N/A: a linha do tempo eu sigo a da história escrita pela autora. E alguns acontecimentos são de outras histórias que li aqui mesmo no .
- Retire. O. Que. Disse – falei com as mãos fechadas em punho.
- Não – disse com tom de deboche. Eu não me segurei, par ti pra cima dela, os meninos tentavam nos separar, mas era em vão, eu era mais forte, de repente eu fui afastada dela, não consegui me soutar, só então notei mãos geladas na minha cintura.
- Acalme-se Clar – sussurrou Ed no meu ouvido, não dei atenção estava cega de raiva.
- Me larga eu vou acabar com aquela idiota – eu gritava com Ed, que apesar dos meus gritos não me largava.
- As duas na minha sala agora – soou a vós do diretor, entre os alunos.
Eu me acalmei e ele me soltou. Seguimos o diretor até sua sala, onde ele começou um discurso sobre violência, e a resolução de problemas civilizadamente. Eu mal o ouvia, só ouvi quando ele disse que estávamos suspensas até quarta-feira, e que nossos pais seriam informados. Esme já estava na escola, para me buscar, falou com o diretor, e depois ficou calada todo caminho da escola até em casa.
- Suba pro seu quarto, Clar, tome um banho e depois dessa para que eu possa limpar seu machucado.
- Esta brava – perguntei sem ligar para o que ela disse.
- Clar, faça o que eu disse e depois nos conversamos – ela disse fria.
Subi sem reclamar o que mais eu poderia fazer, tomei um banho, e vesti uma meia calça preta de linho, uma blusa um pouco mais comprida branca e uma bota de camurça marrom. Sai do meu closet tentando secar meus cabelos com o frio que tava eu ia acabar doente.
- Mãeee onde esta o meu secador – perguntei "gritei" do meu quarto.
- Não sei querida, pegue o de Alice, ela não vai se importar – disse ela em um tom mais baixo mas o suficiente para que pude-se ouvi-la.
Fui ao quarto de Alice, peguei o mini secador da consumista, quando notei a calmaria na casa, desci as escadas, devagar, afinal poderia ser umas das brincadeiras sem a minima graça do Emm, mas não era, em casa só estava eu, mamãe e Ed.
- Cade o resto do povo – perguntei ao Ed, que se encontrava no piano mas sem tocar.
- Alice queria sair para dançar, ela rebocou a Rose junto, e Jasper e Emmett não deixaria elas irem sozinhas nunca.
- Mais ainda esta de tarde?
- Elas vão ao shopping antes – ele disse sorrindo – Alice é sempre Alice.
- Já podemos fazer o curativo – perguntou mamãe assim que me viu, fiz que sim com a cabeça – então sobe pro seu quarto, e me espera lá.
- OK – disse subindo correndo pro meu quarto.
Minha mãe chegou minutos depois, com a maleta de primeiros socorros. Ela tirou de dentro da maleta um vidrinho com remédio, uma pacotinho de algodão e band-aid. Começou a passar o remédio no local com algodão, mas ardia, com a mão tentei afastar a mão dela, mas ela é uma vampira muito mais forte do que eu, com a mão livre imobilizou as minhas.
- Mamãe isso arde – disse com lagrimas nos olhos, ela terminou de passar o remédio, e então soprou o local, seu sopro gelado aliviou a ardência.
Eu dormi o resto da tarde, acordei tarde da noite, quando papai chegava do plantão, ele e Esme conversam no escritório, e pelo pouco que ouvi ela contava a ele o que aconteceu na escola hoje, estou ferrada.
Mas tarde mamãe aparece no meu quarto.
- Clar, seu pai espera você no escritório – ótimo minha morte esta a caminho.
Eu fui para o escritório o mais devagar possível. Bati na porta, escutei um "entre", então abri a porta devagar e me dirigi, para a frente da mesa. Carlisle, se encontrava sentado atrás da mesa, me olhando com uma expressão aborrecida.
- Sente-se Clar – me sentei, e fiquei com a cabeça baixa, incapaz de encara-lo – pode me explicar o que aconteceu hoje na escola?
- Carolina vem me irritando de...
- olhando para mim Clar – exigiu.
- Ela vem me irritando desde que fui adotada, e hoje ela falou algo que fez minha paciência ir ao limite – disse rápido, um humano não teria entendido.
- Ela te irritou, e você partiu para a violência. Isso esta certo?
- Não. Me desculpe.
- Você não pode partir para a violência toda vez que alguem irrita-la – disse ele levantando-se – você esta de castigo por duas semanas, quero seu MP3, seus Cds, sua TV e seu computador nos armários da garagem.
- Claro papai – disse novamente de cabeça baixa.
- E quero até quarta-feira, um pedido de desculpas escrito para essa menina na minha mesa para eu corrigir – disse ele se sentando.
- O que eu não vou pedir desculpas para ela – eu gritava – ela começou não e...
- CHEGA - meu pai gritou fazendo-me calar – você vai pedir desculpas, não me importo quem começou, você esta errada de um jeito ou de outro.
- Desculpe-me.
- Vá para o seu quarto – eu fui sem questionar, mais tarde ele e Edward sairão para casar.
Na terça-feira, fiquei em casa fazendo companhia a mamãe, afinal eu estava suspensa e de castigo, não podia sair do meu quarto, mas ela ficou no quarto comigo, em nosso momento mãe e filha. Carlisle chegou em casa mais cedo, ele e mamãe ficaram no escritório, que era longe do meu quarto dando assim poucas chances de escutar suas conversar o pouco que eu peguei, é que Edward tem algo a ver, tem algo como apaixonado, eu duvido, Ed nunca se apaixona.
Pouco depois os outro chegaram, eu só sabia por ouvir eles de longe, pois ainda estava de castigo no meu quarto.
Minha mãe foi ao meu quarto, dizendo para eu descer que teríamos reunião de família. Sem pestanejar desci para a sala de jantar, ela nunca tinha sido usada para seus próprios propósitos, pois eu costumo comer na cozinha. Chegando lá, Carlisle estava sentado na ponta ocidental da mesa – a cabeceira – Esme estava em pé ao seu lado, com os olhos em Edward. Não estendia o que se passava, algo tinha acontecido na escola e eu não sabia.
Rose estava sentada a direita de Carlisle, olhando brava para o Ed, nunca o desviando ou piscando.
Emmett ao seu lado, com uma expressão estranha no rosto.
Jasper, ficou em pé atrás de Rose, desatento a discussão, aéreo, isso se for possível um vampiro, ficar aéreo.
Alice estava sentada próxima de Esme, esfregando a testa como se senti-se dor. Jasper parecia ponderar se sentar ao lado dela, mas nunca o fazia.
E Ed estava do lado esquerdo de Carlisle.
Sentei-me ao lado dele, perguntando por pensamento o que tinha acontecido.
- Me desculpe – disse Ed olhando primeiramente para Rose, depois para Jasper e então Emmett. - Eu não pretendia colocar nenhum de vocês em risco. Foi imprudente, eu tomo toda a responsabilidade por minha imprudente ação.
Rosalie olhou malignamente para ele. - O que você pretende com, "tomar toda a responsabilidade?" Como você vai consertar isto?
Eu ainda boiava no assunto, o que ele tinha feito de errado, de imprudente.
- Não do jeito que você pretende - ele disse, trabalhando para manter a voz calma. - Eu estou disposto a ir embora agora, se isso melhorar as coisas.
- Não - Esme murmurou. - Não, Edward.
Ele deu um tapinha em sua mão. - É apenas por alguns anos – disse ele a ela.
- Não pode – disse ficando em pé – não sei ao certo o que esta acontecendo, mas não pode ir embora. Não pode nos deixar – disse desesperada, tentando achar um apoio, corri os olhos pela mesa, e ficava cada vez mais assustada – Carlisle? Não pode deixa-lo fazer isso.
- Querida ... - ele tentou começar, mas não o deixei.
- Achei que fossem uma família, mas acho que me enganei, são como todos os outros, um covém, simplesmente um CLÃ! - gritei, todos me olhavam sem se mexer, dei as costas a todos e sai de lá correndo.
Corri sem me importar com nada nem para onde ir. Só parei quando dei de cara com o mar, me sentei na arreia da praia, e chorei, acho que de magoa, quando os conheci achei que fossem com Hele, que apesar de serem o que são, gostassem de viver juntos como uma família, mas estava errada, afinal família não se separa em um momento de crise, se apóia. Quando consegui me acalmar, um pouco, que fui prestar atenção sobre onde estava, estava sentada nas areias da praia de La Push, talvez os meninos ainda estivessem acordados.
Fui andando calmamente pela areia ate alcançar a casa do Jack, uma casa pequena, mais aconchegante, rodei a casa, até estar em frente a janela do seu quarto. Bati na janela com os nois dos dedos, esperei até a janela ser parcialmente aberta. Jack me olhava com o rosto amassado de quem acabou de acordar.
- Clar, o que faz aqui – ele perguntou abrindo toda a janela.
- Preciso de ajuda – disse tentando permanecer calma – não posso... na verdade não quero voltar para casa.
- O ... oque ouve – ele perguntou tentando me entender.
- Eles não são como eu pesava que fossem – disse com lagrimas nos olhos por me lembrar de tudo que aconteceu de como me decepcionei. Contei a Jack "tudo" que aconteceu, tudo o que uma pessoa que não sabe nada de vampiros entenda.
Jack não me apoiou, mas também não me recriminou. Me deixou ficar o tempo que fosse necessário. Dormi na garagem e no dia seguinte fui andar na praia. Pascei quasse a manhã inteira lá, quando do nada alguem segura no meu braço, virei-me pronta para gritar, quando do de cara com um dos policias da delegacia de Forks.
- Por favor poderia largar meu braço – pedi com toda delicadeza que a situação me permitia.
- Desculpe-me senhorita, mas tenho ordens de leva-la até a delegacia – não sabia o que estava acontecendo, mas não tinha a minima intenção de lutar contra um policial armado.
- Ele me conduziu até o carro, depois seguiu pelo tão conhecido caminho até Forks, neste meio tempo enquanto dirigia, digitava algo no celular.
Quando chegamos, ele desceu do carro e deu a volta abriu a porta, sai do carro calma e estaquei no lugar quando vi o Mercedes de Carlisle estacionado em frente a delegacia. Gelei.
Quando entrei, fui abraçada "sufocada" por Esme que só identifiquei por causa do cheiro.
- Esme esta me sufocando – disse tentando afasta-la, mas só surtiu efeito por eu te-la chamado de Esme.
- Do que me chamou – perguntou ela afastando-se.
- De Esme, te chamei pelo seu nome – disse ríspida. Esme me olhava triste, doía-me faze-la sofrer.
- Não fale assim com sua mãe – interferiu Carlisle.
- Falo como eu bem entender – respondi sem nenhum respeito, e Carlisle não revidou, somente pressionou o alto do nariz com os dedos como se pedi-se calma.
- Vamos para casa – no momento não soube o que fazer, estava na delegacia, não tinhas muitas escolhas se não obedecer.
Caminhei calmamente até o carro e me sentei no banco de trás, Esme sentou-se no banco do carona ainda com a expressão triste, Carlisle demorou mas tempo para entrar, falou com o chefe de policia, com o policial da praia, e tomou um folego desnecessário antes de entrar no carro, me olhou com um olhar severo de gelar a alma, não demostrei ligar, simplesmente virei para a janela, o carro percorreu rapidamente o caminho até em casa. Antes mesmo dele terminar de estacionar o carro, eu saltei correndo escadas acima, e me trancando no meu quarto, peguei meu celular em cima do criado-mudo, e liguei para o Jack. Pouco depois dele atender e eu começar a explicar-lhe a ocorrido, minha porta é arrombada, Carlisle estava com uma expressão bem brava como jamais o vi antes.
Em um movimento rápido, segurou meu braço e tomou o celular da minha mão, murmurando somente um "ela te liga mais tarde" e desligou. Ele apertava fortemente meu braço, doía.
- Papai por favor me solta, esta me machucando – ele rapidamente me soutou, eu esfregava meu braço, ele me olhava como se analisasse.
- Eu vou caçar – ele começou a disser com a voz letal – sua mãe vai ficar em casa, você ainda esta de castigo, portanto espero que não saia do seu quarto, você já esta bem encrencada não piore mais sua situação – e saiu me deixando tremendo dos pés a cabeça.
Tomei um banho rapidamente, coloquei uma calça Jeans, uma blusa da disney e um all star.
Os outros não demoraram a chegar da escola, e invadir meu quarto.
Entrou primeiro Alice, seguida por Jasper, depois Rose, Emmett, e por ultimo Ed. Sorri ao vê-lo e me joguei em seu braços, o abraçando forte.
- Eu vou embora galera – disse Emm com falso tom de magoa – ela só quer o Edward – me larguei do Ed e me joguei nele.
- Não seja bobo – ele sorria – eu amo todos vocês, só achei que Edward tive-se ido embora.
- Eu não fui e nem vou embora esta bem – disse ele pondo uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
- Não vai porque o papai não deixou – disse Alice sentando no meu puf.
- Ele não deixou – estava confusa ele deixou Ed ir da ultima vez por que não deixar agora.
- Da ultima vez ele sabia que eu voltaria, desta vez não – respondeu Ed aos meus pensamentos, estava tão feliz que não fui capaz de brigar por ele ler meus pensamentos, ele riu.
Alice e Rose ficaram me fazendo cafuné, Jazz pouco falava mas estava sempre ali, Emm e suas palhaçadas fazia com que todos rissem, e Ed não precisava fazer muita coisa só estar ali me fazia feliz.
Um tempo depois, Ed e Alice se olharam com um olhar cúmplice e ao mesmo tempo de pena "eles estavam com pena de quem?".
- Vamos galera – disse Alice puxando Jasper pela mão.
- Não – sussurrei segurando a mão do Jazz.
- O papai quer falar com você – disse Ed, me soltando do Jazz – e você esta de castigo, não queremos deixa-lo mais bravo, já esta em uma situação muito ruim, e melhor não piora-la – ele beijou minha testa e saiu.
Rose me abraçou forte antes de sair, Emm, é o Emm me girou no ar, antes de me por no chão beijar minha testa e murmurar um "Boa sorte".
Meu pai entrou pouco depois puxou a cadeira da mesa de computador e sentou-se de frente para mim. Ele não falou nada, parecia me analisar. Não sabia o que ele pretendia, mas antes de qualquer coisa. O abracei forte. Ele pareceu não esperar minha reação, mas abraçou-me com a mesma intensidade.
- Obrigada – sussurrei em seu ouvido.
- Pelo que esta me agradecendo – ele perguntou afastando-me para poder olhar em teus olhos.
- Por não deixar o Ed ir.
- Eu nunca o deixaria ir. E se tive-se deixado-me explicar ontem, teria entendido – abaixei a cabeça, por saber o quanto fui estupida.
- Desculpe.
- Filha sabe o quanto ficamos preocupados? Sabe como procuramos você? Até Edward disser que você tinha entrado em terra Quilleute. Quanta coisa podia ter acontecido a você, nós estávamos cegos, Alice normalmente só vê borrões no seu futuro, mas ontem ela não via nada, porque não tomava nenhuma decisão coerente – ele falava sem parar.
- Papai, pare – falei fazendo ele olhar-me – eu estou bem, sem nenhum arranhão – disse olhando em seus olhos com as mãos em seu rosto – estou perfeita.
- Graças a deus – disse ele abaixando minhas mãos – mas isso não muda o susto que nos deu. Tem que aprender que nessa família temos regras. Não é minha primeira filha a fugir, não na verdade é das meninas você é a primeira a fugir. Os meninos já fugiram antes, Edward quando ainda era filho único. Jasper um ano depois de se juntar a nós, achou que não iriamos perdoa-lo e sumiu sem deixar noticia, e Emmett fugiu logo depois que nos mudamos para Forks, deixando um bilhete e assinando como MacCarty, sabe o que todo isso tem a ver com você? - perguntou ele de repente.
Neguei com a cabeça.
- Filha vamos tentar fazer disso um dialogo e não um monologo. Esta bem? - perguntou ele de novo.
- Claro – assenti com a cabeça.
- O que vocês tem em comum é que alem de ambos fugirem de casa, todos sofreram as conseqüenciais...
- conseqüenciais?
- É Edward fugiu de casa para caçar humanos e eu não o impedi, um tempo depois ele voltou arrependido, e eu vi o erro que cometi por deixa-lo ir. Naquele dia prometi, que isso nunca aconteceria de novo, ele é o meu filho e a partir daquele momento seria tratado como tal. Naquele dia Edward levou sua primeira surra, pelo menos comigo. - engoli em seco "surra" - uma surra com cinto, o cinto que fica pendurado atrás da porta do meu escritório. Ele nunca mas fez algo parecido, não pense que ele foi punido por casar humanos ele foi punido por fugir de casa, e pela rebeldia adolescente dele antes da fuga.
- E Jazz qual foi a punição? - perguntei temerosa.
- Deixe-me continuar que eu já vou chegar no Jasper. Posso?
- Claro.
- Depois de um tempo veio Rosalie, ela não fugiu, mas foi punida por varias vezes por brigas com Edward, eles quando eram só os dois viviam tendo a boca lavada com sabão. Depois veio Emmett que foi o que se encrencou mais rápido comigo. Alice e Jasper vieram juntos e escolheram essa vida. Quando Jasper fugiu, foi depois de uma briga com sua mãe, eu fui atrás dele com os outros e o trouce de volta pela orelha. Foi o primeiro encontro dele com o cinto da disciplina...
- cinto da disciplina? - perguntei confusa.
- O cinto com qual Edward apanhou pela primeira vez. Esta pendurado atrás da porta do meu escritório.
- E o Emm? – perguntei curiosa – também apanhou de cinto?
- Não. Emmett no dia que fugiu já tinha apanhado uma surra de cinto, por apostas com os irmãos, ele levou dez, varadas por causa da fuga, ele já tinha apanhado e mas seria maldade – disse ele, severo, enquanto cada vez mas eu me encolhia no canto da cama.
- O que... que o senhor vai... senhor vai fazer com...comigo? - perguntei num sussurro do que restava da minha voz.
