Lembrando: Saint Seiya não é meu!

Oi, pessoal! Devido ao grande número de pedidos, eu decidi continuar. Responderei aos reviews agora:

Madame Verlaine: Nossa que imagem você faz de mim! Só por que eu ainda não consegui escrever nenhum fic onde pelo menos um dos personagens não sofra acidentes ou fique doente? Mas você não fica atrás... rs! Bom, se vai ter sangue ainda não sei (e desta vez não to fazendo segredo, é por que ainda não veio nada assim na minha cabeça), mas prometo muitas cenas dramáticas e é só ler o capítulo de hoje para comprovar... Ah, eu arrumei uns trechos depois de ouvir seus conselhos. Espero que tenha ficado como você imaginou. Muitos beijos e continue comentando.

Atalanta de Tebas: Oi, que bom que está gostando dessa nova situação. Bom, aí está mais um capítulo cheio de drama. Espero que goste. Beijos.

Luly Amamiya: Desculpe por tê-la deixado deprê. Não era a minha intenção! É, eu já imaginava que você fosse escrever algo a respeito, pois já havia me dito a profissão do seu pai e devo confessar que não me concentrei no quadro clínico e sim na reação dos personagens. Se tiver alguma pergunta, sugestão ou bronca pode mandar. Bom, para você sentir-se melhor deixe-me explicar uma coisa: eu descobri essa fic num caderno. Ela estava muito infantil e inacabada. Durante pouco menos de um mês eu me dediquei a lapidíla e começar uma continuação. Já havia comentado com algumas companheiras de msn que a estava fazendo e nem tinha intenções de publicíla agora, mas acabou acontecendo. Espero que goste e continue acompanhando. Beijões da Nana

Angel: Pois é, nem eu esperava ter encontrado essa fic num caderno. Eu nem lembrava que a tinha escrito, ou melhor, começado a escrever. Bom, ainda estou dividindo em capítulos, mas certamente os 3 primeiros (e um pedaço do quarto) foram lapidações da original. Realmente, Ikki precisa aprender a ser mais doce, menos orgulhoso e acredito que uma situação dessas pode ajudar muito. Ah sim, fiquei com pena do Shun também... Não prometo nada, mas tentarei atualiza-la semanalmente, OK? Afinal, já começaram as minhas aulas na faculdade e logo terei que começar a agendar horário até para respirar. Abaixo você verá mais um capítulo emocionante... Muitos beijos e abraços, a você e ao Di (desculpe a intimidade com seu pequeno... hehe)!

anonima: Eu não sei se o que eu lhe direi vai estimula-la a tornar-se fã ou desistir do fic, mas, como você poderá perceber nesse capítulo, terão participações especiais de outros cavaleiros, sim. Espero que continue acompanhando e que goste desse estilo que adotei. Até mais!

Minako Amamiya: O Shun já está sofrendo... É só você ler esse capítulo para perceber! Eu sou má mesmo. Bom, depois mande um review dizendo o que achou desses momentos emocionantes. Até o próximo capítulo!

Betinha: Oi, mais uma amiga de msn. A verdade foi que eu só resolvi publicar esse fic por sua causa, seu apoio. Em sua homenagem, aí está mais um capítulo cheio de emoções fortes! Espero que tenha gostado. Da surpresa. Até a próxima. Muitos beijos e abraços a você e à poke...

Arthemisys: Pois é, eu também sempre tive curiosidade para saber como seria essa inversão de papéis, onde o Shun defenderia o irmão. E devo confessar que, se há algo que eu admire em Saint Seiya é a relação fraternal entre os irmãos Amamiya. Algo puro, verdadeiro... E devo confessar que tive muita sorte em achar essa pedra preciosa em um dos meus cadernos. Eu nem lembrava que a havia feito (mãe desnaturada :S). Espero que goste desse novo capítulo e possa continuar acompanhando. Beijos!

Juliane.chan: Eu não sou assassina, embora tenha sangue siciliano, eu não pretendo matar ninguém, principalmente você! Bom, se você emocionou-se com o prólogo, imagino com esse novo capítulo. Espero não tê-la decepcionado... Espero-te no próximo capítulo. Não esqueça de comentar, viu? Um grande abraço.

Não se acostumem a esse tipo de respostas longas, ta? Eu só quis fazer uns agradecimentos e dar algumas explicações. Agora, vamos ao que interessa, o capítulo.


II. Despertar

Já eram quase 8 horas da manhã quando seu celular tocou. Shun estava muito trêmulo, abalado pelo estado do irmão. Não era por menos, havia visto Ikki quase morto há pouco tempo atrás. Foi com um grande esforço que ele atendeu, demonstrando sua tristeza:

"Alô."

"Shun, o que aconteceu? Você está atrasado... Não diga que estava dormindo."

A voz do outro lado era repreensiva. Afinal, estava ouvindo a voz cansada do rapaz e não imaginava o terror que ele estava enfrentando. No fundo, Shun teve vontade de arremessar o celular na parece e mandar tudo ao inferno. Justo ele que sempre fora tão responsável iria levar sermão de moral... Mesmo se o motivo do atraso fosse o fato de estar dormindo, não deveria ser repreendido, pois esta seria a primeira vez que ele estava fazendo algo assim. Ele precisou respirar fundo para poder se aclamar e não falar nenhuma besteira, quando respondeu com a voz chorosa:

"Saori... me desculpe, mas hoje eu não posso ir."

"Você está chorando? O que foi?"

Agora a voz demonstrava preocupação. Saori sempre soube que Shun era um ótimo amigo e um excelente profissional. Tudo bem que ele sempre fora um pouco chorão, mas o fato dele estar atrasado indicava alguma coisa errada.

Shun teve que arrumar coragem antes de declarar:

Meu irmão... Ikki foi encontrado gravemente ferido e corre risco de morte.

Ao dizer isso, o rapaz desabou a chorar. Já não conseguia mais conter seu pranto e precisava tirar aquele peso dentro de si, limpar a sua alma... Shun sentia-se sufocado pela angústia e tristeza em seu coração. Sentia que seu peito iria explodir e já não tinha controle sobre as suas emoções.

Saori conhecia o amigo e já imaginava o grau de seu sofrimento. No intuito de promover a sua ajuda, ela pediu, rezando para receber uma resposta:

"Minha nossa! Acalme-se, Shun, diga onde está."

- # II # -

Pouco mais de meia hora depois, chegam Saori, Hyoga e Seiya. A jovem havia informado aos outros tudo o que estava acontecendo. Agora eles precisavam reunir suas forças e energias em prol do amigo. Sabiam que nada poderiam fazer para ajudar na recuperação de Ikki, mas precisavam ajudar o jovem Shun a lidar com essa trágica notícia.

"Shun, soubemos o que aconteceu... Como estÿ"

Hyoga abraça Shun, que ainda estava muito abalado. Para ele era horrível ver o estado em que Andrômeda ficara. Sempre foram grandes amigos e muitas vezes parecia que um sabia o que o outro estava pensando, sentindo... Tinham uma espécie de telepatia entre si e muitas vezes agiam como se fossem irmãos, irmãos gêmeos.

Shun estava muito pálido e nervoso. Sentia seus membros tremer de tal forma que sabia que não conseguiria mover-se dali. Após beber um copo de água que Seiya trouxera e receber mais um abraço reconfortante de seu amigo russo, Shun tenta falar:

"Pessoal... o meu irmão... ele... ele..."

Infelizmente Andrômeda não consegue terminar e desaba a chorar. Apesar de tudo, ele sentia como se estivesse num pesadelo horrível que nunca terminaria. Não conseguia entender... Depois de tantas guerras, tantas lutas por que seu irmão tinha que sucumbir agora que estavam em paz? Shun tinha tantos planos para os dois que não conseguiriam cumprir a metade mesmo que vivessem mais 100 anos. Ele consegue ouvir a voz de Hyoga, dizendo:

"Shun, nós estamos aqui!"

Seiya percebeu o quanto aquele apoio estava sendo importante, mas sentia que não seria o suficiente para amenizar o sofrimento do amigo. Na verdade, nada que fizessem ou dissessem poderia acalmar o jovem de cabelos verdes. Aproveitando-se do fato de ninguém levar suas palavras muito a sério, Seiya usa de um tom brincalhão para dar o seu apoio, tocando no ombro do amigo enquanto dizia:

"Não fique assim, Shun. Seu irmão é forte e logo estará aprontando por aí."

Ao perceber que Shun já estava melhor com o apoio de seus amigos, Saori afirma num tom delicado:

"Eu cuidarei da burocracia no hospital. Você não está em condições para fazer isso."

Apesar de todo o seu sofrimento, o jovem Andrômeda sentia a boa intenção de seus amigos e tentava encontrar forças para agradecer-lhes. Foi com muito esforço, que ele conseguiu parar momentaneamente seu choro compulsivo para agradecer, ainda muito emocionado:

"Obrigado, amigos."

Naquele dia, Shun só conseguiu acalmar-se e dormir com ajuda de medicamentos. O apoio de seus amigos seria fundamental para essa difícil etapa, pois ele sabia que precisava estar forte para quando seu irmão acordasse. Era pensando dessa forma que Shun tentava controlar as suas emoções e demonstrar força e confiança perante Ikki.

- # II # -

Os dias passam e o quadro de Ikki vai melhorando embora ele não saia do coma. Estávamos no 15º dia e Shiryu tinha voltado da China para dar um apoio ao amigo, que visitava o irmão diariamente e ficava durante todo o horário de visitas, às vezes até sobrepujava-o, pois os médicos e enfermeiros notavam que o paciente sempre tinha grandes melhoras ao receber a visita de seu irmão e por isso incentivavam o rapaz a conversar e tocar Ikki. Num desabafo calmo, Andrômeda confessa ao chinês:

"Sabe, Shiryu, nesses últimos dias venho acompanhado o meu irmão. Não consigo pensar em outra coisa... Como você já sabe, os médicos costumam avaliar o coma de 1 a 15, sendo que o estágio 1 é praticamente a morte cerebral e meu irmão chegou a estar no nível 2 por 3 vezes... Eu mesmo achei que ele não fosse resistir, mas conseguiu. Hoje ele está no nível 14 e praticamente escapou da morte, porém os médicos acreditam que, devido às lesões no cérebro, Ikki ficará com seqüelas eternas. Eu devo confessar que venho rezando todos os dias para que ele acorde, não importa como. Cuidarei de meu irmão pelo resto da vida se isso for preciso..."

O chinês sente um frio na espinha ao ouvir essas palavras, mas tenta não deixar que sua angústia transpareça. Num tom descontraído, ele declara:

"Todos sabem o carinho e respeito que você tem pelo seu irmão. Nós o ajudaremos no que pudermos. Ah! Eu também ando rezando pela saúde dele."

Ao ouvir essas palavras, Shun encara o amigo com brilho nos olhos. Sabe da veracidade do depoimento e deixa que suas emoções transpareçam-se. Num gesto carinhoso, Shun abraça Shiryu e diz:

"Meu amigo..."

Andrômeda não resiste e chora no peito do Dragão. Shiryu o conforta em seus braços. Ele também estava muito abalado pela notícia e imaginava o desespero que havia no interior de Shun. Eles chegam a assustar-se ao ouvir Seiya gritando, alegremente:

"Shun, adivinha!"

"O que foi Seiya?"

O rapaz de cabelos verdes perguntava tristemente. E recebia a resposta em tom alegre e animado.

"Ligaram do hospital. O Ikki foi transferido para um quarto."

"Como? Tem certeza? Ele acordou?" – Shun se animava.

"Calma Shun! Seiya conte tudo o que sabe. "– Shiryu pede.

"Bom, pelo que entendi, o Ikki saiu do coma logo depois que o Shun o visitou pela última vez. Ele foi levado para uma bateria de exames e logo depois foi transferido para a unidade semi-intensiva. Infelizmente ele ainda não acordou..."

"Eu vou pra lá agora!"

Shun diz determinado. Ele tinha certeza de que finalmente poderia ver o irmão com vida novamente. Era como um encanto, um pesadelo que chegava ao fim. Por alguns instantes chegou a esquecer o fato de que seu irmão poderia ficar com algum tipo de seqüelas. O que importava era o fato dele finalmente ter saído do coma.

"Espere, eu vou junto." – Shiryu pede.

"Não, Shiryu! Eu conheço meu irmão, ele é orgulhoso demais... Ele não ficaria à vontade se visse alguém além de mim."

Shun pretendia passar o maior tempo possível ao lado do irmão. Sabia que se Ikki acordasse e houvessem estranhos, não deixaria se levar, não iria se abrir. E ele precisava entender o que aconteceu, saber como poderia ajudar o irmão. Por isso deveria ser só ele... Andrômeda era o único que ouviria os lamentos ou resmungos de Ikki e iria apoiílo, independente do que estivesse acontecido.

"Tem razão... Boa sorte então!" – Shiryu dizia.

"Espero que dê tudo certo!" – O alegre Seiya desejava.

Assim que Andrômeda se afasta, Shiryu pergunta à Seiya, com seriedade no olhar:

"E então, o que acha?"

"Logo vai estar tudo bem! Ikki estará implicando comigo e com o Hyoga... Você vai ver!"

"Ah, Seiya, só você mesmo!" – Shiryu afasta-se sorrindo.

- # II # -

Ao chegar ao hospital, Shun encontrou seu irmão com os olhos abertos, mas ainda distante. Com muito cuidado, ele aproximou-se.

"Ikki? Niisan você está bem?"

Ikki dirigiu seu olhar ao visitante, mas não soltou uma única palavra. Ainda usava uma sonda para alimentar-se e isso dificultava um pouco uma possível expressão verbal. Felizmente já não precisava mais da ajuda de aparelhos para respirar e agora só a bolsa de soro e medicamentos fazia parte da cena.

Num primeiro momento, Shun pensou que não fosse agüentar ver Ikki naquela situação, mas precisava ser forte. Lembrou-se das palavras do médico e sabia que seria uma longa caminhada. Implorou aos céus que não deixassem seu irmão ficar eternamente em estado vegetativo. Num primeiro momento, achou que poderia ser egoísmo, mas sabia que Fênix sofreria muito mais se tivesse que ver o irmão todo dia e não pudesse expressar-se. Ele havia prometido cuidar de Ikki, mas tinha medo agora. Medo de perder seu irmão para uma possível depressão, medo do futuro...

Com toda a delicadeza que pôde, Shun pegou uma cadeira e sentou do lado esquerdo do irmão, segurando sua mão. Tentou retirar todos os pensamentos negativos de sua mente e fazia o impossível para demonstrar coragem e esperança no olhar, pois sabia o quanto Ikki o conhecia e por isso tinha que ser sincero. Andrômeda deu um sorriso sincero ao irmão mais velho e, acariciando o seu rosto, falou:

"Não tema. Estarei sempre aqui, ao seu lado, niisan."

Ikki respondeu à declaração soltando uma lágrima. Apesar de seu esforço, ele não conseguia expressar-se e agradeceu do fundo de sua alma que apenas seu querido irmão estivesse presenciando o seu estado deplorável. Ikki sabia que isso não seria eterno. Logo os seus amigos viriam visitílo, se já não tivessem feito antes, mas queria aproveitar o momento.

Ele sabia e entendia que estava muito mal, mas ao mesmo tempo o sorriso e as palavras do caçula lhe faziam muito bem. Mesmo não podendo responder, confortava-se com as carícias recebidas e prestava muita atenção às atitudes e palavras. Apesar de tudo, Fênix já percebera que a sua visão, a audição e o olfato estavam intactos, mas não tinha certeza sobre os outros sentidos.

"Eu fiquei com tanto medo de perder-lhe... Não saberia o que seria da minha vida sem você!"

Num esforço sobre-humano, Ikki deu um sorriso triste e lançou um olhar carinhoso para o irmão. Shun sentiu-se estranho ao notar que estava contente só por perceber que o irmão o ouvia e parecia não ter problemas em acompanhar os seus movimentos. Ikki certamente não teria problemas para ouvir e enxergar, mas e o outros sentidos?

Agora não era hora para pensar nisso. Depois de tanto sofrimento, angústia e dor, precisava cuidar da saúde física e mental do irmão. Ikki não desistiria tão fácil, por isso Adrômeda deveria confiar em si mesmo mais do que nunca. Shun era o único que o conhecia profundamente e saberia interpretar seus sentimentos, suas expressões. No momento, ele tentava falar ao irmão que o amava e que havia vencido a morte por sua causa.

"Ikki, eu também te amo muito! Juntos sairemos dessa, confie!"

Fênix resolveu confiar nas palavras do irmão. Shun começou a contar tudo o que havia acontecido nos últimos dias, pois via o olhar de indagação e curiosidade no irmão. Ikki não fazia idéia de quanto tempo havia ficado fora do ar e por isso precisava saber o que estava acontecendo.

Sem se importar com o tempo, Andrômeda resolveu conversar e animar o irmão. Infelizmente ele teria que partir para um monólogo e prestar muita atenção aos gestos e expressões que Ikki lhe transmitia sofregamente em resposta às suas palavras. Finalmente Shun começava a entender o quão difícil seria o seu trabalho, a sua vida de agora em diante.

CONTINUA


Antes de despedir-me aproveito para lançar um desafio. O que vocês acham que aconteceu ao Ikki? O que fez ele sofrer o misterioso acidente? (seria acidente?)

Eu avisei que era má Viram onde eu terminei? Bom, espero que eu não tenha ofendido ninguém e que vocês continuem gostando e comentando. Até logo!

Antes que eu me esqueça. Devido ao fato de eu estar cursando faculdade, não poderei atualizar tão rápido quanto pretendia. Por isso, peço paciência e um prazo de10 dias entre um capítulo e outro. Eu sei que o capítulo 3 já está pronto, mas não sei quando poderei fazer os demais e é em respeito aos meus leitores que farei esse período de espera, por tanto, até o dia 11/3! Desde já agradeço a atenção e o carinho que estão demonstrando para com essa minha obra. Um beijão da Nana.