Yuki
Capítulo II –
Você pertence a mim!
"Estou me arruinando,
Estou decaindo
Estou me afogando
Ajude-me a respirar
Estou me machucando,
Perdi tudo isso
Estou perdendo
Ajude-me a respirar."
Kageromaru olhou para o yokai com espanto, o ser auto-denominado Sesshoumaru o segurava pelo pescoço com uma de suas mãos, Kageromaru tentava se soltar, mas era inútil. Sesshoumaru era forte demais, muito forte para um yokai desta época.
– Argh. Fui eu que te despertei, não me mate, por favor – Kageromaru tentava suplicar pela sua inútil vida, o seu monstruoso rosto se contraia de medo. Sua voz gutural era abafada pelas presas do yokai de cabelos pratas.
– Criatura inútil, vai suplicar pela sua vida? Patético, um guerreiro de verdade nunca se mostra fraco perante o seu inimigo. A única coisa que lhe resta é a morte!
Ele enfia as garras no peito de Kageromaru em um ato de total barbárie, de dentro da cavidade começou a sair bolhas como se Kageromaru estivesse derretendo de dentro para fora. O yokai solta Kageromaru quando percebe que o corpo dele já se esvairia de vida. Na face da vitima o horror em seu olhar.
Ele havia matado meu alvo, que tipo de yokai será este que mata o da mesma espécie? Sua atenção é voltada para mim, ainda sentada no chão observando de camarote aquela palhaçada toda. Os olhos dele são dourados, lembrava vagamente raios de sol de um dia quente de verão.
Lindos olhos dourados.
Finalmente ele percebe minha presença, deu um passo em minha direção, mas fui rápida o suficiente para pegar a arma que meu alvo havia arremessado anteriormente para longe de mim. Apontei para ele. Minha mão continuava sangrando, e como doía, tento esquecer a dor por alguns instantes e passei a me concentra no meu novo inimigo. Ele não parecia amedrontado nem mesmo quando engatilhei a arma e mirei em sua cabeça, continuou a andar em minha direção, com as garras prontas para me atacar.
– Mais um passo e eu te mato seu yokai!
– Oh, você pretende matar esse Sesshoumaru? Humana inútil.
Ele continuava a se aproximar de mim, O brilho verde em suas unhas reluziram por um instantes, entendi finalmente que aquele yokai era venenoso, extremamente venenoso para ser exata. Ele tenta me atacar, mas algo parece ter o impedido.
Algo muito estranho
Um brilho surge no pulso dele, fazendo ele parar a poucos segundos de meu rosto, contemplei por uns instantes o brilho esverdeado até me dar conta que ele não seria capaz de me atacar;
– E então? Você não ia me matar? Mudou de idéia? Ou percebeu que não seria forte o suficiente para isso?
Parecia que ele estava paralisado, nem mesmo as ofensas que eu havia dito teve o poder de faze-lo prosseguir com seu ataque. Seus olhos adquiriram um leve tom avermelhado, e eu pude ver as presas em sua boca, apesar da aparência semi-humana ele havia em fim demostrado a sua natureza de monstro.
Abaixando a garra ele segurou o pulso que brilhava cada vez mais forte. Levantando um pouco a manga do kimono ele olhava pensativo para a estranha marca que aparecia em seu pulso. Era um desenho de uma corrente, ela brilhava a cada vez que ele tentava avançar sobre mim, e pela maneira que ele agia era como se ela fizesse o yokai sentir alguma dor. Após alguns segundos ele parou de tentar atacar.
– Humana o que você fez comigo?
– Eu não fiz nada, se você está assim o problema é unicamente seu!
Contemplado em descobrir o significado da marca desenhado ele não se moveu, resolvi me acalmar, guardei minha arma de volta no coldre preso em minha calça. Ele não me parecia tão ameaçador afinal. Fui até o corpo de Kageromaru, confirmei seu óbito e recuperei meu punhal que estava perto dele. Um lindo punhal prateado manchado com o sangue de um ser desprezível, quantas vezes eu já o usei para matar um yokai? Acho que perdi a conta.
Guardei novamente em minha roupa. É, esse punhal realmente fora útil hoje.
– Pelo menos o meu trabalho está cumprido, mas ainda falta você, não pense que só porque você me ajudou eu vou deixar de te julgar.
– Julgar? – Indagou, retomando aquela posição impecável.
– Yokai, você tem licença para permanecer no mundo humano?
– Esse Sesshoumaru não precisa de permissão de ninguém.
– Você é muito orgulhoso para um yokai. – Conclui ironicamente, coisa que não foi percebida por ele – Parece que você não esta familiarizado com as regras desta cidade. Vou te dar cinco segundos para me convencer a não te levar preso – A ironia do sorriso dele me irritou. – Pensando melhor, Te dou cinco segundos para me convencer a não te matar!
Pego novamente a arma, engatilho e aponto para ele.
– Um.
Ele ficou parado me observando.
– Dois.
Aqueles olhos eram intrigantes
– Três.
Maldito yokai de olhos dourados.
– Quatro.
Por que ele não se defende? Por que não reage?
– Cinco.
Tempo esgotado. Iria apertar o gatilho sem hesitar, mas meu pulso começou a arder. Aquela marca não estava lá antes! A mesma marca tatuada no pulso do yokai estava agora em meu pulso. Ardia muito, o suficiente a me obrigar a abaixar a arma.
Aquela dor era irritante.
Por algum motivo, o yokai chamado Sesshoumaru havia se interessado naquela reação. Ele parecia tão surpreso quanto eu.
– O que você fez comigo? – Gritei apontando a arma para ele com dificuldade, grande erro, a marca novamente arde, como se meu pulso estivesse em brasas, uma força maior que obrigava a abaixar a arma que ameaçava o meu pseudo-inimigo – Argh, merda.
– Humana, qual é o seu nome?
– Isso não te diz respeito.
– DIGA!– Ele gritou em um tom autoritário, quem esse ser pensa que é para mandar em mim?
Hesito por alguns instantes. Qual seria o interesse em meu nome? Sem muitas opções resolvo revelar.
– Nakayama Rin
– Nakayama? – Maldito sorriso irônico.
– O que você fez comigo? Que truque ardil esta usando em mim?
O silencio dele me incomodava, não parecia com vontade de responder minhas questões, momentaneamente ele parecia se divertir com minha fúria.
– Em que ano nos estamos? – Ele perguntou adotando novamente aquela postura impassível, sim o miserável se diverte comigo.
– 2006.
– Fiquei lacrado por mais de um século – Comenta para si próprio. – Existe mais algum Nakayama além de você ?
Ótimo, um yokai maluco.
– Faz perguntas demais para alguém que está louco. Responderei somente porque você matou o maldito Kageromaru. Neste século existem duas Nakayama's, eu e minha avó
– Isso irá servir. – Ele ponderou por alguns segundos. – Onde ela está? Leve-me até ela.
– Você não a encontrará aqui. A não ser que você vá ao mundo dos mortos. Coisa que eu posso facilmente arranjar para você – Comentei provocando-o , ele rosnou com minha petulância. – A minha avó morreu há três anos.
– Então você é ultima dos Nakayama's. Isso é interessante, a última deste clã dos infernos.
Ele passa por mim e vai em direção a saída daquela cripta subterrânea. Odeio ser ignorada.
– Hey, pra onde você pensa que vai? Eu ainda não terminei as perguntas.
– Eu não tenho mais nada o que fazer aqui, não vou consegui mata-la tão cedo.
– Não pode me matar? Do que esta falando?
– Se você não percebeu humana – Ele frisou a minha raça com escarnio – Esse símbolo em nossos pulsos nos impede de nos matarmos, isso é algum tipo de feitiço daquela humana infernal.
– Feitiço? Daquela humana? Responda as minhas perguntas.
– Deveria saber as respostas, já que é por culpa de sua família que nos encontramos nesta situação. Você me despertou do meu lacre imposto por sua digníssima família.
Sarcasmo, puro e simples.
– Do que você está falando?
– Isso não lhe diz respeito. Cedo ou tarde eu rompo o lacre, e quando vier te matar quem sabe eu te conte.
Sesshoumaru tenta sair daquele tumulo subterrâneo, mas uma barreira azulada o impede.
– Eu não posso sair sem a autorização dela. Isso quer dizer que ela... – Ele murmura palavras inaudíveis
Guardo a arma novamente, por alguma razão eu não via necessidade de usa-la contra ele. Olho novamente para o corpo do meu alvo, pelo menos meu trabalho estava cumprido por aquela noite, amanhã certamente terei um novo yokai para matar, uma nova vitima de meu julgamento.
Sesshoumaru continuava parado, olhando pensativo para mim. Sem me importar eu me dou por vencida, ele não iria responder nada para mim, resolvo ir embora daquele lugar e reportar para a Shikon o acontecido daquela noite. Sesshoumaru subiu comigo sem pronunciar nenhuma sílaba. Após subirmos as escadas, a passagem se fecha, estávamos novamente na casa do poço, sem nenhuma iluminação, só restando a escuridão, meus olhos rapidamente se acostumaram com o lugar, e eu consigo enxergar claramente. Bato duas vezes no chão para me certificar que aquela entrada havia de fato se fechado. Aquilo só poderia ser magia antiga.
Sesshoumaru continuava a me seguir, mesmo quando eu sai dos templo.
– Yokai, pare de andar atrás de mim! Siga seu caminho, e espere um anjo negro para te matar.
– Não tenho escolha, continuarei a te seguir, mesmo não gostando nem um pouco deste fato.
– Ah?
– Idiota. – Ele sibila com o olhar irritado. – O feitiço esta prendendo a minha alma a sua.
Meus olhos estavam vermelhos por causa da escuridão e Sesshoumaru os encarava, devia estar curioso.
– Como assim o prende a mim?
– Eu já disse que fui lacrado pela sua família, e foi você quem acabou com este lacre, e a não ser que você reverta o feitiço eu terei que te seguir. Acostume-se.
– Não me diga que eu sou sua dona agora?
Ele não respondeu, virou o rosto para não me encarar, o desfecho daquilo estava sendo melhor do que eu esperava. Por um instante eu fiquei em silencio para absorver os fatos, parecia que ele estava mais indignado que eu, ser "Bichinho de estimação" De uma humana é algo impensável para um yokai com o porte de Sesshoumaru.
– Que ironia.
– O que diz, humana?
– Doce ironia do destino, eu aposto que você era um poderoso yokai da era feudal que matava os humanos sem dó ou piedade, e agora tem uma mestra humana. – Dou uma risada de pura satisfação – Como deve ficar seu orgulho, ele deve estar em frangalhos.
– Atreva-se a dizer isso de novo e eu vou ...
Cortei as palavras dele com um sorriso triunfante.
– Ou você o que? Você não pode tocar em sua mestra para mata-la, e mesmo se consegui eu acabaria com você, mas não se preocupe, eu não pretendo mata-lo, não ainda sem antes saber o porque de Kageromaru querer acorda-lo, e até lá você ficará comigo! Veja isso como se fosse algo bom, quem sabe eu não te coloque uma coleira e o prenda nos fundos de meu apartamento.
Aquele rosnado, ahhh, o doce som do rosnado que soava dele me inebriava.
– Não vou receber ordens de humanos, muito menos de uma Nakayama!
– Orgulhoso, não se abaixa perante a ofensas. Devo informa-lo que você não tem muita escolha, eu sou sua mestra e isso é uma ordem! E pense bem, você esta no mundo humano, sem conhecer nada, num século diferente do seu, acha mesmo que sobrevive? Não te dou nem uma semana para ser morto, ou pego para experiências cientificas.
Silêncio. Ele não tinha escolhas, por fim parece que ele percebeu isso.
– Senhorita Yuki, onde você está? – Ao longe Momiji gritava, procurando por mim com uma lanterna. – Botan tem certeza que ela esta aqui? Tá tão escuro, ela não viria pra cá!
– Tenho, eu senti a aura dela por aqui Momiji. SENHORITA YUKI! – Grita Botan apontando a lanterna dela pro rosto de Momiji – E além do mais nos estamos falando de Yuki ela não se importaria com lugares escuros, aposto que os acha até bom para se ficar.
Maravilha, elas estão vindo para cá.
– São as minhas assistentes, esconda-se. – Ordeno para Sesshoumaru.
– E porque? Eu não posso mata-la, mas posso matar outros humanos! Faz mais de um século que eu não mato um humano e eu quero me divertir com a sua raça.
– Você não ousaria tocar nelas, e nem em outro humano enquanto estiver sob o meu comando! E eu não estou pedindo para você se esconder eu estou ordenando! Vá.
Ele levanta uma sobrancelha, parece que não gosta de ser contrariado, azar o dele eu não tenho tempo de ser babá de um yokai crescido, e se minhas assistentes o vissem com certeza iriam querer explicações e o que eu iria dizer? Seria algo como tão patético explicar aquela situação para as duas que nem elas iriam acreditar; Quem sabe se eu não dissesse "Momiji, Botan esse é Sesshoumaru. Um yokai que eu sem querer despertei de seu sono milenar imposto pela minha família, ah sim! E por falar nisso ele vai ser meu escravo para o resto da vida dele! Divertido vocês não acham?" Com certeza elas me achariam uma louca!
E por falar em assistentes, elas se aproximaram de mim gritando que me acharam. As duas apontaram as lanternas meu rosto. Estavam preocupadas. Parece que Sesshoumaru havia obedecido minha ordem, já que o lugar onde ele estava parado esta vazio. Escuto algumas folhas se mexendo de uma árvore e de relance um kimono branco reluz quando a lua ilumina um galho. A contra-gosto ele acatou minha ordem.
– Senhorita Yuki, você esta bem? – Momiji pergunta com curiosidade
– Nos ficamos muitíssimo preocupadas com a senhorita. – Comentou Botan
– E então? Você matou Kageromaru? Ele te machucou? Teve muito sangue? – Uma animada Momiji desta a perguntar. Irritante, muito irritante.
– Acalme-se. Você pergunta demais para uma simples assistente. Kageroumaru está morto, estou machucada na mão, mas nada para se alarmar, e francamente, que especie de pergunta é essa de "Ter muito sangue" Deixe de ser criança. Por fim, pare de apontar essa maldita lanterna para meus olhos, eles estão ardendo com essa luz toda! – Momiji e Botan estavam tão acostumadas com o meu maravilhoso humor que nem se importaram com as palavras felinas.
– Que bom que a senhorita esta bem! E seu ferimento? Está doendo? Quer um hospital?
– É um arranhão, você vai a um hospital quando se arranha? Creio que não! – Respondo azeda, de fato, não era só um simples arranhão, estava pingando sangue, mas já tive ferimentos piores. – Vão para casa, por hoje já chega. Espero vocês na Shikon.
Elas assentiram com a cabeça. Desço as escadas do templo enquanto vejo as duas acenando para mim. Quando não podia mais avistar as duas, Sesshoumaru apareceu perto de mim. Ele é bom, mal senti a sua presença ou se quer o seu cheiro.
– Hum! Pelo menos cumpriu minha ordem yokai.
– Poupe-me de seus agradecimentos. Não tinha vontade de ver mais humanos, olhar para a sua face já é mais do que suficiente.
– Tomarei isso como um elogio, já que você está sendo tão humilhado, mas é melhor se comportar senão coloco uma coleira em você. – Respondo com a mesma ferocidade que ele usou comigo. Meus olhos vermelhos faiscavam com a ironia usada.
– Seus olhos. – Ele parecia surpreso ao encara-los – Por que eles são vermelhos?
– Quando começar a responder as minhas perguntas eu respondo as suas, por enquanto isso não é de sua conta.
Caminhamos por uns três minutos trocando despautérios, já dava para avistar algumas luzes dos postes da cidade. Eu tomei cuidado para que ninguém nos visse, mas naquele horário seria meio que impossível que alguém aparecesse, nenhuma alma viva permanecia na rua as duas da manhã, pelo menos ninguém com boas intenções. Andamos até uma das ruas mas desertas que eu havia encontrado, e lá estava meu carro, o meu lindo Ferrari preto. Como eu gosto deste carro, um prazer pessoal atingia meu ego a cada vez que eu ligava o motor dele, era nele que sentia-me superior nas noites de caçada, dizem que a primeira Ferrari de alguém tem que ser vermelha ou preta, a segunda azul ou amarela e por fim você compra uma prata, talvez seja uma lenda, talvez a minha Ferrari e minha moto de corrida seja as únicas coisas que eu estimo na minha vida de Anjo Negro.
Desligo o alarme que faz um pequeno barulho, Sesshoumaru recua um passo assustado, enquanto eu abria a porta ele ficou parado olhando para o carro, eu podia sentir que ele estava curioso para saber o que era aquilo, mas o orgulho dele era mais forte, ele nunca iria admitir isso.
– Você nunca viu um carro na vida? – Ele não respondeu nada. – Esquece, nem sei porque perguntei. Funciona assim, você entra e eu dirijo. – Sesshoumaru parece que não havia entendido pois estalou as garras como se quisesse atacar o carro. – Esse é o meu carro, ele serve para me levar para onde eu quiser. E se não quiser que enfie uma bala no seu coração não se atreva a arranhar a pintura com essas suas unhas venenosas. – Ele entra meio que a contra gosto, se acomoda no banco e fica olhando eu ligar o carro. Curioso o suficiente para indagar o que não conhece, e orgulhoso o suficiente para descobrir sozinho sem a ajuda de ninguém, grande aquisição, parece uma versão masculina minha. – Apesar de eu querer que você morra se batermos acho melhor você colocar o cinto de segurança.
Ele ficou me olhando sem entender. Dou um suspiro cansado, pego o cinto dele, ele se assusta com a aproximação repentina, depois de preso eu dou partida no carro. Cada movimento meu era como se ele me analisasse. Depois de dez minutos em total silêncio eu começo a sentia um certo incomodo com esse yokai ao meu lado sem dizer uma única palavra. Dou uma olhada em Sesshoumaru de canto de olho, ele estava com o olhar fixo na paisagem da janela, para as pessoas do lado de fora, para os prédios e etc.
– Deve ter mudado muita coisa nestes últimos anos, você deve estar se sentindo meio estranho, não é?
– Humana, onde nos estamos?
– Em Tóquio.
– Onde estão os yokai? Eu não os vejo em lugar algum.
– Não é porque você não os vê que dizer que eles não estão lá.
Paro o caro no sinal vermelho, o centro de Tóquio estava cheio, o que não era novidade. Pessoas e turistas que gastavam seus dinheiros num frenesi de compras. Algumas prostitutas que disputavam a atenção dos homens, algumas se atreviam a chegar perto dos carros e ofereceram os seus "serviços" nenhuma parecia se importar com o horário, e nem ao menos com o frio que fazia naquela madrugada. Eu agradeci mentalmente de ter vidros fumê no carro, assim ninguém poderia nos ver.
– Como?
– Hum, deixa-me ser mais clara. Digamos que os yokais não são bem vindos nesse mundo, os que residem aqui estão disfarçados. Olhe lá – Aponto para a calçada – Está vendo aquela prostituta ali? Ela é uma yokai, aquele homem na frente daquela loja também. Também estou identificando mais dois ali naquele restaurante.
– Isso é algum tipo de magia?
– Digamos que sim. Muita coisa mudou, mas eu não irei revelar para você, já que você não responde minhas perguntas.
– Você é uma meia-yokai.? – As palavras dele saíram com nojo, como se a mistura entre as duas raças fosse algo impuro aos olhos dele, não o culpo, concordamos nisso.
– O que faz você pensar que eu sou algo tão impuro?
– O cheiro de seu sangue é diferente do sangue humano. – Respondeu olhando rapidamente para o machucado da minha mão, agora amarrado com um pedaço de pano para o sangue estancar, demoraria para cicatrizar completamente. – O cheiro não é humano, é algo que não seu identificar.
– Não, eu não sou uma meia-yokai, e não tenho parentesco nenhum com essa raça, eu sou um Anjo negro.
– ...
– Tem muita coisa mudada neste mundo, yokai. A sua espécie não é mais bem vinda aqui, e eu trabalho para controla-la, sou uma juíza, eu os julgo e dependendo do meu veredicto eu posso mata-los.
– E como os yokais deixaram se dominados por essa raça tão inferior, nos somos mais fortes que vocês humanos.
Presunção, ironia, sarcasmo, orgulho, poder. Ele realmente é a minha versão masculina.
– Nenhum yokai é mais forte do que eu, e não se atreva a dizer isso, você não sabe o quanto a sua raça já me fez sofrer.
– Engano seu humana, eu sou mais forte que você, mas forte do que qualquer humano.
– Isso é algum desafio? Não se atreva propor esse desafio. Você pode ter sido forte em sua época, mais hoje em dia não é ninguém, vocês nem ao menos existem para a sociedade. São lendas, nada mais do que isso.
– Você não é humana e nem yokai, então quem você é? Será que é um demônio?
– Eu nunca disse que não era humana, e se sou ou não um demônio, isso depende do meu humor, e acredite hoje eu não estou nos meus melhores dias. Então é melhor você ficar calado.
– Isso é algum tipo de ameaça, você esta querendo me derrotar? Acredite isso não será tão fácil assim.
– Eu adoro um bom desfio.
–
–
–
A maravilhosa Tóquio sempre foi à cidade que atrai os turistas que procuram alguma distração de suas vidas monótonas e consumistas, e o melhor lugar para isso é a capital do Japão onde bares, restaurantes, cassinos e clubes noturnos funcionam a noite toda para agradar seus clientes. Alguns querem somente se divertir, mas nas ruas de Tóquio a diversão é outra, o que acostumamos a ver não passa de uma fachada, negócios ilícitos são fechados nos cassinos, dinheiros e mais dinheiros são gastos com drogas, bebidas e sexo. Seres mitológicos transitam conosco sem notarmos.
É nas noites ilegais que os fugitivos da Shikon se escondem, eles caçam suas vitimas, ou melhor, seus almoços, nesses lugares. Pobres humanos que se atrevem a entrar nos seus caminhos, e pobres yokais que se atrevam a entrar no meu caminho. E tudo isso por diversão.
Diversão para ambos, para eles e para mim.
A presa e a caçadora.
Dizem que o destino é uma criança levada que adora pregar peças nos humanos, e ele sempre anda acompanhado de sua irmã a ironia. E essa criança levada acaba de fazer uma das suas, me prendeu a um ser da espécie que eu mais odeio. A espécie que me deu medo quando criança e que agora me dá prazer de caça-los. A irmã do destino parece se divertir as minhas custas.
Meu apartamento – 3:00 AM
Quando minha avó morreu a primeira coisa que fiz foi comprar um apartamento, meus gostos com o passar dos anos se tornaram sombrios, por assim dizer, demorei em encontrar o que queria, mas o meu atual apartamento se encaixa perfeitamente ao meu novo estilo de vida. Um prédio calmo, onde os vizinhos pouco se importam com quem dividem o lugar, eles nem se dão ao trabalho de checar os horários de entrada e saída dos moradores. Um lugar afastado da movimentação da cidade e mesmo assim perto de tudo. Uma cobertura, onde eu posso observar as estrelas sem ser interrompida pelos pensamentos de outros seres, somente os meus. E por fim em um lugar bem alto, para que eu possa sentir o vento no meu rosto – Uma diversão tola, suponho, mas mesmo assim um capricho meu.
A decoração era um tanto quanto peculiar; Nas paredes tons frios com um ou dois quadros de arte abstrata, em meu quarto uma cama de casal com doseis dignos de uma princesa. Somente com um grande armário de madeira com a maioria das roupas pretas e pesados sobretudos com bolsos para as minhas armas. E um outro quarto que eu mantinha para treinamento com modernos aparelhos de ginásticas, armas de todo os tipos, inclusive varias katanas penduradas nas paredes que eu adquiri como troféus dos meus inimigos.
Digamos que as katanas são o meu orgulho pessoal.
O único lugar que permaneceu o mesmo desde a compra foi o meu banheiro, revestido de mármore branco com uma grande banheira de hidromassagem na qual eu passava horas descansando, outro capricho meu. Tudo era perfeito, mas agora por causa de uma das peças do meu amável amigo o destino eu estou prestes a permitir a entrada de um ser chamado Sesshoumaru, com aqueles olhos dourados que tanto me fascinam. Destino a sua irmã ironia deve me adorar, pois ela vive em minha vida. Destino as suas peças estão cada vez mais irônicas.
Abro a porta do apartamento, e ligo as luzes, enquanto eu me dirijo para o meu quarto Sesshoumaru observava o local com os olhos, aquele rosto impassível e aquela posição altiva me davam nos nervos, tudo nele me dava nos nervos, como já disse, ele é a minha versão masculina, talvez com mais altivez.
– Não ficaria apreciando tanto a decoração, você não ficará tempo o suficiente aqui. – Comentei baixo, mas sei que ele havia escutado. Tirei a arma do coldre e joguei em cima da cama. – Amanhã verei os arquivos da minha família sobre você, isso se o que você diz é verdade.
Eu realmente estou cansada, olho para o meu banheiro, a banheira parecia me chamar, quero descansar, um banho quente vai relaxar meus músculos e as minhas idéias. Começo a me despir, tiro o punhal e o coloco perto da arma, junto com alguns pentes de bala extras, tiro a minha blusa e me enrolo na toalha, quando Sesshoumaru entra no meu quarto, observando as armas que eu acabei de tirar de minhas roupas.
– Nunca te ensinaram boas maneiras yokais? Bata antes de entrar, eu podia estar nua aqui. – Falei com raiva da intromissão dele.
– Tola. Não tenho nenhum interesse em ver uma humana nua. – Respondeu sem importância.
– E nenhuma humana em sã consciência se mostraria para você, um ser frio e desprezível.
– Não vim aqui para tolerar seus insultos.
– Então pra que veio?– Não pude deixar de usar sarcasmo na pergunta, mesmo estando curiosa em saber o por que dele ter entrado em meu quarto.
– Eu realmente não estou aqui por vontade própria, você mesma disse que eu não sobreviveria neste seu mundo. Deveria se acostumar com minha presença até eu conseguir mata-la.
– Saia do meu quarto antes que eu perca a pouca paciência que tenho e meta uma bala em você. – Respondi, pegando minha arma e apontando para ele. Ele não disse mais nenhuma palavra para me insultar, somente saiu do meu quarto com aquele jeito altivo, acho sinceramente que ele pensa que esta no comando da situação. – Idiota prepotente.
–
–
–
Acordo dentro da banheira, a água outrora quente agora já esfriara, observo o pequeno relógio na parede que marcava quase quatro da manhã. Estou cansada, contando com hoje, já são três noites trabalhando sem tempo para descansar o corpo ou a alma. Preciso de uma noite de sono, mas minha mente não a permite. A quanto tempo não durmo a noite inteira? Parei de pensar nisso quando percebi que as minhas poucas, e quase nulas, noites de sono passaram para uma hora por noite. A razão? O trabalho incensante somada com minha insônia.
Levantei da minha banheira, deixando algumas gotas d'água escorrer do meu corpo, torci meus cabelos e peguei um hobby de seda transparente – Presente de Kagome, de acordo com ela, aquilo iria ajudar quando eu namorasse, que bobeira. Afastando as idéias absurdas de Kagome da minha cabeça, eu coloquei o hobby que colou no meu corpo já que eu ainda estava molhada, entrei no meu quarto escuro e me joguei na cama tentando em vão dormir. Teria mais uma noite em claro.
5:00 Am
Acordo com o barulho irritante daquele pequeno objeto chamado despertador, rapidamente eu o atiro em direção a parede e fazendo o pobre objeto se despedaçar em vários pedacinhos.
Começamos bem o dia.
Levanto da cama e vou para a minha cozinha preparar o meu doce e vicioso café, maldito vicio. Estou com medo de olhar o espelho e ver minhas olheiras, devo estar com uma aparência péssima. Passo pela sala e vejo aquele yokai em posição de lótus perto do sofá, seus olhos dourados agora estavam serrados, ele parecia dormir, tudo bem, aquilo foi uma bela visão, como se ele fosse um quadro pintado, digno de uma exposição no Louvre.
Desisto de observa-lo e preparo o meu café. Ah, aquele cheiro maravilhoso, inalo mais uma vez aquele liquido, derramei em uma caneca de porcelana qualquer e solvi um gole sem me importar o quão quente se encontrava, ou o quão amargo estava. Realmente, começamos bem o dia.
Vou novamente olhar aquele yokai chamado Sesshoumaru, e ele dormia profundamente, ironicamente eu penso se quase um século de sono não fora suficiente? Resolvo deixa-lo daquele jeito e vou para a sala de treinamento, maravilha, um yokai dorminhoco em minha sala. Preciso de mais café para suportar tudo isso.
–
–
–
Já são seis horas, e eu estou aqui treinando até chegar a exaustão. Coloquei uma calça e uma blusa de algodão colado no corpo, ambas de cor preta, e como de costume fiz os meus exercícios matinais. Abdominais, exercícios com a esteira, e entre outras maquinas, fora há meia hora que eu fiquei socando com fúria o pesado saco de pancadas feito de areia, não me importei com o ferimento da minha mão que conseqüentemente reabriu e manchando o saco de pancadas com o meu sangue. Maldito espelho, eu acabei de ver minhas olheiras. Dou um novo soco no pesado saco de areia, o machucado abre novamente e começa a pingar mais sangue. Ignoro a dor
– Humana, por que se tortura? – Lá estava Sesshoumaru parado na porta me observando.
Rasgo um pedaço da minha camisa e amarro no ferimento, grunho de dor quando ardeu.
– Para não deixar que os seres da sua espécie saiam vivos das minhas caçadas. – Respondi calmamente, voltando a socar, imaginei que aquele saco de pancadas era Sesshoumaru, hum, funcionou.
– Ow, é só por isso? – Ele entra no quarto de treinamento e observa as katanas penduradas na parede.
– Não, eu gosto de ver o meu sangue. – Respondo sarcástica. Ele ia pegar uma de minhas espadas, mas eu seguro sua mão – Que feio nunca te ensinaram a não pegar o que não é seu? Não toque nelas.
– Por qual motivo eu te obedeceria? – Disse puxando sua mão de forma bruta;
– Vou explicar melhor, se tocar em meus troféus eu enfio uma bala na sua cabeça.
– Troféus?
– Alguns yokais que matei costumavam usar espadas para o combate, cada uma é um troféu em particular.
Ele ficou calado observando as katanas, vinte katanas pregadas na parede, cada uma com cores, formas e poderes diferentes. Eu não as uso, já que são forjadas para o uso de yokais.
– São muitas espadas.
– Matei muitos yokais. – Comentei secamente. – Estou indo trabalhar. Não saia do meu apartamento. Irei ver os registros da minha família sobre você.
Ele ficou calado com a minha resposta, continuava a observar as katanas com total interesse. Tenho que resolver esse problema o mais rápido possível, assim nunca mais terei que olhar para aqueles olhos dourados.
–
–
–
Paro a minha moto na frente da sede da Shikon, Tiro o meu capacete e tento alinhar os meus cabelos, obrigado genética por faze-los lisos, assim não preciso arruma-los tanto. Observo por alguns instantes aquele magnífico prédio e dou meus cumprimentos mentais – Pela milésima vez – Para o arquiteto que o projetou. O prédio tem no total cinqüenta andares, cada um é dividido por áreas diferentes, sendo que no penúltimo era um lugar de treinamento, e a cobertura é o meu lugar secreto onde costumo "fugir" para descansar.
Estaciono a moto na minha vaga e entro no prédio. Como de costume eu estava vestida impecavelmente de preto com o meu inseparável sobretudo. Mostro para o segurança a minha identificação e pego o elevador amaldiçoando quem colocou aquela musiquinha idiota, quem escolhe essas coisas?
Trigésimo andar, o meu andar.
Passo pelas inúmeras pessoas trabalhando em seus cubículos e vou em direção a minha sala. Para quem não conhece o que a Shikon faz debaixo dos panos deduziria que o lugar é uma empresa multinacional, mas acreditem as aparências enganam. Cumprimento cordialmente algumas pessoas e entro na sala. Sento na confortável cadeira de couro e me apoio a minha cabeça nos meus braços.
Eu estou cansada, cansada de tudo isso.
Alguém bate na porta
– Entre – Resmungo endireitando-me na cadeira. Era Kagome com seu costumeiro olhar preocupado.
– Rin, como você está?
– Ótima, por que não estraria? – Seca, como sempre, mas ela sabia que o problema não era com ela.
– Pois não é o que parece. Você já se olhou no espelho? Você está pálida e com olheiras enormes!
– Meu espelho já me deu esta horrível noticia.
– Rin, esta quantos dias sem dormir desta vez?
– Sinceramente? Perdi a conta, talvez três ou quatro dias, parei de contar no segundo.
Ela suspira, aquele suspiro de irmã mais velha que sabe que a mais nova esta fazendo merda com a sua vida. Maldito complexo de mãe que ela possui.
– Fale com Bankotsu, ele certamente deixaria você tirar umas férias, trabalha aqui com mais afinco do que qualquer pessoa.
Levanto da cadeira massageando as têmporas, que dor de cabeça. Saio da sala e Kagome me segue. Meu deus, ela vai continuar com o sermão.
– Não sei se seria uma boa idéia, capaz desta empresa ser destruída se eu tirar dois meses de férias.
– A Momiji e a Botan contaram que você se machucou. – Ela olha para a minha mão que eu havia enfaixado – Está doendo muito?
– Um arranhão. Kagome peça para a Midoriko trazer os arquivos de minha vó, e diga que eu quero tudo que eles tiverem com o nome da família Nakayama.
– E pra que isso?
– Assunto meu. – Respondo, e com certeza ela não insistiria – Eu vou estar treinando, mandem pra minha sala, diga pro chefe que eu estou no prédio.
– Você não deveria pegar numa arma com a mão desse jeito.
Entro no elevador,
– E desde quando um arranhão impediu a grande Yuki de segurar uma arma? – A porta do elevador se fecha, encosto na parede do elevador e cruzo os braços na frente do peito – Infelizmente nunca impediu.
–
–
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– É só isso que vocês sabem fazer? – Grito jogando mais um adversário no chão.
– Pega leve Yuki, você vai matar o pessoal com esses golpes.
– Sango, eles precisam treinar mais, se eu fosse um yokai eles estariam mortos agora.
– Rin, você nocauteou cinco novatos. Um deles quebrou até o nariz! Um yokai seria mais bondoso do que você.
Pego uma garrafa d'água e tomo todo o seu conteúdo. Eu estava treinando com alguns novatos e com outra caçadora Sango, eu a conheço desde que entrei na Shikon, praticamente treinamos juntas, mas ela não foi modificada como eu fui. Sango é uma excelente juíza – Isso o meu orgulho deixa admitir – Possuía uma gatinha yokai chamada Kirara que serve como ajudante e como mascote, ela namora uma pessoa da organização. Mirok ajuda Sango nas caçadas, sendo ele um monge um tanto quanto tarado em relação ao sexo oposto.
– Você às vezes pega pesado Rin.
– Mau humor. Alguma novidade?
– Seu humor fica ruim vinte e quatro horas por dia, as vezes até mais. – Comentou jogando uma toalha para eu me enxugar. – O mundo humano está na perfeita paz, ainda bem. E o que aconteceu com o seu alvo de ontem?
– Eu o matei.
Sango olhou com total desanimo para mim.
– Você não perde essa mania. – Comentou pegando uma garrafa de água e jogando para mim. – Se continuar a matar todos os yokais do mundo, um dia vamos acabar ficando sem emprego.
– Mas esta mania é a que mais gosto na minha personalidade, pra que perde-la se é tão divertido.
Sango suspira pesadamente
– Essa vida um dia vai acabar te matando. Você não tira folga e treina aqui todos os dias, você pelo menos está se alimentando direito?
– Você sabe o que eu sou não é Sango? Sou modificada, não necessito comer tanto assim. Eu me alimento porque gosto e não porque preciso.
– Mas você precisa dormir. – Ela responde com convicção – Yuki, você é humana não se esqueça disso.
Jogo a toalha num canto qualquer e vou em direção a porta, mas antes olho para Sango por cima dos ombros e digo com a voz mais fria possível;
– Ser humana é a única coisa que me separa dos yokais.
–
–
–
Entro novamente na minha sala e lá estava as caixas e pastas que eu havia pedido, emfim os arquivos de minha família. Separo algumas pastas e começo a olha-las, nada de interessante, mas uma caixa em particular chamou a minha atenção.
Uma caixa escrita Tenseiga
Continua.
Capitulo revisado.
Oi pessoal! Gostaram desse novo capitulo?
Eu já havia postado essa fic antes,mas tive que tira-la do ar porque não tive mais tempo de escreve-la...Mais desta vez eu não vou mais tira-la -promessa de escoteiro!
Ela é diferente das minhas outras fics, eu geralmente faço fic de comedia romântica, mas essa é de ação e romance!Não sei quantos capítulos vai ter,mas espero que ela esteja bem escrita!
Eu estou me arriscando em outros temas para ver se eu tenho capacidade intelectual de escrever uma coisa séria!
Espero que vocês estejam gostando dessa fic, e também espero que a forma com que eu escrevo esteja agradando o publico...
Beijos!
Reviews:
Bekinha- Pois é eu já havia postado antes, só que eu não estava com tempo para continua-la, mas agora eu já estou um pouco mais aliviada com a escola e com outras coisas e estou continuando ela! A Rin dessa fic é fria, orgulhosa e adora lutar...No fundo ela só é uma pessoa carente que sofre com a perda da sua família!Acho que a personalidade dela vai mudar aos poucos e ela vai demonstrar os seus sentimentos que estavam escondidos até então!Eu adoro escrever personagens assim porque elas têm personalidades peculiares, você nunca vai saber o que realmente se passa na cabeça delas!
Aquela frase é de impacto!Eu me baseei num filme que vi...Não lembro o nome,mas acho que era com o Bruce Willians.
Valeu por dizer que gosta das minhas fics!Eu adoro saber que o que eu escrevo esteja agradando o publico!Devo confessar que fico meio insegura com as minhas fics querendo saber se a minha narrativa é boa ou não!
Muito obrigada e apareça mais vezes!
Gheisinha Kinomoto- Eu estou em duvida em saber quem é mais frio, o Sesshomaru ou a Rin!Ele realmente matou o Kageromaru com classe!Uma classe que só ele possui!
Poxa eu me esqueci de pedir o Sesshy pra você?Desculpinha!Você me empresta ele?Eu prometo trata-lo bem...Levo pra passear e dou comida direitinho!Posso até dar um banho nele- Cara de safada- O que você me diz?
Eu já te adicionei no Orkut!
Beijos!
Hiwatari Satiko- Gostou mesmo?É a primeira vez que faço uma fic desse estilo...Espero que esteja bom!
E exijo- De uma maneira gentil é claro!– Que você apareça mais vezes aqui na minha fic e deixe a sua opinião!
Beijos.
HIME RIN- Ah não precisa me chamar de Nat-sama!Assim eu pareço uma pessoa importante!Fique a vontade de me chamar de Nat-chan ^– ^
E quando você precisar de mais dicas não precisa ficar acanhada você pode me pedir à hora que quiser!Eu vivo insegura com as minhas historias!E fico roendo as unhas para saber se todo mundo gostou!
Mais como não dá pra agradar gregos e troianos...Eu fico aqui torcendo pra que as historias agrade as duas civilizações!-Piadinha de filha de professora de historia não liga não!
Beijinhos!
Shizuki Satsuna Tora- Você achou parecido com o anime hellsing?(risos) Eu devo ter inconscientemente copiado algumas partes de lá...Sabe como é eu sou fã desse anime!
Pra falar a verdade o Alucard está na minha lista de pedidos de dia das crianças!Junto com o Sesshy e o Inu!
Mais até agora eu ainda não o recebi de presente!Acho que a Rumiko e o Kota Hiramo ( É esse o nome do criador?) fizeram um complô pra impedir que a minha mãe os comprasse pra mim!
Espero que continue gostando
Beijos querida!Mais uma coisa: Eu sou sua fã!
Jujuba-chan- Sabe o que eu mais gosto nesta historia? È a personalidade da Rin em meio à descoberta desses yokais!
O que eu posso dizer?Valeu pelo elogio!
Haki-chan- Obrigadinha^^ Eu também adoro a sua fic!E espero que você continue gostando da historia!
Valeu\o/!
Vanessa- Promissor? Tomara! Eu vou tentar fazer uma coisa séria em vês de comedia...Mas espero que não fique chato!
Beijos
Kyouyama Anna- valeu! E viu a continuação não demorou muito!
Sah Rebelde- E aqui esta o próximo capitulo!
Eu realmente estou republicando...Mas agora eu não vou tira-la do ar!E espero que você goste!
Beijos
