Gostaria de agradecer a todos que leram a minha fic e espero que gostem deste capítulo, ficou meio curta mas é apenas uma introdução do quê está por vir...Postem rewiews plz \o/

Capítulo II – O despertar...

A noite seguira absolutamente normal no castelo de Hogwarts. Como era esperado, muitos novos alunos foram recebidos e cada um fora escolhido para uma determinada casa. Era uma cerimônia cansativa, pensou Melinda, a jovem estava sentada no final de uma das mesas de Grifinória quando viu a última criança ser escolhida.

- Sonserina! –berrou o chapéu-seletor-

Houve muitos aplausos e vaias, na verdade mais vaias do quê aplausos e o menino se dirigiu para a mesa coberta pelas cores verde e prata. Depois de alguns segundos de silêncio a professora Minerva McGonagall, agora diretora da escola, se levantou e começou a fazer um breve discurso.

Enquanto Minerva McGonagall discursava a mente de uma linda jovem literalmente voava pelo tempo e espaço. Melinda não estava prestando atenção em absolutamente nada, cabeça baixa e encolhida, ela se concentrava nos motivos que a trouxeram para a escola.

- A professora ta falando com você! –um rapaz deu um cutucão em Melinda para que ela se levantasse-

- Como eu ia dizendo... -continuou a professora-Este ano temos uma nova aluna, transferida recentemente e devido a sua base de conhecimentos e pela sua idade foi colocada nas turmas do sexto ano –o salão continua um silêncio mortal e todos se viraram para a jovem que se levantava- Espero que todos a ajudem no quê ela precisar, seja bem vinda!

Melinda sentiu as faces corarem, o sangue subindo pela sua cabeça, um calor incontrolável percorrendo o seu corpo. Ela podia ouvir as batidas extremamente aceleradas do seu coração e rapidamente seus olhos percorreram por toda a extensão do salão. Todos os olhares estavam voltados para ela, os rapazes a olhavam de uma forma estranha que a deixava constrangida e as moças a encaravam com inveja e maldade no olhar, praguejando a beleza alheia.

Finalmente depois de alguns momentos a cerimônia fora encerrada e o banquete servido. A jovem notou numa rápida olhada que Teddy Lupin estava comendo com seus amigos, rindo e se divertindo. No momento ela sentiu uma ponta de inveja dele, mas logo afastou esse pensamento da sua mente e tornou a comer a suculenta carne de ave que estava na sua frente.

Depois da refeição todos os alunos se dirigiram para os seus aposentos, sendo guiados pelos seus respectivos monitores. Assim que entrou no salão comunal Melinda ficou alguns instantes parada, observando todos os detalhes, cada tapeçaria mais bonita que a outra, mas seus pensamentos foram interrompidos pelos outros alunos que praticamente arrastaram ela em direção aos quartos.

- Uau... -a jovem disse olhando para o seu quarto-

Por mais estranho que parecesse só havia ela no quarto, a jovem esperava encontrar pelo menos duas outras garotas no recinto, trocando "figurinhas". Uma sensação de vazio invadiu o seu âmago e ela desfez as malas lentamente e finalmente percebeu que ninguém iria dividir quarto com ela, estava sozinha.

- Ótimo! –rangeu a garota, secando as lágrimas com as costas das mãos-

Muito tempo depois, ainda na mesma noite o castelo havia se tornado silencioso e calmo. Todos os alunos estavam dormindo e isso incluía os professores e funcionários. Porém, apesar desta calmaria sublime, as escadas do castelo se movimentavam rapidamente de forma que mudavam as suas direções e rumos, como se quisesse confundir algum invasor.

- Ora... Ora... Ora... –sibilou uma voz-

Um vulto feminino atravessava os corredores do castelo, envolvida sobre seus mantos cinzentos ninguém conseguiria ver o seu rosto, o seu capuz cobria sua face por inteira sem deixar nenhum vestígio. O seu andar era gracioso e calmo, enquanto caminhava ela movimentava as suas mãos como se acariciasse o ar, num misto de dança e caminhada.

O castelo percebeu o perigo eminente, notou que havia um intruso e então se defendeu da única forma que sabia: bloqueando o caminho. Enquanto ela caminhava túneis se abriam e portas se fechavam, sorrindo, ela começara a cantar. Mas não era um canto comum, pois não chegava a se ouvir palavras formadas, seria mais próximo a um sussurro, não era uma simples música... Era magia... Envolvendo-se num manto invisível com a sua voz, o vulto continuou caminhando e usando a sua magia para absorver as texturas do castelo, pedra, metal, ela estava se tornando parte do castelo, o enganando com a sua voz melódica e em instantes as escadas pararam de se mexer, abrindo o caminho para ela.

Um novo sorriso surgiu no seu rosto, atravessar o castelo de Hogwarts fora mais fácil do que ela havia pensado. Agora só faltava achar o artefato que tanto a interessava e que talvez estivesse escondido ali, nos interiores da construção.

Porém seu caminho fora bloqueado por um fantasma, Pirraça, o rei do caos. Gritando e gargalhando como um bêbado o fantasma começou a dançar ao redor do vulto, pigarreando e bufando, deixando bem clara a sua presença.

Com um único movimento dos lábios o vulto criou um som de uma chicotada no ar que atingiu em cheio Pirraça, desfazendo a frágil matéria dele. Em instantes o fantasma se materializou novamente e antes que pudesse espernear ou outra coisa do gênero ele fora paralisado por algo que não conseguia ver.

- Você é realmente irritante... –sussurrou o vulto-Mas pode me vir a ser útil... -então uma nova canção emanou pelo corredor e então o corpo de pirraça se soltou e ele caiu ajoelhado no chão-Quem é a sua mestra? –perguntou-

- A senhora... -disse o fantasma-

Pirraça perdera todo o brilho no seu olhar, ele era vazio, branco e sem vida. Não que ele tivesse alguma "vida" dentro de si, mas agora ele não passava de um mero fantoche. Um par de olhos a mais no castelo não faria mal algum, agora o fantasma era um espião dela e tudo que ele visse de estranho iria ser relatado para a sua mestra.

Agora quem ria era o vulto, uma risada discreta enquanto caminhava pelo castelo de Hogwarts e admirava o seu feito: entrara no castelo sem ser percebida, caminhava por ele a noite sem que o castelo a atacasse e agora tinha um espião a seu serviço. As coisas estavam se encaminhando bem para ela, mas isso não significava negligência com suas responsabilidades.

Ainda não era hora de se revelar, a hora de cumprir o destino para qual ela nascera chegaria em breve, muito em breve. Da mesma forma como surgiu, o vulto desapareceu na escuridão de Hogwarts, certa de que nada iria atrapalhar os seus planos maquiavélicos...

Continua...