O dedo na ferida
POV FINN
Quando Quinn se foi, Sam e eu fomos para a aula e nos sentamos em nossos habituais lugares, está vamos conversando sobre nossas férias e de repente Karofsky, mais conhecido como o rato de biblioteca, nos disse que a professora não viria, por isso teríamos quase toda a manhã livre.
- "Escuta Finn..." – me disse Sam enquanto saiamos da sala. "queria te perguntar algo."
- "Sabe que se é sobre a grande V, deveria perguntar para o Puck." – todos na escola achavam que eu me deitava com todas, mas na realidade jamais passei da primeira base.
- "Não, não é disso." – disse coçando a cabeça.
- "Então?" – perguntei confuso.
- "Bem, é que nas férias Quinn me disse que alguma vez você e Rachel Berry foram amigos." – eu sorri meio de lado, sentindo a ferida se abrir novamente. "bom, só queria saber o por que agora nem se falam?" – terminou de perguntar finalmente.
Sam é meu melhor amigo e realmente acho que para superar esse trauma deveria contar a alguém.
- "Me siga." – lhe disse e caminhei até as arquibancadas do campo de futebol.
- "Quando eu tinha seis anos, Rachel e seus pais se mudaram para a casa ao lado da minha." – comecei pela parte mais fácil. "eu estava na janela olhando os novos vizinhos, do carro desceram dois homens e um abriu a porta traseira e estendeu sua mão e vi sair uma menina de cabelo grande e escuro, com uma saia azul e uma blusinha branca."
- "Como lembra tanto?" – perguntou Sam confuso.
- "Na verdade não sei..." – recordava cada detalhe desse dia, me sentia como se estivesse justamente na janela de novo.
- "Continua." - me pediu.
- "Bom, a menina se virou para minha janela e nossos olhares se conectaram por um segundo, depois disso eu entrei em pânico e fechei minha janela me escondendo embaixo de minha cama." – Sam riu de mim.
Flashback
- "Finn." – disse minha mãe entrando em meu quarto, eu tirei minha cabeça do meu esconderijo. "O que faz aí carinho?" – perguntou minha mãe com um terno sorriso.
- "Hã... eu, eu..." – minha mãe voltou a sorrir.
- "Quer ir comigo visitar os novos vizi..." – saí como um raio e peguei a mão da minha mãe. "Uauuu, desde quando fica tão feliz em conhecer os vizinhos?" – disse me olhando de forma sarcástica, eu só levantei os ombros.
Ao descer as escadas Kurt estava nos esperando, mamãe pegou cada um pela mão. Chegamos e minha mãe tocou a campainha, enquanto esperávamos que abrissem meus pés se moviam como se eu quisesse ir ao banheiro. A porta abriu e o senhor branco com óculos sorriu para nós cordialmente.
- "Olá, eu sou Carole Hummel." – disse minha mãe. "E eles são meus filhos Kurt." – meu irmão fez uma reverencia e eu ri baixinho. "e ele é Finn." – quando disse meu nome minha menina apareceu atrás da porta.
- "Um prazer, eu sou Hiram e ela é minha talentosa filha Rachel." – eu me virei para olhá-la e ela sorriu timidamente. "entrem." – minha mãe entrou primeiro, seguida por Kurt. "Meninos, subam para o quarto de Rachel para brincarem." – meu irmão deu um pulo de alegria, suponho que estava feliz por já não ter que brincar comigo e minha bola de futebol.
- "Venham." – nos disse Rachel, eu imaginando a tragédia que me esperava ao redor de uma mesa de chá, fiz uma careta de dor.
- "Mamãe, não podemos ir ao parque?" – perguntei tratando de escapar.
- "Não sei se deixarão Rachel ir." – disse minha mãe olhando para o pai de Rachel.
- "Sim, sim... me deixam." – ela disse correndo para a porta e Kurt e eu a seguimos. Kurt e ela se adiantaram e conversavam sobre músicas, suponho que meu irmão havia encontrado uma amiga. "E o que fazemos aqui?" – perguntou ela brincando em um balanço.
- "Podemos brincar de pique esconde." – propus.
- "Bom, você conta." – disse apresada apontando para Kurt. Meu irmão concordou e foi para a parede do outro lado. "Vem." – ela pegou minha mão e começou a correr.
- "Rachel, não deveríamos ir tão longe." – lhe disse ao ver que começava a sair do parquinho pela parte traseira.
- "Não seja 'franguinha'..." – seu comentário me insultou, então para demonstrá-la que não era 'uma franguinha' a segui.
Rachel corria e corria, eu jamais havia ido tão longe, de repente minha menina tropeçou e caiu.
- "Aiiiiiii..." – se queixou e vi como seus olhos se umedeciam.
- "Está bem?" – lhe perguntei apressando o passo para ficar na frente dela.
- "Dói." – disse chorado.
- "Vamos, trate de se levantar." – peguei suas mãos e nossos olhares de novo se conectaram, até que ela mudou seu gesto por um de dor.
- "Não posso." – disse enquanto uma lágrima caia por sua bochecha. Limpei sua lágrima e me senti muito culpado, não deveria deixá-la chegar até aqui.
- "Vou buscar seus pais." – disse me levantando.
- "Não." – queixou. "me dá medo." – eu concordei e tratei de aproxima-la da árvore para que pudesse se recostar.
Quanto desejava poder ser maior e carregá-la em meus braços, mas só pude me sentar a seu lado, de repente ela recostou sua cabeça em meu ombro e eu sorri.
- "Fiiiiiiiiinnnnnnnnnnnn... Racheeeeellllllll..." – escutava como nos chamavam de longe, deveria ter passado muitas horas, porque já quase não via o sol. Me levantei com cuidado para não acordar minha menina.
- "Estamos aqui." – gritei e Rachel pulou, me deu uma batida na cabeça por acordá-la. "Ainda te dói?" – ela concordou.
- "Obrigada por ficar comigo e cuidar de mim." – me deu um lindo sorriso.
- "Eu farei sempre que me pedir." – fiquei de frente para ela e segurei sua mão.
- "Promete?" – perguntou com um sorriso e eu concordei, pouco depois apareceram seus pais.
- "Você gostava dela, verdade?" – me perguntou Sam, eu apenas concordei. "e por que se separaram?"
- "Essa é a parte feia da história." – respirei e continuei. "depois desse dia, Rachel foi minha melhor amiga e algumas vezes a compartilhava com Kurt ou brincávamos os três, mas ela continuava sendo minha menina e meu irmão sabia. "Sam concordou. "quatro anos depois apareceu Jesse e arruinou tudo. Rachel nos trocou por ele." – disse triste.
- "Uau... ainda quer ela!" – afirmou Sam e eu não lhe respondi nada.
Flashback
- "Rachel, por que já quase não brinca conosco?" – reclamei com ela na tarde que chegou em minha casa.
- "Finn." – disse pegando minha mão. "Jesse não tem amigos."
- "Deve ser por algo." – disse bravo. Ele estava me roubando minha menina e eu não o suportava. Na escola Rachel já quase não falava comigo, só corria de um lado ao outro com Jesse e seu coral. Com Kurt ainda conversava mais seguidamente porque ele estava no coral com eles, mas eu já não era importante.
- "Não seja assim, ele me disse para te convidar para sua festa de aniversário." – o defendeu.
- "Não quero ir." – disse caprichoso, cruzando os braços.
- "Por favor." – uniu suas mãos como súplica. "por mim..." – soltou um pequeno riso.
- "Bom, mas só um pouco." – ela riu forte e pegou minha mão para me arrastar para a casa de Jesse.
Quando entramos Jesse pediu a todos que fizessem silencio, porque tinha algo importante a dizer.
- "Como já sabem é meu aniversário." – disse subindo em uma mesa. "e só quero uma coisa..." – fez uma pausa e se virou para nos olhar. "Rachel, seja minha namorada." – eu abri os olhos como pratos.
- "Sim." – respondeu ela com alegria. Como pude me soltei do braço de Rachel e saí correndo para fora da casa. "Finn espera." – gritou Rachel, correndo para me alcançar.
- "Para isso queria que eu viesse?" – gritei para ela bravo, ela retrocedeu assustada e eu me virei para ir para minha casa.
- "Espera Finn, fica comigo." – me suplicou.
- "Não Rachel, já não podemos ser amigos." – lhe disse triste, ver a menina que sempre considerei minha com outro seria doloroso.
- "Você prometeu que sempre que eu pedisse ficaria comigo e cuidaria de mim." – disse com os olhos cheios de lágrimas.
- "Essa promessa acabou." – tirei a pulseira que ela me deu e devolvi para ela. "já tem quem te cuide."
- "Ei, por que fez minha namorada chorar?" – gritou Jesse entrando em cena, não sei porque, mas me joguei sobre ele e comecei a bater.
- "Solta ele animal." – gritou Rachel de repente, me virei para olhar para ela surpreendido e minha menina de olhos ternos já não estava ali.
- "Rachel mudou seu olhar pelo frio que tem agora." – suspirei.
- "Uau..." – disse Sam novamente. "Finn, por que não disse que você a ama?"
- "Eu não amo ela." – a apressei em responder.
- "Ah tá..." – o sinal tocou e nos levantamos para ir para nossa seguinte aula.
POV SAM
Vi Quinn correndo pelos corredores até mim, pulou em meus braços com um sorriso de orelha a orelha e me beijou. Cada vez que fazia isso tudo a minha volta desaparecia.
- "O que averiguou?" – perguntou dando pulos.
- "Só por isso me beijou assim?" – ela negou. "bom, é mais complicado do que acha." – ela fez cara de terror. "Finn está apaixonado por ela."
- "O que?" – Quinn sorriu ainda mais feliz. "é genial, ele é perfeito para ela."
- "Quinn, você se esqueceu do Jesse." – disse tratando de tranquilizá-la. "além do mais, foi sua amiga que escolheu ele."
- "Me conte tudo." – exigiu Quinn me dando o braço.
Caminhamos até nos sentarmos embaixo de uma árvore. Quinn só escutava enquanto eu lhe contava toda a história e cada vez que algo acontecia, abria a boca como um grande 'O'.
- "Rachel o odeia por ter quebrado a promessa." – disse Quinn quando terminei.
- "Mas o que queria que ele fizesse, se ela, 'sua menina', aceitou ser namorada de outro?" – disse defendendo meu amigo.
- "Seguramente ela não pensou no que disse." – ambos defendíamos nossos amigos. "ela não quis ferir ele, estou segura."
- "Mas o fez." – ainda que não quisesse, eu já havia tomado partido nesse história.
- "Mas não intencionalmente." – disse Quinn brava, ficando de pé.
- "Espera..." – gritei e corri para abraça-la pela cintura. "não quero que briguemos." – sussurrei ao ouvido. "só aceite que os dois trocaram os pés pela cabeça." – ela concordou e sorriu para mim.
OBS. 1: História original escrita por IRINA MONTEITH na fanfic MI NIÑA (.net/s/6635199/1/Mi_Nina)
OBS. 2: Ontem fiquei tão contente com umas fotos Monchele no aeroporto que até ia postar 2 capítulo, mas minha internet saiu do ar e não pude colocar... Então aguardem que daqui a uns minutinhos eu coloco o outro cap aqui, talvez até mais dois..hahahahah
