Cap 2 – A trégua
Sirius
Depois de 20 minutos o lobinho voltou extremamente vermelho, mas com a informação que nós precisávamos. Eu e o Prongs pegamos o mapa e capa e corremos direto para a torre da Hufflepuff. Ninguém percebeu a porta do salão comunal abrindo e fechando. Primeiro nos encarregamos de batizar as bebidas com a nossa poção e decidimos que só então procuraríamos aquele par de loucas, já que dessa vez estávamos em menor numero. Quando alcançamos a mesa de bebida tivemos uma visão perfeita da pista de dança improvisada, pude ver a dupla de loucas dançando loucamente e conseqüentemente deixando os idiotas da Hufflepuff loucos. Parece que elas tinham alcançado as bebidas antes de nós. O Prongs ficou louco quando viu o atrevidinho do Diggory se aproximar da Evans e eu sabia que aquilo era o fim, ele ia pirar, sair de debaixo da capa, bater no Diggory, fazer o maior escândalo e levar a Evans para a torre da Gryffindor nas costas. Então como eu disse, o Prongs surtou, saiu de debaixo da capa, bateu no Diggory, fez um escândalo e colocou a Evans nas costas. Não tinha mais nada pra fazer como eu disse, é como se o destino já tivesse sido traçado, então eu fiz tudo o que eu podia fazer no momento, peguei a Marlene pelo braço e torci pra que o time de quadribol da Lufa-lufa e amigos do Diggory estivesse beeeem bêbados. E graças a Merlim, as duas loucas não beberam toda a bebida, pois eu consegui ver o time todo da Hufflepuff desmaiados nas poltronas. A Lene percebeu que eu estava olhando.
- Estávamos brincando de virar tequila, longa historia – Ela disse meio aérea.
- Vocês são realmente loucas. – Eu disse não acreditando ainda no que ela disse.
- O que foi Black, pensei que os marotos curtiam esse tipo de diversão. – Depois dessa eu não tive o que falar, não podia negar as nossas farras, toda a escola já sabia.
- Vocês parecem conseguir ser mais discretas. – Eu comecei a jogar verde, pra ver no que dava.
- Sempre fomos Black. – Ela me disse olhando como se fosse alguma coisa que todo mundo soubesse.
- Sempre?
- Sim, quer dizer, desde o ano passado pelo menos, quando eu consegui fazer a Lily sair comigo. Mas ai o James começou a perseguir a Lily e de alguma forma bizarra ele sempre sabe onde ela esta. – Ela pareceu esquecer que eu estava aqui e começou a falar como se estivesse falando pra si mesma. Eu não precisei perguntar mais nada, ela me contou mais do que eu queria saber no caminho de volta pra torre.
Lílian
Certo, eu ia surtar, eu já estava surtando. Quem aquele garoto pensa que é. Ele fez o maior escândalo no meio de uma festa. Com que cara eu ia olha pra escola inteira amanha? Eu já podia sentir um grito saindo da minha boca quando entramos no salão comunal da Gryffindor. Quer dizer, quando ele entrou comigo no ombro. E quando ele finalmente me colocou no chão eu puxei ele pela gravata para um armário de vassouras que fica embaixo das escadas do dormitório masculino. Isolei o armário acusticamente com magia e comecei a gritar:
- O que passa pela sua cabeça seu estúpido? – Acredito ter sido gentil demais com ele. Eu realmente odiava aquele garoto.
- Eu não ia deixa você se esfregando naquele idiota do Doggory, Lily. – Ele disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
Eu não conseguia respirar. Estava de fato surtando. Ou tendo um ataque do coração. Eu queria matá-lo, por que ele acha que tem essa posse sobre mim? Eu queria muito machucá-lo, mas não tinha nada naquele armário que eu poderia usar. Irônico não ter sequer uma vassoura num armário de vassouras.
- Eu não posso mais com isso. Eu não posso mais com você. Você me persegue há um ano, sempre sabe onde eu estou, mesmo que eu passe o dia me escondendo de você. Já te humilhei publicamente dizendo as piores coisas de você e você continua sempre aqui, tão perto que eu quero morrer. Eu te odeio tanto que me consome. Você esta me matando.
- É porque eu te amo Lily. – Eu senti o chão se mexer. Não, eu não estava apaixonada. Mas acho que ia desmaiar porque tudo estava ficando extremamente escuro. Então eu me lembrei de que eu estava semi-bêbada e era por isso que o chão meio que se mexia e estava num armário de vassouras e é por isso que estava tudo tão escuro. Então eu me decidi, nunca iria morrer por um idiota como o Potter. Lancei um plano improvisado:
- Vamos fazer um acordo, pare de me perseguir, pare de me convidar pra sair e pare de azarar todos os caras que olham pra mim e em troca aceito a sua amizade, mas só isso Potter, só amizade. Não vou mais te tratar mal.
- Eu aceito. – Eu não ia cair nessa
- Qual é o truque Potter?
- Não tem truque Lily. – Ele estava pensativo. Sei que ficou um pouco triste com tudo o que eu falei pra ele, mas ele era o Potter, o incansável. Como poderia desistir assim? Eu nem tive que amaldiçoá-lo pela eternidade e nem ameaçar sua família de morte. Acredite, eu planejei fazer isso tudo. Teria ele desistido finalmente?
Ele interrompeu os meus pensamento quando abriu a porta do armário e segurou pra mim sair.
- Boa noite então Potter. – Tentei ser gentil, apesar de ter sido um tipo de monstro de falar aquelas coisas pra ele a alguns minutos atrás.
- Poderia me chamar de James?
- O que? – Não esperava que ele falasse mais nada, mas como era de se imaginar eu não afetei tanto assim a sua confiança.
- Boa noite James.
- Boa noite Lílian.
Sirius
Assim que entramos no salão da Gryffindor, vi a Evans arrastar o James pro armário de vassouras. Sabia que se tratasse de qualquer outra garota seria um gesto um tanto quando malicioso, mas eu seria ingênuo de pensar que a Evans faria alguma coisa com o James lá dentro com a finalidade de dar prazer. Dor foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça. E pelo meu rosto porque a Marlene não segurou o comentário.
- Teremos trabalho para esconder o corpo amanha. – Por um minuto levei a serio o que ela falou e ela percebeu então começou a dar risada. Isso mesmo, riu da minha cara. De novo!
- Acho que eu e a Lily teremos que nos preocupar em esconder dois corpos amanha. – Ela percebeu a minha fúria e parou de ir.
- Olha, ele ficou nervoso. – Era a primeira fez que eu deixei ela perceber como eu ficava bravo com aquelas brincadeiras dela.
- Pois é Marlene, você esta começando a me irritar já. Sei que eu peguei pesado ano passado e me desculpa ta legal, já deu. – Sentei em uma das poltronas considerando esperar o James e a Lily saírem de lá, ou só a Lily. Depois eu pensaria no que fazer com os corpos. Teria que avisar os pais dele. Droga! A mãe dele vai ficar irada quando souber que ele morreu e nem conseguiu recuperar a nota baixa em poções que ela nem sabia que ele tinha tirado ainda. Ele ia ter que enviar mensagem para todos os Potter's avisando do enterro. E amanha ainda era domingo. Droga James! Não poderia escolher uma segunda feira pra ser assassinado?
Eu sei, não estava pensando coisa com coisa então ainda bem que a Marlene sentou do meu lado e roubou a minha atenção dos pensamentos idiotas que eu tava tendo.
- Sabe Sirius, sobre o boato, na verdade eu nem liguei muito. – Ela disse com um sorriso singelo.
- Você esta mentindo, me perseguiu o ano passado inteiro por causa disso.- Eu estava chocado.
- Eu só queria que você pedisse desculpas. Sei que fui meio implicante, mas como você, eu também sou muito orgulhosa. – Orgulhoso? Eu não era orgulhos. Ela estava sendo ridícula. Ok, eu sou extremamente orgulhoso, a ponto de estragar uma festa só por não ter sido convidado. Mas ela não precisava saber disso. Resolvi pela diplomacia então.
- Que tal uma trégua então?
- Mas pra que? Eu já disse que vou para de te importunar.
- Mas eu vou precisar de uma amiga nova, agora que a sua amiga vai matar o meu amigo. – Eu disse abrindo o meu sorriso mais galanteador pra ela.
- Qual é o truque Black. – Ela foi direta. Não acredito que não caiu na minha, acho que ela passou tanto tempo me perseguindo que desenvolveu algum tipo de imunidade. Será? Afastei rapidamente essa hipótese da minha cabeça. Nenhuma garota resistia a mim. Era uma idéia absurdamente ridícula. Como eu pude considerar por um min...
- E então Black. – Ela interrompeu os meus pensamentos novamente.
- Sendo direto McKinnon, ser amiga dos marotos pode fazer a sua vida beeem mais divertida. Assim como a nossa vida pode ser bem mais fácil se tivermos as garotas mais inteligentes e populares da Gryffindor do nosso lado. – Sabia que ela ia entender o ponto, mas não custava puxar o saco um pouquinho.
- Eu aceito a trégua. – Ela estendeu a mão e eu a apertei. Em seguida ela subiu pro dormitório. Acho que ela só ia ajudar a cuidar do corpo amanha. Então eu também subir.
Dez minutos depois ouvi a porta do quarto abrindo.
- Quem é? – Eu perguntei pro vulto que estava se aproximando da minha cama.
- Quem você acha que é. – O vulto que se parecia muito com o James me perguntou.
- Nossa um anjo, nunca pensei que você viraria um anjo. – Eu ironizei. Sabia que ele não ia morrer, quer dizer, eu tinha semi-certeza de que não ia.
- Fiz um acordo com a Lily, não vamos mais brigar. Vamos ser amigos. – Ele me disse meio pensativo.
- Qual é o plano? – Sabia que ele não aceitaria só a amizade da ruiva se não tivesse um motivo.
- Fazer ela perceber que esta apaixonada por mim. Nada fora do normal, só um outro tipo de abordagem.
Lembrei do acordo com a Marlene e ri, ia ser um ano bem mais interessante do que eu podia imaginar.
Lilian
Na manha seguinte estava tudo rodando. Odeio ressacas. Não que eu tivesse muitas, com o tempo eu aprendi a beber, mas virar tequila com o time de quadribol da Hufflepuff não foi meu ato mais inteligente. Me levantei e peguei uma poção para ressaca que eu tinha em estoque no armário entre a minha cama e a da Lene. Depois de tomas, eu fui direto pro banho. Quando voltei pro quarto a Lene estava acordando e fez a mesma careta que eu fiz ao perceber o mal estar. Peguei rapidamente uma poção pra ela e fui me trocar.
Assim que a Lene ficou pronta eu fechei o livro que estava lendo e descemos, já tínhamos perdido o café da manha, não poderíamos perder também o almoço. Descemos e logo no salão comunal já demos de cara com todos os marotos.
- Bom dia! – Sirius gritou bem alto no meu ouvido e eu fiz uma careta.
- Para com isso Padfoot. – James repreendeu o Sirius mais delicadamente do que eu o faria. Não estava na vibe de discutir no momento, continuei em direção ao quadro da mulher gorda com a Lene atrás de mim, mas só quando sai percebi que todos os marotos também estavam. Quando o Potter viu a minha cara de duvida se antecipou.
- Estávamos esperando as nossas novas amigas pra almoçar. – Eu sabia que ele não deixaria barato. Mas quem me surpreendeu de verdade foi a Lene. Quando me virei ela estava com o braço entrelaçado no do Sirius e eles estavam conversando alguma coisa animadamente. Meu estomago roncou. Certo, isso não vai ser um problema, estou como fome demais pra ficar com raiva dos marotos.
- Vamos logo então. – Eu disse sem importância e o Potter sorriu. Ótimo, vai ser um grande dia.
Depois do almoço nos sentamos à beira do lago para ler as nossas correspondências. Como eu havia imaginado, recebi uma carta do meu pai avisando que estaria fora do país no próximo mês, a trabalho. De novo. E que se eu precisasse de alguma coisa poderia pedir pra Petúnia, minha irmõnstra mais velha. Petúnia me ignorava completamente desde que descobriu que eu era uma bruxa e com o recente falecimento da nossa mãe, por minha causa, como ela nunca cansa se salientar, me afastar dela se tornou incrivelmente fácil.
Aproveitei que o Sirius estava queimando as suas cartas e pedi pra ele queimar a minha também. Eu não ia responder mesmo.
- Então o Sirius estava certo, você teve algum problema com a sua família. – Potter, o inconveniente me tirou dos meus pensamentos.
- Isso importa realmente? – Eu disse sem interesse nenhum de continuar aquela conversa.
- Esta te deixando triste Lil, falar sobre isso com seus amigos pode ajudar. Sabe, dividir os problemas. – Ele não ia parar. Não valia mais a pena mesmo, então resolvi contar:
- Um comensal da morte entrou na minha casa e matou a minha mãe e foi minha culpa, eu sou a única bruxa da minha família. Ela morreu por ter uma filha que é bruxa. Ela morreu só por ser minha mãe. – Sabia que todos olhavam para mim com aquele olhar de pena, mas quando eu me virei para fitá-los, me surpreendi. Sirius olhava para o lago, preso em algum tipo de pensamento mórbido, o Pedro segurava uma lágrima, o Remus me olhava com compreensão, mas eu sei que ele não era filho de trouxas, não tinha como saber o que eu sentia e o James me olhava intensamente nos olhos, eu nunca quis tanto saber o que uma pessoa estava pensando igual eu quis naquele momento, quando ele desviou o olhar pareceu ter alguma duvida e me olhou com descrença.
- Não foi sua culpa. – Eu estava pronta pra rir, mas ele me olhos serio, novamente.
- James, eu já sou crescida, posso encarar os fatos. Já aceitei que ficar longe deles é o melhor, pra eles e conseqüentemente, pra mim. – Quando terminei eu sabia que ele ia continuar insistindo na minha inocência. Mas quem resolveu me dar à graça da sua opinião foi o Black:
- Ele está certo Lílian, a culpa não foi sua. A culpa é das pessoas, as desprazíveis que acham a pureza do sangue mais importante do que qualquer coisa. Eu nasci um Black, mas escolhi não ser assim e por isso eu e os meus amigos corremos tanto risco quanto você e a sua família. Não vou deixar isso não vai mudar quem eu sou, ou quem eu estou tentando ser pelo menos.
Eu fiquei chocada. Chocada e sem fala. Ele sorriu pra mim e se levando indo em direção ao castelo.
Sirius
Sei que pra qualquer um pareceria covardia voltar pro castelo. Elas podiam pensar o que quiser, eu não via mais problema de falar sobre esse assunto. Mas sem ofensas, eu não ia me atrasar para um encontro, mesmo sendo com uma Slytherin. Ela por outro lado se atrasou 10 minutos, mas valeu a pena. Digamos que ela não é do tipo que perde tempo.
Quando fui para o salão principal onde já estava todos para jantar percebi que uma das coisas mais impressionantes de todos os tempos estava acontecendo. Os marotos estavam falando com a Lene e as suas amigas e por incrível que pareça não tinha gritaria nenhuma. Eu me sentei ao lado da ruiva e entrei no assunto. Estavam falando das férias:
- Não me diga que já convidou elas pra nossa super viagem James. – Disse com um sorriso maroto no rosto.
- Ele nos convida todo ano Sirius. – disse a Emmy pra mim.
- Serio? Mas como eu não sabia disso?
- É que a Lily sempre dizia não, então o Prongs nunca te falava pra você não zoar ele. – Eu fiquei indignado, o que mais ele escondia de mim?
- Como você pode me esconder isso Prongs? Eu sempre te tive como um irmão e você vêm guardando segredos de mim! Logo de mim cara! Eu disse que te considerava um irmão?
- Calma Padfoot! Eu sei que você ta fazendo esse drama todo só porque eu te privei de me zoar. – Ele estava certo, mas eu nunca ia assumir que estava errado. Quando abri a minha boca pra retrucar a ruivinha me atrapalho.
- Não vai me convid...digo, esse ano, você não vai me convidar? – Por um momento tudo parou, eu sei que o gay apaixonado aqui é o James, mas por um momento pareceu que todo o salão ficou em silencio e que tudo acontecia em câmera lenta. Cheguei a pensar que eu estava morrendo então já estava preparando a retrospectiva da minha vida na minha cabeça quando a ruivinha corou intensamente e disse:
- Desculpe, eu não queria ser chata, só pensei que talvez...esquece, eu entendi. Vai ser interessante ficar aqui no castelo mes.. - Ela
- Não! – O James a interrompeu e quando me dei por mim todos os marotos haviam se levantado da mesa. - Quer dizer, Sim! Quer dizer.. – James respirou fundo e começou novamente. – Você não gostaria de passar as férias comigo? Digo! Conosco? – E sorriu um sorriso amarelado em expectativa.
- Eu adoraria. – Serio, agora todos do salão olhavam pra nós, até mesmo os professores. O que estava acontecendo com o mundo? Ou melhor, o que estava acontecendo com a Evans?
- Perfeito! Vou escrever para os meus pais amanha, já vou avisar que vou passar a férias com vocês. – A Marlene foi se convidando. – Você vem também né Emmy? A Alice vai viajar com o Frank, mas podemos chamar a Dorcas.
- Faltam meses para as férias ainda, não podem já estar pensando nisso. – Eu disse meio entediado.
- Mas é a nossa única perspectiva de diversão. – Disse Emmy totalmente desanimada.
- Como assim loirinha? Tem a nossa festa ainda. – Eu disse atraindo a atenção de todos. – Vocês acharam mesmo que todas as casas dariam uma festa e a Gryffindor não? A nossa com certeza vai ser a melhor e vamos precisar da ajuda de vocês pra organizar. – Eu disse dando meu melhor sorriso para as garotas, que para a minha surpresa, sorriram de volta.
Lilian
A primeira coisa que pensei foi: 'Uma festa! Perfeito!', estávamos realmente precisando de outra festa. Sei que tivemos um final de semana um tanto quanto conturbado, mas não tivemos diversão de fato. Separamos as tarefas pra tudo estar pronto até próximo final de semana. Eu, a Emmy e a Lene, ficamos encarregadas dos convites, tínhamos carta branca dos marotos pra convidarmos quem quiséssemos. Isso era perfeito, todos os alunos do sexto e sétimo anos da Gryffindor seriam convidados e alguns das outras casas, pra agradecer o convite pelas festas e obvio, pra mostrar que a nossa festa era muito melhor que a deles.
- Estou curiosa pra saber o que eles colocaram naquele ponche. – A Lene me disse pensativa enquanto fazíamos a lista de convidados no domingo a noite.
- Bom, eles disseram que saberíamos amanha. – Eu disse tentando lembrar exatamente o que o Potter me disse mais cedo. Estava extremamente curiosa, mas não quis deixar ele perceber pra não ficar todo convencido pra cima de mim.
A manhã seguinte estava perfeita. O dia estava absurdamente lindo. Ou eu simplesmente tinha acordado de bom humor, porque estava chovendo. E muito! Enfim, descemos para o café e os marotos ainda já estavam lá. Foi quando percebemos que os alunos da Ravenclaw e da Hufflepuff riam de alguma coisa sem parar. Com a maior cara de confusas de todos os tempos, nos aproximamos dos marotos.
- O que esta acontecendo? – Perguntou a Emmy.
- Eles estão bêbados. – Disse a Lene.
- É impossível que todos eles estejam..
- É um poção entorpecedora de longa prazo. – Eu disse chocada
- Mas quem fez isso. – Perguntou a Emmy ainda chocada.
- Eles fizeram. – Disse q Lene apontando para os marotos com a cabeça. Eles apenas tomavam seu café da manha como se nada de anormal estivesse acontecendo. – Como eles conseguiram fazer essa poção?
- Só o Remus conseguiria. – Eu disse olhando para o Remus que agora corava.
- O Remus não faria isso. – Disse a Emmy olhando pra ele chocara. – Faria?
Quando Remus deu um sorriso amarelo a Emmy ficou furiosa. Nunca havíamos visto a Emmy sequer brava, olhei pra Lene que olhava pra mim. Percebemos que nenhuma das duas sabia o que fazer. Foi quando um aluno da Hufflepuff puxou a Lene pra dança, sem música, que a Emmy saio do salão principal sem nem olhar pra trás. Eu não sabia bem o que fazer então olhei para os marotos pedindo ajuda. E de repente alguém me pega pela cintura e tenta me beijar.
- Solta ela! – Potter levantou correndo e deu um soco no Amus, quer dizer, outro.
- Calma Prongs, ele ta bêbado. – Disse o Remus segurando o Potter.
Quando me dei por mim, o Sirius já tinha salvo a Lene e estava nos conduzindo gentilmente [lê-se puxando pelas mãos com toda a força] para a sala onde teríamos a nossa próxima aula.
- Quanto tempo essa poção idiota vai durar? – Eu perguntei já sem paciência
- Umas 12 horas. – Respondeu o Remus meio sem jeito.
- Porque a pergunta ruiva? – Perguntou o Black, mas quem respondeu foi a Lene.
- Homens bêbados viram tarados.
- É melhor vocês voltarem para a torre e ficarem lá então, não tem Gryffindors sobre esse feitiço.
- E perder todas as aulas? Você só pode estar brincando. Eu sou monitora e se quiser ser monitora-chefe ano que vem, não posso matar aulas. – Eu disse praticamente gritando com o Potter. – Que sorriso é esse Sirius?
- Se os homens viram tarados quando bebem, imagine as mulheres. – O Sirius era nojento às vezes, ou talves ele fosse apenas homem. Mas o James e o Remus não se comportavam como tarados sexuais o tempo todo, ou pelo menos não na nossa frente. Minha nossa, seria o Potter um tarado sexual enrustido?!
Sirius
Quando eu dei as costas pra sair da sala e encontrar aquele bando de garotas lindas e taradas lá fora, a Marlene resolve me perguntar alguma coisa. Eu mereço!
- Sirius!
- O que? – Eu me viro meio irritado pela interrupção.
- Eu acho que você não deveria ir lá fora.
- Porque não?
- É meio obvio que a culpa disso vai cair sobre vocês. Não é por isso que vocês estavam se comportando normalmente no café? Acho bom continuar. – Ela me disse com um sorriso maldoso no rosto. Acho que ela estava gostando a minha cara de frustrado.
- Todos em seus lugares! – A professora entrou na sala extremamente brava. Nos deu um aviso rápido de que não haveriam aulas porque os professores iriam ajudar a Poppy Pomfrey a dar um jeito em todos os alunos "doentes".
Voltamos para a torre da Gryffindor, onde ficamos analisando a lista de convidados que as meninas tinham feito. Elas realmente selecionaram a nata. Com exceção é claro, dos times de quadribol das outras casas.
- Nem pensar que vamos chamar o Diggory! – Disse o James irritado.
- Temos que chamar, pra contar vantagem em cima das outras casas, da melhor festa. Lembra? – Disse o Remus tentando convencer o James.
- Prongs, essa é a sua chance de afastar o Diggory da sua ruivinha de vez. – Sei que ele pegou a intenção de todo o meu sarcasmo, porque ele sorriu comigo.
O plano na real foi bem simples. O James teria a semana toda com a Lily, pra eles virarem melhores amigos e enquanto isso eu atiçava o Diggory pra ele ficar com raiva no James. Na hora da festa a Lily ia ter que escolher um e o James estava confiante de que seria ele.
- Temos quase tudo planejado. Só precisamos pensar em onde fazer a festa. Se for no salão comunal da Gryffindor, os alunos novos vão querer participar também. – Disse o Moony.
- Hogsmead? – Eu sugeri meio desanimado.
- Eu tenho o lugar perfeito. – Disse o Prongs com aquele olhar abobado focalizando a ruiva que se aproximava até que ela se sentou ao seu lado. Pensei que ia vomitar.
- Então...- Tentei roubar a atenção dele.
- Então, o que? – Ele me disse meio bravo por ter tirado ele de sua alucinação idiota.
- Qual é o lugar perfeito?
Ele abriu seu sorriso maroto e tivemos certeza de que a festa da Gryffindor, seria realmente a melhor festa.
