei, mas...
- Mas o que? Já não basta a merda toda que fizeram comigo, com esse lance de ter duas famílias, você não vai querer que essa coisinha aí passe pelo mesmo, vai?
- Coisinha? Ela é uma garotinha, Sam!
- Eu não acredito nisso, Dean! Que merda você foi fazer? Já ouviu falar em camisinha? Credo, vai ver já me passou alguma doença e eu nem sei. – Sam falou bravo, andando de um lado para o outro dentro da sala.
- Eu sempre usei camisinha, seu idiota! Foi só uma vez em que eu estava meio bêbado, e sei lá... aconteceu! E nós fizemos todos os exames quando começamos a morar juntos, lembra?
- Sei, só uma vez, até parece! Agora está aí o resultado!
- Nem vem com sermão, porque você também transava sem camisinha com o Nate, você mesmo me falou.
- Claro, mas eu estava com ele há um tempão quando fiz isso, e mesmo eu não usando camisinha, o Nate jamais iria engravidar, não é? – Sam disse com ironia.
- Ok, Sam. Mas agora é tarde, não adianta lamentar.
- Dean, ela está chorando!
- Pega ela no colo, eu preciso pensar!
- Eu não vou pegá-la, Dean! Nem sonhando! - Sam mantinha-se a distância, como se ela fosse atacá-lo a qualquer momento.
- Ela não morde, Sam!
- Ela por acaso já comeu?
- O que?
- Ela deve estar com fome, Dean. A Claire foi embora e não deixou nada pra ela comer? Nem uma mamadeira?
- Não, e eu nem tinha pensado nisso. O que é que um bebê come?
- Eu tenho uma amiga que é nutricionista, eu vou ligar pra ela.
- Ok, vê se faz alguma coisa útil. – Dean resmungou, enquanto pegava a menina no colo, já que esta não parava de chorar.
Sam fez uma lista com os itens que sua amiga recomendou, e Dean praticamente arrancou o papel de sua mão.
- Me dá isso aqui, eu vou comprar enquanto você cuida dela.
- Espera, Dean eu... – Mas Dean já tinha saído, deixando Sam sozinho com o bebê.
- Droga! O que é que eu faço agora?
Continua...
Respondendo as reviews:
Dandi- Winchester: Que bom que você curtiu a continuação! Bom, o Dean perder a pose de machão? Acho que vai ser difícil. se bem que pelo Sammy, nunca sabemos o que ele é capaz de fazer, não é? Beijos, e obrigada por comentar!
Srta Laila: Sim, Dean teimoso, Sam teimoso, todo mundo teimoso na minha fic... hahaha. Fico feliz que você esteja gostando da continuação! Beijos!!
Alexia: Custa o Dean liberar pra ele? Ah, custa... estamos falando de Dean Winchester, esqueceu?? rsrs. Beijokas, e obrigada por continuar acompanhando!
Reviews? Eu adoro...
