FEITOS UM PARA O OUTRO

Por: IBegToDreamAndDiffer

Total de Capítulo 77

Traduzido por: Kaziel Qafsiel

Tradução autorizada pelo autor.

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Capítulo 2: coisas que precisam ser ditas.

Quando Lucius Malfoy acordou, ele estava em uma linda cama com um dossel escuro em cima. As cortinas eram de um verde escuro com forro de ouro, as mesmas estavam posicionadas de forma que escondia uma parte do quarto. Quando Lucius sentou-se percebeu que aquela dor de cabeça persistente havia desaparecido.

Tudo por ter tido contato pele a pele com seu companheiro, logo o mago percebeu que toda aquelas dores física que ele sentiu durante o tempo em que ficou afastado de seu companheiro havia desaparecido isso fez Lucius franzir o cenho. Era para ele ser uma concha vazia, não estar sentado em uma cama quente. Lucius com toda certeza tinha sido condenado ao beijo do Dementador, sabia que ele merecia isso depois de toda a merda que ele havia feito durante sua vida.

No entanto, aqui estava ele, vivo e bem... Bem, um pouco bem demais.

Tirando as cobertas, Lucius viu-se vestindo uma calça de pijama escuro e uma camisa grande que escondeu sua forma malnutrida. Lucius empurrou as cortinas para trás e com as pernas ainda fracas ele sai da cama.

A sala era... De tirar o fôlego, de verdade. Era toda em madeira escura e janelas grandes, tudo muito arejado e permitindo que o sol do meio-dia aqueça a sala. O papel de parede era verde escuro com padrões de flores pretas e havia estantes com objetos escuros, livros (tanto muggles quanto mágicos), bem como imagens que Lucius reconheceu da Malfoy Manor.

Havia roupas no guarda-roupa, hidratantes e sabonetes no banheiro que era decorado com azulejos nas cores da Grifinória. Lucius queria um banho quente, mas o desejo de descobrir onde ele estava superava a necessidade de se sentir limpo.

Deixando o quarto depois de se vestir, Lucius encontrou-se em um corredor escuro de chão frio. Passou por outras quatro portas antes de virar em um corredor e ouvir vozes. Lucius parou ali mesmo para ouviu com atenção.

"Harry, eu pensei que você estava brincando!" Isso veio de uma cabeça vermelha, se Lucius não estava enganado o nome do rapaz era Ronald. Ah claro com certeza o garoto mais novo dos Weasley.

"Obviamente, eu não estava." Falou Harry... Irritado? "Ele é meu companheiro, Rony!"

Por mais que Lucius quisesse ignorar seu coração havia disparado ao ouvir essas palavras serem ditas por seu companheiro. Harry neste momento estava admitindo que Lucius era seu companheiro e isso o fazia sorrir um pouco.

"Mas... Ele é Lucius Malfoy!" Ron falou novamente.

"Estou ciente disso, eu posso usar óculos, mas não sou cego." Disse Harry. "Ele é meu companheiro, Rony, minha outra metade, meu destinado. Não podia deixá-lo morrer."

Rony bufou. "Você vai se unir a Lucius Malfoy?" Ele perguntou.

"Se ele estiver disposto, sim." Disse Harry. "Rony, você não tem ideia de como eu me sentia depois da batalha de Hogwarts. Voldemort estava morto e finalmente estávamos seguros, mas... Eu simplesmente me sentia muito mau e tudo era horrível e eu não me sentia assim apenas pelas vidas que foram tiradas."

Ele suspirou e logo ouviu um baque, dizendo a Lucius que o mago mais novo se sentou com tudo no sofá.

"Eu senti como se uma parte de mim estivesse desaparecida, como se minha própria alma tivesse sido dividida ao meio. E toda vez que eu estava em torno de Draco isso meio que intensificava, eu me sentia... Apenas... Meio feliz meio triste. Quando descobrimos por que..." Ele suspirou novamente. "Rony, você sabe que eu amo você e sua família, mas eu quero minha própria família. Lucius e Draco poderiam ser isso para mim se eu lhes der uma chance."

"Como você sabe que isso não é um truque de Malfoy?" Rony perguntou mais sua voz soava em uma afirmação.

Alguém mais havia falado e a voz de Hermione Granger chegou aos ouvidos de Lucius. "Rony, Lucius estava na prisão, lembra? Ele foi preso uma hora depois da guerra. Então eu duvido que ele soubesse que Harry era seu companheiro até esta manhã."

"Mas..." Rony ainda tentou discutir.

"Eu sei que ele fez coisas ruins, Rony, mas lembre-se de que ele nem sequer lutou na última batalha." Disse Harry. "Ele estava muito ocupado procurando por Draco. Depois disso, ele foi com os Aurores em silêncio e até se divorciou de Narcisa quando ela pediu."

"Os divórcios são inexistentes na família Malfoy, e você sabe disso." Acrescentou Hermione. "Normalmente, ambas as partes apenas se suportam e atuam perante o público. Mas Lucius divorciou-se de Narcisa porque ela pediu, não querendo que ela fosse viúva."

"Ele é um homem vil e traiçoeiro." Resmungou Rony.

"Ele é meu companheiro!" Harry falou e mais uma vez o coração disparou e um calor se apossou do corpo de Lucius. "Sim, ele cometeu erros, mas pelo que Draco me disse ele é um bom homem. Ele tem o potencial de ser um grande homem se ajudarmos. Ele só precisa de alguém que o ama por quem ele é, não por sua riqueza, nome e poder..."

A voz de Harry havia mudado um pouco de tom no final e Lucius suspeitava que o adolescente de olhos verdes não estivesse apenas falando apenas sobre si.

"Lucius fez coisas terríveis, eu sei." Harry continuou. "Mas ele merece uma segunda oportunidade, Rony, e eu vou lhe dar uma."

"Como você pode fazer isso?" Rony quase gritou. "Como você pode aceitar isso?"

"Não tenho escolha." disse Harry, com uma voz soando cansada.

"Rony, Harry não aceitou isso no início." Disse Hermione suavemente. "Ele se assustou como o pensamento de estar unido a um homem, um homem muito mais velho que ele e que era um Comensal da Morte." Ela fez uma pausa e Lucius teve que lutar contra o desejo de se aproximar e ver o rosto dos jovens e de seu Harry. "Mas quanto mais ele pensou sobre isso, mais ele gostou da ideia. Lucius não usará Harry por seu status como O Menino que sobreviveu duas vezes. Ele não vai querer o dinheiro de Harry ou qualquer coisa. Rony bufou."

"Ele tem dinheiro suficiente." Disse Harry com firmeza. "E eu duvido que ele queira estar nos jornais mais do que ele já está. Primeiro, por ser comensal da morte, depois seu divórcio, e por último sua sentença... Ele provavelmente vai querer evitar ler The Daily Prophet tanto quanto eu."

"Lucius Malfoy." murmurou Rony.

"É inteligente, poderoso, encantador, uma serpente, e um bom pai." Disse Harry. "Ele fez muitas coisas má durante a guerra, Rony e antes disso, mas no dia final ele desertou para proteger Draco. Além disso, ele não pode me machucar, eu sou seu companheiro, ele terá que me proteger, sendo o dominante."

Hermione riu. "Há também o fato de que ele é muito lindo."

Tanto Harry quanto Rony fizeram ruídos animalescos e Hermione riu.

"O que? Não negue Harry. Claro, ele é uma serpente venenosa, mas ele é muito gostoso." Houve um grunhido leve e o riso de Hermione podia ser ouvido em sua voz. "Calma, Harry, ele é todo seu. Estou bastante feliz admirando-o de longe."

As emoções que Lucius não sentira em anos percorreram seu corpo, a principal sendo a luxúria. Harry tinha ficado com ciúmes... Tinha grunhido para sua melhor amigas por lhe achar gostoso. Ele sorriu um pouco, ele já estava tão alegre tão feliz por seu companheiro já estar sendo tão ciumento e superprotetor.

Lucius sacudiu a cabeça e decidiu sair de seu esconderijo, só que para impedir que os três falassem sobre sua aparência novamente. Ron estava prestes a gritar com Hermione quando Lucius caminhou até a sala, olhando para os três em silêncio.

Todos se olhavam em silêncio, Harry e Lucius olhando um para o outro, Ron e Hermione olhando de um para o outro. Finalmente Hermione arrastou Rony para cima, beijou Harry na bochecha e partiu.

Lucius franziu o cenho ao presenciar aquela cena, e essa foi sua vez de sentir o ciúme percorrendo-o após o pequeno beijo de Hermione. Uma risada fez com que ele se afastasse do retrato pelo qual Hermione e Ron haviam saído.

"Ela é apenas uma amiga." Disse Harry, relaxando na poltrona.

Lucius olhou fixamente. "Não me importo com quem ela seja."

"Claro que você não." Harry sorriu. "Você gostaria de comer alguma coisa?"

Lucius estava faminto, mas não estava prestes a contar isso a Harry. O adolescente chamou um nome e um elfo doméstico apareceu com uma bandeja de sanduíches e bebidas. Lucius olhou a comida ansiosamente, mas não quis mostrar isso a Harry Potter. O mago mais novo apenas olhou para ele até Lucius sentar na poltrona do lado oposto, cruzando as pernas.

Os olhos de Harry arrastam-se para baixo e para baixo do corpo lentamente, tirando tudo. Embora Lucius estivesse longe de sua real aparência, ele ainda ficava lindo nas calças apertadas e na camisa solta que Harry havia comprado para ele. Os detalhes em prata distavam seus olhos e Harry passou um minuto apreciando os ombros largos do homem.

"Pare de me olhar, Potter." Disse Lucius franzindo o cenho.

Harry sorriu, nem sequer ficou envergonhado. "Não posso admirar o físico do meu companheiro?"

"Não." Disse Lucius.

Harry encolheu os ombros. "Eu vou continuar te olhando você gostando ou não, e tenho certeza que você gosta." Ele se inclinou para frente para pegar uma taça de suco de abóbora, tomando um pequeno gole antes de escolher um sanduiche. Ele comeu silenciosamente, os olhos vagando por Lucius repetidas vezes.

Lucius queria se contorcer. Ninguém jamais olhou para ele com aquela quantidade de fome, de luxúria era meio excitante. Ele ainda não aceitava esse vínculo entre Potter e si e recusou-se a pensar realmente, e o olhar de Harry estava impossibilitando de ignorar.

"O que você quer de mim?" Lucius perguntou, tentando ignorar seu estômago dolorido.

"Tudo o que você quiser me dar." Harry disse simplesmente. Lucius franziu a testa. "Sinceramente, Lucius, não vou forçá-lo a nada." Harry continuou, retirando as migalhas de suas calças.

Lucius franziu o cenho novamente. "E o que você quer dizer com isso?"

"Eu fiz muitas pesquisas sobre os companheiros de Veela." Disse Harry, recostando-se novamente na cadeira. Ele bebeu de sua taça antes de continuar. "Do meu entendimento, temos que ter uma relação física. Se isso é sexual ou não depende de você." Ele fez uma pausa para beber novamente, olhando atentamente para Lucius. "O contato físico é necessário para manter seu Veela e o que florescerá em mim, satisfeita. Seria muito difícil para o nosso cotidiano. Nossos Veelas e nos, lentamente ficamos tão quente a ponte de nos queimarmos se não tiver contato pele a pele."

"Isso acontece raramente porque um Veela e seu companheiro ou companheiros são feitos um para o outro." Disse Harry. "Eu acho difícil entender completamente, mas Draco me assegurou que seremos perfeitos um para o outro. Teremos nossas discussões, como qualquer outro casal, mas no final do dia nos entenderemos e o amor predominara."

"Ser separado nos causará danos físicos e emocionais." Harry continuou. "Nosso vínculo começou na batalha de Hogwarts e foi uma agonia para mim estar longe de você. Cada dia foi pior do que o último: às dores de cabeça, a náusea, a dor no meu corpo... Mas tudo se foi agora porque eu te segurei."

Lucius lembrou o toque de Harry e estremeceu mesmo não querendo demonstrar. Ele não podia negar que estar embrulhado nos braços de Harry era tão confortável.

O adolescente, é claro, viu o arrepio e sorriu. "posso continuar?" Ele perguntou. Quando Lucius ficou em silêncio, ele falou novamente. "Lentamente, aprenderemos tudo um sobre o outro e aceitamos tudo. Estaremos completamente unidos um com ao outro, protetores, e não teremos olhos para mais ninguém. Nós nos importamos profundamente e seremos fervorosamente protetores de qualquer criança, ou kit, que nós tivermos juntado, e isso inclui Draco."

"Eu me tornarei efetivamente o outro pai de Draco, amando-o como se ele fosse um filho meu. Já foi iniciado, por sinal, Eu continuo forçando-o a comer porções extra."

Harry sorriu para si mesmo antes de olhar novamente para Lucius.

"Eu tenho certeza que você, sendo um Veela, sabe tudo isso, mas temo que você tente lutar contra o nosso vínculo. Então, deixe-me dizer isso. Não vou deixar você, Lucius Malfoy. O pensamento de viver sem o meu companheiro me faz querer entrar em um buraco e morrer. Talvez eu não ame você ainda, mas eu já me importo com você. Temos um passado ruim, que não pode ser negado, mas espero que possamos trabalhar nisso. Tudo o que preciso é a sua cooperação."

Ele ficou em silêncio, olhando fixamente para Lucius cuidadosamente. Lucius apenas olhou para trás. Ele esperou anos para ter seu companheiro, esperando que um dia ele pudesse reivindicar o homem ou a mulher que estaria com ele e amá-lo para sempre.

E agora... Isso. Ele estava preso a Harry Potter.

Não era tão revoltante quanto Lucius pensou que seria. Harry era um mago poderoso e inteligente, que cuidava dos leais a ele e arriscava sua vida a salvar o mundo mágico, incluindo a ele e Draco. Ele era bonito, interessante, com um temperamento ardente que combinava com si próprio.

Mas ele era puro, bondoso e integro. Lucius era... Divorciado, com uma ex-mulher que agora estava com um novo amante, um filho que não o visitou em Azkaban, uma reputação destruída e uma marca feia tatuada em sua pele. Harry não merecia ficar preso com Lucius, ele merecia o melhor do melhor.

Os olhos de Harry suavizaram e ele disse "Eu posso sentir sua hesitação." Ele tocou seu coração e Lucius olhou fixamente. Não, isso não era possível? Harry já sentiu as suas emoções? "Eu sei que os Veelas e seus companheiros desenvolvem a capacidade de sentir as emoções uns dos outros." Harry continuou. "Sim, Lucius, eu já posso sentir os seus sentimentos, mas apenas isso." Então seus olhos tornaram-se tormentosos, perigosos, e Lucius encontrou-se inclinando para trás. "Eu não mereço nada além de você. Eu quero uma família, eu quero alguém que me ame por mim, e você poderia ser isso se você se deixar. Você poderia?"

Lucius não podia, ele não faria.

Então ele disse "Não."

"Por que não?" Harry perguntou.

"O que faz você pensar que eu me juntaria com um sujo meio sangue?" Lucius cuspiu, reunindo toda sua coragem. Fisicamente machucou falar com o seu companheiro com tanto ódio, mas tinha que convencer Harry de que isso não funcionaria.

"Você não está cansado de usar uma máscara, de ser o patriarca Malfoy mal-humorado?" Harry perguntou com curiosidade. "Draco me disse que você é muito diferente em particular: quente, calmo, amoroso. Eu não estava muito crente disso mais Severus confirmou tudo."

Lucius franziu o cenho. "Eu sou o que eu sou, Potter."

"E eu acho que você é um homem gentil e decente." Disse Harry.

"Você é um bobo."

"Foi-me dito isso." Disse Harry com um sorriso.

"Por que você está aceitando isso?" Perguntou Lucius. "Qualquer outra pessoa ficaria louca por estar ligado a um Malfoy, seu amigo Weasley é prova disso."

"Eu admito que eu me assustei primeiro." Disse Harry. "Mas quando percebi que eu poderia ter uma família, alguém para me amar pelo que sou essa ideia tomou conta de mim."

"Por que ter uma família tão importante para você?" Perguntou Lucius. Ele mesmo nunca teve uma ótima família, seu pai lhe batia desde que ele era muito pequeno. Quando as pessoas falavam de família, Lucius se encolhia.

Harry sentiu a raiva, a amargura, irradiando de seu parceiro e suspirou. "Eu nunca tive uma boa infância." Ele admitiu. "Como você sabe, minha mãe e meu pai morreram quando eu tinha um ano por causa do bastardo de Voldemort."

Lucius estremeceu com o nome.

"As pessoas que me criaram minha tia, tio e primo, eram horríveis. Eles me odiaram me deixaram morrer de fome, me fizeram dormir num armário até eu voltar do meu primeiro ano em Hogwarts." Ele girou seu suco de abóbora enquanto Lucius o encarava. "Eu suponho que, como todos os outros, você pensou que eu cresci com um príncipe?" Harry perguntou. Lucius encontrou-se acenando com a cabeça e Harry riu sombrio. "Eu só recebia comida quando completava as tarefas domésticas, tarefas que tornam qualquer criança em um adulto cansado. Eu fui espancado e chicoteado com cinto e a desculpa do meu tio era que ele tentava se livrar da minha magia."

"Eu não sabia que meu nome era Harry até os sete anos. Um dos amigos de Dudley me perguntou e tia Petúnia teve que lhe dizer. Eu não sabia que meu sobrenome era Potter até que tio Vernon o gritou quando eu tinha dez anos."

"Além das suras, fiquei com fome de atenção, de amor, minha tia e tio incentivaram meu primo enquanto me golpeava. Dudley e seus amigos se juntaram para espancar a pequena aberração porque meus parentes disseram que era correto. Meus óculos sempre foram quebrados, minha roupa muito grande para meu corpo muito magro. Eu nunca provei frango, carne ou chocolate até chegar a Hogwarts."

Harry fez uma pausa na história para revirar sua bebida antes de fazer uma careta. Com uma onda de mão, ele mudou para vinho e tomou um gole da bebida. Lucius apenas assistiu completamente cativado pelo jovem mago.

"Eu ainda não tinha amigos até Hogwarts." Admitiu Harry. "Ninguém queria ser meu amigo, o estranho, o estranho garoto Potter, o órfão que, segundo meu tio, era perigoso e perturbado."

Ele olhou para Lucius, olhos cheios de raiva, ciúmes, tudo o que Lucius já sentiu ao olhar para as pessoas com famílias felizes.

"Ron Weasley sempre estava com ciúmes de mim, pensando que eu tinha tudo: dinheiro, fama, olhares." Ele bufou. "Ele tinha o que mais queria: uma mãe e um pai que o amaram, irmãos que sempre estariam lá para ele, uma casa, um quarto, um lugar onde ele se sentia seguro. Eu? Eu tinha repórteres perseguindo-me, seguindo todos os meus movimentos, imprimindo minha foto. Eu era famoso por matar o homem que matou meus pais. Eu era famoso pelo único ato que destruiu minha vida."

"E mais tarde, eu era famoso por todas as razões erradas. Pessoas como Severus, Draco e você sem dúvida, achavam que eu adorava. Por que eu deveria?" Harry exigiu em um tom que fez Lucius encolher-se. "Famoso por um homem tentando me matar! Famoso por algum maluco jogando meu nome em um maldito cálice que me colocou em um torneio que provavelmente me mataria! Famoso por ter uma frota de comensais da morte tentando me torturar por estar contra Voldemort!"

Ele franziu o cenho e olhou para Lucius, mas não da maneira luxuriosa que ele tinha antes.

"Famoso, Lucius, por ser o Escolhido, aquele que teve que matar novamente Voldemort, que teve que colocar os que amavam em perigo apenas por estar perto deles. Você quer ouvir sobre minha vida até agora?" Harry exigiu. "Você quer ouvir sobre minha chamada vida perfeita?"

"Ron Weasley foi quase morto por um jogo de xadrez gigante quando ele me seguiu para proteger a Pedra Filosofal. Hermione Granger, também, descobrindo o que era veneno e o que não era para poder avançar e enfrentar Voldemort. Nós éramos crianças, de onze anos, e nós passamos por tanto, eu mesmo enfrentando Quirrell e Voldemort. Isso foi no meu primeiro ano."

"Meu segundo ano, pensei ser o herdeiro da Shytherin, temido por meus colegas, até meus melhores amigos. Ginny Weasley foi possuída por causa de quão perto ela estava de mim, Tom Riddle usou ela para libertar o basilisco e faze-lo atacar os estudantes. Eu tinha que enfrentar isso, e um adolescente, e eu tínhamos apenas doze anos. Quando outras crianças de doze anos de idade estavam preocupadas com a lição de casa e no fim de semana, eu estava preocupado com manter minha vida até o final do ano."

"Meu terceiro ano, supostamente fui perseguido por um assassino em massa que acabou por ser meu padrinho enquanto o verdadeiro assassino dormia no meu dormitório."

Lucius tinha ouvido a história de Wormtail e Voldemort, tinha ouvido falar de Pettigrew traindo os Potters.

"Sirius foi tirado de mim novamente, forçado a correr porque Pettigrew escapou. Minha única chance de uma família real foi roubada." Disse Harry amargamente. Lucius sentiu seu coração derretendo pelo o adolescente sentado em frente.

"Chegamos ao meu quarto ano, o que tenho certeza de que você se lembra." Disse Harry. "Eu tive que competir no Torneio do Tribruxo porque Barty Crouch Jr colocou meu nome no cálice. Eu tinha quatorze anos e tive que lutei com um dragão, com os Grindylows e Serianos, com Voldemort, tudo em um. Fui torturado diante dos Comensais da Morte depois que eu involuntariamente ajudei Voldemort a ganhar um novo corpo. Eu assisti meu amigo morrer e vi Pettigrew fugir mais uma vez."

"Eu escapei, apenas para ser chamado de mentiroso pelo mundo a qual eu deveria salvar. Naquele ano, fiquei sozinho com meus parentes abusivos, Lucius, sendo espancado e morrendo de fome novamente enquanto meus amigos ignoraram todas as minhas cartas. Fui forçado a assistir pessoas sendo torturada por Voldemort através do nosso link, você incluso." Os olhos dele suavizaram ligeiramente e ele bebeu mais vinho. "E novamente Eu tive que enfrenta-lo novamente no Ministro da Magia."

Lucius lembrou-se bem e se contorceu. Ele não queria machucar Harry ou seus amigos, eles eram apenas adolescentes. Lucius poderia ter tido uma série violenta, mas ele não queria machucar crianças e ate tentou parar Bellatrix.

"Eu lutei contra ele, lutei contra o nosso link." Harry continuou sua história. "Sexto ano Dumbledore me contou sobre os horcruxes antes que Voldemort declarasse guerra ao mundo mágico. Depois fiquei correndo com Hermione e Ron, caçando os horcruxes enquanto Dumbledore fingiu sua morte para dar a Severus uma chance de se aproximar de Voldemort."

Harry suspirou e esfregou os olhos.

"Você já conhece o resto." Disse o adolescente. "Nós destruímos os horcruxes, e eu finalmente destruí Voldemort." Ele olhou para Lucius, parecendo cansado. "Você provavelmente está se perguntando por que eu disse tudo isso."

Apesar de não querer, Lucius assentiu.

"Eu quero que você conheça o verdadeiro eu, Lucius, não o eu que Draco e Severus e The Prophet lhe disseram. Eu não sou um deus, nem um herói. Eu sou um garoto de dezoito anos que quer amor, carinho, que quer ser aceito por quem ele é. Meu padrinho, os Weasleys, meus melhores amigos e Remus Lupin... Eles tentam, eles realmente fazem, mas eles ouviram tanto sobre Harry Potter o garoto que sobreviveu, Harry Potter o Salvador, Harry Potter, o garoto de ouro. Eles me veem como um herói, como o homem que esmagou Voldemort."

"Eles estão sempre negligenciando o fato de que eu estou quebrado, fraturado, alguém que ficou faminto pela atenção por dez anos antes de ter repentinamente a atenção sobre ele. Odeio ver minha foto, meu nome, minha vida privada projetada para todo o mundo para ver. Eu odeio isso, Odeio ser tocado ou ser abordado por pessoas que mal me conhecem."

"Eu quero ser normal, Lucius, apenas uma vez. Eu quero alguém para me amar, alguém para me conhecer completamente. Ginny Weasley queria ser essa pessoa, mas ela me adorou desde que tinha seis anos. Sua mãe encheu a cabeça com bobagem, fazendo com que eu fosse um príncipe encantador."

Lucius deu uma leve rizada e Harry sorriu.

"Meus pensamentos exatamente." Disse Harry. "Lucius, estou aceitando esse vínculo entre nós, porque sei que você continuará me provocando, me provocará e ira entender meu temperamento. Você verá o homem quebrado, a alma não perfeita que eu realmente sou. E se você deixar nosso vínculo florescer você aceitar tudo isso e me amar. Eu quero uma família, uma família real, com alguém que me entende. E não tenho dúvidas de que você será essa pessoa."

Lucius ainda estava, desapontado e triste pelo que Harry tinha compartilhado. Ele pensava que Harry seria qualquer coisa, exceto um príncipe mimado. Claro que ele tinha visto o estado do menino no segundo ano, coberto de sangue e segurando uma espada, mas ele pensou muito pouco sobre isso na época.

Agora ele sabia que Harry tinha lutado contra um basilisco, um basilisco por amor da porra! O Veela de Lucius grunhiu com o pensamento de que seu pequeno companheiro fosse atacado por uma cobra gigante.

Harry repentinamente foi se aproximou de Lucius, que se moveu em sua cadeira. "O que você está fazendo?" Ele exigiu quando Harry parou na frente dele.

Harry sorriu. "Provando que você me quer tanto quanto eu quero você."

E então ele se inclinou e beijou-o. Lábios contra os lábios. E Lucius gemeu.

Ele puxou Harry para frente, o adolescente empurrou seus quadris rapidamente. Os lábios de Harry eram macios e tinham gosto de baunilha. Foi o melhor, o mais apaixonado, o mais maravilhoso beijo que Lucius Malfoy já teve. Todos os lábios empalidecem em comparação com os de Harry. Eles eram da forma e tamanho perfeitos, a perfeita suavidade e umidade, enquanto também eram um pouco bruscos ao atacar sua boca.

Lucius inalou profundamente, enchendo suas narinas com o perfume de Harry. Ele gemeu novamente quando Harry se moveu em seu colo, o Gryffindor envolvendo os braços ao redor do pescoço de Lucius para beijá-lo com mais força e profundamente.

Os lábios de Harry eram como uma droga, como um tiro de adrenalina e luxúria diretamente no seu núcleo. Seu Veela rugiu como aprovação quando Harry o empurrou um pouco para poder respirar seus olhos estavam brilhantes.

"Maldito inferno." Disse o adolescente.

Lucius não pôde deixar de sorrir mal. "Eu sou um amante fabuloso, Sr. Potter."

Harry riu. "Então, você vai aceitar o vínculo?" Quando parecia que Lucius ia dizer não, Harry o beijou de novo, e cada mago se perdeu em pensamento e sensações.

Como Lucius se sentiu beijando Narcisa? Ou tocando em sua pele, ou algum de seus amantes? Para Harry era... Absolutamente perfeito.

Quando eles se separaram novamente, Lucius gemeu, querendo esses lábios de volta.

"Eu não vou te beijar de novo, a menos que você aceite nosso vínculo." disse Harry.

"Como você pode tomar isso com tanta calma?" Perguntou Lucius. "Eu não sabia que você era gay."

"Eu não sou gay." Disse Harry. "Eu só tenho olhos para você. Eu sou... Lucius-sexual."

Lucius sorriu com satisfação.

"Lucius, eu me assustei há um mês." Disse Harry. "Agora eu aceitei isso. Sim, é estranho estar ligado a um homem que tem mais do que o dobro da minha idade é um pouco estranho, mas..." Ele suspirou. "Eu quero uma família e eu sei que posso aprender a te amar." Ele sorriu de repente."Além disso, você é lindo."

Lucius gemeu de novo quando Harry começou a se mexer pra frente e pra trás no colo de Lucius, fazendo com que o sangue dirige-se até a virilha do Sonserino.

"Então, vai me aceitar?" Harry perguntou.

O coração e a mente de Lucius estavam lutando. Seu Veela queria dizer sim, enquanto sua mente gritava para ele dizer não. Não, ele não podia fazer isso com Harry, Harry merecia o melhor.

Franzindo o cenho enquanto observava o homem lutar contra si mesmo, Harry tentava pensar o que podia fazer, ou dizer, para que Lucius Malfoy aceitasse isso.

E então ele teve uma ideia.

Molhando os lábios, Harry agarrou o cabelo de Lucius e o afastou. Ele afundou os dentes no pescoço pálido e liso, mordendo forte e fazendo Lucius ofegar e ficar quieto. De repente, a Veela em Lucius resmungou não muito feliz por ser o submisso, seu companheiro estava tomando controle.

Lucius empurrou Harry e, com um grunhido baixo, afundou os dentes na pele bronzeada de Harry. Harry ofegou e seu Veela, que crescia cada vez mais forte, estava satisfeito. Ele derreteu completamente, fazendo Harry ficar fora do ar enquanto os braços fortes de Lucius estavam envolvidos ao seu redor.

Harry sentiu-se completamente à vontade, seguro, protegido, enquanto a língua de Lucius lambeu as marcas de mordida em seu pescoço. Ele grunhiu baixinho e o empurrou para trás, tentando se aproximar de seu companheiro. Lucius deixou-o com um sorriso no rosto, enquanto seu Veela saltava de alegria. Ele estava no controle, Harry estava fazendo o que lhe disseram, tudo estava certo.

Lucius mordeu de novo e Harry gemeu, arqueando o pescoço para dar mais acesso ao Sonserino. Lucius mordiscou seu pescoço, deixando marcas escuras e vermelhas suaves. Ele sorriu para si mesmo. Harry foi marcado como um homem tomado, como seu companheiro. Ninguém o tocava agora e se o fizessem...

Lucius agarrou Harry pelo queixo e o fez virar. Os olhos de Harry estavam meio fechados e vidrados com desejo, com felicidade. Lucius lambeu sua pele antes de parar quando ele alcançou os lábios.

"Você é meu." Disse ele ao adolescente.

Harry assentiu.

"Diz."

"Sou seu."

"Para sempre." Disse Lucius, seu Veela estava embasando seu cérebro, afastando as dúvidas que tinha tido antes.

"Sim." Harry disse, balançando a cabeça de novo.

Olhando para ele novamente, Lucius inclinou-se para frente e juntando os lábios. Era um beijo de amor e propriedade, de igualdade e desejo e tudo o que Lucius e Harry tinham que oferecer um ao outro. Harry gemeu e estendeu a mão, cruzando os dedos pelos cabelos de Lucius. Lucius rosnou e beijou Harry com mais força, os braços abraçaram o menino fortemente.