- Kagome! Sua doidona! – diz Sango com o álbum de fotografias de Kagome na mão e Rin espreitando para a página aberta.
Acordada por aquelas palavras, ela esfrega os olhos e tenta despertar.
- Hum…? Do que você tá falando? – diz Kagome com um ar meio ensonado.
- Deixa eu ver… você tem uma foto nova no seu álbum, de um homem bem bonitão, e aposto que você adormeceu a olhar para ele! - Kagome ao ouvir tais palavras desperta completamente e se sente evergonhada.
- HEY! Nada disso! Eu estava folheando e acabei por deixar nessa página! – mentiu Kagome.
- Não me engana…quem é ele? – Disse Sango, Rin apenas assistia risonha.
- Eu conheci-o ontem, até por causa dessa fotografia…ele se chama Inuyasha…MAS NÃO SE PASSA NADA NÃO!
- Sei…e quando vocês se vão voltar a ver? Ohh minha Kagome-chan apaixonada! – Rin e Sango deram as mãos e começaram a fazer uma dança boba e cantando "Kagome apaixonada, Kagome apaixonada, …".
Kagome divagou sobre aquela pergunta, pois nem ela sabia a resposta. Não ficaram com contacto, morada, nada…apenas sabia o seu nome.
- Não o vou voltar a ver… - elas pararam a dança e a olharam.
Sem dizer nada saiu do quarto e foi tomar um banho, pensando ainda no mesmo.
(…)
Foi para as aulas, era aula de Laboratório de Fotografia.
- Tenho uma proposta muito interessante para vos propor – disse o sensei – quero que vocês façam um projecto!
Ouviu-se ruído na sala, alunos falando entre si sobre o que poderia ser, mas o sensei logo acabou com a curiosidade dos alunos.
- Como vocês sabem, ninguém tira uma fotografia igual à de outra pessoa, existem vários momentos e várias interpretações. Quero que cada um, à sua maneira e puxando pela vossa originalidade, me façam um sequencia de 10 fotos com um tema à vossa escolha, utilizando nus.
Gerou-se uma risada por toda a sala, iriam fotografar pessoas nuas, que na verdade era um tema que Kagome apreciava e levava a sério, mas que a maior parte não.
Saiu da sala pensando no tema que iria escolher, mas antes apercebeu-se que arranjar um modelo nu não era tão fácil quanto isso, nem toda a gente se dispõe, e contratar um é muito caro.
(…)
Chegou a casa e correu para a cozinha, onde Rin e Sango estavam comendo kakigori. Encostou-se no balcão e ficou ali a olhar para elas com um sorriso de quem queria pedir um favor. Elas que antes estavam muito entretidas a comer, pararam e fitaram-na.
- O que você vai pedir? – perguntou Rin desconfiada.
- Eu? Nada, nossa… não posso só ficar aqui a olhar? – afirmou estupidamente Kagome.
- Vai pedir um pouco de kakigori? Vai fazer para você…eu não tenho paciência para ficar partindo gelo. – reclamou Rin.
- Não é isso…é que eu precisava de um favorzinho…
- Eu já te tinha topado – disse Sango com uma sobrancelha arqueada – o que é?
- Eu precisava de uns modelos nus para fotografar, o sensei pediu, e talvez vocês pudessem…
- Seu sensei é taradão! Eu não vou me despir para ele ficar babando! – reclamou novamente Rin, não estava certamente de bom humor.
- Você não entende, os nus são uma forma de arte!
- Eu sei, acha que eu não amo pintar nus? Eu já trabalhei com mais nus do que quando você vai a uma praia de nudistas! Mas não tenho coragem de ser modelo… - continuou Rin.
- Lamento Kagome, eu também não… - disse Sango, deixando Kagome desapontada.
- Aff…acho que apenas me resta implorar para a próxima pessoa que vir na rua.
- Se não levar um tapa primeiro! – disse Rin.
- Que mau humor é esse hoje, Rin?
- É a Kagura…uma moça da nossa classe, fica enchendo o saco da Rin o tempo todo! Não entendo qual o problema daquela mulherzinha. – respondeu Sango por ela.
- Não imagina o quanto é horrível ficar as aulas inteiras ouvir ela falar "Oi Rin, eu me chamo fígado, e esse aqui é o meu amigo estômago!"…aff… - disse Rin imitando a voz irritante de Kagura. – Ela ficou cheia de ciúmes de mim desde que o namorado dela, o Sesshomaru, me ajudou a apanhar um livro do chão, vê só!
E Rin ficou ali desabafando e bufando de raiva por Kagura. No fim da conversa, Kagome saiu de casa para dar uma volta. Estar sozinha fazia-lhe bem. Sem saber bem porquê, ou talvez sim, dirigiu-se ao mesmo café que ontem.
(…)
Chegando lá, não estava ninguém na esplanada, então entrou. A decoração por dentro era ainda mais fantástica que o exterior, com o seu toque retro/vintage. Mas não era bem a decoração que lhe interessava naquele momento, percorreu então o café todo com os olhos
em busca de uma pessoa. Não encontrou Inuyasha. Desejava falar com ele e conheçê-lo melhor, sentia uma conexão com ele.
- Precisa de alguma coisa senhorita? – perguntou um empregado do café.
- Não, obrigado! – sorriu e saiu do café.
Kagome olhou em frente, para o jardim onde estava ontem, e para sua surpresa lá estava ele. Sentiu uma estranha alegria e quis dirigir-se a ele, mas no mesmo instante surgiu um rapaz ao pé dele, os dois começaram a conversar. Ele parecia rude, mas era muito bonito e moreno, com uma longa trança negra. Discutiam algo sério, no entanto o moreno deu uma risada, uma risada que soara familiar a Kagome. Aquele rosto lhe fazia confusão, apesar de bonito. Os dois rapazes olharam para ela e foi a última coisa que ela viu antes de desmaiar.
- A – o – me? – Fora o ruído que ouvira antes de abrir os olhos, e o barulho ia-se tornando mais claro. – Kagome? Você tá viva?
- Eu…acho que sim… - respondeu ela, ainda se sentindo fraca.
- Ela só desmaiou, anormal! – Disse uma voz masculina desconhecida. – Agora você perdeu a chance de por a mão na bunda dela, eu disse que você devia ter aproveitado!
- Bu-unda…? – Kagome despertava cada vez mais, em parte por aquelas palavras constragedoras.
Estava deitada em cima de um banco daquele jardim, com Inuyasha na sua beira e outro homem que ela não conhecia ao seu lado.
- Miroku, eu vou é por a mão na sua cara se você não para de dizer merda!
- Hai…
Ela levantou-se e fitou-os, vendo que o homem de trança não estava mais ali.
- Onde foi o seu amigo de trança? – perguntou Kagome.
- Ela fala do Bankotsu? Inuyasha! Você esteve com o Bankotsu? Porque não me disse nada? – falou Miroku indignado.
- Cala a boca, ninguém pode saber! Não vai contar nada para o resto do pessoal! – respondeu Inuyasha um pouco incomodado que Kagome tivesse a ouvir a conversa.
- Inuyasha, o que se passa? – perguntou ela.
- Você desmaiou, sei lá…deve ter sido uma quebra de tensão!
- Eu sei que desmaiei, mas porque Miroku disse aquilo? O que tem esse tal de Bankotsu?
- Ouve moça, eu mal te conheço…dá para não se meter na minha vida?
- Seu rude!
- O rude ia sendo atropelado porque estava preocupado quando você desmaiou!
- Mas eu mal te conheço, como se pode preocupar comigo? – respondeu Kagome já no mesmo tom de briga, mas a expressão de Inuyasha tinha mudado, estava agora calmo, olhando para baixo e corado. Miroku assistia a tudo com um sorriso maroto.
- Talvez então devêssemos combinar algo para nos conhecermos melhor…- sugeriu Inuyasha envergonhado. Embora não o conhecesse bem, Kagome via-lhe no olhar que ele não dizia isso muitas vezes.
- Que tal amanhã? Aqui, às 4h? Podiamos tomar um café! – completou Kagome sorrindo agora, deixando desaparecer todos os vestígios de zangada.
- Nem parece que a alguns segundos atrás estavam brigando…- murmurou Miroku para os seus botões, mas eles não ligaram.
Despediram-se, cada um para o seu lado. Ouviu Miroku dar uma palmadinha nas costas de Inuyasha e dizer algo como "Garanhão, RAWR!". Chegando a casa, contou para Rin e Sango o que acontecera, fazendo elas ficarem super derretidas com a situação da amiga.
(…)
Durante a noite, mal conseguiu dormir, adormeceu muito tarde. Incomodava-lhe um pouco a sensação que sentira antes de desmaiar, e o porquê das palavras de Miroku em relação a Bankotsu. No dia seguinte viu-se aflita para se levantar para ir às aulas. O dia decorreu normalmente, e ela quase que se esquecia do projecto, ainda não tinha pensado no tema nem arranjado o modelo. Ficou com receio de ter que fazer tudo à pressa à última da hora, ou pior, nem sequer conseguir fazer.
À saída da escola, encontrou-se com Rin e Sango. Dirigiam-se para ir para casa quando, antes de passarem do portão principal…
- Oh pâncreas… - Rin cerrou os dentes, mas não olhou. Era Kagura. – Não esquece de baixar a cabeça quando passar pelo meu namorado, ele é demasiado bom para os seus olhinhos.
Kagome, indignada com aquelas palavras e vendo que Rin não ia dizer nada, quis defender a amiga.
- Kagura, você na verdade tem é medo de ter mais um par de chifres! Acredite que a Rin é bem melhor que você e não iria ser nada difícil que Sesshomaru caísse nas graças dela!
Kagura ficou horrorizada e fingiu que não ouviu. Correu fazendo beicinho para Sesshomaru e apontando para elas, provavelmente contando o que se tinha passado. Ele não se mostrou nada preocupado, mas sim indiferente. Parecia um pouco frio, na verdade.
Chegando a casa, Kagome se sentia um pouco nervosa. Não pensava mais em Kagura e afins, mas sim na tarde que se seguia. Podia não ser um encontro, mas queria se esforçar para ficar bonita, um bonito não forçado. Escovou os seus cabelos longos e negros deixando-os soltos, calçou umas sabrinas pretas envernizadas, vestiu uma saia lilás lisa que condizia perfeitamente com a sua blusa branca de alças. Olhou ao espelho e sorriu para o seu próprio reflexo, faltava
algo. Pintou então os olhos com uma sombra branca e pôs um perfume doce e não muito forte. Enquanto descia as escadas viu que as amigas a olhavam, dando cotoveladas de atenção uma à outra. Acenou e saiu.
(…)
O parque não era tão longe como isso, mas ficara feliz consigo própria de não ter trazido os sapatos de salto alto, teriam-lhe causado dores nos pés. Chegou ao local, mas ele ainda não estava lá. Sentou-se e esperou. Amarrotava a ponta da saia com as mãos, estava nervosa, não sabia porquê.
- Oi moça!
Ela virou-se com um enorme sorriso, mas em vez de Inuyasha deparou-se com um senhor idoso.
- Sabe me indicar onde fica a farmácia mais próxima? – perguntou o idoso.
Ela respondeu-lhe gentilmente o local e voltou-se a sentar. Esperava à já quase meia hora desde que chegara, começava a pensar se ele viria ou se apenas estava a observando a sua figura boba, ali plantada. Sentiu um toque no ombro.
- Senhor, eu já disse que a farmácia fica para…- mas quando se virou via que era Inuyasha. Ela corou.
- Eu não preciso de farmácia, "senhora"! – respondeu ele. Seria óbvio aquilo, no entanto ele tinha uma nódoa negra na cara.
- Tem certeza? É que essa sua nódoa negra não está com muito bom aspecto!
- Não é nada de mais, isto passa!
- Claro que sim, mas você devia passar uma pomada, deixa eu ver! – ela aproximou-se dele para ver a nódoa negra, colocou uma mão na bochecha oposta e tocou ao de leve na nódoa negra.
- Eu depois passo qualquer coisa…- disse Inuyasha franzido o resto numa careta, certamente lhe doía. – Que tal irmos beber café?
- E desculpas por o atraso, não? Já passa quase 1h!
- Na verdade é 30m, e você tem muita sorte de estar saindo comigo, por isso não reclama! – Disse ele. No entanto, estas palavras a deixaram constrangida.
- Eu não pedi nada, você nem me está fazendo nenhum favor, se não queria vir pode ir já embora! – Kagome achava aquele moço um pouco grosso, no entanto divertia-se com isso de certa forma.
- Cale a boca e vem logo! – Disse ele puxando-a por um braço e sorrindo.
Passaram a estrada e entraram no L'apres Midi (n/a: o tal café vintage e blabla, finalmente lhe resolvi dar nome), escolhendo uma mesa para se sentarem.
Aff, fiquei muito triste só com 4 reviews T-T faz-me pensar que talvez a fict não esteja assim tão boa, e seria para mim importante você o dizerem, pois críticas positivas ou negativas são óptimas quando constructivas! : ) No entanto, dos 4 que recebi fiquei contente . Voces já toparam xD (talvez tenha feito um pouco óbvio demais) uahuah!
Proximo capitulo vai ser mais violento :X.
Até a próxima : )
