Regina pode sentir um ligeiro alivio penetrar seu corpo quando seu celular tocou. Mesmo que ela estivesse chateada com o Fred, ele ligou em um momento altamente oportuno. Colin a olhava com um desejo familiar, mas a primeira vez que ela o viu naquela imensidão azul, e sentiu algo extremamente novo e estranho. Ao invés de massagear p seu ego saber como ela era desejada, ela sentiu um pequeno tremor dentra dela. Wtf?! Ela pensou. Ele e casado e eu sou quase casada. Mas quando ele virou um pouco a cabeça e deu aquele sorriso torto que ele tanto amava, ela sentiu borboletas no estomago. - alo.
Ela percebeu Colin se remexer inquieto do lado dela, desviar o olhar e colocar os fones, tentando dar a ela um momento de privacidade com o seu noivo. O que ele não sabia era que ela estava puta da vida com o Fred. Além dele não aceitar a ida dela a Comic Con ele insistia em exigir que ela ficasse no hotel e não fosse a nenhum evento para o qual o cast fosse convidado. Ele não entendia que ela era uma atriz de um show famoso e que ela precisava aproveitar essa chance. Ele não aceitava o fato de ela depender desses eventos pra conseguir se promover, pois séries não duram para sempre. Fora que ela tinha passado as férias inteiras a disposição dele pra ele simplesmente viajar no dia do aniversario dela. Não, ele tinha que entender que isso era a vida dela. Mas ele não entendia, e isso vinha causando brigas comunais entre eles nas ultimas semanas. Quando ela percebeu já estava gritando com ele, mais uma vez, quando ele disse que o casamento era mais importante que qualquer tentativa de alavancar a carreira dela. Ela desligou o telefone e se permitiu sentir a raiva crescendo dentro dela. E como boa canceriana ela despejou toda essa raiva da única maneira que ela sabia: chorando.
Colin estava tão concentrado em ignorar a mulher ao seu lado que só percebeu os soluços baixos muito tempo depois. A princípio ele não sabia o que fazer, ele queria saber o que aquele idiota tinha feito pra ele, o ódio já subindo a cabeça. Mas ele preferiu não fazer nenhum comentário maldoso sobre o futuro marido dela, e simplesmente levou a mão e empurrou algumas lágrimas que estavam por lá. Ele viu Lana assustar e corar novamente, como se ela tivesse esquecido-se dele ali. Ela tentou disfarçar e ele como bom cavalheiro que era não fez perguntas, apenas a puxou para um abraço. Ela a princípio tentou se manter firme, mas depois se entregou aos braços envolventes dele. Ambos sentiram uma queimação estranha começando a penetrar o corpo deles, mas eles se concentraram muito para ignorar.
- Preciso quebrar a cara de alguém, Mrs. Parrilla? – Colin quebrou o silêncio, mas não afrouxou o abraço.
- Não – ela respondeu meio em dúvida – por hora – completou. Colin não entendia como uma briga dela com seu futuro marido podia causar essa sensação tão grande de prazer que ele estava sentido.
- Acho melhor você melhorar essa carinha, pois estamos chegando no hotel e tenho certeza que haverá milhões de pessoas querendo ver esse sorriso.
Ela tentou forçar o seu melhor sorriso, mas não saiu como esperado.
- Meu rosto está muito borrado?
- Não, só um pouco.
Ela já tirava algumas maquiagens da bolsa pra se retocar quando Colin tomou sua nécessaire da mão dela.
- Sempre quis fazer isso – e com isso ele começou a passar um pouco de batom na boca dela, ignorando todos os seus impulsos de beijá-la ali mesmo e repreendendo-se mentalmente com o pensamento. Mas foi mais forte do que ele, antes que ele pudesse pensar ou perceber já estava a centímetros de distância dela. Agora tão perto ele sentia sua respiração e analisava sua reação confusa: mesmo demonstrando um ligeiro conflito interno ela não se moveu e ele podia jurar que ela estava esperando esse momento. Mas antes que ele pudesse fazer alguma coisa a porta do carro abriu, e a multidão de fãs já gritavam o nome deles. Com a decepção nítida em suas feições ambos desceram do carro e foram receber seus maiores companheiros com todo o carinho que eles mereciam. Pena que o pensamento dos dois não estava em nenhum daqueles rostos exultantes ali, mas naquele pequeno insight que tiveram dentro do carro. O que poderia ter acontecido se eles tivessem se entregado?
