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Capítulo 1 – Três Luzes Apresentadas.

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O salão era amplo, luxuoso e rico na decoração. O lustre central ficava a cima de uma grande mesa feita do mais nobre mogno com capacidade para acomodar, pelo menos, vinte pessoas, mas neste momento apenas Athena, Freya e Hilda ocupavam-na. A representante de Odin ocupava a cabeceira com Athena a sua esquerda e Freya ao lado da deusa da justiça. A frente das três mulheres um bonito banquete era servido, contudo podia-se notar que havia mais pratos do que pessoas na mesa.

- Será que fiz certo em escolher o salão nobre? – indagou Hilda ao ver que muitas cadeiras ficariam vazias – talvez seja melhor transferir para o jardim interno... Se bem que está frio demais...

Saori o Freya trocaram olhares divertidos. Desde a madrugada Hilda encontrava-se assim, nervosa. Os lábios da irmã menor se contorciam para não rir da mais velha, enquanto Saori passava por uma situação parecida.

- Ah! To nervosa! – admitiu enquanto escorregava lentamente do belo acento.

- Juro que ainda não sei como você conseguiu escolher. – comentou Freya – Se Saori não sugerisse o esquema de lutas provavelmente você estaria lá, olhando para elas, até agora.

- Esse é o método usado na Grécia já há muitos séculos. Nada mais justo que uma competição, não é? – disse Athena.

- Com direito a deusa da justiça como juíza! – Brincou Freya.

Ambas riram num breve momento de descontração, mas Hilda permaneceu estática na cadeira. Se errasse novamente não teria outra chance...

- Athena... – a tristeza na voz da representante era nítida – como estão seus cavaleiros?

- Todos vivos graças a meu pai. A exceção de Seiya que não se recuperou... – notificou Athena tentando sempre parecer risonha – Zeus disse que a maldição de Hades pode ser quebrada, mas essa é uma tarefa que eu devo cumprir sozinha... Ele não me disse como posso trazê-lo de volta, apenas disse que é possível.

- Uma deusa não pode preferir nenhum de seus protetores, mas eu entendo o que é violar esta regra. – um breve sorriso apareceu no rosto de Hilda – Sigfred... – murmurou com melancolia - Sei que ele não vai voltar, mas sinto que o espírito dele está presente na armadura de Odin.

- Você já teve sua redenção, minha irmã. – Freya cortou o assunto antes que Hilda começasse a remoer suas perdas – Odin lhe concebeu o perdão!

- Meus guerreiros deuses continuam mortos... – relembrou com amargura.

- E você solta das correntes do passado.

Esta ultima frase foi dita por Athena que, por sua vez, tinha em seu olhar pura ternura.

- É errado preferir um cavaleiro, é errado provocar uma guerra, é errado ir contra a vontade de um deus e é errado não realizar aquilo que os seres humanos têm a dádiva de alcançarem... O recomeço. – os dedos longos de Athena fecharam-se na mão pálida da Hilda num aperto caloroso – Odin quer que você recomece e seja feliz.

- E Zeus quer que você sofra? – contrapôs Freya sem intender.

- Meus cavaleiros atentaram contra a vida de um deus. Hades foi morto, Poseidon enganado e os Campos Elíseos devastados. – declarou a deusa de cabelos lavanda – Tive a vida de cada guerreiro dourado restaurada, mas carrego o fardo de ver o homem que amo sofrendo dia após dia e de minha elite dividida, pois ainda há muitas discordâncias entre eles... Muitos são difíceis de lidar, enquanto outro tem sérios motivos para odiar ou não confiar em seus companheiros. Não digo que meu pai quer que eu sofra... Vejo isso como uma provação. – conclui.

- Passará por ela. – foi à vez da mão de Hilda apertar a de Saori.

- Odin lhe ouça.

- Ele vai de ouvir, Saori.

Não é a toa que Athena representa a sabedoria. Aquelas três mulheres sabiam o que era a perda de pessoas queridas em batalhas mortais onde elas representavam o núcleo do conflito. Todavia o futuro é uma tela em branco pronta para ser pitada ao bel prazer do artista.

- Majestade. – um dos guardas adentrou por uma pequena fresta na majestosa e pesada porta. Seu semblante estava oculto pelo elmo e não trazia arma alguma consigo – Apresento as já consagradas Valquírias.

O pequeno ângulo de abertura abriu-se lentamente revelando um corredor estreito com pequenas e belas luminárias colocadas paralelamente nas paredes. A primeira Valquíria a aparecer se descolava a passos leves e graciosos, porém as pesadas e longas botas que compunham sua vestimenta produziam um baque potente no chão frio. Era a Representante de Gudrun, a Runa da Batalha. Possuía olhos violeta, cabelos curtíssimos propositalmente "bagunçados" de tom acobreado e uma estatura, digamos, desfavorável, pois não devia passar de 1,60m.

- Zelda de Gudrun, a Runa da Batalha – a jovem, que não tinha mais de 26 anos, apoiou o joelho direito no chão e abaixou a cabeça em sinal de respeito. – É um privilegio estar na presença de uma deusa. – disse ao deduzir que a mulher de sorriso cálido e cabelos lavanda seria Athena.

- Obrigada por aceitar meu convite. – Hilda levantou-se, gesto repetido por Athena e sua irmã menor, e apontou a cadeira ao seu lado direito – junte-se a nós, por favor.

Para Saori aquela jovem era uma figura bem peculiar. Talvez fossem os vários braceletes que usava e a grande argola que adornava somente a orelha esquerda de Zelda. A aparente cota de malha brilhante sobreposta por uma proteção no busto e por uma curta saia de couro marrom, aparentemente flexível, dava a entender que aquela não era a armadura de Gudrun.

- Com sua licença. – pediu em tom polido antes de tomar o primeiro lugar ao lado direito de Hilda. – Senhora... – desconcertada, Zelda, começou a falar – Kendra e Kelda... Sabe... Elas...

Se Zelda não estivesse usando um tom constrangido Hilda teria até se preocupado, mas logo a situação se explicou por si só.

- Espera! – uma voz aguda veio do corredor seguida de passos – Kendra!

- Como se eu tivesse culpa da sua lerdeza... – responde a outra. Esta tinha voz mais nervosa, porém idêntica a da primeira – Anda logo!

Aquelas duas, de fato, não tinham concerto. Freya e Hilda já estavam quase as gargalhadas, sabiam o que estava por vir, enquanto Zelda chegou a ruborizar. Saori parecia ter perdido algo e tomada por curiosidade, perguntou:

- O que está acontecendo, Hilda?

- Já já você vai ver... – disse com o olhar fixo na porta – As quase sucessoras de Zido e Bado.

- Quase?

- É... Quase... – repetiu Freya – Elas se dão um pouco melhor.

Dito e feito. Segundos depois duas mulheres fisicamente idênticas e igualmente emburradas adentraram. Cabelos imensamente compridos, intensamente prateados e levemente ondulados da raiz as pontas, porém sem muito volume. Estaturas privilegiadas, quase 1,75m, e corpos igualmente privilegiados. Olhos acinzentados que contrastavam com os lábios adornados pelo batom azul-marinho. Roupas, em geral, similares as de Zelda, com excussão das botas que eram de leve aparência e pouco barulho faziam ao tocar o chão.

- Sinto muito minha senhora! – uma delas deu-se conta da situação e ajoelhou-se como Zelda havia feito anteriormente – Sou Kendra de Sigrún, a Runa da Vitória.

- E eu Kelda de Brunhild, a Brilhante na Batalha. – repetiu o gesto da irmã com rapidez – também expresso minhas sinceras desculpas pelo descuido.

Um leve rubor tomou o rosto das gêmeas, enquanto Zelda continuava não sabendo onde enfiar a cara. Hilda não parecia se importar, tampouco Athena e Freya.

- Não percamos mais tempo. Sentem-se, pois temos assuntos importantes a tratar.

- Sim, minha senhora. – disseram em sincronia.

As gêmeas tomaram lugar ao lado de Zelda e logo o assunto começou. A discussão varou a refeição e mais algumas horas além do esperado. Por fim, ficou decidido que o treinamento levaria mais ou menos um ano e meio no santuário grego e mais um ano de aperfeiçoamento isolado. Tudo estava decidido, mas nem todas estavam felizes.

- Isso é um ultraje! – já no jardim interno do palácio Kendra extravasou – Parece que não somos capazes de treiná-las.

- Concordo... – apoiou a gêmea. – Gostaria de ter uma chance de combater um Cavaleiro de Ouro e ver do que eles são feitos.

- Provavelmente de muito músculo e pouco cérebro. – especulou Kendra, com desprezo.

- Ouvir dizer que são bonitos! – falou Kelda ao mostrar mais senso de humor que a irmã – Lenneth e Urd podem ter mais sorte que nós! – deu uma piscadela divertida para as duas que há acompanhavam – A garota Von Deer e Frigga também! Quem sabe até Hild e Ira!

- Pensando por esse lado... – Kendra, já mais calma, ponderou.

Uma risada levemente debochado, para não dizer ácida, deixou os lábios de Zelda. As gêmeas pararam imediatamente e exigiram explicações apenas olhando-a.

- Vocês concordando em algo? Nossa... Parece que hoje será um dia diferente. Todavia também não me sinto bem com essa decisão, mas não há como três de nós instruirmos seis valquirias com perfeição. – falou Zelda – Contra fatos não há argumentos. E até aparece que vocês esqueceram que...

- Nós não esquecemos não! – Kendra cortou-a de forma brusca – Pare! Odeio esse assunto e você sabe disso!

- Então vamos simplesmente aceitar, ver o resultado, e nos concentrar na defesa dessa terra que estará reduzida a nós por um longo tempo.

- Melhor paramos mesmo com esse assunto. – Kelda olhou para os lados da trilha quase coberta pela neve – Vamos para ronda antes que essa conversa vaze. Não vai ser nada legal se nosso descontentamento chegar aos ouvidos da representante.

Sem mais palavras elas se dispersaram após montarem seus cavalos brancos e alados.

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--- Continua ---

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Espero que tenham agüentado esse capítulo enrolado até o final. Bom... Acho que já sabem quem entrou só pelos nomes que citei, mas para esclarecer melhor as coisas vou colocar aqui.

Pure-Petit Cat – Gostei muito da sua personagem e vou explorar muito o ponto fraco com bebidas xD Coloquei você com o Milo, Ok? Somente o poder de curar que ficará limitado a curar, tudo bem? Ressuscitar vai ficar muita coisa. Arma: Lança.

Krika Haruno – Mais uma que entrou! Gostei da ficha, em alguns momentos foi um pouco vaga, mas mesmo assim gostei da direção da personagem. Não alterei nada e coloquei você com o Saga, Ok? Arma: arco e flecha.

Motoko Li – Adorei a personalidade dessa mocinha! Vou me divertir com ela e coitado do Mascara da Morte xD Alias, ele é seu par, ok? Vou colocar sua arma como uma espada nórdica de uma mão (One-handed Sword) e um punhal para situações adversas ou um escudo, você escolhe, tudo bem?

Lilly Angel88 – Seu par é o Shaka e sua arma será o cajado, tudo bem? Gostei da ficha e também não alterei nadinha.

Euphemia (por PM) – Tenho a desagradável notícia para você... Vai ficar com o Camus, ok? Shaka e Milo já estão com par amiga. A arma pode ser sim a espada nórdica de duas mãos (Two-handed Sword), porém só ela.

Minha PersonagemVou ficar com o Mu. Vou continuar só com o escudo mesmo.

Os triângulos – Todas toparam \o/ mas não haverá tantos assim xD vou deixar minha imaginação fluir e quem sabe um ou dois, quem sabe três, venham a surgir.

Se alguma de vocês quiser mandar uma fan art do seu personagem ou alguma parecida para eu me basear melhor, pois caso eu faça um trailler será de grande ajuda. Em todo caso vou tentar colocar o link da armadura no meu perfil só pra vocês terem uma idéia melhor, já que é difícil descrever com perfeição a quantidade de detalhes que ela tem.

AS ESCOLHIDAS DEVEM RESPONDER O QUE ESTIVER ABAIXO:

Cor dos olhos da montaria, nome e sexo: (Qualquer cor, mas o físico do animal é o mesmo para todas: Branco e alado).

Título: (Já deu pra ter uma idéia de como eles são neh? Vide Zelda, Kendra e Kelda).

Mestre: (Se desejar ser treinada pelo seu par é só deixar em branco, mas se quiser um mestre diferente coloque-o aqui).

Minhas Respostas:

Cor dos olhos da montaria, nome e sexo: O globo ocular é inteiramente dourado, fêmea. Chama-se Epona.

Título: Hildgard de Goll, a Gritadora. Escolhi este devido à habilidade dela. Na Wikipédia tem vários nomes e os respectivos significados. O formato é: Nome do personagem (mais) de (mais) nome da valquiria que representa, significado do nome da valquiria.

Mestre: O Mu mesmo.

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Ai, Ai... ACHO que isso é tudo xD Vou tentar postar, no maximo, uma vez por mês no período de aulas. Qualquer coisa meu msn/E-mail ta no perfil! Não hesitem em me chamar!

Até!