Título: Bad Day, Good Night
Autoras: Tati Cullen Hopkins e Nina Rickman
Beta Reader: Dany Fabra
Personagens: Severus Snape/Marlene McKinnon
Rated: T/M – Cenas de Sexo (NC)
Quando: Quinto Ano, NOMs (1976) – Época dos Marotos.
Disclaimer: Severus Snape, Marlene McKinnon e cia são personagens de JKR.
Não vamos ganhar nenhum dinheiro com isso, essas humildes irmãs autoras de fic só querem reviews!
"REVIEWS, ASSIM COMO SEVERUS, FAZEM MILAGRES!"
Avisos: Como citado acima, os personagens são de JKR, mas a fanfic Bad Day, Good Night, sua temática, seu enredo, e tudo mais que a compreende, é de autoria única e exclusivamente nossa. Portanto, qualquer cópia – integral ou parcial –, adaptação, tradução, postagem ou afins sem a nossa autorização será denunciado sem piedade. Agradecemos pela atenção.
Agradecimentos: Às nossas queridas leitoras (e leitor!) que revisaram o Capítulo 1 e nos presentearam com suas reviews: Coraline D. Snape, Gisele Weasley Potter, Emily Farias, BCM, Olg'Austen, Fernando, KaoriH e Judy Snape e Ana Beatriz Scalercio.
Resumo do Capítulo: O começo de uma boa noite...
– CAPÍTULO DOIS –
STARTING A GOOD NIGHT
– Eu menti!
No meio do torpor que a lembrança daquele beijo e aquela afirmação de Marlene haviam lhe proporcionado, Severus nem percebeu que ela já estava com o rosto próximo, muito próximo ao dele. Podia sentir os lábios dela a menos de um milímetro dos seus, encostando suavemente. Porém, antes que ela completasse o ato, ele recuou, afastando-se dela bruscamente.
– Se isso é uma brincadeira, saiba que é de muito mau gosto – ele disse mais ríspido do que pretendia.
E por mais que parecesse isso, Severus não havia se afastado de Marlene para se vingar do que ela fizera quando ele a beijou semanas atrás; mas sim, como uma autodefesa que ele não pôde conter. E ela, por sua vez, quase se assustou com a agressividade de suas palavras.
– Não, não é! – ela disse com veemência, aproximando-se dele outra vez. – Eu jamais faria uma brincadeira dessas! Eu... eu gosto de você!
– Como amigo? – Severus perguntou com sarcasmo.
– Não! – respondeu Marlene depressa. – Apesar de ter dito isso aquele dia, e apesar do que eu fiz... – ela dizia frases mal formuladas, devido a sua ânsia de querer dizer logo tudo que a consumia. – Eu gostava de você, eu sempre gostei de você!
– Se você sempre gostou de mim, então por que não me disse isso antes? – ele a questionou sério.
– Porque era algo que eu não conseguia dizer nem pra mim mesma! – ela respondeu num grito e começou a andar de um lado para o outro na frente dele enquanto falava: – Eu demorei pra entender... Eu gostava de você, mas não sabia! E era tão óbvio, até mesmo nas minhas atitudes... Sabe por que eu não conseguia mais deixar você sozinho com a Lily? Sabe por que eu vivia me metendo no meio de vocês dois? Porque eu morria de ciúme! – ela suspirou. – Agora eu vejo, até esse meu namoro com Sirius foi uma forma de tentar chamar a sua atenção!
– Você não namoraria Black, ou quem quer que fosse, se não gostasse dele. Se não gostasse nem um pouco – Severus disse friamente. Parecia loucura agir assim, mas acima de tudo, ele queria entender.
– Existe uma diferença muito grande! – Marlene disse exaltada. – Uma coisa é achar alguém bonito e divertido, porque essa pessoa é amigo de um amigo. Outra coisa bem diferente é realmente gostar de alguém! E eu gosto de você, Severus! – a frase saiu num grito. – Será que você ainda não entendeu?
– Eu quero muito entender – ele disse, e insistiu na questão: – Por que então não me diz o que você realmente sente por mim?
Era muito difícil ver os olhos de Severus cheios de desconfiança. Mas Marlene não ia desistir. Ela parou à frente dele e o encarou firme nos olhos antes de responder:
– Eu sinto... eu sinto tudo! – ela respondeu com sinceridade. – Eu sinto tudo que não consegui sentir por outra pessoa, e numa proporção que não se sente só por um amigo... – agora ela tinha lágrimas nos olhos e ia se atropelando nas palavras. – Se você me perguntar se isso é amor... Bom, eu não sei, acho que nunca amei ninguém... Mas se for... Então eu posso dizer sem medo que eu amo você! É isso...
Ao final de sua declaração, ela suspirou fundo e ficou aguardando a resposta dele.
Severus seguia absorvendo o que ela dissera. Ele só queria entender porque Marlene dizia que gostava dele. Mas ouvir aquela declaração tão bonita, tão sincera, tão espontânea, o deixava até desconcertado. Ele realmente não tinha palavras.
Preocupada com o silêncio dele, Marlene se precipitou, tomando novamente a palavra.
– Já sei... – ela disse se lamentando, como se esperasse receber uma resposta negativa. – Eu cheguei tarde, não foi?
– Tarde? – ele não entendeu. – Marlene...?
– Você está pensando em como vai me dizer que... – ela murmurou baixo. – Você vai me pedir desculpas...
– Marlene...
– Porque eu demorei muito pra entender... – ela prosseguiu, como se sequer o tivesse escutado. – E agora é você quem não quer mais ficar comigo... Como fui idiota... – e fechou os olhos, amaldiçoando-se.
– Marlene! – Severus quase gritou. Ela abriu os olhos e o encarou assustada. – Fica quieta e me escuta. É evidente que eu quero e... – ele começou a falar, mas as palavras morreram em sua boca.
Sem que ele pudesse esperar, Marlene jogou os braços em volta do seu pescoço, prendendo as mãos em sua nuca em busca de apoio e tomou-lhe os lábios com toda ânsia que tinha em beijá-lo, como se aquele beijo fosse a última coisa que pudesse fazer antes do mundo acabar. E Severus correspondeu ao beijo dela sofregamente, porém ele não tinha pressa em saborear aqueles lábios doces e sentir sua língua macia numa carícia apaixonante, em sentir o rosto dela quente e úmido no seu, e o perfume de Amêndoas que provinha de seus cabelos. Ele envolveu uma das mãos entre os fios castanhos parcialmente presos enquanto a outra a puxava pela cintura, mantendo o corpo dela junto ao seu. E ela não conseguiu evitar que um gemido baixo escapasse de sua boca; o dia todo só havia pensado em sentir os lábios macios e cálidos dele nos seus e estar assim entre seus braços.
Ela começou a rir feliz, mesmo quando teve que se separar dele por um breve momento. O ar havia ficado escasso demais em seus pulmões e agora ambos tentavam recuperar o fôlego. Mas ela sorria afundando o rosto contra o peito dele, e começou a repetir o nome dele como um mantra.
– Sev, Sev, Sev... – Marlene disse, agora erguendo o rosto para encará-lo. – Você faz idéia da agonia que eu senti nesses minutos que você não disse nada, quando eu pensei que você me diria "não"?
Como podia olhar diretamente nos olhos dela agora, ele acariciou seu rosto suavemente enquanto respondia.
– Eu seria um idiota se dissesse "não" – Severus respondeu com firmeza. – E quanto às suas palavras... Eu também posso dizer o mesmo...
De novo, Marlene não o permitiu completar a frase. De um salto, ela simplesmente pulou no colo de Severus. Apoiando-se nos ombros dele, ela prendeu as pernas em sua cintura e quando ele a segurou pelos quadris, impedindo-a de cair, ela passou a depositar beijos suaves repetidamente por todo o seu rosto, no pescoço e onde mais pudesse alcançar. A felicidade de Marlene era tanta que involuntariamente ela acabou ignorando o lugar onde estavam. Por isso, coube a Severus adverti-la sobre o comportamento um tanto "exagerado".
– Marlene... – ele murmurou contra sua boca. – Estamos no corredor...!
– Sem problema! – ela respondeu com graça e depois de um último beijo mordiscando o pescoço dele, gesto que o fez se arrepiar, ela desceu, firmando os pés no chão outra vez.
Com um grande esforço, eles conseguiram responder a questão da aldrava em forma de Águia e assim puderam adentrar – quase aos tropeços – a sala comunal da Corvinal.
Severus observou atentamente a sala comunal em que se encontrava, afinal, jamais havia entrado ali. Era espaçosa e circular, dispondo de grandes janelas em forma de arcos. Os tecidos de seda azul e prata adornavam as paredes e o teto era de um azul esplêndido, salpicado de estrelas. Ele estava tão encantado com a beleza daquele lugar que literalmente foi pego de surpresa quando Marlene o empurrou para o sofá atrás de si.
Como ela conseguira arrastá-lo até aquele sofá? A partir do momento em que ela se sentou de lado em seu colo e o abraçou, apertando o corpo mais junto ao dele, Severus já não conseguia mais pensar numa resposta, somente segurou a respiração enquanto ela se mexia em seu colo. E se aparecesse alguém? E se Flitwick visse aquilo? De novo, ele perdeu a linha de seu raciocínio quando Marlene ergueu o rosto, rindo da sua expressão levemente preocupada.
O riso de Marlene fez Severus concentrar o olhar em sua boca. Aproveitando esse momento de distração, ela alcançou os lábios dele e ficou feliz ao sentir que, apesar da "preocupação", ele correspondia ao seu beijo, já que ela não pretendia ficar somente nos beijos aquela noite. E a vontade dela ficava mais acentuada conforme o beijo deles ia se aprofundando pouco a pouco: suas línguas se acariciavam como se estivessem dançando sedutoramente, e a cada movimento a distância entre seus corpos diminuía, distância essa que era ocupada apenas pelas vestes que eles usavam.
Marlene enterrava as mãos entre os fios negros, vez ou outra os puxando na tentativa de trazê-lo mais para perto. Uma das mãos de Severus se encontrava em sua nuca e a outra deslizava em suas costas. As carícias se aprofundavam, tornando-se cada vez mais sensuais e voluptuosas: as mãos deles acariciavam o corpo inteiro um do outro mutuamente. O beijo deles também se tornava cada vez mais profundo, mais ousado e eles respiravam cada vez mais depressa.
Severus achava o beijo dela cada vez mais gostoso, mais viciante e podia sentir a excitação crescente que o tomava de assalto, e sua rígida ereção tornando-se alarmantemente perceptível dentro de suas calças. E Marlene sentia o mesmo, sentia todo o seu corpo sensível, e quando as mãos dele escorregaram instintivamente mais abaixo dos seus quadris, forçando seu corpo contra o dele, ela gemeu alto entre seus lábios, querendo que ele a possuísse ali mesmo naquele sofá, naquele momento e naquela hora. Enquanto ele beijava o seu pescoço, ela sentiu a mão dele deslizar pela sua cintura, adentrando sua blusa e tocando diretamente suas costas, o que fez sua pele formigar ao menor toque. E involuntariamente, como uma retribuição, ela desceu uma das mãos até o fecho da calça dele.
E assim que ela fez isso, inexplicavelmente Severus interrompeu seus carinhos e afastou Marlene de si antes que ela o tocasse, colocando-a sentada no sofá de frente a ele. Ele apenas acariciou o rosto dela com a mão.
– Acho que está ficando muito tarde e... – Severus disse, fazendo uma pausa e engoliu em seco. – É melhor eu ir...
Porém, antes que ele pudesse levantar, Marlene segurou com força a mão dele que antes estava em seu rosto.
– Fica – ela pediu quase com desespero, agora agarrando o braço dele. – Fica comigo...
– Você precisa de um motivo para que sejamos expulsos? – ele debochou, tentando controlar as borboletas que ele nem sabia como foram parar em seu estômago. – O sofá é excelente.
– Na verdade, eu não estava pensando no sofá... – ela respondeu, um tanto irritada pela distância e foi se aproximando dele novamente. – Talvez no quarto do meu irmão! O Mike tem um quarto privativo por ser Monitor-Chefe.
– Ah, entendo... – Severus disse cínico. – Antes de sermos expulsos, o seu irmão me mata... Não sabia que tinha desejos psicóticos Srta. McKinnon...
– Nada disso, Sev... – Marlene sorriu, deslizando os dedos pequenos entre seus cabelos enquanto falava. – O Mike não está na escola, nem volta mais... Meu pai insistiu e ele prestou os exames diretamente no Ministério esse ano. E antes de ir embora, ele disse que eu podia ficar com o quarto dele nesses últimos dias... E então?
– Lene... – ele disse, afastando a mão dela de si com delicadeza e viu-se obrigado a perguntar: – Você sabe o que está fazendo?
A expressão de Marlene mudou completamente. Como Severus podia pensar que ela não sabia, será que ele não sentia? Ou talvez... Talvez ele não quisesse.
– Por quê? Você não... Você não quer? – Marlene perguntou revoltada, fazendo distinção em cada palavra. Ela sentia que ele queria. Depois do que acontecera naquele sofá, era quase impossível ele não querer.
E não era falta de vontade, de forma alguma, mas Severus sabia que precisava agir com responsabilidade. Eles mal haviam decidido ficar juntos, e ele não queria "desrespeitá-la". Marlene era teimosa, ele sabia, mas antes de qualquer coisa ele queria que o relacionamento deles desabrochasse aos poucos, e principalmente, que ela tivesse certeza do que estava fazendo.
– Eu quero, Lene – ele disse, percebendo que ela o encarava com raiva. – Mas acredito que não precisa ser assim, com pressa. Nós podemos esperar...
– Eu não quero esperar! – Marlene respondeu quase num grito e ficou em pé, dando-lhe as costas.
Severus suspirou impaciente. As coisas estavam indo muito rápido e não era assim que ele tinha imaginado. Ele estava no limite do seu autocontrole, mas ainda assim, ele queria agir conforme pensava ser o certo.
Marlene virou-se para ele novamente e eles se encararam por alguns segundos no mais absoluto silêncio. Ele arqueou a sobrancelha, esperando que ela dissesse alguma coisa.
– Severus, por favor, me escute. Eu quero muito que você entenda – ela disse num tom sério, e talvez nunca tivesse falado tão sério em toda sua vida. – Eu não quero esperar, porque sei que amanhã eu posso te perder pra algo maior... – ela fechou os olhos. – Essa guerra maldita, esse Você-Sabe-Quem maldito...
Ele pensou em interrompê-la, mas ela voltou para o sofá sentando-se ao seu lado novamente e segurou o rosto dele carinhosamente entre as mãos.
– Eu quero que você me faça sua, quero fazer amor com você pelo menos uma vez antes dessa guerra ou desse homem maldito nos separar...
Severus desviou o olhar do dela por um instante; sabia do que Marlene falava e sabia que ela tinha razão. Eles não sabiam como seria o amanhã.
Achando que ele estava hesitando de novo, Marlene soltou o rosto dele e sorriu envolvendo os braços em seu pescoço. Ela aproximou os lábios de sua orelha e começou a depositar beijos suaves ali.
– Ah, Sev... por favor... – ela sussurrou entre um beijo e outro, atacando-lhe agora o lóbulo da orelha.
Aquilo foi suficiente para que a excitação o tomasse de assalto novamente e fizesse com que todos os argumentos que Severus tinha em mente se dissipassem. Ele a encarou sério antes de responder.
– Se é isso o que você quer, vamos fazer como você quiser – ele concordou, por fim.
E Marlene sorriu feliz, vitoriosa com a resposta dele.
– Então vem comigo – ela disse e ficou em pé, estendendo-lhe a mão.
Severus então se levantou tomando a mão de Marlene entre a sua para seguirem juntos até a entrada que levava aos dormitórios, tendo uma ligeira impressão de ter visto a estátua de Rowena Ravenclaw sorrir.
SSMMSSMMSSMM
Notas das Autoras
– TATI –
1. Oi pessoal! Falando francamente, adoro o poder de convencimento que a Lene tem nesse cap! RSRSRS
2. Bom, e eu nem ia falar isso, pois tem alguém aqui que é orgulhosíssima RSRSR, mas enfim, dia 14/08 é aniversário da Nina! Será que a minha irmã caçula não merece um presentão por parte dos leitores? Que tal um montão de reviews? Eu tenho certeza que ela – e eu também! – vai adorar!
*Tatiana pisca os olhinhos pidões e faz sorriso Colgate*
3. Respondendo as reviews sem login do capítulo anterior:
BCM: Oi BCM! Obrigado! Era pra ser só um cap, na verdade! RRSR. Mas como nós amamos Sev/Lene, além desse cap aqui, ainda haverá o NC e o epílogo! RSRSR. Obrigado pelos elogios, e quanto ao "abandono", essa fase do ano é difícil, muita coisa pra resolver e a gente fica assim, sem tempo para as fics. Mas a tendência é melhorar agora! RSRS Bjus!
Gisele Weasley Potter: Oi Gisele! Eu juro que ainda vou descobrir como você, alguém que ama tanto Sirius/Lene, pode gostar tanto assim das nossas fics Sev/Lene! E bom... aquilo foi um elogio, certo? Quero dizer, eu prefiro achar que foi... RSRSRS Bjus!
4. Sabem aquele aviso sobre a fic ser única e exclusivamente nossa, um pouquinho antes resumo no início do cap? Então, por favor, respeitem!
5. E aqui, eu gostaria de pedir aos leitores fantasmas e a todos que colocaram a fic nos alertas e nos favoritos e que ainda não comentaram, por favor comentem! Afinal, as reviews podem sobreviver sem os favoritos e os alertas, mas não o contrário! E, quem tem tempo pra ler e favoritar, ou colocar nos alertas, também tem tempo pra comentar, né?
6. Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no balãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!
– NINA –
Quer fazer duas ficwritters felizes?
ENTÃO CLICA NO BALÃOZINHO DO REVIEW THIS CHAPTER
E DIZ PRA GENTE O QUE ACHOU! ;)
III
II
I
