BLOOD WISHES
Autora: OracleoftheStars12
Censura: +18 anos
Sinopse: A Morte estava cansada de ver seu mestre sofrer, sendo traído e ferido por todos. Ele estava decidido a terminar com isso. Seu mestre merecia a felicidade. RESPOSTA AO DESAFIO HARRY VAMPIRE KNIGHT CHALLENGE.
Notas: Nem Harry Potter, nem Vampire Knight me pertencem. Essa fanfic é uma resposta ao desafio proposto por B. Sonserina, no fórum House of Fun.
1º ANOITECER
A criança de dois mundos
Juri caiu exausta na cama. Seu longo cabelo castanho sobre seu rosto. Ela se forçou a abrir os olhos, encarando o olhar carinhoso de seu amante, que estava em pé ao seu lado, segurando um pequeno embrulho de cobertores brancos. Seu bebê. O bebê que tinha nascido do sentimento proibido… uma criança que era metade vampira e metade humana. Não… as metades que compunham aquela criança não eram de um simples vampiro, ou de um simples humano. A metade vampira era um vampiro sangue puro, enquanto a metade humana era um caçador de vampiros. Irônico como soava, seu bebê pertencia a dois mundos que nunca deveriam ter se unido.
– Ela é perfeita. – Sussurrou Kaien, sentando-se ao lado dela na cama, enquanto estendia o pequeno pacote de cobertores.
Com as mãos um pouco tremulas, ela segurou seu bebê. Um sorriso cheio de fascino e alegria brilhando em seu rosto. Kaien estava certo. Sua filha era perfeita.
O rosto pequeno e rosado, com bochechas gorduchas, nariz pequeno e delicado, assim como o seu. Seus cabelos eram do mesmo loiro cinzento de Kaien. Porém, os olhos… eles não eram cinzas como os de Kaien, nem castanhos como os seus próprios. Eram verdes brilhantes. Um verde tão brilhante e profundo, que faria a mais bela esmeralda parecerem pálidas e sem graça em comparação. Perfeita. Sua menina era definitivamente perfeita.
– Mari… seu nome será Mari. – Sussurrou Juri, não conseguindo pensar em um nome melhor, para sua pequena joia perfeita.
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Mari olhou em volta entediada.
Seu pai a tinha colocado no berço, pouco depois de ser alimentada. Quando a Morte tinha dito que iria reencarnar, ela não tinha tempo de pensar que isso significava voltar a ser um bebê. Muito menos a tinha preparado para o fato de que poderia renascer como uma menina. Ela sabia que seu corpo iria se desenvolver de forma diferente, e precisou de alguns dias para se acostumar com esse fato. Com exceção disso, Mari estava gostando de ter pais.
Porém, ela não podia deixar de notar que havia algo estranho com sua família.
Não foi difícil para ela entender que seu pai era humano e sua mãe não. Uma vampira. A Morte tinha lhe dito que ela renasceria sedo parte vampira, então isso não a surpreendeu.
Seu pai, Kaien, apesar de humano, parecia ser comum. Ela podia sentir um grande poder oculto dentro dele. Apesar disso, ele sempre se comportava como um homem gentil, demonstrando seu amor e carinho por ela. Ele passaria horas ao lado de seu berço, lendo livros de histórias infantis, cantando músicas enquanto a alimentava, ou simplesmente observando-a, enquanto divagava sobre o tipo de mulher que ela se tornaria. Sua mãe, Juri, também não parecia ser uma simples vampira. O poder que emanava de sua aura era grande demais, para ser apenas uma vampira média. Mari não sabia muito sobre os vampiros daquele mundo, mas tinha certeza de que sua mãe estava no topo da pirâmide social vampírica. O mais estranho, era que sua mãe quase nunca estava presente.
No momento, Mari tinha três meses de idade, e ela tinha visto sua mãe apenas um punhado de vezes. Sempre que a via, a vampira sorria, lhe pegava no colo e dizia como ela tinha sentido sua falta. Sua mãe fazia com que seu pai lhe contasse tudo o que tinha acontecido com Mari, durante o tempo em que tinha estado longe. Sua mãe a amava, Mari não tinha duvidas sobre esse fato. Contudo, ela sabia algo estava errado.
Talvez o amor entre um vampiro e um humano fosse proibido?
Mari detestava não ser capaz de saber de coisas assim, mas ela tinha decidido se abster por enquanto. Quando ela fosse capaz de falar corretamente, ela iria perguntar a seu pai.
Outro detalhe sobre sua nova vida, que a estava deixando um pouco ansiosa, eram seus dois companheiros. Ela se perguntava como eles eram… se eles seriam capazes de aceitá-la… de amá-la… e quando ela seria capaz de encontrá-los. A Morte não tinha lhe dito nada sobre isso. Ela seria obrigada a esperar.
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– Ela está mais bonita a cada dia. – Comentou Juri, enquanto agitava um coelho de pelúcia em frente a Mari.
Mari soltou uma risadinha infantil, agarrando a orelha do coelho. Era algo infantil, mas sendo um bebê, ela não se importava de fazê-lo. Principalmente, quando via que esses pequenos gestos bobos faziam com que seus pais sorrissem mais.
– Sim, Mari-chan se tornará uma linda mulher. Assim como sua mãe. – Falou Kaien, entrando na sala com uma bandeja com chá.
Juri sorriu com o comentário, ajeitando Mari em seu colo, aceitando a xícara de chá que Kaien lhe oferecia.
Eles ficaram em um silêncio confortável, em que Mari se permitiu aproveitar a presença de seus pais. Ela conseguiu agarrar uma mecha do cabelo castanho bonito de sua mãe. Era tão macio e bonito. Um longo cabelo castanho escuro, formado por belos cachos rebeldes. Mari se perguntou se o seu cabelo seria assim… ou seria como o de se pai?
Kaien observou a interação com um olhar um pouco triste.
– Você não será capaz de vir por algum tempo, não é mesmo?
Sua pergunta surpreendeu Juri, que o olhou de forma culpada.
Mari franziu a testa ao escutar aquilo. Ela podia sentir que, parte do mistério de porque sua mãe não estava sempre por perto, seria revelado agora. Nesse momento, era bom ser um bebê, porque os adultos não hesitavam em falar as coisas ao seu redor, pensando que ela não seria capaz de entendê-los.
– Sumimasen Kaien…
Kaien se levantou, indo se sentar ao lado de Juri. Ele ergueu a mão com calma, acariciando o rosto bonito da vampira.
Os olhos castanhos culpados encararam os olhos cinzentos carinhosos.
– Não há nada para ser perdoado, Juri. Haruka é seu companheiro, assim como eu. – Afirmou Kaien, mantendo sua voz tranquila e amorosa, mas firme, impedindo-a de dizer algo diferente.
– Eu só… eu queria poder estar com os dois… – murmurou Juri, seus olhos enchendo-se de tristeza. – Não é justo com você e com Mari-chan. Sem mencionar Kaname. Ele merece estar perto de Mari-chan…, mas por causa do Conselho e de Rido…
– É muito arriscado. – Concordou Kaien.
Ele sabia do perigo.
Ele era um Caçador de Vampiros lendário. O mais forte que já havia nascido. Nem mesmo o Conselho se atreveria a atacá-lo. Porém, sua pequena Mari ainda era apenas um bebê. Não apenas isso… ela era um tabu vivo. Filha de uma princesa de sangue puro poderosa e de um lendário caçador de vampiros. Ninguém, nem mesmo eles, que eram seus pais, sabiam o que sua filha se tornaria. Até o momento, Mari não tinha dado sinais de ser uma vampira, mas sua beleza era sobrenatural como a de um vampiro… e havia o poder que ambos podiam sentir oculto em seu pequeno corpo. Se o Conselho descobrisse sobre as origens de Mari, eles a matariam… ou pior.
– Por quanto tempo você terá de se afastar?
– Sete, talvez oito meses. – A resposta soou baixa, enquanto seus olhos se moveram para encarar o rostinho bonito de sua filha.
Mari a estava olhando com curiosidade de confusão. Por um momento, Juri podia jurar que sua filha estava entendendo o que eles diziam.
– Haruka não quer correr o risco do Conselho ou de Rido descobrir que estou grávida. – Justificou, mesmo que ela soubesse que não precisava explicar. Tinha sido o mesmo antes, quando ela estava grávida de Mari. A diferença, era que ela ficaria na mansão, junto a Haruka dessa vez.
Mari apertou seu coelhinho de pelúcia, escondendo parcialmente seu rosto com ele. Em apenas alguns minutos, ela conseguiu entender muito sobre o que era tão estranho com sua família.
Assim como ela, sua mãe tinha dois companheiros. Um era seu pai, um caçador de vampiros, não importava o quão irônico isso fosse. O outro, Haruka, parecia ser um vampiro. Pelo o que ela foi capaz de deduzir, tanto seu pai, quanto Haruka, estavam bem em dividir o amor de sua mãe. Não parecia haver um problema entre eles. O problema estava nesse 'Conselho' e no homem que sua mãe chamou de Rido. Seja lá quem fossem, eles não apenas não aceitariam o romance de sua mãe com seu pai, mas também eram uma ameaça para sua própria segurança.
Mari sabia que a única pessoa que poderia lhe explicar o que estava acontecendo, seria a própria Morte.
"Tenho que começar a falar logo…" pensou determinada, apertando seu coelhinho de pelúcia. Ela tinha que começar a falar rápido, para conseguir convocar a Morte e ter suas respostas.
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– O… Otoosan…
Kaien congelou, por um segundo não acreditando no que tinha escutado.
Fazia dois meses desde que Juri tinha visitado pela última vez. Kaien tinha feito o seu melhor, para que Mari não fosse atingida pela ausência de Juri. Porém, ele também estava lamentando o fato de que Juri estava perdendo tanto. Parecia que, com a ausência de sua amada, sua pequena princesa perfeita tinha começado a acelerar seu desenvolvimento. Mari estava ficando mais esperta. Sentando sozinha e pegando os brinquedos com mais segurança. Kaien tinha introduzido blocos e jogos de encaixe de formas e cores. No começo, ele pensou que Mari estava tendo sorte com o jogo, encaixando as peças nos lugares certo, mas não demorou muito para que ele percebesse que sua filha estava fazendo isso porque ela queria. Diferente de crianças que aprendia pelo método 'tentativa e erro', sua filha estava acertando desde o princípio. Ela no mês passado tinha começado a engatinhar. Era surpreendente e Kaien tinha certeza de que sua pequena Mari era um pequeno prodígio.
E agora…
– Otoosan!
Kaien se virou, vendo sua filha sentada na cadeirinha alta da cozinha, encarando-o com um amplo sorriso.
Ela tinha…
– Otoosan!
Kaien soltou um grito de alegria, largando a forma de biscoitos que segurava, correndo para pegar Mari no colo e começar a girá-la pela cozinha.
Mari começou a rir, enquanto seu pai a girava feliz. Ela sabia que isso aconteceria. No momento em que dissesse a primeira palavra, seu pai agiria daquela forma alegre. Ela tinha planejado isso durante toda a semana. Vendo sua alegria, tinha valido muito apena. Por um milésimo de segundo, ela se perguntou se foi assim que James e Lily Potter reagiram a sua primeira palavra, mas antes que ela se tornasse melancólica com esse pensamento, ela o sufocou em prol de apenas aproveitar aquele momento de alegria.
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Mari estava conseguindo se desenvolver muito mais rápido, do que ela tinha imaginado ser capaz. Talvez, isso fosse por que ela sabia o que fazer. Bebês normais não sabiam como falar, andar ou se mover. Eles tinham que aprender da forma mais difícil, ela só precisava fazer seus músculos executarem os movimentos que já lhe eram conhecidos.
Depois de sua primeira palavra, ela começou a falar mais e mais. Todos os dias, ela conseguia agregar novas palavras em seu vocabulário. Três meses depois, Mari estava falando melhor do que uma criança de dois anos. Kaien estava correndo para todos os lados, consultando especialistas para aprender como lidar com uma 'criança prodígio'. Era divertido vê-lo procurar livros, vídeos e brinquedos, que ajudavam a estimular uma criança superdotada. Kaien tinha parado com os livros ilustrados, por recomendações dos pedagogos e médicos, começando a ler livros mais complexos e grossos para ela. Ele lhe estimulava com quebra-cabeças, cubos e outros jogos de raciocínio.
Com oito meses, Mari tinha conseguido adquirir força o suficiente em suas perninhas, para se manter em pé sem se apoiar nos móveis e dar seus primeiros paços. Ela tinha caído depois de três paços, mas tinha conseguido uma reação de pura alegria de Kaien, que tinha gravado a cena.
Em meio a tudo isso, Mari tinha apenas uma única dúvida.
Sua magia.
Assim como a Morte tinha lhe garantido, ela ainda podia sentir sua magia dentro de seu corpo. Forte… na verdade, muito mais forte do que ela podia se lembrar. Ela tinha começado com os exercícios básicos para retomar o controle de sua magia, mas o estava fazendo em segredo, à noite, enquanto seu pai dormia.
O único problema, era que ela não sabia como seu pai iria reagir a sua magia. Ela não queria ser rejeitada outra vez, por causa de sua magia.
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Antes que Mari percebesse, seu primeiro natal naquele mundo chegou.
Ela tinha passado a semana ajudando Kaien a decorar a casa, da melhor maneira que podia com sua pouca idade. A árvore de natal na sala de estar era grande, quase tocando o teto. Kaien a tinha colocado sobre seus ombros, para que pudesse colocar a estrela no topo da árvore. Eles tinham assado bonecos de gengibre, para o 'papai Noel'. A ceia tinha sido farta e, considerando que eram apenas os dois e Mari não podia comer muito ainda, um tanto exagerada: um grande peru recheado com um frango e um pato inteiro, arroz com nozes, batata gratinada, lombo de porco recheado, cestinhas de salpicão.
Depois de um dia agitado, Kaien a tinha levado para o berço, lido dois capítulos de seu livro atual: 'O Cortador de Bambu'. Depois de terminar de ler, ele a beijou na testa e lhe desejou boa noite.
Em seu quarto, parcialmente iluminado pelo abajur de coelhinho ao lado de seu berço, Mari tinha tomado sua decisão. Era hora de convocar a morte. Afastando o cobertor, ela se sentou e olhou para o quarto escuro.
– S… Shinigami. – Chamou, lutando com a palavra um pouco. Ainda era difícil fazer sua língua girar pelas palavras japonesas.
Um segundo de espera e a temperatura do quarto diminuiu um pouco, enquanto uma figura encapuzada surgiu ao lado do berço. A pouca iluminação do quarto, tornavam a figura mais sombria.
– Você está adorável nesta forma, pequena mestra. – Comentou a Morte, sua voz ainda soando um pouco oca e distante.
– Explique tudo.
Houve um momento de silêncio, em que Mari pensou que a Morte estava pensando em como explicar.
– Este mundo se divide em três existências: humanos comuns, vampiros e caçadores de vampiros. Há muito tempo, houve uma guerra entre vampiros e caçadores, hoje há um tratado de paz, que afirma que os caçadores só podem matar vampiros que atacam humanos. Na sociedade vampírica, existe uma hierarquia de poder: vampiros de sangue puro, vampiros nobres, vampiros comuns, vampiros ex-humanos e Nível E. Sua mãe, Kuran Juri, está no topo dessa pirâmide, como uma princesa vampira de sangue puro.
Mari assentiu, mostrando que ela estava entendendo.
Era como ela tinha imaginado.
Havia uma hierarquia de poder, e sua mãe estava no topo.
– Kuran Juri é uma poderosa vampira de sangue puro. Tão poderosa, que apenas seu companheiro nascido, seu irmão, Kuran Haruka, não era o suficiente para equilibrar seu poder. Por isso, ela recebeu do destino um outro companheiro: seu pai, Cross Kaien. Seu pai é um lendário caçador de vampiros. O mais poderoso nascido até hoje, pois foi capaz de devorar seu gêmeo ainda no ventre de sua própria mãe. Entre os caçadores, gêmeos são amaldiçoados, pois um sempre tentará devorar o outro, ou ambos nasceram mortos. Em casos raros, o mais forte devorará o mais fraco e resultará em um forte caçador de vampiros; em outros casos, os gêmeos nasceram: um saudável e forte, por ter drenado mais poder do outro, enquanto o segundo será fraco e doente, sendo incapaz de viver muito além dos 20 anos. Cross Kaien era um caçador de coração frio, matando vampiros sem discriminação. Ele acreditava que todos os vampiros mereciam a morte. Até conhecer sua mãe. Ela o mudou e ele se tornou o homem gentil que é hoje. Mesmo sendo companheiros, o Conselho dos Vampiros, que governa a sociedade vampírica, nunca permitiria que sua mãe, uma princesa de sangue puro, se vinculasse publicamente com um caçador de vampiros.
Isso confirmava sua outra teoria.
O amor entre seus pais era, de certa forma, proibido.
– Há 100 anos, sua mãe deu à luz a uma criança. Seu primeiro filho, com seu marido e companheiro nascido. Pouco depois do parto, a criança foi sequestrada por seu tio, o irmão mais velho de sua mãe, Kuran Rido. Kuran Rido é ambicioso. Ele deseja um poder que não lhe pertence, mas, acima de tudo, ele deseja Kuran Juri. Ele acredita que se matar seu irmão, Haruka, ele será capaz de tomar seu lugar como companheiro nascido de Juri. Ele sacrificou a vida do filho de sua mãe, para despertar o primeiro vampiro, Kuran Kaname, o antepassado da família Kuran. Ele planejava beber o sangue de Kaname, tomando seu poder e usando-o para matar Haruka. Ele foi tolo. Kaname era poderoso demais, mesmo em seu estado enfraquecido. Infelizmente, não foi o suficiente para matar Rido, mas o enfraqueceu o suficiente. Rido se escondeu com o Chefe do Conselho dos Vampiros, Ichijo Asato. Asato teme os sangues puros mais do que tudo, e por isso, ele quer a morte de todos. Ele finge defender a linhagem dos sangues puros, mas planeja sua destruição. Ele sabe que apenas alguém como Rido será capaz de matar os Kuran, e por isso o está ajudando.
Mari gemeu ao escutar aquilo.
Ótimo, ela tinha um psicopata como tio. Agora ela sabia o porquê sua mãe não queria que as pessoas soubessem sobre ela.
– Kuran Kaname ainda estava fraco, então ele regrediu seu corpo para o de um bebê, confiando sua vida a seus descendentes, Kuran Haruka e Kuran Juri. Após a morte de seu filho, eles criaram Kaname como se fosse seu próprio filho.
Não era tão simples. Mari tinha certeza disso.
Sua mãe e marido tinham perdido uma criança que, certamente, amaram com todo o seu coração. Não era possível substituí-la. Ela não duvidava que sua mãe amasse esse 'Kaname' como seu filho, depois de criá-lo por 100 anos. Mas ele nunca substituiria a criança que lhe foi roubada.
– Depois do que aconteceu com seu primogênito, Juri tomou cuidado para que ninguém soubesse sobre qualquer criança que ela pudesse gerar. Um século depois, ela finalmente engravidou outra vez. – Nesse momento, a Morte pareceu hesitar por um momento. – Em um tempo diferente, seu corpo teria abortado o bebê pouco depois da concepção. A união de um sangue puro e um caçador é impossível. Seus genes nunca seriam compatíveis para formar uma criança. Eu interferi, controlando o desenvolvimento da criança e acrescentando sua essência. Sua magia, somada ao gene vampiro de sua mãe, e ao gene caçador de seu pai, a tornou muito mais poderosa do que antes. Seus genes vampíricos irão se manifestar aos poucos. Primeiro sua beleza e poderes, então a necessidade de sangue, mas apenas o sangue de seus companheiros será capaz de satisfazer sua sede. Seu envelhecimento irá parar após seu décimo sétimo aniversário.
Então seria assim.
Ela tinha se preocupado como iria ser o seu desenvolvimento, devido ao gene vampiro herdado de sua mãe. Ela se lembrava de como Teddy tinha sido. Tinha sido difícil cuidar dele, sem saber como a influência da licantropia de Remus o afetava.
– Magia… otoosan… aceita? – Mari estava começando a se sentir frustrada pela sua fala defeituosa. Ela sabia que era muito melhor do que um bebê de nove meses, mas ainda era frustrante.
– Sim, ele aceitará sua magia. Na verdade, ele espera que você herde algum poder vampírico, mesmo não sendo capaz de predizer toda a extensão de seu poder.
Mari suspirou aliviada ao escutar aquilo.
Ela não precisava temer que seu pai a rejeitasse por sua magia! Ela iria fazer algo amanhã, para surpreendê-lo. Algo simples… talvez levitar alguns biscoitos de gengibre…?
Agora, o assunto mais importante…
– Companheiros… quando… encontro?
– Logo. Você conhecerá companheiro nascido em poucos meses. Seu segundo companheiro demorará um pouco mais, então você terá que ser paciente, pequena mestra. Além do mais, os dois terão um passado com muito sofrimento, ao ponto de não aceitarem seu lado vampiro. Você terá de curar não apenas seus corações, mas suas almas.
Mari franziu a testa ao escutar aquilo, mas não se permitiu ser abalada. Não importasse quem fossem, ou o que tivesse acontecido com eles no passado. Eles seriam seus companheiros, e ela os amaria profundamente e iria fazer com que eles entendessem isso!
Era uma promessa.
Oi meu amores!
Aqui estamos com o primeiro capítulo oficial da fic. Eu pretendo fazer uma descrição básica da infância da Mari. E, para aqueles que não entenderam muito a ordem: Mari nasceu dez meses antes de Yuuki, em uma realidade, onde Kaien também era companheiro de Juri.
Espero que todos tenham gostado.
Beijinhos e até mais ;D
