Notas da Autora
Aiko acaba...
Então, ela...
Capítulo 2 - Yukiko
Naquele instante, uma dragoa das neves alva que havia acordado, após dormir por milênios, estava voando pelos lugares, vendo o que havia mudado nos séculos que ela passou dormindo. As suas asas imensas cortavam o céu e muitos a reconheciam como a Dragoa da justiça, um dragão da neve com poderes sagrados, que tinha dentre as suas habilidades, a capacidade de selamento e que no passado, antes do pacto assinado por anjos, caídos, dragões e demônios, ela agia como a mão direita de Kami-sama, julgando e aplicando as penas proporcionais aos crimes que praticavam.
Após o pacto, não podia mais praticar a justiça, pois, os dragões também haviam assinado o pacto. Na época ela não criticou ou ofereceu resistência. A ideia de paz e as regras do pacto lhe pareceram promissoras e mesmo se, por algum motivo, julgasse que tal pacto era ruim, ele havia tido grandes apoiadores e muitos o apoiaram em decorrência das inúmeras perdas nos campos de batalha.
Portanto, não poderia fazer nada, mesmo que quisesse.
Então, uma sensação que há milênios não sentia, surge e ela sente um poder, sendo que ao olhar em volta, fica estarrecida, pois, onde ela estava, deveria ser impossível sentir tal poder, ainda mais com o pacto, já que havia a concentração de muitos akumas naquele local.
Afinal, havia muitas presenças demoníacas no local e um anjo de tal pureza, em um local desses, era algo muito estranho.
Se fosse na época que reinava as guerras, não seria estranho. Mas, atualmente, era e rapidamente, se concentra, procurando a origem.
Longe dali, o belo cervo continuava correndo, se afastando do local, até que surgem círculos mágicos vermelhos de transporte, no total de três e deles surgem três akumas, que faziam parte do harém de Issei, mas, que ficavam na parte de cima da mansão, pelo que ela desconfiava, pois, eram diferentes dela em suas feições e também, estavam felizes, apesar de estarem praticamente, nuas.
- Vejamos... uma escrava fugitiva. Issei-sama nunca nos perdoaria se a deixássemos fugir. – ela fala manhosa, com o dedo mindinho nos lábios – Só de me imaginar sem o pênis do mestre em mim...
- Nem fale. É tão gostoso.
- Com certeza.
Nisso, elas começam a se masturbar, aterrorizando Aiko, que não conseguia imaginar como elas podiam achar tal ato prazeroso. Ele era no mínimo horrível e somente trazia dor e sofrimento.
Portanto, era inconcebível a Aiko a atitude delas.
O cervo tenta se esquivar, mas, elas atingem um raio vermelho nas patas do animal, fazendo ele cair, sendo que uma das patas foi destroçada.
Chorando, ao ver o animal agonizando, ela acaba ativando inconscientemente o seu poder, fazendo vários animais avançarem nelas, com elas matando muitos, até que eles conseguem mata-las, já que elas não receberam treinamento de luta por serem usadas, exclusivamente, para o prazer de Issei, que havia se tornado um demônio de classe alta e era cotado para ser o próximo Maou.
Com lágrimas nos olhos, olhando para todos os corpos, ela começa a orar, derramando lágrimas de pesar e de pena, acabando por ativar o seu poder de ressuscitar, sendo algo que fazia inconscientemente.
Um domo, translucido e brilhante surgiu, curando e ressuscitando todos que eram envolvidos por essa luz. Os animais foram ressuscitados, assim como as akumas, que despertam confusas, sendo que vão fazer algo contra Aiko, que está encolhida chorando, confusa sobre o que deveria sentir, quando um vento violenta, entornando árvores, as afasta da jovem, com as mesmas olhando estarrecidas para um enorme dragão alvo e peludo que olhava com ira para elas e antes que as mesmas pensassem em se teleportar através dos circulo mágico, são congeladas sumariamente por uma rajada de neve e gelo de propriedades sagradas que purificam ambas, somente restando o contorno no gelo de seus corpos, para depois, a dragoa fazer um movimento de constrição com a pata, transformando as esculturas de gelo em pó ao espatifa-las, como se uma força invisível fizesse isso e as mesmas flutuam pelo ar em minúsculos pedaços, até que estes desaparecem.
Yukihana pega a jovem, sendo que Aiko está assustada e tremia muito, enquanto chorava. O seu medo não era em relação a dragoa, pois, a achava linda e sim, por medo que aquela dragoa a levasse para a mansão de Issei.
Portanto, a jovem murmura com lágrimas nos olhos, implorando:
- Por favor, não me leve para lá. Por favor. Eu imploro.
- Não se preocupe. Vou salvá-la – os olhos azuis da dragoa brilham, até que cessam, sendo visíveis as lágrimas em seus olhos, enquanto olhava bondosamente para a jovem - Coitada... acabei de ler a sua mente. Você sofreu tanto. Venha. Vou leva-la daqui.
Então, alça voo com a jovem, decidindo ir até os seus domínios, enquanto olhava a marca na pele dela, feita a ferro e fogo.
Os animais observaram Aiko se afastando, para depois se dispersarem na natureza.
Após algum tempo, ainda com as suas asas e auréola, nota que descem em uma bela mansão, com a dragoa, colocando ela gentilmente no chão, para depois assumir uma forma semelhante a humana, surpreendendo a jovem que se sente fraca e antes que caísse no chão é amparada pela dragoa, que a leva até a sua mansão, colocando-a em uma cama confortável, enquanto suspirava, após fazer uma análise da marca e da coleira que usava.
- Aquele bastardo desgraçado... – ela olha com pesar para a jovem adormecida, enquanto sentia vontade de trucida-lo pelo que fez a jovem e pelo que fazia com as outras.
Após algumas horas, ela acorda, sendo que vê círculos mágicos rodeando a sua coleira e ao se levantar, olhando para trás, nota que a marca a ferro e fogo em suas costas, estava com uma escrita azul, por cima, que lembrava gelo, sendo que não conseguia ler o que estava escrito.
- Coloquei um selamento na coleira e na marca. Porém, não posso fazer isso para sempre. Além disso, ele a está procurando. Posso defendê-la dele, porém, ele tem muitos que o apoiam e o fato de ser casado com Rias Gremory, só prejudica a situação, sendo que para agravar a situação, ele será promovido a Maou. Portanto, acabaria comprando uma batalha com o submundo inteiro, sendo que eles têm pacto com anjos e caídos. Haveria os que me apoiariam e teríamos uma guerra imensa com a perda de muitas vidas.
- Ele vai me achar? – ela abraça a si mesmo, tremendo – Não quero guerra, pois, só há dor e sofrimento. Inúmeros inocentes iriam perecer. Uma guerra não é aceitável.
A dragoa suspira e fala:
- Eventualmente, ele irá encontra-la.
- Há um modo de salvar a criança em meu ventre?
- Sim. Eu a criaria como minha filha. Já, você, não poderia se esconder para sempre. Poderia entrega-la aos anjos, mas, sair daqui, significaria ser encontrada e eu teria que lutar contra ele, iniciando uma guerra e mesmo que houvesse você como prova dos atos que ele cometeu, não poderia ser ligado a ele. Essa marca em você e essa coleira foram feitas de forma que não pudessem ser associadas a ele e sim, há um simples akuma. Os caídos e akumas poderiam acusar os anjos de alegarem falsas coisas sobre Issei, um Maou, que salvou a pele de muitos, tendo assim, uma grande influência, sendo também famoso. O pacto poderia ser quebrado. Os anjos não iriam ficar quietos, após o que aconteceu com você. Bem, são esses os cenários possíveis. Claro que são conjecturas, mas...
- Você está certa. Não duvido que isso iria acontecer. Além disso, não quero que inúmeras vidas sejam perdidas pelo que me aconteceu. Muitos só querem viver em paz. Famílias seriam destroçadas e inúmeras crianças ficariam órfãs. Guerra só trás sofrimento e morte. – ela fala torcendo a colcha em suas mãos, enquanto que as suas lágrimas ainda escorriam pelo seu rosto.
- Eu poderia selar o seu poder em sua filha. Ela teria um par de asas como o seu. Se ela tiver várias asas, cada uma de um tipo, não estaria envolvida no pacto. Ela poderia agir como quiser que o pacto não seria quebrado. Afinal, a quebra do pacto, não contempla alguém com asas de todos os tipos, já que asas de anjos são incompatíveis com os de akuma e de caídos. As asas dela serão de uma caída, automaticamente, por ela ser meio demônio por causa daquele bastardo. Selando o seu poder nela, ela manterá as suas asas, tais como a sua, sem perigo delas caírem. Ela terá também de dragão vermelho, de anjo caído, de dragoa das neves e de akuma, sendo que as suas asas não são de anjos comuns e sim, além. Acredito que você seja um anjo lendário que nasce somente de humanos.
- Anjo lendário?
- Sim. Vocês são anjos de alta grandeza e não guerreiros, mas, capazes de ressuscitar qualquer ser, sem mexer com as suas características. Até akumas podem ser ressuscitados. São incapazes de matar qualquer ser e apenas oram pelo mundo. Influenciam a natureza e os animais, menos o homem, por causa do livre arbítrio, mas, podem fazer alguém que é perverso, chorar pelos seus crimes. Geram barreiras sagradas instransponíveis. Todo o local que pisam se torna sagrado, automaticamente. Se estão tristes, chove. Se estão alegres, o tempo fica belíssimo. Não podem cair, pois, não conseguem sentir sentimentos inferiores e iriam desaparecer, antes de caírem. Podem fazer as flores nascerem. Podem curar qualquer um ou vários, inclusive em vários lugares ao mesmo tempo com a mesma eficácia se fosse pessoalmente. Vocês não são anjos guerreiros, mas, suas habilidades são incríveis e o que os torna mais peculiares é o fato de que nascem de humanos e ao chegarem a certa idade, variável, se tornam anjos. É um processo de metamorfose, como o de uma lagarta, virando uma bela borboleta. Você acabou de passar por esse processo. Mesmo assim, desde bebês, tem uma considerável influência, podendo desde que nascem e inclusive, ainda no ventre materno, acalmar pessoas nervosas ou consolar elas, através de sua presença. São sempre meigas, gentis, carinhosas e amorosas, assim como são incapazes de sentirem sentimentos inferiores. Anjos como você, que nascem de forma peculiar, é uma benção dada por Deus aos homens em forma de esperança e de paz. Em qualquer lugar, a presença de seres como você, geraria uma sensação de paz e de harmonia, mesmo em um bairro, por exemplo, ou vila, dependendo do tamanho. Se forem para algum local, podem aplacar o coração dos homens, acalmando-os, assim como trazendo esperança aos corações dos que sofrem.
Aiko fica surpresa ao descobrir o que era e as suas habilidades, até que se lembra de sua situação e pergunta com lágrimas nos olhos:
- E quanto a mim? Não quero voltar. Não quero sentir dor.
A dragoa suspira tristemente e fala, olhando pesarosamente para a jovem que chorava em um pranto mudo:
- Esse selo nas suas costas e essa coleira, estão drenando o seu poder. Foram colocados quando não havia despertado o seu poder e por isso, agem como se fosse um veneno contra você, por assim dizer e para agravar a situação, a criança que está no seu ventre é meio akuma, forçando o seu corpo a lidar com isso, sendo que também é parte dragão, tornando a gravidez difícil, pois, dragões exigem muito. Ou seja. O seu corpo está sobrecarregado e para agravar, não domina por completo o seu poder. A única forma de você aprender a usar seus poderes de forma plena, seria com os anjos. Eu só sei um pouco, após observá-los ao longo dos séculos enquanto voava com eles. Em virtude disso tudo, não acredito que terá muitos meses de vida. Talvez, morra algumas horas ou semanas, após dar a luz. Para salvar o seu filho, para que o desgraçado nunca o procurasse, eu deixaria o seu corpo no estado antes de dar a luz e o seu corpo sem vida, daria a um monstro. Quando aquele bastardo encontrasse o seu corpo, pensaria que foi morta por esse monstro e não terá qualquer vestígio que deu a luz. Além disso, ele sabe que nunca conseguiria usar uma Evil Peace em uma anja de grandeza como você. Esse sistema não funciona contra você.
Aiko abraça a si mesmo, se lembrando do sofrimento e do terror vivenciado naquela mansão, para depois acariciar o seu ventre, falando fracamente:
- Os anjos não podem saber sobre a minha existência, para que assim, não aja o risco de quebrarem o pacto. Ele precisa achar o meu corpo, para parar com a caçada, certo?
- Sim e sem vestígio que deu a luz. Isso é fundamental.
- Eu aceito. Vamos fazer o que você disse. Meu filho deve ter a chance de não ser caçado por ele. Se com a minha morte, ele será livre, assim será.
A dragoa suspira e fala, tristemente:
- Eu lamento tanto, criança... Quem dera que pudesse salvá-la.
Aiko nega com a cabeça e fala, sorrindo, com o rosto umedecido pelas lágrimas:
- Eu que tenho que agradecer a você. Me tirou do inferno. Vai criar o meu filho. Você me salvou. Não conseguiria sair dali. Você disse Evil Peaces. O que é isso?
A dragoa explica sobre o sistema de Evil Peaces, assim como o de cartas, usadas pelos anjos com a diferença entre eles.
Após explicar, a dragoa fala:
- Eu estava dormindo, até alguns dias atrás. Agora que penso, eu tive muita sorte ao acordar e estar voando, naquele momento, próximo de você.
- Não consigo parar de imaginar o que aconteceria comigo, se você não aparecesse. – Aiko fala em um fio de voz, tremendo.
- Quer comer algo? Gosta de algum prato? – a dragoa pergunta gentilmente.
- Não tenho um prato favorito e sim, eu gostaria de comer, por favor. Qual o seu nome?
- Yukihana, a dragoa das neves sagradas da justiça e braço direito de Deus. E você?
- Aiko. Braço direito de Deus? – ela pergunta surpresa.
- Sim. Sou especialista em selamentos e era responsável pelos julgamentos e aplicação das penas. Eu o auxiliava nisso. Eu voava no Tenkai, junto com os anjos. Sou especialista em selamentos, também. Inclusive, eu mesmo selei o meu verdadeiro poder.
- Incrível! Braço direito de Kami-sama! Mas, por que selou o seu verdadeiro poder? É definitivo?
- Não. Como fui eu que fiz em mim mesma, não. Posso quebrar quando desejar. Mas, nesse mundo, não posso fazer isso.
- Por quê?
- Eu vim da fenda dimensional. Inclusive, meu otouto ainda continua voando. Ele sempre foi agitado. Nunca ficaria parado. Eu quis vim para esse mundo há milhões de anos atrás. Porém, para não provocar distorções nesse mundo, eu precisei selar o meu poder. Achei esse mundo interessante, a principio. Conheci Kami-sama, que notou os meus poderes sagrados e me deu o título de dragoa das neves da justiça, me elegendo como o seu braço direito. Meu otouto, conhecido como Great Red, sendo que esse não é o seu nome real, ainda continuava vivendo na fenda dimensional. Ás vezes, eu abro um portal para ir a fenda dimensional para conversar com ele. Há milhões de anos atrás, eles me viam junto do meu otouto e me chamavam de Great White. Na fenda dimensional, podia ficar com o meu poder total. Aqui, isso é inconcebível. O meu elemento base é o oposto do meu otouto. Eu uso neve e consequentemente gelo. Ele usa o fogo. – ela mergulha em recordações – Ele era tão fofinho quando pequeno. Eu adorava pegá-lo no colo. Ele adorava quando eu brincava com ele e adormecia em meu colo. Ele é carente ainda. Preciso visitar ele regularmente. Ele fica deprimido quando demoro em visita-lo. Sempre meu pequeno vermelho.
- Se arrepende da sua escolha?
- Não.
Ambas dão as mãos, para depois a dragoa das neves falar:
- Vou preparar algo para você comer. Já volto, agora, descanse.
A dragoa se retira, enquanto a jovem deitava na cama e fechava os olhos, orando para que não tivesse nenhum pesadelo.
Por meses, as duas convivem como grandes amigas. Yukihana fez um selo na mente de Aiko, para que ela não se lembrasse da violência, a fim de viver os seus últimos meses de vida, sem os pesadelos do tempo que era escrava sexual de Issei.
Conforme se aproximava do momento para dar a luz, Aiko foi se sentindo fraca e no último mês, esteve de cama, sendo que sabia que teria uma menina, pois, a jovem descobriu o sexo do seu bebê, através da dragoa e só se acalmou, após chorar muito, frente a promessa de sua amiga de que a filha não teria o mesmo fim da mãe, além de Yukihana prometer que iria adotar como filha.
Ela contou a Aiko, sobre o fato de que, se ela adotasse a filha dela, a menina herdaria a responsabilidade de Yukihana, no caso, a que não podia executar, mas, ela sim, pelas asas que teria. A dragoa queria ser sincera com a amiga e Aiko aceitou, com a promessa que Issei nunca a pegaria e Yukihana promete que algo assim nunca irá acontecer acalmando a mãe dela que havia murmurado em um misto de surpresa e de felicidade, assim como de orgulho: "Minha filha, guardiã da justiça em nome de Deus. Será como uma super heroína".
Ela havia ficado feliz, pois, era fã de história de super heróis. Os idolatrava.
Naquele instante, ela estava dando a luz, sendo que apertava os lençóis com força, enquanto forçava a passagem do bebê pelo seu canal, com Yukihana sendo auxiliada por servas que ela criou com os seus poderes ao moldar neve e dar uma vida artificial.
Após horas, com Aiko gotejando de suor, a filha dela nasce e após limpar a pequena, entrega para a mãe, que chora emocionada ao ver que os cabelos dela eram alvos e tinha os seus olhos. Aiko chorava de emoção, enquanto a beijava na cabecinha, sendo que começa a sentir os olhos pesados, assim como se sentia fraca, com a sua filha sendo amparada por Yukihana, que deita delicadamente Aiko na cama.
A dragoa concentra os seus poderes na jovem e fala, pesarosamente:
- Você está morrendo. Preciso usar a minha magia, agora. Qual o nome dela?
- Yukiko... Eu sempre amei a neve. Viver em um lugar rodeado de neve com você foi maravilhoso. Creio que é hora do adeus. – ela fala sorrindo fracamente, sendo que estava ciente de que não iria sobreviver por muito tempo.
- Sim, minha amiga.
- Se um dia eu poder voltar, eu quero ser a sua amiga, de novo. – ela fala com lágrimas nos olhos.
- Eu também gostaria de revê-la, amiga. – a dragoa fala com lágrimas nos olhos.
Aiko segurava Yukiko em seus braços, deitada na cama, acariciando um dos fios do seu bebê, que olhava para a genitora, em cujos olhos havia apenas amor para com a sua filha, enquanto a dragoa se afastava e usava círculos mágicos embaixo da jovem, nos lados e em cima. Aiko fala com a voz fraca, mas, sem deixar de sorrir para a filha:
- A mamãe sempre vai estar com você, meu amor. Eu amo você, minha filha. Perdoe a mamãe por não poder estar com você.
Então, ela começa a fechar os olhos, desejando ardentemente poder estar com a sua filha. Era um desejo ardoroso, vindo do fundo do seu coração, enquanto que a dragoa terminava de usar a sua magia, chorando, falando em pensamento:
"Adeus, minha amiga e prometo que vou cuidar da sua filha. É uma promessa."
Então, o corpo de Aiko brilha e uma esfera de luz alva, sai da anja, para a filha, entrando no corpinho da mesma, provocando o surgimento de três pares de asas. Uma de anjo, só que translucidas e brilhantes, outra de anjo caído, por causa da influência do sangue do genitor, uma de akuma e outra de dragão vermelho, com Yukihana decidindo fazer o ritual para transformar o corpo da pequena em dragão, sabendo que ela ganharia um novo par de asas, iguais aos dela e faria o ritual mais tarde, para torna-la sua filha, a transformando em um Half Dragon (meio dragão).
Então, ao terminar o ritual, sendo que chorava por perder a sua amiga, pega a pequena e a leva para o berço que Aiko montou por si mesma, sendo que também havia decorado o quarto de sua filha, se divertindo, com a dragoa ajudando.
Após deitar a pequena no berço, ela vai até o quarto e usa outro encantamento, para fazer o corpo dela voltar ao estado em que a encontrou, sem a criança em seu ventre, para depois pegar o corpo e voar dali, sabendo o local que deveria deixa-la, mostrando que ela até tentou fugir, mas, não conseguiu e como não havia traços de que ela deu a luz, Issei pensaria que ela sofreu um aborto natural, meses antes de morrer, sendo que removeu, também, quaisquer odores estranhos do corpo da jovem.
Após deixar o corpo dela, sendo que estava na forma humana, ela estimula um dos monstros daquele local a atacar o corpo de Aiko, enquanto se afastava dali.
Após algumas horas, Issei, que havia ordenado as suas servas mais fieis que a procurassem, sem levantar suspeita de outros akumas, aparece em um circulo mágico ao lado do corpo de Aiko:
- Pelo visto, essa desgraçada morreu.
Então, ele pega o corpo dela com vários cortes e marcas de dentes, como se estivesse carregado lixo e a leva até um médico que estava sobre controle mental dele para examinar o corpo dela em busca de algum sinal que ela deu a luz, torcendo para que isso não tivesse acontecido, pois, só traria dor de cabeça a ele.
Após algumas horas, o médico fala que não há sinais de que ela deu a luz, já que o colo do fêmur não mostrava indícios da passagem de um bebê e que ela deve ter tido um aborto natural.
Issei se recorda de onde a encontrou e acredita que seja possível, em virtude do stress que o corpo dela teve que lidar.
- Pelo menos isso. Eu pensava que teria que me livrar do bastardo, também. Se bem, que não posso ficar feliz, pois, eu perdi o meu brinquedo preferido. – ele fala irado, torcendo os punhos, removendo a coleira dela.
Então, se afasta, mas, não sem antes implodir o local ao encontrar os tubos contendo gás, embaixo da clínica, provocando uma explosão imensa, enquanto sumia em um circulo mágico, decidindo que iria relaxar com algumas de suas escravas.
