2. O Banquete de Bem Vindas
Finalmente chegaram à Estação de Hogsmeade, aonde uma voz soou por todo o trem:
- Favor deixar seus pertences no trem. Elas serão levadas a seus respectivos dormitórios por separado.
- Genial! - exclamou Harry Dursley. - Não teremos que carregar nada.
- Anda, vamos descer. - disse Rosa, apressando a todos.
Os jovens baixaram do trem. Alvo se alegrou ao por os pés em Hogsmeade. Mesmo que estivesse escuro e fosse difícil ver algo, o menino lembrava das anteriores visitas feitas na companhia de seus pais e seus tios.
Nesse momento, uma voz soou sobre suas cabeças, e pareceu muito familiar a Rosa e Alvo.
- Os do primeiro ano por aqui, por favor. Vamos, se aproximem.
Os primeiranistas começaram a fazer fila ao redor da imponente figura de Hagrid. Alguns pareciam assustados e outros apenas surpreendidos. Alvo e Rosa saudaram animadamente o guarda caças de Hogwarts
- Que bom vê-los! Como foi a viagem?- perguntou Hagrid.
- Bastante boa. - respondeu Rosa.
- Que bom! Que bom! - exclamou o professor. - Já estão todos do primeiro? Então sigam-me.
Hagrid começou a andar e os alunos do primeiro ano começaram a seguí-lo com Rosa e Alvo na frente. Caminharam por entre as árvores até chegar a borda do lago.
- E aqui temos a boa Hogwarts! - exclamou Hagrid.
Muitos alunos soltaram gritos de assombro. Hogwarts parecia maior do que qualquer um deles havia imaginado.
- Por favor, não mais de quatro por barquinho. - indicou o guarda caças enquanto subia um barco para o solo.
Alvo, Rosa, Harry e William subiram no mesmo barco. Perto dali, Alice e Sandy comparitilhavam o barco com Escórpio e Justin. Ao parecer as meninas tinham seguido o conselho de William, já que falavam amenamente com Justin. Escórpio, por sua vez, era mais reservado, notou Alvo.
Começou a saírem pelo lago. A maioria dos alunos estava extasiada observando o castelo, e então Rosa começou a dizer não sabiam o que coisa sobre um feitiço para que não pudesse ver Hogwarts e William olhava atentamente para a superfície do lago.
- O que está fazendo? - lhe perguntou Alvo.
-Procurando um verme aquavirus - respondeu William.
Alvo decidiu não comentar sobre o assunto, mesmo que pensasse que poderia encontrar a resposta em alguma edição de O Pasquim.
Finalmente chegaram a terra firme. Os jovens saíram dos barcos e começaram a seguir Hagrid. Saíram de uma caverna e começaram a caminhar por uma ampla extensão de grama até o castelo.
O guarda caças subiu as escadas principais e tocou a porta antes que o os últimos alunos o alcançassem.
Os alunos esperaram em silêncio e um instante mais tarde a porta se abriu. Na sombra apareceu uma figura que Alvo reconheceu de imediato. Era o professor Longbottom.
-Os do primeiro ano, professor. - disse sorridente Hagrid.
-Bom, então me encarregarei deles! - exclamou o outro professor também sorridente. - Por favor, sigam-me.
Os alunos seguiram Neville Longbottom pelo caminho principal até chegar em uma pequena sala, aonde se ajuntaram todos de maneira que pudessem caber.
-Bom, esta é minha oportunidade de dar boa vinda a vocês que chegaram a Hogwarts, que será seu novo colégio e lar. Só assegurem que irão cumprir as regras e podem estar seguros que o será para sempre.
Dentro que pouco tempo se selecionará a casa pela qual pertenceram. Pode ser Lufa-Lufa, Corvinal, Grifinória ou Sonserina. As casas de distiguem por diversas qualidades em seus alunos, já saberão. E mesmo que lhes caiba a aula, comer e dormir junto a seus companheiros de casa, não devem esquecer que Hogwarts é como uma grande família, aonde todos seus membros são importantes. Isso é o importante.
Houve um momento de silência depois desse comentário do professor. Alguns pareciam meditar sobre aquilo, a outros tantos lhes parecia uma brincadeira.
- Bem, agora pedirei que esperem aqui enquanto que preparamos todo o necessário.
E dito isso o Professor Longbottom saiu da sala.
Alguns alunos começaram a falar entre sí, enquanto que a maioria permaneceu em silêncio.
-Que lhes parece isso? Agora somos uma grande família!
Alice, Sandy, Justin e Escórpio chegaram até onde estavam Alvo e os demais.
-Deixa de se fazer de engraçadinho, Justin. - lhe disse William.
- Não estou me fazendo de engraçadinho. Foi isso o que disse o professor, não foi,?
-Então seguiremos sendo amigos mesmo estando em casas diferentes? - perguntou Harry.
- É claro. - lhe respondeu de imediato Sandy.
- Vamos fazer uma promessa. - propôs Alice. - Vamos prometer que seremos amigos indepedente da casa que estaremos.
- Eu entou dentro. - disse Justin, estendendo sua mão ao centro.
Pouco a poucos os demais puseram sua mão sobre ade Justin. Todos exceto Escórpio.
- Vamos Escórpio! - pediu Justin. - Isso é exatamente o que você precisa: amigos.
Escórpio pareceu pensar um pouco, mas ao final também pôs sua mão.
- Muito bem, chegou a hora! - exclamou o professor Longbottom, que havia voltado para a sala.
O professor os conduziu até o Salão principal, aonde estava reunido o resto do colégio nas grandes quatro mesas. O professor Neville os fez formarem fila de cara ao resto dos alunos e colocou o Chapéu Seletor diante deles.
Quando Hogwarts foi fundada
Por quatro grandes magos
Todos eles decidiram
Que sua educação seria melhor
Se a eles agrupassem
De acordo com sua habilidade.
Assim foi com a bela Corvinal
Decidiu educar aqueles de inteligência,
Aos que tivessem demonstrado
Dominar a lógica
E grande capacidade de pensamento.
Por sua parte Helga,
Escolheu alunos honrados,
Pelos quais não deviam
Sob nenhum motivo
Temer ao trabalho pesado.
O astuto Salazar
Pensou que o melhor era a astúcia
E assim escolheu a seus alunos
Pelos quais demonstravam
Pura ascendência e ambição
Por seu lado Godric
Achou que seus alunos trinfariam
Se demonstrassem serem valentes
Ousados e gentis,
E assim decidiu escolhê-los.
E desde aquela época,
Os alunos foram divididos
Para poder crescer
E dessa maneira
Criar uma Hogwarts melhor.
Mas se lembrem:
As quatro casas,
São os pilares de Hogwarts,
E se uma se enfraquece
Todo o colégio sucumbirá.
Ao terminar a canção o colégio inteiro rompeu em aplausos.
- Que letra profunda! - comentou Alice.
Alvo não tinha certeza se a letra era profunda ou não, mas mesmo assim achou-a interessante. Ela o mesmo que tanto falava seu pai: Se não trabalharmos todos juntos, nunca alcançaremos a fazer nada.
-Muito bem! Quando eu dizer seu nome, passem as escadas e colocquem o chapéu que lhes indicará qual casa pertencem. - explicou o professor Neville. - AMBER, NATALIE
Uma menina muito nervosa fez seu caminho. Era muito pequena, mais que o resto de seus companheiros. Ela pôs o chapéu e um momento depois:
-GRIFINÓRIA! - exclamou o chapéu.
Amber ficou muito feliz, tirou o chapéu e foi se sentar na mesa da Grifinória.
-BOOT, HENRY - chamou o professor Longbottom.
Um menino foi sentar no banquinho, e acabava de por o chapéu quando este gritou:
-CORVINAL!
-BUSH, ANDREW
-SONSERINA!
-CARSON, JULY
-LUFA-LUFA!
-DURSLEY, HARRY.
O menino avançou nervoso até o banquinho e pôs o chapéu.
-LUFA-LUFA - gritou o sombreiro após instantes.
A fila de alunos foi avançando lentamente.
-JACOT, JUSTIN
Justin caminhou muito seguro de si e se sentou no banco. Alvo se deu conta de que muitas meninas o olhavam.
-SONSERINA!
Justin tirou o chapéu e foi sorridente para a mesa da Sonserina. Alvo olhou-a e lhe pareceu um grupo desagradável. Alí estavam sentados Jason Jacot e aquele Towers. Mas mesmo que não gostasse da casa, Alvo havia feito uma promessa a Justin.
-JACOT, WILLIAM.
William avançou, se sentou e pôs o chapéu. Esteve por muito tempo sentado, tanto que inclusive os alunos já começavam a murmurar quando o chapéu anunciou:
-GRIFINÓRIA!
A mesa da Grifinória aplaudiu com cortesia enquanto que William ocupava seu assento. Alvo viu como Justin esboçava um sorriso melancólico e Jason adotava uma atitude muito arrogante. Era como se dissesse: "Sabia que esse tonto não iria para a Sonserina".
Alvo retirou o olhar dessa visão asquerosa e decidiu concentrar-se na seleção.
-MALFOY, ESCÓRPIO - chamou Neville Longbottom.
Scorpius caminhou com determinação até o banquinho. O chapéu tardou alguns segundos, mas ao final gritou:
- SONSERINA!
Escórpio foi sentar-se ao lado de Justin, quem lhe deu umas palmadas no ombro.
Alvo se sentia mais nervoso a medida que avançava a fila, até que finalmente chegou sua vez.
- POTTER, ALVO!
Alvo se sentou e pôs o Chapéu Seletor. Quase de imediato se ouviu uma voz sussurrante.
- Nossa, nossa! Não enfrentava casos tão difíceis nos últimos anos. Primeiro esse garoto Jacot e agora você. Mas ao que parece ao menos você tem uma preferência.
Alvo pensou sem poder evitar na Grifinória.
-Tem certeza? Vejo em ti um grande desejo de superar seu irmão e estando na mesma casa que ele talvez não o possa fazer. Mesmo que por outro lado você se parece muito a seu pai, que resultou em um grande Grifinório.
Essas últimas palavras foram as que convenceram Alvo.
-GRIFINÓRIA! gritou o chapéu ao colégio inteiro.
Alvo tirou o Chapéu Seletor e foi sentar-se ao lado de William.
- Muito bem! -exclamou Tiago, quem estava sentado em um lugar mais ao fundo.
A ceremônia de Seleção continuou. Alice foi mandada a Corvinal, Sandy para a Lufa-Lufa e Rosa para a Grifinória. Era obvio depois de tudo se o Chapéu tomava em consideração a escolha de cada aluno.
A Professora Minerva se levantou de seu assento e a multidão aguardou em silêncio.
-Bem vindos à Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts! Bom, acho melhor deixarmos o discurso para depois do banquete, já que todos devem estar com fome.
A comida apareceu como fazia a cada banquete e cada um se serviu com o que queria.
-Muito bem, Rosa e Alvo! -Exclamou uma menina ruiva sentada em frente a eles, pela qual estava com uma insígnia com as letras P.A em sua túnica.
-Obrigada Vitória! - agradeceu Rosa.
-Vitória, te apresentamos a William Jacot - anunciou Alvo-. William, ela é nossa prima Vitória, prêmio anual do colégio e futura Ministra da Magia.
-Não diga isso, Al! - repreendeu a garota. - Me agrada que demonstrem essa fé em mim, mas o caminho é longo e...
-E isso não evitará que um dia o consiga!
Vitória somente sorriu e continuou comendo. Na Grifinória havia três meninas novas a mais a parte de Rosa e cinco meninos contando Alvo e William.
Naquele momento falava um menino chamado Artur Finnigan.
-Pois meu pai é um mago, minha mãe é trouxa. Não lhe disse nada até o dia em que comecei a fazer magia. Foi algo desagradável para ela, mas ela superou. E você Flaherty?
- Me chame de Zac, por favor - respondeu o menino. - Sou filho de magos, mas meus bisavós eram trouxas.
-Pois eu vivo só com o meu pai, que é trouxa - expressou o último dos menino novos -Se minha mãe foi uma bruxa, ignoro, pois nunca a conheci.
-Desculpa, mas... Como se chama? - perguntou William
-Peter Thomson - respondeu novamente o garoto, e logo como se desse por conta de algo ele disse. - E você é William Jacot. Quanto tempo sem te ver! Não pensei em te encontrar em um lugar como esse.
-Depois do que fez ao professor? Me sorprende que não tivesse compreendido que é um bruxo.
-Sim, mas não sabia quae era magia. Além do mais, já não tinha nem idéia de onde você vivia.
-De onde se conhecem? - perguntou curiosa Rosa.
-De um tempo de vivi em Kent. - respondeu William. - Um ano todo. Acho que foi o lugar que fiquei mais tempo.
O jantar continuou. Chegaram os doces e, apesar de que já haviam comido bastante, os atacaram com entusiasmo.
Quando enfim acabaram de comer, MCGonagall voltou a se por de pé.
-Bom, antes de mardar vocês para a cama tenho um anúncio para dar. Como já devem saber (ou talvez não, por isso o digo), a Floresta Proibida está longe do alcançe dos alunos. Não é permitida sua entrada ali, assim como andar pelos corredores após o horário de irem as dormitórios. Isso depende de seu grau, assim como a taça de Quadribol. Finalmente tenho que lhes dizer que as aulas de História da Magia ficarão brevemente interrompidas pelo desaparecimento do professor, retomamos quando se encontre um substituto.
Este último anuncio provocou murmuros por todos o Salão Principal.
- Por que tanta confusão? - perguntou William a Rosa.
- Porque o professor de História da Magia era um fantasma e compreenderás que não é possível que um fantasma desapareça assim.
- Talvez resolveu tirar umas férias. - sugeriu Thomson. - E o que mais? Melhor para nós, uma aula a menos.
Rosa parecia a ponto de replicar, obviamente para argumentar o porquê de não ser bom perder uma aula, mas nesse momento uma menina começou a chamar os primeiranistas.
- Primeiranistas, sigam-se, lhes mostrarei aonde fica o Salão Comunal.
Os alunos seguiram sem entusiasmo a garota, pelos corredores e escadas até chegar em um retrato de uma mulher vestida de rosa.
-Senha? - pediu a mulher.
-Sangreal - respondeu a garota.
O retrato virou, deixando ver uma ampla sala circular.
- Por favor, meninos, para as escadas até aonde está escrito primeiro ano. As meninas me sigam.
- Nos vemos logo! - se despediu Rosa antes de seguir a garota.
Os meninos subiram as escadas até chegar aonde estava escrito "Primeiro Ano".
Os dois entraram no quarto, aonde se encontravam cinco cama com os baús de cada um a seus pés.
-O banheiro é adorável! - comentou William enquanto que entrava na porta ao fundo. Ninguém falou muito enquanto punham o pijama e se metiam na cama. Na manhã seguinte haveria tempo para conhecer-se melhor
